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Boletim Técnico: 2ª Revisão Quadrimestral 2021-2025

Emitido por elety
Assinado em 18/08/2026
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Previsões para a 2ª Revisão Quadrimestral da Carga do PLAN 2021–2025

03 de agosto de 2021

  1. Apresentação
    Este informe tem como objetivo apresentar os principais resultados das previsões de carga do Sistema Interligado Nacional (SIN) para o período 2021-2025, no âmbito da 2ª Revisão Quadrimestral da Carga do PLAN 2021-2025, realizadas em conjunto por Empresa de Pesquisa Energética – EPE, Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS e Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE. As projeções foram atualizadas tomando como base a avaliação da conjuntura econômica e o monitoramento do consumo e carga até junho, valor estimado para julho e a previsão para agosto realizada no PMO de julho/2021. Além disso, foram considerados o contexto da pandemia da COVID-19, das Resenhas Mensais de Energia Elétrica da EPE, dos Boletins de Carga Mensais do ONS e dos InfoMercados Mensais da CCEE, bem como dos desvios entre os valores observados da carga e suas respectivas projeções elaboradas no Planejamento Anual da Operação Energética 2021-2025.
  2. Panorama econômico
    A economia global ainda sofre reflexos da pandemia da Covid-19, porém, com avanços na vacinação e a reabertura da economia, há perspectiva de uma forte recuperação neste ano de 2021, ainda que esse processo aconteça de forma heterogênea nos países. Tal contexto é positivo para a economia brasileira, que também deve apresentar retomada nesse ano.
    As expectativas em relação à economia brasileira mudaram bastante em relação àquelas do momento de elaboração da 1ª Revisão Quadrimestral. Em março de 2020, a mediana do Focus para o PIB de 2021 se encontrava no patamar de 3%, já em meados de julho essa mesma projeção já estava em torno de 5%. Dentre os motivos que explicam essa melhora das projeções, estão o avanço na vacinação e a divulgação de dados realizados com resultados acima do esperado.
    Um desses dados foi o PIB do 1ºtrimestre, que apresentou crescimento de 1% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Pela ótica da demanda, os destaques foram a formação bruta de capital fixo, que cresceu 17%, e o consumo das famílias, que caiu 1,7%, influenciado pelo mercado de trabalho ainda enfraquecido. Já pelo lado da oferta, esse crescimento foi puxado pela agropecuária (5,2%) e pela indústria (3%), enquanto os serviços apresentaram queda pelo quinto trimestre consecutivo (-0,8%).
    Em relação aos dados mensais, o IBC-BR mostrou uma forte recuperação (14,2%) em maio, comparado ao mesmo mês do ano anterior, ainda que tenha apresentado uma queda na margem (-0,4%). Além disso, os indicadores mensais do IBGE registraram taxas de crescimento bastante elevadas na comparação com o mesmo período de 2020, com efeito significativo da base de comparação deteriorada do ano anterior, em decorrência da eclosão da pandemia no país e do início das medidas de isolamento social em sua fase mais restritiva.
    Em termos de percepção dos agentes, o indicador de confiança do consumidor registrou aumento em julho, porém ainda se encontra abaixo do patamar de 100 pontos (82,2 pontos), o que significa que o consumidor ainda está pessimista. Em relação à indústria, aos serviços e comércio, até o momento de divulgação deste boletim só estavam disponíveis os indicadores de confiança de junho, que indicaram elevações para todos os setores mencionados.
    O resultado do PIB do 1º trimestre de 2021 acima do esperado na 1ª Revisão Quadrimestral gerou um carregamento estatístico maior para o PIB deste ano. Diante disso e de um contexto de avanço na campanha de vacinação, o PIB de 2021 foi revisado de 3,0% para 5,0%, mantendo-se as premissas de que uma parcela significativa da população estará vacinada no fim do ano e de que haverá continuidade da recuperação da atividade ao longo de 2021, com destaque para o setor de serviços no segundo semestre. Já para 2022, o PIB foi revisado de 2,8% para 2,3% em virtude da maior base em 2021 e dos potenciais efeitos negativos da política monetária mais restritiva na atividade econômica. É importante destacar que há riscos elevados para a concretização desse cenário associados à evolução pandemia da Covid-19 no Brasil e no mundo, além de fatores domésticos como: a evolução das contas públicas, a intensidade da escassez hídrica, os efeitos da aceleração da inflação e do aumento dos juros sobre a demanda e a velocidade de recuperação do mercado de trabalho.
    Para os anos seguintes, espera-se uma elevação mais significativa da confiança dos agentes e recuperação do mercado de trabalho, que se refletirá em uma expansão da demanda interna mais intensa. A maior confiança dos agentes propiciará um crescimento mais significativo dos investimentos com destaque para o setor de infraestrutura, gerando reflexos positivos sobre a competitividade da economia. Diante desse contexto, espera-se que a economia cresça, em média, 3,2% a.a. entre 2021 e 2025. Em termos setoriais, a perspectiva é de médias de crescimento de 2,9% para a agropecuária, de 3,5% para a indústria e de 3,1% para serviços. A Tabela 1, ao final deste Boletim, resume as taxas de crescimento de PIB para o período 2021-2025.
  3. Previsão de mercado de energia elétrica O consumo de energia elétrica no SIN terminou o 1º semestre do ano apresentando crescimento de 7,7% em comparação a igual período de

