Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
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2025
Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
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Empresa de Pesquisa Energética -EPE
Superintendentes
Angela Oliveira da Costa
Carla da Costa Lopes Achão
Superintendentes Adjuntos
Arnaldo dos Santos Junior
Marcelo Castello Branco Cavalcanti
Consultores Técnicos
Patrícia Feitosa Bonfim Stelling
Rachel Martins Henriques
Glaucio Vinícius Ramalho Faria
Presidente
Thiago Guilherme Ferreira Prado
Diretor de Estudos Econômicos e Energéticos
Thiago Ivanoski Teixeira
Diretor de Estudos de Energia Elétrica
Reinaldo da Cruz Garcia
Diretor de Estudos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis
Heloisa Borges Bastos Esteves
Diretora de Gestão Corporativa
Carlos Eduardo Cabral Carvalho
Ministro de Estado
Alexandre Silveira de Oliveira
Secretário Executivo
Arthur Cerqueira Valerio
Secretário Nacional de
Transição Energética e Planejamento
Gustavo Cerqueira Ataíde
Coordenação Técnica
Rogério Antônio da Silva Matos
Equipe Técnica
Bernardo Honigbaum
Patrícia Messer Rosenblum
Rogério Antônio da Silva Matos
Theo Juliano Pagartanidis
Colaboradores
Allex Yujhi Gomes Yukizaki
Ana Cristina Braga Maia
Bruno Rodamilans Lowe Stukart
Daniel Silva Moro
Fernanda Marques Pereira Andreza
Flávia Camargo de Araújo
Gustavo Daou Palladini
Igor da Silva Cavalcanti
Igor Veneroso do Nascimento
Jessica Rodrigues Paiva Ferreira
Leonardo Gandelman Freire
Otto Hebeda
Yuri Vandresen Pinto
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ValorPúblico
AEmpresadePesquisaEnergética–EPE,instituídaem2004,vinculadaaoMinistériodeMinaseEnergia-MME,temporfinalidadeprestarserviçosna
áreadeestudosepesquisasdestinadasasubsidiaroplanejamentodosetorenergético.Dentreassuasatribuições,destaca-seaelaboraçãoe
publicaçãodoAtlasdaEficiênciaEnergéticaBrasil(Atlas),relatóriopublicadoregularmentedesdeoanode2014,ondeéapresentadoomonitoramento
doprogressodaeficiênciaenergéticanoBrasil,atravésdeumaanálisedeindicadores.
Estapublicação,aliadaaoManualMetodológicodoAtlasdeEficiênciaEnergética,buscam,conjuntamente,trazertransparênciaereduziraassimetriade
informaçãocomrelaçãoàevoluçãodaeficiênciaenergéticanoBrasil,emespecialnossetoresresidencial,industrialedetransportes.
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A equipe da ANEEL que contribuiu para a
execução deste relatório foi:
Equipe Técnica
Antonio Pedro da Costa e Silva Lima
Carlos Eduardo Barreira Firmeza de Brito
Douglas Caldas da Silva
Fernanda Argolo Dantas
Paulo Luciano de Carvalho
Rodrigo Pereira de Barbosa
Esterelatóriopossuiumcapítuloespecial...
sobreoProgramadeEficiênciaEnergética(PEE),umainiciativadaAgênciaNacionaldeEnergiaElétrica(ANEEL),resultadodacooperaçãocomaEPE.
Nestecapítulo,éapresentadooPEE,quevisapromoverousoeficientedaenergiaelétricanoBrasil,reduzindodesperdícioseenvolvendodiversos
projetosparaotimizaroconsumoenergéticoemdiferentessetores.
Adicionalmente,aAgênciaInternacionaldeEnergia(IEA)apresentaumaanáliseinternacionaldepolíticasdeeficiênciaenergética,comorientaçõesaos
formuladoresdepolíticasafimdeaprimorareexpandirseusprogramas,alémdeacelerarganhosemeficiênciaenergéticapormeiodepolíticasnovase
maisfortes.
A equipe da IEA que contribuiu para a execução
deste relatório foi:
Equipe Técnica
Ana Lepure
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Sumário
Objetivo .......................................................................................................06
Definições ...................................................................................................08
Introdução ...................................................................................................15
Edificações ..................................................................................................28
Setor Residencial .........................................................................................31
Setor de Serviços ..........................................................................................42
Setor Industrial .............................................................................................49
Setor de Transportes .....................................................................................60
Capítulo especial sobre Programa de Eficiência Energética da ANEEL e
Panorama internacional de políticas de eficiência energética –IEA ..................77
Referências Bibliográficas .............................................................................97
Oferta de Energia
Consumo Final de Energia
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Objetivo
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Objetivo
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Objetivo
EstedocumentotemporobjetivoprincipalomonitoramentodoprogressodaeficiênciaenergéticanoBrasil,atravésdeumaanálisedeindicadores.Em
2014foipublicadooprimeirorelatóriodeindicadores,comdadosaté2012.Apublicaçãovemsendoaprimorada,eem2020passouasechamar“Atlas
daEficiênciaEnergéticanoBrasil–RelatóriodeIndicadores”.Estedocumentoatualizaecomplementa,deformamaissintética,osprimeirosrelatórios
comdadosatéoano2024.
Uma imagem contendo Interface gráfica do usuário
Descrição gerada automaticamente
Diagrama
Descrição gerada automaticamente
Mapa
Descrição gerada automaticamente
Capítulo
especial
Benchmarking de
eficiência
energética: Brasil
no contexto global
Capítulos especiais
▪Setor de Cimento no
Brasil e no Mundo
▪Impactos da covid-19
Capítuloespecial
▪IndústriaSiderúrgica
Capítulo especial
Transporte rodoviário de
cargas e a comparação do
caso brasileiro com países
selecionados
202320142020202120172022
Capítuloespecial
▪SetorResidencial
2024
Capítulo especial
▪Indústria de Ferroligas e
Silício Metálico
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Definições
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Definições
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ODEX
OODEXéumindicadorqueapuraoprogressodaeficiênciaenergética.Podeseragregadoporsetor(industrial,residencial,serviçosetransportes)ou
paraaeconomiacomoumtodo.OODEXéutilizadopelaUniãoEuropeia,noprogramaODYSSEEdatabaseparamonitoramentodosganhosdeeficiência
(ENERDATA,2020).
OODEXporsetor(porexemplo:indústria)ébaseadonosíndicesdeconsumounitárioporsubsetor(cimento,cerâmica,têxtiletc.)ponderadospela
participaçãonoconsumototaldeenergiadosetor.Oconsumounitárioporsubsetorpodeserexpressoemdiferentesunidadescomobjetivodefornecer
amelhor“proxy”deavaliaçãodaeficiênciaenergética,taiscomooconsumopordomicílio,oconsumoporproduçãofísicaouoconsumoporatividade
detransporte(medidaemunidadescomopassageiro-quilômetroetonelada-quilômetro).
Paraopresenterelatórioconsiderou-se2005comoanobase(valor=100),emfunçãoessencialmentedadisponibilidadededadosparaamaiorparcela
dossetoresapartirdesseano.OdecréscimonoODEXdovalor100em2005para80emalgumdadoano,porexemplo,representaganhodeeficiência
energéticade20%aolongodoperíodoanalisado.Emcontrapartida,casooODEXaumentede100para120,teráhavidopioranaeficiênciaenergéticaao
longodosanosemquestão.
NocasodoODEXglobal,omesmométodoéaplicadocomfatoresponderados,baseadosnasparticipaçõesdoconsumototaldeenergiafinaldecada
setoremrelaçãoaototaldeenergiafinalconsideradoparatodosossetoresavaliados.
Parafinsdesserelatório,foramconsideradosossetoresindustrial,residencialedetransportes.Demaissetores(energético,serviçoseagropecuária)não
foramincluídosemfunçãodeindisponibilidadededadosnoformatoadequadoàapuraçãodoindicador.
OManualMetodológicodoAtlasdeEficiênciaEnergéticaBrasilapresentaodetalhamentodosdadoseindicadoresutilizadosparaaelaboraçãodeste
relatório,incluindooODEX,epodeseracessadoclicandoem
Manual Metodológico
Manual Metodológico
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Definições
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Intensidade Energética
Aintensidadeenergéticaserefereaomontantedeenergianecessárioparaproduzirumaunidadedeprodutofinaloudeserviço.Éarazãoentreum
indicadordeenergia(toneladaequivalentedepetróleo[tep],Joule,calorias,Btu,entreoutras)eumindicadordeatividade(US$,R$,m²,tonelada-
quilômetro,passageiro-quilômetro,entreoutros).
Exemplosfictícios:
▪Intensidadeenergéticaindustrial:100tep/US$ppp2010
▪Intensidadeenergéticadeedificaçãoresidencial:0,5tep/m²
▪Intensidadeenergéticadeedificaçãocomercial:200KJ/m²
▪Intensidadeenergéticanosetordetransportes:1.000tep/tkm
AintensidadeenergéticadeumaeconomiacorrespondeàrazãoentreaOfertaInternadeEnergia(OIE)eoProdutoInternoBruto(PIB)dopaís.Este
indicadornormalmenteéusadoparamediraeficiênciaenergéticadeumpaís.Noentanto,éimportanteconsiderarqueaestarazãonãoexpressa
necessariamenteeficiênciaenergética,poisumpaíspodeteraintensidadeenergéticabaixaeserineficientedopontodevistaenergético.Basta
considerarmosocasodeumpequenopaísquetemsuaeconomiabaseadanosetordeserviços,quepossivelmenteteráumaintensidadeenergética
menorqueoutragrandenaçãocujaeconomiaébaseadanaproduçãoindustrial.Entretanto,osegundopaíspodeusaraenergiaparasuasindústriasde
formamaiseficientequeoprimeiroausaparadesenvolverasuaeconomiabaseadaemcomércioeserviços.
Destaforma,aintensidadeenergéticanãodeveseranalisadaisoladamente.Osganhosdeeficiênciasãoapenasumcomponentedestaanálise,que
tambémdevelevaremconsideraçãoaestrutura(efeitoestrutura)daeconomiadeumpaís(presençadeindústriasenergointensivas,setordeserviços
desenvolvidoetc.)easmudançasnaatividade(efeitoatividade),influenciadaspelotamanhodopaís(queimplicamemmaiordemandadosetorde
transportes,porexemplo).
Nesterelatório,oindicadorserácalculadodeduasformas:sobaóticadaOfertaInternadeEnergia(OIE),identificadacomoIntensidadePrimária(i)esob
abasedoConsumoFinalEnergético,denotadacomoIntensidadeFinal(ii).Asfórmulasdecálculodecadaindicadorseguemabaixo:
I.OfertaInternadeEnergia(miltep)/PIB(M$[2010])
II.ConsumoFinalEnergético(miltep)/PIB(M$[2010])
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Definições
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Consumo Final
Étodaaenergiaquechegaaossetoresconsumidoresparafinsenergéticosenãoenergéticos(matéria-prima,porexemplo).Nãoestãoincluídosneste
conceitoasfontesutilizadascomoinsumooumatéria-primaparaaproduçãodeoutrosprodutosenergéticos.Estasatividadessãoclassificadas,
segundooBalançoEnergéticoNacional,comoCentrosdeTransformação(exemplos:águautilizadaparageraçãodeeletricidadeoupetróleoqueserá
transformadoemderivados).
Deformageral,ossetoresdeconsumofinalnesterelatórioforamclassificadosdeacordocomamesmadivisãodoBalançoEnergéticoNacional,com
exceçãodealgunssetoresenergointensivos,paramelhorrepresentaçãodoprogressodaeficiênciaenergéticanoBrasil.
Oconsumofinalpodesercalculadoatravésdasseguintesparcelas:
▪Consumofinal=consumofinalprimário(+)consumofinalsecundário,ou;
▪Consumofinal=consumofinalnão-energético(+)consumofinalenergético
Onde:
▪Consumofinalprimárioéoconsumodeenergiaprimária,ouseja,consumodefontesprovenientesdiretamentedanatureza.Exemplos:gás
natural,carvãomineral,energiasolar,eólica,hidráulicaeosprodutosdacana-de-açúcar,entreoutros.
▪Consumofinalsecundárioéoconsumodeenergiasecundária,ouseja,consumodefontesoriundasdosdiferentescentrosdetransformação,que
têmcomodestinoosdiversossetoresdeconsumodaeconomia.Exemplos:eletricidade,gasolina,óleodiesel,etanol,entreoutros.
▪Consumofinalnão-energéticocorrespondeaoconsumodefontesque,emborapossuamconteúdoenergético,sãoutilizadoscomomatérias-
primasparaoutrosfins.Exemplo:usodenaftaparaafabricaçãodetermoplásticos.
