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Boletim Tecnico EPE-ONS-CCEE - Planejamento Anual - 2019-2023

Emitido por elety
Assinado em 18/08/2026
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Previsões de carga para o Planejamento Anual da Operação Energética 2019 - 2023

30 de Novembro de 2018

  1. Apresentação
    Este informe tem como objetivo apresentar os principais resultados das previsões de carga do Sistema Interligado Nacional (SIN) para o período 2019-2023, realizadas em conjunto por Empresa de Pesquisa Energética – EPE, Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS e Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE.
    Essas projeções serão consideradas como uma das premissas para a atualização da base de dados do Planejamento Anual da Operação Energética 2019–2023 a ser utilizada a partir do PMO de janeiro/19. As projeções foram atualizadas tomando como base a avaliação da conjuntura econômica e o monitoramento do consumo e da carga, ao longo do ano de 2018, por meio das Resenhas Mensais de Energia Elétrica da EPE, dos Boletins de Carga Mensais do ONS e dos InfoMercados Mensais da CCEE, bem como dos desvios observados entre a carga verificada e as projeções elaboradas para o Ciclo de Planejamento Anual da Operação Energética 2018-2022 e suas revisões quadrimestrais.

  2. Panorama econômico
    A economia brasileira mostra sinais de uma retomada gradual, no entanto, diante dos resultados divulgados, o ritmo desta recuperação está abaixo do esperado. Tal fato induziu as revisões das instituições econômicas e financeiras para as projeções de crescimento do PIB para o ano de 2018. Pelo mesmo motivo, revisamos as projeções de PIB para 2018 de 1,6% para 1,4% e mantivemos as mesmas projeções da 2ª Revisão Quadrimestral para o período 2019-2023, dado o elevado grau de incerteza sobre a evolução da economia. Para os anos iniciais, espera-se que alto nível de ociosidade da economia contribua para o crescimento econômico. Além disso, espera-se que a demanda apresente recuperação estimulada pelos juros ainda baixos e pela retomada do mercado de crédito. Para os anos seguintes, espera-se uma recuperação suave, proporcionada, especialmente, pela retomada de investimentos, sobretudo os de infraestrutura, dado um ambiente de maior estabilidade e previsibilidade. Além disso, a retomada do mercado de trabalho proporcionará um maior consumo das famílias. Entre os fatores que limitarão um maior crescimento no curto e médio prazo estão a situação fiscal, que é bastante delicada e necessitará de fortes ajustes, as baixas taxas de poupança e da produtividade da economia brasileira. Diante desse contexto, espera-se que a economia cresça, em média, 2,7% a.a. entre 2019-2023. Em termos dos grandes agregados da oferta que compõem o PIB, houve ajustes marginais do cenário em relação à 2ª Revisão Quadrimestral em função da conjuntura recente e das expectativas de mercado. A indústria deve atingir um crescimento médio de 3,0% a.a., a agropecuária 2,9% a.a. e os serviços 2,5% a.a. no horizonte quinquenal. Com relação aos impactos na carga, o cenário setorial destaca as incertezas quanto à operação de grandes consumidores da metalurgia com notável participação no consumo elétrico nacional, especialmente no Norte do País, cujas atividades foram paralisadas por eventos extraordinários sem previsão exata de retorno a operação integral ou em função de condicionantes de mercado. Na Tabela 1 é apresentado o cenário de crescimento econômico anual até 2023.

  3. Previsão de mercado de energia elétrica O consumo de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional - SIN terminou o período janeiro-outubro com um crescimento de 1,1% em relação ao mesmo período de 2017. Para os dois últimos meses de 2018, espera-se que a continuidade da lenta retomada do consumo observada ao longo do ano. Desta forma, nesse último bimestre, projeta-se que, o consumo no SIN cresça à taxa de 1,1%. Com isso, para 2018, a expectativa é que o consumo na rede do SIN terá alta de 1,1% ante 2017. Até 2023, estima-se que o consumo no SIN cresça à taxa média de 3,8% anuais. Espera-se que o consumo industrial no SIN nesse período observe taxa média de crescimento de 3,4% ao ano, influenciado pela retomada gradual de alguns setores intensivos em energia, em especial, do setor produtor de alumínio primário. As classes residencial e comercial devem registrar taxas de crescimento anuais de 3,8% e 4,0%, respectivamente. Com isso, a projeção do consumo na rede para o ano 2022 encontra-se 1,7 TWh abaixo do montante previsto na 2ª Revisão Quadrimestral 2018-2022.