O avanço maior foi observado no consumo da Indústria, que realizou aumento de 14,3%. Parte desse resultado se beneficiou pela base baixa de comparação, sobretudo no 2º trimestre de 2020, afetada pela paralisação parcial das atividades em decorrência da pandemia do COVID-19. Por outro lado, a retomada no setor se deu em ritmo forte, principalmente nos segmentos de metalurgia e de produção de minerais não metálicos, além da produção de químicos. No setor de Comércio e Serviços, com o progresso da vacinação e atenuação das medidas de isolamento social, o consumo aumentou 4,3%. Entretanto, o patamar atual ainda é inferior ao pré-pandemia. Mesmo com menor nível de isolamento social e, a despeito da alta taxa de desemprego e do orçamento doméstico pressionado pela inflação, o consumo na classe residencial subiu 4,9%, com resultado mais fraco sendo observado somente no Sul. Há de ressaltar que, como não havia efeitos significativos da pandemia até meados de março de 2020, notou-se um incremento maior da classe residencial no primeiro trimestre deste ano. Nas outras classes de consumo, houve crescimento de 3,2% no consumo agregado, com destaque para o consumo associado às atividades rurais. Frente ao realizado, o crescimento do consumo no SIN indicado na 1ª Revisão Quadrimestral foi revisto para cima e espera-se que atinja 5% em 2021.
O consumo industrial deve crescer 8,7%, sendo que a maior parte deste resultado já foi realizado no 1º semestre. Com a expectativa de que as atividades de Comércio e Serviços se intensifiquem no próximo semestre, o consumo no setor deve alcançar ao fim de 2021 montante 4,9% maior do que em 2020. Já nas residências, espera-se que o consumo perca fôlego nos próximos meses, não só por conta da incerteza relacionada à recuperação do mercado de trabalho, mas também por efeito de base – as maiores

Previsões para a 2ª Revisão Quadrimestral da Carga do PLAN 2021–2025

03 de agosto de 2021 taxas em 2020 ocorreram no 2º semestre. Com isso, o aumento no consumo residencial em 2021 deve ser de 1,8%, praticamente refletindo apenas o ingresso de novas unidades consumidoras. Já no quinquênio de 2021 a 2025, prevê-se crescimento médio de 3,7% ao ano para o consumo no SIN, com um resultado um pouco mais moderado em 2022 do que no restante do período.