▪Consumofinalenergéticocorrespondeàutilizaçãodefontespelossetoresdaeconomiacomoenergia.
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Definições
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INOVA-E
AplataformadigitalINOVA-EfoicriadaparatornaracessíveisaosmaisdiversospúblicosasinformaçõesrelacionadasàinovaçãoemenergianoBrasil.
Emseumódulodeinvestimentos,asinformaçõesestratégicasdisponibilizadasnaplataformaforamorganizadasemumaúnicabasededados,
apresentandoumrelevantepanoramaparaacompreensãodastendênciasdeinvestimentosemPD&Demenergianopaís.Estepanoramainédito
fornecidopelaINOVA-EbuscaapoiarEPE,MME,MCTI,entreoutrasorganizaçõesgovernamentais,privadasedasociedadecivil,naformulaçãoe
promoçãodepolíticaspúblicasvoltadasànossatransiçãoenergética.Emsuamaisrecenteatualização,omódulodeinvestimentosemPD&Dda
plataformapassoupordiversosaprimoramentosmetodológicos,queresultaramnaampliaçãodosinvestimentosmapeadoseinclusãodeprojetosno
históricodosinvestimentos.
InvestimentopúblicoemPD&D-OsinvestimentospúblicosdePD&DsãocalculadosapartirdosdispêndiosemprojetosdePD&Dreembolsáveise
não-reembolsáveisrealizadospormeiodeinstituiçõespúblicasdefomentoàinovaçãonoBrasil.Nasestatísticasapresentadasnestaplataformafazem
partedoescopodosinvestimentospúblicosemPD&Dosseguintesórgãosfederais:BNDES,CNEN,CNPq,FINEP;etambémdoestadodeSãoPaulo:
FAPESP.
InvestimentopublicamenteorientadoemPD&D-Osinvestimentospublicamenteorientadossereferemaoinvestimentoprivadoinduzidoporpolíticas
públicas,sendocompulsórioparaasempresasdosetordeenergia.Sãorecursosqueseenquadramdentrodeprogramaspúblicoscujafinalidadeé
induzirasempresasaefetuareminvestimentosemPD&D.NasestatísticasapresentadasnestaplataformafazempartedoescopoosprojetosdeP&D
reguladospelasagênciasANEELeANP.
Paravisualizarosdadosesabermaisdetalhesacesseolinkevisiteaplataforma:
PanoramadosinvestimentosdeinovaçãoemenergianoBrasil
Logotipo
Descrição gerada automaticamente
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Definições
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Setor de Transportes
Atividade
Aatividadenosetordetransporteé,internacionalmente,representadapelosindicadorespassageiro-quilômetrotransportadosetonelada-quilômetro
transportados.Passageiro-quilômetroéumaunidadequeapresentaotrabalhorelativoaodeslocamentodeumpassageiroàdistânciadeumquilômetro.
Damesmaforma,tonelada-quilômetroéaunidadequerepresentaotrabalhorelativoaodeslocamentodeumatoneladadecargaàdistânciadeum
quilômetro.Tambémchamadodemomentodetransporte.
Intensidadedeuso
Razãoentreaatividadedetransporteeadistânciapercorrida.Éexpressanasunidadestonelada-quilômetro/quilômetrooupassageiro-
quilômetro/quilômetro.
Rendimentoenergético
Razãodadistânciapercorridaporpassageirosoucargaeoconsumodecombustívelemvolumeeexpressamedidadeautonomia.Usualmenteem
quilômetros/litro.EminglêsédenominadoFuelEconomy.
Consumodecombustível
Representaovolumedecombustívelgastoparapercorrerumadadadistância,emgeral100km.Éexpressalitro/100km.EminglêsédenominadoFuel
consumption.
EficiênciaEnergética
Razãoentreaestimativadeatividade(t.kmoup.km)eademandatotaldeenergia(emunidadescomJoule[J],Watt[W]outoneladaequivalentede
petróleo[tep]).
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Definições
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Setor de Transportes
VeículosLeves(porporte)¹
Automóvel
Veículoautomotordestinadoaotransportedepassageiros,comcapacidadeparaatéoitopessoas,exclusiveocondutor;
ComerciaisLeves
▪caminhonete–veículodestinadoaotransportedecargacompesobrutototaldeaté3.500kg;
▪caminhoneta–veículomistodestinadoaotransportedepassageiros;
▪utilitário–veículomistocaracterizadopelaversatilidadedoseuuso,inclusiveforadeestrada.
VeículosPesados²
Caminhões
▪Semileves–3,5t. 45 t.
¹CódigoNacionaldeTrânsito(BRASIL,1997)
²Anfavea(2025)
PBT–PesoBrutoTotal;CMT–CapacidadeMáximadeTração
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Introdução
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Introdução
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Governança institucional da eficiência energética no Brasil
MDIC
CGEE
GCCE
ENBPar
ProcelConpetPEE
ANEELEPE
CGIEE
MME
SNTEP
MCidades
GT
Edificações
SDIC
Programa
MOVER
PBQP-HMCMV
SNHSDUMSMU
Inmetro
BNDES
CTECH
GT Sustentabilidade
Ministérios
Entidades vinculadas
Secretarias
Comitês
Programas de governo
Fundo Setorial
SNTEP:Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento
SDIC:Secretaria de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e
Serviços
SPU:Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União
SNH:Secretaria Nacional de Habitação
SDUM:Secretaria Nacional de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano
SMU:Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana
SNASA:Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental
SNASASPU
SEGES
Central de
Compras
MGI
PBE
MCTI
SDTI
Finep
CT-Energ
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Introdução
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Linha do tempo das Políticas de Eficiência Energética...
199019932000
200119851991
19841981
19821997
20022004
20032005
Portaria MIC/GM46
Programa CONSERVE
Indústria e substituição
de energéticos
importados
Decreto 87.079
PME:Programa de
Mobilização
Energética
PBE | INMETRO
PIˡ1.877
Institui
oPROCEL
Decreto 99.656
CICE -Comissão Interna
de Conservação de
Energia
(revogado pelo Decreto
10473/2020)
Decreto Federal
18/07/1991
Institui o
CONPET
Decreto Federal
08/12/1993
Selo de
Eficiência
Lei 9.478
Conselho Nacional
de Política Energética
(CNPE) e ANP
Lei 9.991
PEE ANEEL: Investimentos
em P&D e Eficiência
Lei 10.295²
Lei da Eficiência
Energética
(Índices mínimos -MEPS
Minimum Energy
Performance Standards)
Decreto 4.059 e
republicado pelo
Decreto 9.864/2019
CGIEE/ GT Edificações
Procel
Indústria
Procel EDIFICA
Procel
SANEAR
Lei 10.847
Decreto 5.184
criação da EPE
Notas:(1)PI=PortariaInterministerial
(2)Motoreselétricostrifásicos,lâmpadasfluorescentescompactas,refrigeradoresecongeladores,fogõesefornosagás,condicionadoresdear,aquecedoresdeáguaagás,lâmpadasavapordesódiometálico,lâmpadasincandescentes,
transformadoresdedistribuição,ventiladoresdeteto.
Selo
Conpet
2007
PNE 2030
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Introdução
Página | 18
... ao longo dos anos até os dias de hoje
Hoje!
Nota:(1)IN=InstruçãoNormativa
20142019
202020112016
2010
2018
2021
20222009
20172023
Decreto 6.996 (revogado)
Decreto 11158/2022 (vigente)
Redução de IPI para produtos
com índice de eficiência
energética A e B
Etiquetagem de
Veículos e Edificações
Comerciais
Etiquetagem
Residencial
IN¹02 MPOG
Requisitos para
edificações públicas
federais e compras
Selo Procel
Edificações Não
Residenciais
Lei 13.280
Realocação de recursos
do PEE para o Procel
Contribuição
Nacionalmente
Determinada (NDC)
Lei 13.576
Política Nacional de
Biocombustíveis
(RenovaBio)
Programa Aliança
PotencializEE
Decreto 10.791
Criação da ENBPAr
FGEnergia
Fundo Garantidor para
Crédito a EE(BNDES e
recurso do PROCEL)
Portal da Eficiência
Energética (MME)
Portaria MME 594
PNEF: Indicação de
metas para Eficiência
Decreto 9.557
Programa
Rota 2030
Programa
Brasil Mais Produtivo –
Eficiência Energética
(B+P EE)
Selo Procel
Edificações
Residenciais
RedEE Indústria
e RedEE
Edif. Públicos
Interface gráfica do usuário, Aplicativo
Descrição gerada automaticamente
ProEESA: Projeto de EE
em Sistemas de
Abastecimento de Água
Res. CGIEE nº 01/2024
Agenda Regulatória
CGIEE 2024-2026
2024
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Introdução
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Visão da Integração das Políticas
ENCEEtiqueta comparativa
que classifica o desempenho
energético
Implementam as
políticas e
desenvolvem o
mercado
ETIQUETA DE ENDOSSO
Premia os produtos mais eficientes
LEI DA
EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
Regula os índicesmínimos de
eficiência e o estabelecimento de
requisitos de eficiência
energética para edificações
Programa Brasileiro
de Etiquetagem
INMETRO (1984)
Índices Mínimos
Lei Nº 10.295/ 2001
Selo PROCEL
1985
Eficiência
Energética
Programas de
Eficiência Energética
PEE/ANEEL
PAR PROCEL
Programa de
PDI ANEEL
Lei nº 9.991/2000 dispõe sobre os investimentos em P&D (atual PDI) e EE das concessionárias de
energia elétrica. Atualmente 0,5% da Receita Operacional Líquida (ROL) das concessionárias. A partir
da Lei nº 13.280/2016, que altera a Lei nº 9.991/2000, 20% dos recursos de EE são destinados para o
Procel e 80% para o PEE/ANEEL.
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Introdução
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44,1
50,0
6,7
13,8
11,4
14,5
0
10
20
30
40
50
60
20052006200720082009201020112012201320142015201620172018201920202021202220232024
%
Brasil
OCDE
Mundo
Participaçãoderenováveisnamatriz
Historicamente,oBrasilsedestacaporserumpaíscomumaltopercentualdefontesrenováveisdeenergiaemsuaofertainternaquando
comparadoaorestodomundo.Nosúltimos20anos,aparticipaçãodasrenováveisnamatrizenergéticabrasileira,manteve-seestávelcom
valoressuperioresa40%.Asoscilaçõesverificadas,entre2011e2014,sedevemàreduçãodaparticipaçãodasrenováveisnamatriz
energéticadevidoàquedadaofertahidráulica.Apartirde2015,asfontesrenováveisretomamumatrajetóriadecrescimentocomaexpansão
daofertadederivadosdacana,eólicaebiodiesel,atingindo50%em2024comacontribuiçãotambémdasituaçãohidrológicafavorável.
Figura 1: Comparação internacional da participação de fontes renováveis na
Oferta Interna de Energia (OIE)
Fonte: EPE (2025b) e IEA (2025)¹
Figura 2: Comparação internacional da participação de fontes renováveis na Geração de
Energia Elétrica²
Fonte: EPE (2025b) e IEA (2025)¹
87,1
88,0
16,4
35,4
18,6
30,6
0
20
40
60
80
100
20052006200720082009201020112012201320142015201620172018201920202021202220232024
%
[1]
Dados do Mundo apresentados em função da disponibilidade de dados da Agência Internacional de Energia.
[2]
Dados de geração no país, desconsiderando importação/exportação.
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Introdução
Página | 21
Asfontesrenováveiscresceramemritmomaisaceleradodevidoàexpansãodosetorsucroalcooleiroeafortepenetraçãodeoutras
renováveis,comoasfonteseólica,solar,licorpretoebiodiesel.Aenergiaeólicaapresentouparticipaçõescrescentesnamatrizenergética,
chegandoa2,9%daOfertaInternadeEnergiaem2024.Jáolicorpreto,diretamenteassociadaàindústriadecelulose,contribuiucom3,6%
daOIEem2024.Obiodieseltemsidofavorecidopelapolíticadeadiçãodestecombustívelnodieselfóssil.Em2024,ovolumemédioanualde
adiçãodobiocombustívelfoide13,6%nacomposiçãodoóleodieseltotalem2024.
Figura 3: Oferta Interna de Energia (OIE) por fonte em anos selecionados
Fonte: EPE (2025a)
EvoluçãodaOfertaInternadeEnergia(OIE)porfonte
Peloladodasfontesnãorenováveis,opetróleoeseusderivadosseguemcomoasmaioresfontes.Ogásnaturalsofreuaumentode
participaçãode5,4%em2000para9,6%em2024,devidoàsuautilizaçãoemtermelétricasdebaseeextensãodamalhadutoviária,oque
possibilitouseuusotantonasindústriascomonasedificaçõesresidenciais,comerciaisepúblicas.