  4. Evolução da Carga do SIN e Subsistemas no período janeiro-dezembro/18 O desempenho da carga ao longo de 2018 foi impactado negativamente pelo quadro de recuperação lento e gradual da economia brasileira e o elevado nível de incerteza política e econômica no contexto nacional.
    Considerando os valores verificados da carga de energia de janeiro a outubro, o valor estimado para novembro e as previsões para o mês de dezembro realizadas no PMO de novembro/2018, a carga de energia do SIN registra, no ano de 2018, crescimento de 1,4% sobre igual período de 2017.
    Merece destaque o impacto, na carga do SIN, da greve dos caminhoneiros ocorrida entre o final de maio e o início de junho/18, quando foi observado um aumento dos estoques de produtos finais e redução dos estoques de insumos, afetando os custos, produção, utilização da capacidade e confiança. Além disso, o comportamento diferenciado da carga observada nos dias de jogos do Brasil na Copa do Mundo também contribuiu para o desempenho da carga durante o mês de junho/18.
    No subsistema Sudeste/Centro-Oeste, onde está concentrada cerca de 60% da carga industrial do país, a variação positiva de 1,6% observada na carga no ano de 2018, e explicada principalmente pelo desempenho da indústria.
    A carga do subsistema Sul apresenta no ano de 2018, um crescimento de 1,7% relativamente ao ano anterior. Destaca-se o crescimento de 10,1% na carga no subsistemas Sul no mês de abril/18, explicada principalmente pela ocorrência de temperaturas muito superiores às verificadas no mesmo período do ano anterior associada ao efeito calendário.
    No subsistema Nordeste, os baixos índices de precipitação acompanhados de temperaturas acima da média, ao longo do segundo semestre de 2018, superiores ao ocorrido ao mesmo período do ano anterior, contribuíram para o desempenho da carga ocasionando uma taxa de crescimento 2,0% no ano.
    A variação negativa de 1,8% no subsistema Norte, a despeito do registro de altas temperaturas a partir de outubro, pode ser explicada, principalmente, pela redução da carga de um Consumidor Livre da Rede Básica que vem se mantendo desta forma desde meados de abril/18.

  5. Previsão da carga de energia 2019-2023 A carga de energia do SIN prevista para o ano de 2018 tem crescimento de 1,4% relativamente ao ano anterior, situando-se 136 MWmédios abaixo do valor previsto na 2ª Revisão Quadrimestral

Previsões de carga para o Planejamento Anual da Operação Energética 2019 - 2023

30 de Novembro de 2018 da Carga para o Planejamento Anual da Operação Energética 2018- 2022. Para o período 2019-2023, prevê-se um crescimento médio anual da carga de energia do SIN de 3,7% ao ano, significando uma expansão média anual de 2.687 MWmédios. A projeção de carga do SIN atinge 79.944 MWmédios em 2023. Nas Tabelas 2, 3 e 4, encontram-se resumidos os principais resultados para os valores previstos da carga de energia em MWmédios, as taxas de crescimento resultantes e os respectivos acréscimos de carga anuais por subsistema. Na Tabela 5, são apresentadas as diferenças entre as previsões de carga de energia, por subsistema do SIN, da previsão de carga para o Planejamento Anual da Operação Energética 2019-2023 e a 2ª Revisão Quadrimestral da carga para Planejamento Anual da Operação Energética 2018-2022.

TABELAS ANEXAS Tabela 1

Tabela 2

Tabela 3

Tabela 4

Tabela 5

201820192020202120222023 1,4%2,3%2,7%2,8%2,8%2,9% Projeção anual de crescimento do PIB (%) Planejamento Anual da Operação Energética 2019-2023 Subsistemas20192020202120222023 Norte5.7555.9866.1936.6127.004 Nordeste11.27211.78512.28912.83713.403 Sudeste/CO40.01541.38042.76344.22245.789 Sul11.85612.29012.75313.24313.747 SIN68.89771.44173.99876.91279.944 Carga de energia (MWmédios) Planejamento Anual da Operação Energética 2019-2023 Subsistemas 20192020202120222023 Norte6,54,03,56,85,9 Nordeste4,24,64,34,54,4 Sudeste/CO3,13,43,33,43,5 Sul3,43,73,83,83,8 SIN3,63,73,63,93,9 Carga de energia - Taxas de crescimento (% ao ano) Planejamento Anual da Operação Energética 2019-2023 Subsistemas 20192020202120222023 Norte350231207418393 Nordeste453513504548567 Sudeste/CO1.1991.3651.3831.4591.567 Sul386434463490505 SIN2.3882.5432.5572.9153.032 Carga de energia - Acréscimos/Decréscimos anuais (MWmédios) Planejamento Anual da Operação Energética 2019-2023 Subsistemas 20192020202120222023 Norte-44-182-376-377- Nordeste149203253284- Sudeste/CO-338-349-421-500- Sul21516382- SIN-211-278-482-511- Carga de energia (MWmédios) Diferenças [Planej. Anual da Operação Energética 2019-2023] - [2ª Revisão Quadrimestral 2018]