  1. Evolução da Carga do SIN e Subsistemas no período janeiro-julho/2021 O 1º trimestre de 2021 foi marcado pela ocorrência de elevadas temperaturas em todos os Subsistemas e um agravamento da pandemia da covid-19 no Brasil com impacto no comportamento da carga durante os primeiros meses do ano. Sob reflexo do ciclo de commodities, demanda de bens e reposição de estoques, a produção industrial continuou em expansão ao longo do primeiro
    semestre. Os fatores acima colaboraram para que a carga no período janeiro- junho, apresentasse um crescimento de 7,4% no SIN, 6,9% no SE/CO, 7,3% no Sul, 8,1% no Nordeste e 10,4% no Norte, quando comparado ao mesmo período do ano passado. Considerando os valores verificados da carga de energia de janeiro a maio, valor estimado para junho e a previsão para os meses de julho e agosto realizada no PMO de julho/2021, a carga de energia do SIN registra, no período janeiro-agosto/2021, acréscimo de 6,4% sobre igual período de 2020.

  2. Previsão da carga de energia 2021-2025 A carga de energia do SIN prevista para o ano de 2021 deverá apresentar um crescimento de 4,6% relativamente ao ano anterior, ou seja, 3101 MWmédios superior à carga verificada em 2020, situando- se 1001 MWmédios acima do valor previsto para a 1ª Revisão Quadrimestral da Carga para o Planejamento Anual da Operação Energética 2021-2025.
    No período 2021-2025, prevê-se um crescimento médio anual da carga de energia do SIN de 3,7% ao ano, significando uma expansão média anual nos cinco anos de 2.625 MWmédios, atingindo em 2025 uma carga de 79.963 MWmédios no SIN. As Tabelas 2, 3 e 4, a seguir, resumem os valores previstos da carga de energia em MWmédios, as taxas de crescimento resultantes e os respectivos acréscimos de carga anuais por subsistema. A Tabela 5 mostra as diferenças entre as previsões de carga de energia, por subsistemas do SIN, para a 2ª Revisão Quadrimestral de 2021 para o PLAN 2021-2025 e para a 1ª Revisão Quadrimestral de 2021 para o PLAN 2021-2025

TABELAS ANEXAS

Tabela 1 20212022202320242025 5,0%2,3%2,8%2,9%3,0% 20212022202320242025 2,0%-0,5%0,0%0,0%0,0% Projeção anual do crescimento do PIB (%) 2ªRevisão Quadrimestral 2021-2025 Diferença entre Taxas (%) [2ªRQ 2021-2025] - [1ªRQ 2021-2025] Subsistema20212022202320242025 Norte5.960 6.142 6.336 6.578 6.801
Nordeste11.474 11.839 12.313 12.807 13.317
Sudeste/CO40.332 41.435 42.887 44.327 45.841
Sul12.174 12.539 13.013 13.500 14.004
SIN69.940 71.955 74.550 77.212 79.963
Tabela 2 Carga de energia (MWmédios) 2ªRevisão Quadrimestral 2021-2025 Subsistema20212022202320242025 Norte6,4%3,1%3,1%3,8%3,4% Nordeste5,7%3,2%4,0%4,0%4,0% Sudeste/CO4,2%2,7%3,5%3,4%3,4% Sul4,4%3,0%3,8%3,7%3,7% SIN4,6%2,9%3,6%3,6%3,6% Carga de energia - Taxas de crescimento (% ao ano) 2ªRevisão Quadrimestral 2020-2024 Tabela 3 Subsistema20212022202320242025 Norte357182193243222 Nordeste623365474494510 Sudeste/CO1.6121.1031.4521.4401.514 Sul510365475487504 SIN3.1012.0152.5952.6632.750 Tabela 4 Carga de energia - Acréscimos/Decréscimos anuais (MWmédios) 2ªRevisão Quadrimestral 2021-2025 Subsistema20212022202320242025 Norte 129102101103106 Nordeste 327300287270252 Sudeste/CO 224-74 -53 -33 -6 Sul 321336357381407 SIN 1.001665692722759 Tabela 5 Diferenças [2ªRQ 2021-2025] - [1ªRQ 2021-2025] Carga de Energia (MWmédio)