45,6%
37,8%
37,2%
32,9%
34,0%
5,4%
10,2%
13,6%
11,7%
9,6%
15,8%
14,0%
11,3%
12,5%
11,6%
12,1%
9,7%
8,3%
9,1%
8,5%
12,8%
21,1%
21,8%
27,0%
29,9%
20002010201520202024
Produtos da cana-de-açúcar / Outr. Ren.
Lenha e carvão vegetal
Hidráulica
Urânio (U₃O₈) / Outr. Não Ren.
Carvão mineral e coque de carvão
Gás natural
Petróleo e derivados
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Introdução
Página | 22
Evoluçãodoconsumoenergéticoporsetor
Oprincipalmovimentoobservadonesteperíodofoiorecuodaparticipaçãodaindústriaemcontraposiçãoaoavançodosetordetransportes,
oqualalcançouamarcade35%departicipaçãoem2024.Osetordetransportescresceuaumataxamédiade3,0%a.a.(2000-2024),ede
formamaisacentuadaentre2000e2015,comcrescenteparticipaçãodosetorrodoviário.Em2020,osetorfoiimpactadopelapandemiada
covid-19,devidoàsrestriçõesdelocomoção,retomandonosanossubsequentesasuatrajetóriaderecuperaçãoeapresentandouma
participaçãode35,2%doconsumototalenergéticoem2024.
Figura 4: Consumo energético por setor em anos selecionados
Fonte: EPE (2025a)
38,5%
38,1%
34,4%
34,1%
33,6%
30,2%
31,1%
34,4%
32,9%
35,2%
13,2%
10,7%
10,4%
11,7%
11,4%
8,2%
11,0%11,0%
10,9%
9,0%
20002010201520202024
Setor energético
Residencial
Terciário e outros
Agropecuária
Transportes
Industrial (exclusive uso não-energético)
Entre os anos de 2005 e 2024, os
segmentos que mais se
destacaram na indústriaforam
Papel e Celulose (3,6% a.a.),
Cimento (2,6% a.a.) e Açúcar
(2,2% a.a.). Cabe ressaltar que a
produção de celulose e de
açúcar são energointensivas e
utilizam os coprodutos licor
preto e bagaço de cana,
respectivamente, que são
renováveis.
Emrelaçãoaoanode2023,ossegmentosenergointensivosdePapeleCelulose,Não-ferrososeFerro-gusaeAçocresceramrespectivamente
4,6%,3,2%e3,0%.JáosetordeAçúcarreduziu3,3%.
Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
Introdução
Página | 23
Entreosanos2010e2024,asintensidadesprimáriaefinalpermaneceramestáveisevoluindoàtaxasmédiasanuaisde0,04%e0,02%,
respectivamente.Atendênciadecrescimentodasintensidadesenergéticaspodeestarassociadaaocrescimentodaproduçãode
energointensivosdebaixovaloragregadonapautaprodutiva,emrelaçãoaosdemaisprodutosmanufaturados.
IntensidadeEnergética
Entreosanos2000e2008,aintensidadeenergéticaprimáriapermaneceuestávelemtornode0,097tep/10³U$ppp[2010].Aintensidadefinal,
damesmaforma,estabilizou-seemvalorespróximosde0,087tep/10³U$ppp[2010].Em2009,osefeitosdacriseinternacionalsobrea
indústriacontribuíramparaareduçãodaintensidadeenergéticaprimáriapara0,093tep/10³U$ppp[2010].Unidadesmaisineficientesecom
maioresintensidadesforamdesativadas.
Figura 5: Evolução da intensidade energética no Brasil
Fonte: EPE (2025b)
0,097
0,097
0,093
0,097
0,096
0,088
0,087
0,085
0,088
0,086
0,07
0,08
0,09
0,10
0,11
2000200120022003200420052006200720082009201020112012201320142015201620172018201920202021202220232024
tep/10³
U$ppp
[2010]
Intensidade Energética
Intensidade Consumo Final
Nota:Esclarecimentos sobre a Intensidade Energética disponíveis em
Definições
Definições
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Introdução
Página | 24
Figura 6: Evolução dos investimentos de PD&D em Eficiência Energética
Fonte: EPE (2025c)
Fissão e fusão
nuclear
R$ 224,3
OBrasilteminvestidoemEficiênciaEnergética
Setorescompetitivoscomoaindústriadependemdaeficiênciaenergéticanodiaadiadosseusprocessosprodutivos,poissemelamuitos
negóciospodemserinviabilizados.Mudançastecnológicasestãoentreasprincipaisfontesdecriaçãoderiquezaecrescimentoeconômico
delongoprazo.
DeacordocomaplataformaINOVA-E,entre2013e2024,oBrasilinvestiuquase6bilhõesdereaisempesquisa,desenvolvimentoe
demonstração(PD&D)emprojetosdeeficiênciaenergéticaoriundosdeinvestimentospúblicosoupublicamenteorientados
1
.Desse
montante,maisdametadefoioriundadoBNDES,enquantoaANEELeaFinepcorresponderama17%e20%,respectivamente.
DadosdaINOVA-Eapontamumamédiaanualdeinvestimentodecercade443milhõesdereaisaolongodedozeanosdesérie
histórica,considerandorecursospúblicosepublicamenteorientadosemprojetosdeP&DnoBrasil.
Figura 7: Origem dos recursos (%) de PD&D em Eficiência Energética
Fonte: EPE (2025c)
Milhões de reais
464
535
492
523
485
479
493
480
494
370
311
200
201320142015201620172018201920202021202220232024
Eficiência Energética
62%
20%
17%
1%
BNDES
FINEP
ANEEL
Outros
[1]
Para informações sobre o INOVA-Ee significado das expressões “investimentos públicos” ou “publicamente orientados” acesse Definições.
Nota: A cada atualização da INOVA-E o processo de seleção e classificação dos projetos é revisto e aprimorado. Assim os valores do histórico podem apresentar variações em relação às versões anteriores. Na versão mais recente, o
histórico anual é atualizado para valores constantes de 2024
Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
Introdução
Página | 25
InvestimentosdePD&DemEficiênciaEnergética
Figura 8:Natureza e modalidade dos investimentos, em milhões de reais -2013 a 2024
Fonte: EPE (2025c)
Valor investido (em milhões de reais)
050010001500200025003000
Tecnologias de eficiência energética aplicadas ao setor de transporte rodoviário
Eficiência energética não alocados
Tecnologias de eficiência energética aplicada a residências e estabelecimentos
comerciais
Tecnologias de eficiência energética aplicadas à Indústria
Publicamente orientado
Público
Nota:OsinvestimentosapresentadosnafiguraforamadaptadosdaferramentaInova-e,queadotaaclassificaçãodaAgênciaInternacionaldeEnergia(IEA).
Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
Introdução
Página | 26
26
ODEX
Nesterelatóriofoifixado2005comoanobase(100),abrangendoossetoresindustrial,residencial,transporteseoBrasildeformaglobal.No
período,todosossetoresanalisadosapresentaramganhosdeeficiência,sendoosmaioresnossetoresresidencialedetransportes,com
21,9%e20,9%,respectivamente.OODEXapuradoem2024mostraqueopaís,nesteano,encontra-se13%maiseficienteenergeticamente
doqueemrelaçãoa2005.
Figura 9: ODEX Brasil
Fonte: Elaborado por EPE
98,3
79,1
78,1
100,0
87,0
70
75
80
85
90
95
100
105
20052006200720082009201020112012201320142015201620172018201920202021202220232024
Índice (100 = ano 2005)
IndústriaTransportesResidencialODEX Brasil
Nota:Esclarecimentos sobre alterações no histórico do ODEX disponíveis em
Definições
Definições
GANHOS DE EFICIÊNCIA
(quanto menor, mais eficiente)
Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
Introdução
Página | 27
182
272
41
20052024
Consumo Evitado (Mtep)
Consumo Final Energético (Mtep)
Figura 10: Consumo Final Energético e Consumo Evitado (Mtep)
Fonte: Elaborado por EPE
ConsumoevitadocombasenoODEX
Em2024,assumindoqueoindicadordeeficiênciaenergéticareduziu13,0%(ODEXem2024=87,0%),seriaoequivalenteaevitaroconsumo
finalenergéticode41milhõesdetep.
O consumo evitado de 41 Mtepcorresponderia, em número, ao consumo final de óleo diesel fóssil no setor de
transportes em 2024.
O valor obtido teve como referência os dados
do Balanço Energético Nacional, sendo
realizada uma extrapolação desse número
para calcular o seu equivalente de 100%¹.
O consumo final energético
evitado foi calculado com base na
redução do indicador de
eficiência energética entre 2005 e
o ano-base do relatório.
[1]
ConsumoEvitado=
ConsumoFinal
ano−base
ODEX
ano−base
−ConsumoFinal
ano−base
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Página | 28
Edificações
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BuildingsEdificações
Página | 29
Evoluçãodoconsumodasedificações:setoresresidencial,comercialepúblico
Aeletricidadeéaprincipalfontedeenergianosetordeedificações¹.Em2024,osegmentoresidencialutilizou51%deeletricidade,21%de
GLPe23%delenhaemsuamatrizenergética.Nosegmentodeedifícioscomerciaisepúblicos²,aeletricidadeapresentoupredominância
aindamaior,alcançando90%doconsumoenergéticototal.
[1]
Deacordocomasériehistórica,aeletricidadeéaprincipalfontedesde2008.
[2]
OsetorpúblicocontabilizadonasedificaçõesnãoincluiIluminaçãoPúblicaeSaneamento.
QuaseametadedoconsumodeeletricidadedoPaísestáconcentradonasedificações,em2024,oconsumoatingiu314TWh,oquerepresenta
48%daeletricidadedopaís.Dadaarelevânciadasedificaçõesnoconsumodeeletricidade,podeseconsideraressesegmentocomomaior
potencialdeeficiênciaelétrica.
Δ% 2005-2024
Δ% 2005-2024
Comercial: +3,7% a.a.
Público: -1,4% a.a.
Residencial: +1,8% a.a.
Comercial: +3,9% a.a.
Público: -0,8% a.a.
73%
74%
71%
75%
71%
18%
21%
24%
21%
25%
20052010201520202024
52%
56%
55%
60%
58%
34%
37%
38%
34%
36%
20052010201520202024
Figura 11: Energia total demandada pelas edificações
Fonte: EPE (2025)
Figura 12: Eletricidade demandada pelas edificações
Fonte: EPE (2025)
Residencial: +4,2% a.a.
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BuildingsEdificações
Página | 30
4
21
357
415
1.378
1.411
2.545
3.921
4.428
4.485
4.609
4.759
4.800
4.898
4.943
5.073
2009201020112012201320142015201620172018201920202021202220232024
Etiquetagem em Edifícios (ENCE)
Figura 13: Evolução da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia em Edifícios –ENCE (quantidade de etiquetas emitidas)
Fonte: INMETRO (2025)
EvoluçãodaEtiquetagememedifícios–PBEEdifica
AEtiquetagemdeeficiênciaenergéticaemedificações,instrumentodeadesãovoluntária,permiteclassificarasedificações
entreasmaiseficientescomAeosmenoseficientescomE.FazempartedoprogramaasEdificaçõesComerciais,de
ServiçosePúblicas,eResidenciais.Aetiquetapodemseraplicadasemdoismomentos:paraoprojetoeoedifício
construído.
Aetiquetagememedifícioséuminstrumentodeadesãovoluntário,assimcomooSeloProcelemEdificações,quevisaestimularomercadona
aquisiçãoeutilizaçãodeimóveismaiseficientes.EmfunçãodaimportânciadosetordeedificaçõesnoBrasil,comcercade50%doconsumode
energiaelétrica,essaspolíticaspossuemumagranderelevânciaparaaeficiênciaenergéticaeoconfortoambiental.
Nota:PBEéoProgramaBrasileirodeEtiquetagem.
PBEEdificações:https://pbeedifica.com.br/
Em 2024, as unidades
habitacionais autônomas
foram as mais etiquetadas,
com participação de 80% do
total acumulado no período.
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Página | 31
Setor Residencial
Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
Setor Residencial
Página | 32
Evolução da participação energética das fontes na demanda residencial de energia
Aeletricidadecontinuasendoafontedeenergiamaisutilizadanosdomicíliosbrasileiros,ultrapassandoabarreirados50%departicipação
em2024,comumaumentode18p.pnaparticipaçãoenergéticade2005a2024.Seuusonasresidências,estáassociadoadiversosserviços
energéticos,comoclimatizaçãodeambientes,conservação,preparaçãoecocçãodealimentos,aquecimentodeágua,iluminação,serviços
domésticos,entretenimento,comunicações,belezapessoaleemoutrosequipamentoselétricoseeletrônicos.
Figura 14: Evolução da participação energética das fontes na demanda residencial de energia
Fonte: EPE (2025)
Nota-seumareduçãogradualdoconsumodalenhaparaacocçãodealimentosentre2005e2024.Istosedáemfunçãodamelhoriadas
condiçõeseconômicasdasfamíliasemaisrecentementeaelaboraçãodepolíticaspúblicasdecocçãolimpaeofomentoàsubstituiçãodas
fontesenergéticastambémsãofatoresdeterminantesnadiminuiçãodanecessidadedeusodelenhaparacozinharalimentos.
O Gás Liquefeito do Petróleo (GLP) possui uma
participação de 21% em 2024, sendo o seu uso
principal associado à cocção de alimentos e
aquecimento de água para banho.
O Gás Natural (GN) está incluído na categoria
Outros (Gráfico) e seu uso final está associado
aos mesmos usos do GLP. Sua participação está
concentrada principalmente nas áreas urbanas e
litorâneas do país, devido a infraestrutura de
distribuição.
Além de GN, a categoria Outros (6%) agrega a
energia solar térmica, associada também ao
aquecimento de água para banho, bem como
piscinas.
Nota:anotação“p.p.”refere-seapontospercentuais.
33%
39%
44%
45%
51%
26%
26%
26%
24%
21%
37%
31%
25%
25%
23%
0%
20%
40%
60%
80%
100%
20052010201520202024
Eletricidade
GLP
Lenha
Outros
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Setor Residencial
Página | 33
Evoluçãodademandaresidencialelétricaeenergética
Oconsumodeenergiapordomicíliodiminuiu6,4%entre2000e2024(quedade0,3%a.a.),enquantoademandadeeletricidadecresceu37%
(aumentode1,5%a.a.)nomesmohorizontetemporal.Ademandadeeletricidadeteveumaquedavertiginosanoiníciodosanos2000,em
decorrênciadoracionamentodeenergianopaís,queprovocoumudançadehábitoseadoçãodemedidasdeeficiênciaenergéticanas
residênciasbrasileiras.Desteperíodo,até2014,oconsumodeeletricidadeapresentouumaumentoconstante.Entre2014e2018,impactado
porumperíododerecessãoeconômica,oconsumovoltouadiminuir,retornandoaosmesmopatamaresem2019.De2020a2022,o
consumodeeletricidadenãoapresentougrandesvariações.Em2023e2024umaumentosignificativofoiobservado.Istopodeserexplicado
pelousodeequipamentosdeclimatizaçãodeambientes,comocondicionadoresdeareventiladores,devidoàconstantesondasdecalor
ocorridasnopaísnestesdoisúltimosanos.
Figura 15: Evolução da demanda residencial elétrica e energética
Fonte: Elaborado por EPE
Ademandadeeletricidadepordomicílioaumentoude2000a2024,emrazãodoprogressoeconômicodasfamílias,doavançodocréditoparaaquisiçãode
eletrodomésticos,depolíticasgovernamentaisdeexpansãodaredegeraldeeletricidade,sobretudoemáreasrurais,edeprogramashabitacionaisem
conjuntocomestímulosparareduzirodéficithabitacionalbrasileiro.Jáoconsumodeenergiatotalpordomicílioapresentoureduçãomédiaanualde0,3%
a.a.aolongodoperíodo.Issoocorreuemfunçãodareduçãodaparticipaçãodefontesmenoseficientesemtermosenergéticos(biomassastradicionaiscomo
lenhaecarvãovegetal)eaconsequentesubstituiçãoporfontesmaismodernas(GLP,gásnaturaleeletricidade).Caberessaltarqueoconsumodeenergiapor
domicílioincluioconsumodeenergiasolartérmicaparaaquecimentodeáguaparabanho,quevemaumentandoconsideravelmentedesde2005.
1.763
2.418
0,437
0,410
0,30
0,40
0,50
0,60
1.200
1.450
1.700
1.950
2.200
2.450
2000200220042006200820102012201420162018202020222024
tep
por domicílio
kWh por domicílio
Eletricidade (kWh por domicílio)
Energia total (tep por domicílio)
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Efeitos das políticas de eficiência energética nos domicílios
AspolíticasdeeficiênciaenergéticacombinaminstrumentosregulatóriosedemercadoatravésdaimplementaçãodeÍndicesmínimosdeeficiência
energética(ouíndicesmáximosdeconsumo),Etiquetagemcomparativa(compulsóriaouvoluntária)eSelosdeendosso.
Essasiniciativassãopraticadasnopaísdesde1984,comacriaçãodoProgramaBrasileirodeEtiquetagem(PBE),coordenadopeloINMETRO,quepassou
aelaboraretiquetascomparativasdodesempenhoenergéticodeequipamentos,propiciandoinformaçõesimportantesaoconsumidoreestimulandoa
fabricaçãodeprodutoscommelhoresníveisdeeficiênciapelaindústria.
Em1993,foramcriadososselosPROCEL(paraequipamentoselétricos)eCONPET(paraprodutosqueutilizamcombustíveisderivadosdepetróleoegás
natural),quepassaramaidentificarevalorizarosdispositivosdemelhordesempenhoenergéticosdomercado.
Algumasaçõescomplementaresbuscamreduzirademandadeenergianasresidências,comoanormadeDesempenhodeEdificaçõesABNTNBR
15.575,publicadaem2013,revisadaem2021eABNTNBR15.220publicadaem2006erevisadaem2022,quetrataespecificamentedodesempenho
térmicodasedificações.Ospadrõesdeetiquetagem(PBEEdifica)eselosdeendosso(ProcelEdifica)deedificaçõeseestímuloaousodesistemas
alternativosdegeraçãodeenergiaemhabitaçõesdeinteressesocial(HIS)tambémsãoaçõesimportantesnaimplementaçãodaspolíticasdeeficiência.
Estima-sequeoconsumomédioanualporaparelhodear-condicionadotenhasidoreduzido20,3%entre2005e2024(-1,0%a.a.),emconsequênciadas
regulamentaçõesdeíndicesmínimosdeeficiênciaenergéticainiciadaspelaPIMME/MCTI/MDICn
0
364/2007,revisadapelaPIn
0
323/2011,PIn
0
2/2018ePortaria
Inmetron
0
234/2020ePortariaInmetron
0
269/2021.
Jánocasodasgeladeiras,estima-sequeoconsumomédioanualporequipamentotenhasidoreduzidoemmédia12,4%entre2005e2024(-0,7%a.a.),em
consequênciadasregulamentaçõesdeíndicesmínimosdeeficiênciaenergéticainiciadasem2007pelaPIMME/MCTI/MDICn
0
362/2007,equefoirevisadapelasPI
n
0
326/2011,PIn
0
01/2018eaPortariaInmetron
0
332/2021,alteradapelan
0
736/2024.
AtravésdaspolíticasiniciadasapartirdaLeiN
0
10.295/2001,conhecidacomoLeideEficiênciaEnergética,aagendaregulatóriadeíndicesmínimosirácontribuir
paraqueaimplementaçãodenovasregulamentaçõesdeeficiênciaenergéticadeequipamentos,eletrodomésticoseedificaçõespossamserestendidaspara
outroseletrodomésticosdeusoresidencial,ampliandooconjuntodeequipamentosavaliadospelaspolíticas.
PI = Portaria Interministerial
Nota: Portal da Eficiência Energética do MME: https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/ee
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Setor Residencial
Página | 35
Penetração de Sistemas de Aquecimento Solar (SAS) nas residências
Figura 16: Penetração de Sistemas de Aquecimento Solar (SAS)
Fonte: Elaborado por EPE
Figura 17: Consumo Evitado de Energia Residencial (mil tep)
Fonte: Elaborado por EPE
0
200
400
600
800
1.000
20052006200720082009201020112012201320142015201620172018201920202021202220232024
A transformação da energia solar em energia térmica ocorre pela absorção
da radiação solar por um sistema de coletores que é convertido em calor e
transferido para a água em seu interior, sendo então utilizada diretamente
em aplicações e serviços energéticos.
Os sistemas de aquecimento solar de água são compostos pelos coletores
solares e pelo reservatório térmico, onde a água aquecida é armazenada. Os
SAS possuem equipamentos complementares de aquecimento, que podem
utilizar energia elétrica ou gás, e são ativados em períodos de baixa intensidade
solar, como as noites e os dias nublados. Os coletores e reservatórios são
normalizados pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), coordenado pelo
INMETRO.
Ao passo que, para os consumidores, a utilização de SAS pode reduzir o gasto
total com energia, para o setor elétrico, o seu uso pode diminuir o consumo na
rede, a demanda de ponta em períodos críticos e as perdas técnicas no
sistema, contribuindo para postergar novos investimentos em geração,
transmissão e distribuição. Finalmente, do ponto de vista ambiental, o uso de
SAS pode ajudar para a redução de emissões de GEE.
A energia solar térmica residencial é destinada majoritariamente para o aquecimento
de água em banhos e piscinas, que podem estar localizadas dentro das habitações
ou em áreas de lazer de edifícios. Estimou-se que o consumo evitado de energia nas
residências do país foi de 916 mil tepem 2024 pelo uso de SAS.
0%
1%
2%
3%
4%
0
20
40
60
80
100
120
20052006200720082009201020112012201320142015201620172018201920202021202220232024
m²/mil habitantes
Área instalada (m²/mil habitantes)
Participação de domicílios com SAS (%)
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Setor Residencial
Página | 36
A climatização de ambientes vem
ganhando participação em razão do
aumento do uso de condicionadores de
ar à medida que as famílias vão tendo
condições financeiras para realizar a
compra, substituindo ventiladores e
circuladores de ar, relativamente mais
baratos e que consomem menos
energia. A indução também pode
acontecer pela presença de dias mais
quentes na média ao longo dos anos.
Evolução da participação energética dos usos finais na demanda residencial de
energia
Oprincipalusofinaldeenergianasresidênciasbrasileiraséacocçãodealimentos,seguidopelaconservaçãodealimentosepelo
aquecimentodeágua.Areduçãodaparticipaçãoenergéticadacocçãodealimentosnoperíodoentre2005e2024podeserexplicadapelo
processodetransiçãoenergéticadasfamíliasmaisdesfavorecidasquesubstituemoconsumodebiomassastradicionaisporcombustíveis
maismodernoseeficientesàmedidaqueprogridemeconomicamente.Jáailuminaçãovemperdendoparticipaçãoaolongodotempoem
funçãodousocadavezmaisdisseminadodelâmpadasmaiseficientes,sobretudoasfluorescentescompactaseasdetecnologiaLED.
Oaumentodaparticipaçãodeequipamentoselétricoseeletrônicospodeserexplicadopeloaumentodassuaspossespelasfamílias,que
acompanhaumatransiçãotecnológicaedecostumes.
Figura 18: Evolução da participação energética dos usos finais na demanda residencial de energia
Fonte: Elaborado por EPE
64%
57%
52%
51%
47%
9%
10%
11%
12%
12%
10%
11%
12%
12%
12%
5%
6%
9%
10%
10%
5%
9%
10%
10%
15%
0%
20%
40%
60%
80%
100%
20052010201520202024
Lavanderia
Iluminação
Entretenimento e comunicações
Outros equipamentos elétricos
Climatização de Ambientes
Aquecimento de água
Conservação de alimentos
Cocção de alimentos
Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
Setor Residencial
Página | 37
Evolução do percentual de domicílios que aquecem água por fonte de energia
Aeletricidadeéafontedeenergiamaisutilizadapelasresidênciasbrasileirasparaaquecimentodeáguaatravésdoschuveiroselétricos.
Estimou-sequeapossemédiadechuveiroselétricosnopaísfoide0,7equipamento/domicílioem2024eaparticipaçãodaenergiaelétrica
namatrizdeaquecimentodeáguanosetortevelevequeda,atingindo86,4%.Nesteano,cercade3,3%dosdomicíliosdopaíspossuíam
sistemadeaquecimentosolar.Emtermosderelevância,aparticipaçãodafontesolartérmicanamatrizdosetorresidencialnoaquecimento
deáguachegoua4,0%em2024.
Existemregiõesdopaísquesãomuitoquentes,comooNorteeoNordeste,oquepodecontribuirparaosbaixospercentuaisdedomicíliosque
aquecemáguaparabanho,comoilustraaPesquisadePosseeHábitosdeUsodeEquipamentos-PPH2019(PROCEL/ELETROBRAS).Cálculosda
EPEutilizandoosdadoscoletadosnestapesquisaestimamqueemmédiacercade35%dosdomicíliosbrasileirosnãoaqueciamáguaparabanho
nopaísem2019,sendoquenoNorte(94%)enoNordeste(88%)essasestatísticasforammuitomaiores.
Figura 19: Evolução do percentual de domicílios que aquecem água por fonte de energia
Fonte: Elaborado por EPE
Os aquecedores a gás, podendo ser instantâneos ou de
acumulação, são uma alternativa aos chuveiros
elétricos, principalmente em áreas urbanas com
infraestrutura de distribuição de gás. Estimou-se que a
participação dos domicílios que utilizam gás no
aquecimento de água alcançou 9% em 2024.
Esses equipamentos são normalizados pelo Programa
Brasileiro de Etiquetagem (PBE), coordenado pelo
INMETRO. Além disso, existem legislações de índices
mínimos de aquecedores a gás, iniciadas pela
publicação em 2008 da Portaria Interministerial
MME/MCT/MDIC N
0
298 e que foi revisada em 2011 pela
Portaria Interministerial N
0
324.
95%
93%
90%
88%
87%
86%
0%
20%
40%
60%
80%
100%
200520102015202020232024
EletricidadeGásSolarOutros
Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
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Página | 38
Evolução do percentual de domicílios que cozinham alimentos por fonte de energia
OGLPconsegueterumacapilaridadegrandenoBrasil,atingindo90%dosdomicíliosnacionaisem2024.Autilizaçãodogásnaturaléainda
pequena(5,6%dashabitaçõesnacionais),restritabasicamenteàsáreasurbanasdecidadescominfraestruturadedistribuição.
Figura 20: Evolução do percentual de domicílios que cozinham alimentos por fonte em relação ao total de domicílios nacionais
Fonte: Elaborado por EPE
O uso da eletricidade na preparação de alimentos
vem crescendo ao longo do tempo, principalmente
devido ao aumento da posse de micro-ondas (0,69
unidades/domicílio em 2024).
Com a evolução da tecnologia e a diminuição de
custo, aumentam as possibilidades das pessoas
adquirirem esses tipos de aparelhos elétricos para
uso doméstico, pelo fato de serem práticos e gerarem
bons resultados. Incluem-se nesse conjunto de
equipamentos, micro-ondas, fornos e fogões
elétricos, sanduicheiras, grills, torradeiras,
fritadeiras elétricas, panelas elétricas, entre outros
dispositivos.
Aparticipaçãodasbiomassastradicionais(lenhaecarvãovegetal)paraacocçãodealimentosnashabitaçõesdopaíscaiuentre2005e2015em
funçãodoprogressodasituaçãoeconômicadasfamíliasbrasileirasmaisdesfavorecidas.Entre2015a2020,houveummovimentodereversãodo
quadro,principalmenteemrazãodapioradoquadroeconômico,mascomposteriorreduçãonosanosseguintesaté2024.
0%
20%
40%
60%
80%
100%
20052006200720082009201020112012201320142015201620172018201920202021202220232024
BiomassasGLPGNEletricidade (Fogão Elétrico)Eletricidade (Micro-ondas)
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Setor Residencial
Página | 39
Aconservaçãodealimentoséousofinalcommaiorconsumopordomicíliodopaís,representandoemmédia25%doconsumoresidencialdeeletricidadeanual.
Issoseexplicapelofatodeasgeladeirasestaremempraticamentetodasasresidênciasbrasileiras,ficaremligadasàs24horasdetodososdiasdoanoeteremum
consumoespecíficosignificativo.
Apesardapossebaixade0,19equipamento/domicíliodoscondicionadoresdearem2024,elespossuemomaiorconsumomédioporaparelho,oqueresultana
segundaposiçãoentreosmaiseletrointensivosnomesmoano(cercade16%dototaldoconsumoresidencialnoano).VentiladoreseCirculadoresdeArpossuem
umaposseumpoucomaiorque1,1equipamento/domicílio,sendoumasoluçãodemenorcustoparaaclimatizaçãoambiental.
Apossedechuveiroselétricoscaiuentre2005e2024.Apesardeoconsumomédioanualporequipamentoteraumentadodevidoàaquisiçãodechuveirosde
maiorpotência,aparticipaçãodesseequipamentonoconsumoresidencialdeeletricidadeanualreduziusignificativamentedesde2005,chegandoa13%em2024.
Apenetraçãodeequipamentosmaiseficientes,emsubstituiçãoaosmaisantigos,tendeareduziroconsumomédiodoestoqueexistentenopaís.
Eletricidade –usos finais, posse e consumo médio anual por equipamento
Figura 22: Equipamentos no consumo residencial de energia elétrica
Fonte: Elaborado por EPE
Figura 21: Posse e consumo médio anual por equipamento
Fonte: Elaborado por EPE
0510
Condicionador de Ar
Lâmpadas
Chuveiro elétrico
Máquina de lavar
Geladeira
Ventilador/Circulador Ar
Televisão
unidades/domicílio
29%
26%
25%
26%
25%
12%
12%
15%
17%
16%
21%
18%
15%
14%
13%
11%
11%
8%
4%
4%
0%
20%
40%
60%
80%
100%
20052010201520202024
Máquina de lavar
Lâmpadas
Televisão
Ventilador/Circulador Ar
Chuveiro elétrico
Condicionador de Ar
Geladeira
05001.0001.500
kWh/equipamento
2024
2005
Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
Setor Residencial
Página | 40
ODEX Residencial
ODEXéumindicadorutilizadoparaavaliaroganhodeeficiênciaenergéticaemumperíodo.Estamedidaparaasresidênciasagregaa
tendênciadeconsumodosdiferentesusosfinais(nocasoenergético),ouosprincipaisequipamentoselétricos(nocasoelétrico),combase
emseuspesosnoconsumototal.
Figura 23: Evolução do ODEX residencial calculado para energia total e eletricidade
Fonte: Elaborado por EPE
Paraaeletricidade,observa-seumareduçãodoconsumoespecíficomédiodoestoquenacionaldeequipamentos,emfunçãodaprimeiracompraou
substituiçãodeaparelhosobsoletosouemfinaldevidaútilporaparelhosmaiseficientes.Porsuavez,aoconsiderarasdemaisfontesdeenergia,épossível
observarquehouveumaestabilizaçãodoODEXentre2017e2020quepodeserexplicadaporumaligeiraintensificaçãodousodebiomassaparacocção
devidoaoaumentodasrestriçõesorçamentáriaseaumentodopesodoGLPnasdespesasfamiliares,principalmenteparaasfamíliasdebaixarenda.
Tendência de eficiência energética no
setor residencial brasileiro entre 2005
e 2024.
Enquanto o ODEX calculado para
eletricidade assinalou queda de 15%
(0,8% a.a.) entre 2005 e 2024, a
retração do ODEX para a energia foi de
21,9% (1,2% a.a.). Observa-se, que nos
últimos anos, o declínio do indicador é
mais significativa para a energia
elétrica, sugerindo a importância dessa
fonte na conservação de energia
residencial no país.
78
100
85
70
80
90
100
20052006200720082009201020112012201320142015201620172018201920202021202220232024
Energia
Eletricidade
Nota.AmetodologiadoODEXResidencialfoiatualizadadeformaaisolaroefeitoposseeusodoconsumoespecíficodosequipamentose,consequentemente,destacarosganhosdeeficiênciaenergéticaporequipamentos.Osequipamentos
consideradosnocálculodoODEXelétricosãolâmpadas,geladeiras,máquinadelavar,TV,chuveiroelétrico,arcondicionadoeventiladores.JánoODEXenergético,alémdoconsumoenergéticodosequipamentoselétricosconsideradosnoODEX
elétrico,sãoconsideradostambémoconsumodasdiferentesfontesenergéticasparaaquecimentodeáguaecocçãodealimentos.
GANHOS DE EFICIÊNCIA
(quanto menor, mais eficiente)
Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
Introdução
Página | 41
62,2%
53,9%
37,4%
41,0%
0,4%
5,1%
20052024
Biomassa (Lenha + Carvão Vegetal)Gás Natural + GLPEletricidade
ODEXResidencial
A cocção de alimentos é responsável por mais de a metade o consumo
energético residencial, e seu consumo por domicílio caiu 27% entre 2005 e
2024. Essa queda é influenciada pela menor participação de domicílios
utilizando lenha em fogões ineficientes e aumento no uso de eletricidade em
micro-ondas e fogões elétricos.
Figura 24: Índice de consumo específico por serviço energético do setor residencial (número índice 2005 = 100)
Fonte: Elaborado por EPE
Figura 25: Participação do serviço energético no consumo residencial
Fonte: Elaborado por EPE
Figura 26: Participação de cada energético na cocção de alimentos
Fonte: Elaborado por EPE
73,1105,493,387,330,083,892,0
CocçãoAquecimento
de água
Refrigeração
de alimentos
Refrigeração
de ambiente
IluminaçãoTVMáquina de
lavar
68%
11%
10%
6%
4%
2%
0%
55%
14%
14%
12%
2%
2%
1%
CocçãoAquecimento
de água
Refrigeração
de alimentos
Refrigeração
de ambiente
IluminaçãoTVMáquina de
lavar
20052024
ODEX em 2005 = 100,0
ODEX em 2024 = 78,1
Percebe-se um aumento no índice ODEX referente ao Aquecimento de Água.
Isto pode ser explicado pelo aumento do número de domicílios no país que
aquecem água para banho, bem como uma maior potência específica dos
chuveiros elétricos, o que não quer dizer que tenha havido perda de
eficiência energética, mas sim o atendimento a uma demanda reprimida por
uma parcela da população que não utilizava água quente em chuveiros.
Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
Página | 42
Setor de Serviços
(comercial e serviços públicos)
Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
Setor de Serviços
Página | 43
[1]
Setores comercial e público conforme a classificação do Balanço Energético Nacional
Panorama: evolução do consumo final energético, por fonte, no setor de serviços
1
Aeletricidadeéafontepreponderantedeconsumofinaldeenergianosetorcom90%departicipação,oGLP(6,0%)eogásnatural(1,1%).
Caberessaltarqueosdadosdeconsumofinalnãoincluemautilizaçãodogásnaturaldestinadaàgeraçãodeeletricidade,segundoa
metodologiadoBalançoEnergéticoNacional(BEN).
Figura 27: Consumo final energético por fonte nos serviços
Fonte: EPE (2025)
Aeletricidadeéaprincipalfontenessesetor,eapresentouumcrescimentomédioanualde3%noperíodo(2006-2024).Aeletricidadeadvindade
fontesolarfotovoltaicacresceu8,3%econtacomumaparticipaçãode1,3%noconsumodeenergiadosetordeserviços.
A eletricidade é a fonte de principal do setor.
Que pode estar associada a diversos fatores
como: a disponibilidade da eletricidade, o
aumento da posse de equipamentos
elétricos nos estabelecimentos, a
automação dos processos e equipamentos,
a substituição de equipamentos de uso de
GLP e gás natural pela eletricidade, como por
exemplo em fornos e fogões, entre outros
fatores.
83,1%
88,1%
91,1%
91,2%
89,9%
8,4%
6,5%
5,1%
5,0%
6,0%
20052010201520202024
Óleo Combustível
Outros
Gás Natural
Gás Liquefeito de Petróleo
Eletricidade
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Setor de Serviços
Página | 44
Figura 28: Evolução do consumo de eletricidade e área do setor comercial
Fonte: Elaborado por EPE
Análise:SetorComercial
Oconsumodeeletricidadedosetorcomercial,em2024,teveumaumentode7,4%,quandocomparadoaoanoanterior,jáaáreaconstruída
obteveumaumentode0,8%.Analisandooperíodode2006-2024,observa-seumaumentocrescentedaáreadeestabelecimentos
comerciaiscomtaxamédiaanualde3%,enquantonomesmoperíodooconsumodeeletricidadedosetorapresentaumaumentode4%a.a.
Comoaclimatizaçãotemumgrandeimpactonosetor,observa-seosdadosdecrescimentodosequipamentoscentraissplitão(TR¹)em27%
eofaturamentodetodoosetorteveumcrescimentodecercade20%,emrelaçãoaoanoanterior,comforteimpactopelastemperaturas
médiaselevadas.
O consumo de eletricidade teve uma taxa de
crescimento de 7,4% em 2024, comparada
com o ano anterior . Esse aumento em parte
justifica-se pelo aumento da temperatura,
aumento de área e pela taxa de crescimento do
faturamento, segundo a ABRAVA (janeiro 2024).
O PIB da Construção Civil, em 2024, teve um
aumento de 4,3% (IBGE), o aumento pode ser
em parte pela retomada do Programa Minha
Casa, Minha Vida e a economia nacional (CBIC)
55
112
1.765
3.022
1.000
1.500
2.000
2.500
3.000
3.500
4.000
30
40
50
60
70
80
90
100
110
120
2006200820102012201420162018202020222024
Área (milhões de m²)
Eletricidade (TWh)
Consumo de Eletricidade (TWh)
Área (milhões m²)
[1]
TR -tonelada de refrigeração
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Setor de Serviços
Página | 45
Figura 29: Consumo específico¹ por metro quadrado
Fonte: Elaborado por EPE
Indicadoressetoriais:consumoporm²dasedificaçõescomerciaisepúblicas
Tendênciageral:
Ambososindicadoresapresentamcrescimentomoderadoentre2006e2014,atingindoopicoem2014eumaestabilidadeaté2019
culminandonumaquedanoanodapandemiadoCovid-19e,umaparcialretomadanosanosde2021a2024.
Orecentecrescimentoapós2021mostraque,apesardosavançostecnológicosedaeficiênciadeequipamentos,oaumentodademanda
porconfortoeeletrificaçãotemelevadonovamenteoconsumoporárea.
Destaque:
Operíodode2021a2024:retomadacomcrescimentoexpressivo,sugerindoretomadadeatividadeseaumentodousodeequipamentos
elétricoseclimatização.
35,7
41,7
3,9
4,0
2,5
3,0
3,5
4,0
4,5
5,0
25
30
35
40
45
50
2006200820102012201420162018202020222024
tep/m²
kWh/m²
kWh/m²
tep/m²
Dados∆% 24/23
Consumo de Eletricidade
8%
Consumo de Energia
8%
Área (milhões m²)
1%
[1]
Não inclui consumo dos segmentos: iluminação pública, água, esgoto e saneamento.
O consumo em tep considera todos os energéticos.
Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
Setor de Serviços
Página | 46
Osetordeserviçosapresentagrandediversidade,tantoemsuascaracterísticasquantonosperfisdeuso.Apesardisso,adistribuiçãodo
consumodeenergiaentreosdiferentessegmentosaolongodoperíodoanalisadorevelacertahomogeneidade.Entreosdestaques,
observa-seareduçãodoconsumoemedifíciospúblicose,emcontrapartida,umaumentonosegmentodesaúde.Nocomparativoanual,
oconsumodeenergiaem2024registroucrescimentode6,6%emrelaçãoa2023.
Consumo de Energia por Segmento do Setor de Serviços 2006-2024
Noperíodode2006-2024,osegmentodesaúdefoioqueapresentouamaiortaxadecrescimento,com10%a.a.,quandocomparadacomos
demaissegmentos.JáosegmentoAtacadoeComércioVarejistadetémamaiorparceladoconsumocom18%enasequenciaosegmentode
HotéiseRestaurantescom14%dototal.Quaseametadedoconsumodeenergiatotalestáconcentradaemtrêssegmentos:Atacadoe
comérciovarejista,hotéiserestaurantesesaúde.
Figura 30: Consumo final energético por segmento no setor de serviços
Fonte: Elaborado por EPE, a partir de EPE (2015)
[1]
Outros inclui condomínios prediais, locais públicos (teatro, clubes, museus, igrejas, galerias, etc.) e
difusão da informação (cinemas, rádios, TV, telefonia, etc.)
22%
22%
22%
19%
18%
18%
18%
17%
14%
14%
13%
13%
14%
15%
16%
10%
9%
10%
9%
4%
10%
10%
10%
11%
7%
10%
10%
9%
10%
9%
7%
8%
9%
10%
11%
5%
6%
6%
8%
17%
20062010201520202024
Educação
Saúde
Escritórios
Água, Esgoto e Saneamento
Iluminação Pública
Edifícios Públicos
Outros
Hotéis e Restaurantes
Atacado e Comércio Varejista
Participação no Consumo de Energia
Atacado e Comércio Varejista
18%
Hotéis e Restaurantes
14%
Saúde
17%
Total dos principais setores
49%
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Setor de Serviços
Página | 47
Participaçãodocomércioeletrôniconovarejotradicional
Em2024,aparticipaçãodoe-commercenovarejotradicional,atingiu9,03%.Partedaretraçãodaparticipaçãodoconsumodeenergiano
comérciovarejistapodeserexplicadacomoaumentodasvendasnainternet.Cercade50%dasvendasnainternetestãoconcentradasem
trêsestados,SãoPaulo(32%),MinasGerais(11,8%)eRiodeJaneiro(9%).
Figura 32: Perfil das Regiões em compra eletrônica
Fonte: ABComm (2025)
Figura 31: Perfil dos Compradores Online: (Participação do
Faturamento)
Fonte: ABComm (2025)
Figura 33: Participação (%) do E-commerce no Varejo Tradicional –2010 -2024
Fonte: ABComm (2025)
AFigura33mostraoaumentocrescentedaparticipaçãodocomércioeletrônicopelainternet,lideradapelaregiãoSudestecom56%departicipação
nasvendas(Figura32).NaFigura31,observa-sequeoseletrodomésticosetelefoniasãooscommaisparticipaçãonasvendasonline.
1,4%
2,1%
4,0%
4,5%
4,8%
6,8%
10,4%
10,4%
11,2%
11,7%
13,1%
19,7%
Eletrodomésticos
Telefonia
Casa e Decoração
Informática
Moda e Acessório
Eletrônicos
Beleza e Saúde
Esportes
Alimenção
Outras
Jogos
Cultura
8%
16%
3%
56%
17%
Centro-Oeste
Nordeste
Norte
Sudeste
Sul
2,7%
2,8%
2,9%
3,2%
3,5%
4,0%
4,2%
4,6%
5,0%
6,0%
8,1%
8,2%
8,0%
8,6%
9,0%
201020112012201320142015201620172018201920202021202220232024
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Setor de Serviços
Página | 48
Figura 34: Distribuição dos Gastos com a Energia Elétrica –2024 1º semestre
Fonte: MGISP (2025)
Perfildadespesacomenergiaelétricanaadministraçãopúblicafederal
OPaineldeCusteiodaAdministrativodisponibilizaainformaçãodadespesacomenergiaelétrica.NaFigura30observa-seadistribuiçãopor
órgão.Essedadosauxiliamavisualizaçãodasmaioresdespesas,sendopossíveldirecionaraspolíticas,assimcomopriorizaraçõesparaa
eficiênciaenergética.
[1]
Fundo nacional inclui por exemplo: Fundo Nacional da Saúde, Desenvolvimento da Educação, Índio,
de Artes, Antidrogas, Cultura, Aviação Civil e etc.
Observa-sequecercade80%dasdespesacomenergiaelétricaestãoconcentradasemtrêssegmentos:Fundonacional¹(33%),Universidades
(28%)eAdministraçãoDireta(19%).Comoperfildosgastoscomaenergiaelétricaépossívelidentificarossegmentoscommaiorpotencialde
eficientização.
32,9%
27,6%
19,2%
12,1%
10,0%
9,7%
8,4%
6,6%
3,3%
1,8%
1,4%
0,0%
Fundo Nacional
Universidade
Administração Direta
Empresa Pública
Ministério
Instituto Federal
Autarquia Especial
Fundação Pública
Autarquia
Sociedade de Economia Mista
Agência Reguladora
Hospital Universitário
Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
Página | 49
Setor Industrial
Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
Setor Industrial
Página | 50
72,5
88,0
91,4
+18,1
-13,4
-4,3
+24,0
+1,7
-7,2
2005Estrutura2013Estrutura2024
Consumo
(milhões de tep)
ConsumoAtividadeEstruturaIntensidade
Decomposição dos efeitos no consumo de energia: o que está por trás do aumento da
intensidade energética industrial?
Nocontextodecrescimentopraticamentetodosossegmentosindustriaistiveramdestaquesemalteraçõesestruturaissignificativasnaeconomia,
enquantonosegundoperíodoondeaatividadeindustrialencolheueovaloradicionadodaindústriacomoumtodosereduziuhátendênciade
alteraçãonaestruturadeconsumodeenergiadedeterminadossetoresatreladosprincipalmenteàdemandaporaço,açúcarecelulosenocenário
internacional.
Figura 35: Decomposição¹ dos efeitos intensidade, estrutura e atividade
Fonte: Elaborado por EPE, a partir de EPE (2025) e IBGE (2025)
Valor Adicionado (VA) reflete o nível de atividade, estrutura da
indústria representada pela participação relativa dos segmentos
industriais e intensidade de cada segmento (relação entre
consumo energético e valor adicionado de cada segmento) são os
três fatores que influenciam a variação do consumo industrial.
No período entre 2005 e 2013, os setores industriais que mais se
destacaram foram cimento, açúcar, papel e celulose, e mineração
devido ao crescimento econômico e a demanda interna e externa
favorecendo o aumento da atividade industrial, associado à
redução do efeito estrutura e do efeito intensidade.
Entretanto, para os anos de 2013 a 2024 houve grande redução da
atividade econômicacom queda no VA da mineração relacionado
a restrições ambientais e de outras indústrias, e a mudança na
estrutura na indústria foi marcada pelo aumento da participação
de segmentos energointensivoscomo papel e celulose, cimento,
aço e açúcar.
>> Mais detalhes sobre a decomposição na seção
[1]
Decomposiçãodavariaçãodoconsumoenergéticodaindústriaemefeitoatividade,estruturae
intensidade,conformemétodoLMDII(“logarithmicmeanDivisiaindexmethodI”)comdecomposição
aditiva(Ang&Liu,2001).
Definições
Definições
Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
Setor Industrial
Página | 51
100,0
98,6
97,0
96,1
95,5
95,5
96,1
97,6
98,3
95,9
97,9
99,1
98,0
20052006200720082009201020112012201320142015201620172018201920202021202220232024
Índice (100 = ano 2005)
ODEX Média MóvelODEX Sem Média Móvel
ODEX do consumo de energia do setor industrial
ParaocálculodoODEX,foiconsideradaavariaçãodoconsumoespecíficocombasenaproduçãofísicaparaossegmentosdasiderurgia,
papelecelulose,cimentoeaçúcar,osquaisrepresentamcercade60%doconsumodeenergianaindústria.Jánossegmentosdeoutros
alimentícios,têxtil,química,cerâmica,ferroligas,outrosdametalurgia,mineraçãoeoutrasindústrias,ocálculoéfeitoapartirdavariaçãoda
intensidadeenergética.Emambososcasos,asvariaçõessãoponderadaspelopesodecadasegmentonoconsumofinaldeenergiadosetor.
OODEXindustrialtemsemantidorelativamenteestávelaolongodetodooperíodo.Apartirde2021,observa-seumrelativoaumentodeste
indicador.Entretanto,houveumareduçãodataxadecrescimentodoODEXentre2021e2024,quandocomparadoaoperíodode2021e2023.O
ODEXsemmédiamóvelindicaquehouveumaevoluçãopositivaemrelaçãoaoanoanterior,decorrenteemgrandemedidadoefeitoestrutura
internoreferenteaalgunssegmentosenergointensivos.
Figura 36: ODEX industrial
Fonte: Elaborado por EPE
GANHOS DE EFICIÊNCIA
(quanto menor, mais eficiente)
Definições
Definições
>> Mais detalhes sobre o ODEX na seção
[1]
ParadetalhesarespeitodocálculodoODEX,acesse:ManualMetodológicodoAtlasdeEficiênciaEnergética
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Setor Industrial
Página | 52
Particularidades de alguns segmentos contribuíram para o aumento do ODEX industrial
Em2024,verificou-seumcrescimentodasrotassiderúrgicascaracterizadasporumconsumoespecíficomaisbaixo,aexemplodaAciaria
Elétrica,quecresceu12%,contraumaumentoglobaldosetorde5,4%.Alémdisso,houveumaquedadaproduçãodeferrogusade3,6%.O
“mix”dasiderurgianoanode2024,comparadoaoanoanterior,teveumareduçãodoseuconsumoespecífico,contribuindoparaaquedado
ODEXdaindústria,oquenãosignificaqueasrotastecnológicasindividualmenteficarammaisoumenoseficientes.
NosegmentodeNãoferrososeOutrosdaMetalurgia,aproduçãodeAlumínioprimáriotevecrescimentode26%noanode2023,em
grandemedidadevidoàretomadadasoperaçõesdaAlumar¹.Aatividadedeproduçãodealumínioprimárioéeletrointensivaerespondepor
partesignificativadoconsumodeeletricidadedogrupo.Em2024,comaestabilizaçãodaestruturadosetor,ocrescimentodaproduçãode
alumíniodesaceleroupara8%emrelaçãoaoanoanterior,contribuindoparaareduçãodoODEXdestesegmentoem2024.
NosegmentodeCimento,verifica-seumesforçoqueosetortemempreendido,comoobjetivodereduzirasemissõesdegasesdeefeito
estufa(GEE),incluindoautilizaçãodecombustíveisalternativos,taiscomopneus,resíduosindustriais,resíduossólidosurbanos,e“outras
fontesrenováveis”comocarvãovegetal,madeira,resíduosagrícolas,biodieseleoutrasbiomassas.Estesmovimentoseventualmente
provocamaumentodoconsumoespecíficodeenergianosegmento,comofoiverificadoaolongodoanode2024.Ouseja,priorizou-sea
reduçãodasemissõesemdetrimentodaeficiênciaenergéticaglobaldosegmento.
Segmentosqueapresentamrotastecnológicaseprodutosdiferenciadossofreminfluênciadeefeitoestruturainterno.Porexemplo,oconsumo
específicoparaaproduçãodepapelrecicladoémuitoinferioraoconsumoespecíficoparaaproduçãodecelulose.Damesmaforma,aprodução
deaçobrutoapartirdesucata(aciariaelétrica),requermenosenergiaportoneladadeaçoquandocomparadoàsplantassiderúrgicasintegradas.
[1]
MaioresdetalhessãodestacadosnaseguintepublicaçãodaEPE:
BoletimTrimestraldoConsumodeEletricidade–AnoIV–Número16–4ºtrimestrede2023
Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
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Página | 53
Linha do tempo: políticas e programas de eficiência energética
Principais destaques de políticas de eficiência ligadas ao setor industrial
Fonte: EPE.
2021198520002011
20202022
1991
20011984
Programa Brasileiro de Etiquetagem
[INMETRO/MDIC]
▪Motores elétricos de indução trifásicos até 250CV
▪Bombas e motobombas centrífugas até 25CV
CONPET
[MME]
PROCEL²
[ENBPar/MME]
Lei Nº 9.991 | Programa de EE, P&D e Procel
[ANEEL]
▪R$ 93 mi em 42 projetos do PEE/ANEEL na
indústria (2009-2018), economizando 135
MWh/ano
▪Chamada de Projeto Prioritário nº 2/2015:
substituição de motores elétricos
▪R$ 492 mi do P&D/ANEEL em eficiência
Lei Nº 10.295 | Padrões mínimos de eficiência
[MME/MCTIC/MDIC]
▪Motores elétricos de indução trifásicos até
500CV
▪GT Motores recondicionados
PNEf
Plano
Nacional de
Eficiência
Energética
[MME]
PotencializEE
Programa Investimentos
Transformadores de
Eficiência Energética na
Indústria
[MME/GIZ]
RedEE Indústrias
[MME/ GIZ/ Ahk São Paulo]
FGEnergia
Fundo Garantidor
para Crédito a
Eficiência
Energética
[BNDES e PROCEL]
A Lei n°13.280/2016
alterou a Lei 9.991/2000,
destinando 20% dos
recursos de eficiência
energética ao Procel.
2016
▪Programa Aliança
▪Programa Brasil mais
Produtivo EE
▪Estruturação por meio de
indicadores e normalização
▪Promoção da gestão de energia
▪Índice de Malmquist e Data Envelopment Analysis
▪Análise de impacto regulatório (AIR) para certificação
compulsória de transformadores de distribuição
▪AIR da melhoria do serviço de reparo de motores
▪Implementação do Plano de Negócios para Rede Lamotriz
▪Ferramenta computacional para análise de sistemas de
bombeamento
▪Programa Aliança 2.0
▪EE Digital
▪Programa de EE em Sistemas de Ar
Comprimido
▪Metodologia para Sistemas Térmicos e Motrizes
▪Estudo sobre sistemas motrizes
▪Avaliação da rede Lamotriz
▪Impacto do reparo de motores no rendimento
▪Aplicação de Sistemas
Termossolares
▪Plano de comunicação de
reparo de motores
▪Laboratório de reparo de
motores
[1]
Lista não exaustiva
[2]
A Lei n°13.280/2016 alterou a Lei 9.991/2000, destinando 20% dos recursos de eficiência energética ao
Procel.
1º PAR2º PAR3º PAR4º PAR
5º PAR
▪Ampliação do programa PotencializEE
▪Promoção de Gestão da Energia na Indústria
▪Norma para estabelecimento dos níveis de
rendimento dos motores elétricos trifásicos
▪Laboratório de Eficiência Energética e
Hidráulica na Irrigação
▪Vigilância de mercado para motores elétricos
trifásicos recondicionados
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Página | 54
Perfil da indústria
Ousodederivadosdepetróleoperdeparticipaçãodevidoàreduçãodousodoóleocombustívelemtodosossegmentos,emenor
participaçãodocoquedepetróleonaindústriadecimento.Ocarvãovegetaltambémperdeparticipaçãopelareduçãodoseuusonosetor
siderúrgico,mesmosendomaisutilizadopelosetordeferroligas.Olicorpretoganhaparticipação,acompanhandoaindústriadecelulose,
queutilizaessecoprodutoemseusprocessos.
Em2024,asindústriasdealimentosebebidas,ferrogusaeaçoepapeleceluloseforamasmaisrepresentativasemtermosdeconsumo
energético.Aeletricidadeéafontemaisrelevanteevemganhandomodestaparticipação.
Figura 37:Participação da indústria por segmento
Fonte: EPE (2025)
Figura 38: Matriz energética da indústria
Fonte: EPE (2025)
23%
19%
20%
19%
18%
25%
27%
25%
30%
29%
10%
8%
8%
7%
6%
11%
12%
14%
16%
17%
8%
8%
9%
7%
9%
7%
8%
7%
6%
6%
20052010201520202024
Têxtil
Ferroligas
Mineração e pelotização
Cerâmica
Cimento
Não ferrosos
Outras indústrias
Papel e celulose
Química
Alimentos e bebidas
Ferro gusa e aço
15%
14%
13%
11%
10%
21%
21%
20%
21%
22%
14%
14%
15%
14%
13%
16%
13%
13%
14%
13%
18%
20%
18%
22%
21%
10%
11%
11%
9%
9%
5%
6%
7%
8%
9%
20052010201520202024
Demais fontes
Licor preto
Gás natural
Bagaço de cana
Lenha e carvão vegetal
Carvão mineral e derivados
Eletricidade
Derivados de petróleo
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Página | 55
Informações adicionais
de segmentos
selecionados da indústria
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Siderurgia: participação das rotas tecnológicas (aciaria elétrica)
Afiguraabaixomostraaevoluçãodaproduçãofísicadeaçobrutofrenteaparticipaçãodaaciariaelétricanototaldaproduçãosiderúrgica
nacional.Orefinodeaçonaaciariaelétricaérealizadoutilizandoumaparceladesucata,oquetornaatecnologiamenosintensivano
consumodeenergia,emcomparaçãocomasdemaisrotastecnológicas.
Figura 39: Produção física e participação da aciaria elétrica na siderurgia nacional.
Fonte: Elaborado por EPE
Observa-se que houve uma recuperação da participação da aciaria elétrica em 2024, contribuindo para a redução do consumo
específico do segmento neste ano.
6.375 6.839 6.372 6.747 5.917 4.810 4.676 5.077 5.363 4.922 5.298 5.885 5.538 4.740 5.291
19,3%
19,4%
18,5%
19,8%
18,9%
15,4%
14,8%
14,6%
15,1%
15,1%
16,9%
16,3%
16,2%
14,8%
15,7%
0%
5%
10%
15%
20%
0
2.000
4.000
6.000
8.000
201020112012201320142015201620172018201920202021202220232024
mil t
Produção Aciaria Elétrica (mil t)Participação Aciaria Elétrica do Total (%)
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Avanços normativos, pesquisas em química do cimento, desenvolvimento de
novos cimentos, entre outros, permitiriam o avanço na incorporação de adições
ao cimento, em substituição ao clínquer, que hoje chega em média a 30%,
reduzindo as emissões de gases de efeito estufa associadas à calcinação e ao
uso da energia.
Cimento: consumo específico e conteúdo de clinquer
AindústriadocimentonoBrasilpossuiumparqueindustrialmodernoeeficiente,eemconstanteatualização.Maisde99%daproduçãoé
feitaemfornosviaseca(maiseficiente),cercade40%doparqueindustrialpossuimenosde15anosecontacommaisde70%deseus
fornosequipadoscomtorresdepré-aquecedoresde4a6estágiosepré-calcinadores(EPE,2021)¹.Modernosresfriadoresdegrelhaequipam
80%dosfornosbrasileiroseaproximadamente50%dosmoinhosdematéria-primasãoverticais,estesconsideradososdemenorconsumo
elétrico.
Figura 41: Índice de variação do consumo específico de cimento (clínquer e cimento)
Fonte: Elaborado por EPE, a partir de EPE (2025).
Figura 40: Consumo energético específico na indústria de cimento
Fonte: Elaborado por EPE, a partir de EPE (2025).
A Figura 38 permite avaliar, separadamente, os consumos específicos térmico e
elétrico relativos às produções de clínquer e cimento, respectivamente. O
consumo de eletricidade se dá majoritariamente na produção de cimento
(moagem), e o de combustíveis na produção de clínquer (forno).
O consumo específico térmico do clínquer reduziu 12,5% ao longo de todo
horizonte, enquanto o consumo específico elétrico do cimento reduziu 3,3%.
0,082
0,084
0,075
0,072
0,069
0,068
75%
73%
68%
64%
66%
70%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0,000
0,025
0,050
0,075
0,100
200020052010201520202024
clínquer/ cimento
tep/ ton. cimento
Consumo específico do cimento (tep/ton)Conteúdo de clínquer no cimento (em massa)
100,0
95,4
96,7
89,4
82,2
87,5
97,6
93,9
94,9
95,9
96,7
70
80
90
100
110
200020052010201520202024
Número índice
(100 = ano 2000)
Consumo específico térmico do clínquerConsumo específico elétrico do cimento
[1]
Dados do Roadmap Tecnológico do Cimento, disponível em: LINK
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Página | 58
Cimento: matriz energética e coprocessamento
Amatrizenergéticadaindústriadecimentosofreumudançasaolongodotempo.Nascrisesdopetróleohouvemomentâneamigraçãode
óleocombustívelparacarvãomineral.Nosanos2000osetormigrouparaocoquedepetróleoimportadoemdetrimentodoóleocombustível.
Atualmente,ocoquedepetróleoéaprincipalfonte,emfunçãodobaixopreçoegarantiadeabastecimento.
Figura 42: Consumo final energético por fonte na indústria de cimento
Fonte: EPE (2024a).
Nota: “Outras” inclui gás natural, lenha, óleo diesel e GLP
A participação dos combustíveis alternativos vem ganhando representatividade em substituição ao coque de petróleo, atingindo 25%do consumo
em 2024.
A partir dos anos 2000, uma nova revolução energética
começa a ganhar relevância, que é a dos combustíveis
alternativos, caracterizados pelo coprocessamento de
resíduos e pela utilização de biomassas.
O coprocessamento tem diversos benefícios ambientais
por fornecer uma destinação adequada aos resíduos e
pela redução de emissões de GEE (uma vez que estes
resíduos, em sua grande maioria, têm um fator de
emissão menor que o dos combustíveis fósseis
tradicionais).
Esta transição energética exigiu –e exigirá ainda mais –
investimentos do setor em adequação e adaptação do
processo produtivo, além do aperfeiçoamento em
monitoramento e controle (EPE, 2021).
55%
65%
74%
69%
62%
55%
15%
12%
13%
13%
14%
14%
13%
9%
8%
9%
17%
25%
200020052010201520202024
Outras
Combustíveis alternativos
Carvão mineral
Carvão vegetal e lenha
Eletricidade
Óleo combustível
Coque de petróleo
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Página | 59
Alumínio: participação da sucata de alumínio na produção total nacional
Em2024,oBrasilreciclou97,3%daslatasdealumínioparabebidas,oequivalentea33,9bilhõesdeunidades¹,aproximadamente160latas
porpessoaaoano.Aparticipaçãodasucatarecuperadadealumínioatingiu49%daproduçãototalnacional(alumínioprimárioe
secundário),mantendo-seacimadamédiamundial.
[1]
Dados obtidos a partir de: LINK
Figura 43: Participação da sucata recuperada no alumínio total (%)
Fonte: Elaborado por EPE, a partir de ABAL (2025).
Areciclageméumaestratégiaparaaeconomiacircular,comdiversosbenefíciossocioambientais.Oconsumoelétricodoalumíniosecundário
(reciclado)éinferioraodoalumínioprimário,queéeletrointensivo.SegundooWorldEconomicForum(2021),maisde90%dasemissõesatuais
dealumínioestãoassociadasàproduçãoprimária.Masoalumíniosecundário,oureciclado,consomeapenas5%daenergianecessáriaparaa
produçãoprimária.
17%
19%
18%
20%
21%
24%
26%
26%
28%
36%
44%
44%
46%
54%
55%
54%
53%
56%
50%
49%
20052006200720082009201020112012201320142015201620172018201920202021202220232024
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Setor de Transportes
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Setor de Transportes
Página | 61
Oconsumoenergéticodosetordetransportes
AatividadedosetorcresceuacimadoPIB,comaltaequivalentea4,8%parapassageirose4,2%paracargasemrelaçãoa2023.Nocasodo
transportedecargas,aatividadetemapresentadoaumentossucessivosdesde2016,alcançandoem2024umpatamar30%acimadonível
de2019.EssecenárioreforçaacentralidadedosetordetransportesnoconsumoderecursosenergéticosnoPaís,assimcomoaimportância
doaumentodaeficiênciacomoestratégiaparaauxiliarnatransiçãoenergética.
Figura 44: Consumo final e do setor de transportes no Brasil
Fonte: Elaborado por EPE, a partir de dados da EPE (2025)
Industrial; 35%
Não-energético;
8%
Residencial; 12%
Energético; 7%
Agropecuária; 4%
Outros; 5%
Industrial; 32%
Não-energético;
5%
Residencial;
11%
Energético; 8%
Agropecuária; 5%
Outros; 5%
2%
7%
12%
28%
0%
51%
2%
4%
19%
26%
6%
43%
2000
171 Mtep
2024
288 Mtep
Transportes: 28%
Transportes: 33%
Diesel
BiodieselGasolina
Etanol
Querosene de Aviação
Outros
Em 2024, o consumo de energia nacional aumentou 1,9% em relaçãoa 2023, taxa inferior ao aumento do PIB, de 3,4%. Entretanto, a demanda energética de
transportes cresceu 2,7% em 2024, respondendo por 46,3% da expansão do consumo final de energia.
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Página | 62
Figura 45: Consumo do setor de transportes por fonte de energia (10
6
tep)
Fonte: EPE (2025)
Evoluçãodaparticipaçãodoconsumoenergéticodosetordetransportes
Em2024,osetorapresentouumaumentode2,5milhõesdetoneladasequivalentesdepetróleo(tep)emrelaçãoaoanoanterior.Os
biocombustíveistiveramparticulardestaquenessatendência,comoetanolhidratadoeobiodieselapresentandocrescimentosde30,1%e
19,3%noconsumoemrelaçãoa2023,respectivamente.Emparalelo,oconsumodegasolinaCretraiu3,9%apesardocrescimentoda
atividadedetransporteindividualem4,7%nomesmoperíodo,reforçandooaumentonapenetraçãodoetanolhidratado.Oconsumode
dieselfóssilcresceu0,6%em2024,fazendocomquemaiorpartedaatividadetenhatidosuademandasupridapelaexpansãodobiodiesel.
0
20
40
60
80
100
10
6
tep
Gasolina de AviaçãoEletricidadeDieselBiodieselGasolina Automotiva
Óleo CombustívelQueroseneEtanol AnidroEtanol HidratadoGás Natural
Demaneirageral,estecenário
evidenciaque,emboraoconsumode
energianostransportestenhacrescido
significativamente,apenetraçãode
fontesenergéticasrenováveisnosetor
temlimitadoademandaporfontes
fósseis.
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Página | 63
Transportedepassageiros
Em2024,otransportedepassageirosapresentouquedadeintensidadeenergéticatotalde2,0%emrelaçãoaoanoanterior,oquerepresenta
umamanutençãodatendênciaderecuperaçãodopatamaranterioràpandemiadeCOVID-19,entretanto,comaintensidadeestandoainda
0,3%acimadopatamarde2019.
Nota: a unidade “p.km” refere-se a passageiro-quilômetro.
0
10
20
30
40
50
60
200020032006200920122015201820212024
tep/10
6
p.km
Figura 46: Intensidade energética por modo [tep/(10
6
p.km)]
Fonte: Elaborado por EPE
Figura 47: Atividade por modo [p.km]
Fonte: Elaborado por EPE
Total
Metroferroviário
Rodoviário Coletivo
Hidroviário
Aéreo
Automóveis
-1,0% a.a.
-0,8% a.a.
+0,1% a.a.
-2,0% a.a.
+0,2% a.a.
+1,8% a.a.
49%
57%
60%
65%
65%
46%
36%
32%
28%
28%
3%
5%
6%
5%
6...
0%
20%
40%
60%
80%
100%
20002015201920232024
Aéreo
Aquaviário
Ferroviário
Rodoviário Coletivo
Rodoviário Leves
Variação da intensidade
energética (2015-2024)
Emrelaçãoàatividade,otransportecoletivorodoviáriotemapresentadoquedadesde2015,oquefoiintensificadoduranteapandemiade
COVID-19devidoàsmedidasdedistanciamentosocial.Demodosemelhante,osmodosmetroferroviárioeaéreosofreramforteimpacto
negativonaqueleperíodo.Nomesmoperíodo,otransporterodoviárioindividualapresentoutrajetóriadecrescimentosignificativo.
Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
Setor de Transportes
Página | 64
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
2015201620172018201920202021202220232024
10
6
tep
Figura 48a: Consumo energético por modo e fonte
Fonte: Elaborado por EPE
1,6% a.a. (2015-2024)
Óleo Diesel B (Cargas): 2,4% a.a.
Óleo Diesel B (Coletivo): -2,1% a.a.
Óleo Diesel B (Individual): 10,2% a.a.
Etanol hidratado: 2,6% a.a.
Gasolina C: 0,9% a.a.
GNV: -0,8% a.a.
Taxas anuais de crescimento
(2015-2024)
2023/24
+2,7%
38%
10%
1%
12%
37%
2,0%
2015
40%
7%
2,9%
13%
35%
1,6%
Evoluçãodoconsumoenergéticorodoviário
Entre2015e2024,ademandaenergéticatotaldotransporterodoviárioapresentoutendênciadecrescimentomoderado.Paraotransportede
cargas,foiimpulsionadapeloconsumodedieselpelafrotadecaminhões,enquantoparaotransportedepassageirosdestaca-seo
crescimentodademandadeetanolhidratadoedeóleodieselparaveículoslevesdeusoindividual.
AmaiorpenetraçãodoetanolhidratadoprovocouumarelativaestagnaçãonoaumentodademandadegasolinaC,contribuindoparaa
mitigaçãodasemissõesdosgasesdoefeitoestufaassociadosaoscombustíveisdoCicloOtto.Desde2015,ademandadecombustíveisdo
CicloOttoapresentoucrescimentoequivalentea1,2%aoano,atingindo45milhõesdetepem2024.
Oconsumodeóleodieselparaotransporteindividualtemapresentadocrescimentoexpressivoemrelaçãoa2015devidoaoaumentode
popularidadedosveículoslevesadiesel.Essesfatoresestimularamconsumidoresdemaiorrendaapreferiremveículosmaisrobustos,muitos
dosquaispossuemtraçãoadiesel.
2024
Figura 48b: Participação de fontes energéticas no setor de transportes para anos
selecionados
Fonte: Elaborado por EPE
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Setor de Transportes
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0
200.000
400.000
600.000
800.000
1.000.000
2015201620172018201920202021202220232024
Atividade (Mpkm)
UrbanoRodoviário
0
5
10
15
20
25
30
0
2.000
4.000
6.000
8.000
2015201620172018201920202021202220232024
Intensidadde Energética (tep/Mpkm)
Consumo (ktep)
Consumo de biodiesel em ônibus (ktep)Consumo de diesel fóssil em ônibus (ktep)
Intensidade Energética (tep/Mpkm)
Transporterodoviáriocoletivodepassageiros
Noperíodode2015a2019,aintensidadeenergéticamédiadafrotadeônibussemanteveestável,comaquedadeatividadenoperíodotendosidoacompanhadapor
umareduçãonoconsumoenergético.Em2020,entretanto,observou-seumcrescimentode124%naintensidadeenergéticadevidoàquedasignificativana
atividade.Essatendênciafoimaisacentuadaparaosônibusrodoviários,queapresentaramreduçãode79%naatividadeemrelaçãoaoanoanterior,contra62%para
osônibusurbanos.
Areduçãonoconsumoenergéticofoi,contudo,limitadaa36%emrelaçãoa2019,deformaque,devidoànecessidadedemanutençãodeserviçosdetransportes
essenciais,muitosônibusprecisaramsermantidosemoperaçãomesmosobbaixademanda,emparticularnointeriordeperímetrosurbanos.
Em2024,osetoraparentaterseestabelecidoemumnovoníveldeatividadeeconsumoenergético,enquantoaintensidadeenergéticaretornouaopatamaranterior
àpandemia.
Figura 49: Consumo de óleo diesel em ônibus e intensidade energética do setor
Fonte: Elaborado por EPE
Figura 50: Atividade do transporte rodoviário coletivo
Fonte: Elaborado por EPE
2015 a 2024: +0,2% a.a.
Aumento da intensidade
energética dos ônibus
2023 a 2024: -2,5% a.a.
2015 a 2024: -2,3% a.a.
Evolução da atividade
2023 a 2024: +5,4% a.a.
Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
Setor de Transportes
Página | 66
37,4
39,8
63,8
60,9
40
45
50
55
60
65
70
75
80
20
30
40
50
60
70
80
2015201620172018201920202021202220232024
Frota de Veículos Leves
Consumo Específico
Transporteindividualdepassageiros
Figura 51: Frota de veículos leves e consumo específico
Fonte: Elaborado por EPE
10
6
unidades
tep/10
6
km
2015-2024
+0,7% a.a.
Em2024,asvendasdenovosveículoslevesaumentaram14,1%emrelaçãoa
2023,comdestaqueparaocrescimentonasvendasdelevesadiesel
(aumentode17,8%)edeeletrificados(aumentode88,8%),chegandoa2,5
milhõesdeunidadesvendidasnaqueleano.Aotodo,osveículosleves
eletrificadospassaramarepresentar7,1%dasvendastotaisem2024,um
aumentosignificativoemrelaçãoaos4,3%observadosem2023(ANFAVEA,
2025).
Entretanto,paraessemesmoano,afrotacirculanteestimadadeveículos
levescresceuapenas0,6%emrelaçãoa2023,indicandoumadesaceleração
deseucrescimentonosúltimosanoseumconsequenteenvelhecimento
médiodessesveículosemcirculação.
Essatendênciaderelativaestabilizaçãopodeserexplicada,principalmente,
pelosignificativoaumentonopreçodosautomóveisobservadoapartirde
2019,assimcomopelaaltataxadejurosepeloganhodepenetraçãode
aplicativosdetransporte,fazendocomqueaobtençãoemanutençãode
automóveistenhapassadoasemostrarexcessivamentecustosafrentea
alternativasmaisacessíveisquesepopularizaramnoBrasilaolongodaúltima
década.
Em2024,houveumareduçãode1,6%noconsumoespecíficodeenergiaemrelaçãoaoanoanterior,refletindo,principalmente,noaumentodaparticipaçãode
eletrificadosnafrota,aqualaumentoude1,4%para1,7%dototaldeveículoslevesemcirculação–representandoumcrescimentode26,3%dafrotatotalde
veículoshíbridoseelétricos.Adicionalmente,pode-seassociarpartedosganhosligadosàeficiênciaenergéticaàadoçãodeinovaçõestecnológicasepolíticasde
incentivo,comoosturbocompressores,injeçãodiretaecâmbioautomático,alémdoestímulopromovidoporprogramascomoProconve,PBEVeRota2030.
2015-2024
-0,5% a.a.
Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
Setor de Transportes
Página | 67
64,2%
28,5%
2,1%
5,1%
0,0%
2015
Oaumentodaparticipaçãodeeletrificadosnafrotarepresentouumacontribuiçãode1,9%nareduçãodaintensidadeenergéticade2023
a2024,considerando-seosganhosdeenergiadosBEVeHEVemrelaçãoaototaldafrota.
80,5%
9,9%
0,4%
7,5%
1,7%
2024
Transporteindividualdepassageiros
Etanol hidratado
Óleo Diesel
Gasolina CFlex Fuel
Híbridos e Elétricos
Figura 52: Frota de veículos leves por tipo de motorização em anos selecionados
Fonte: Elaborado por EPE
Emrelaçãoàmotorizaçãoeàsfontesenergéticas,mantém-seapresença
majoritáriadeautomóveisflexfuel,assimcomoatendênciadesubstituição
gradualdafrotadeveículosexclusivosaetanolougasolinaporveículosflex.
Paralelamente,observa-seocrescimentononúmerodeveículoselétricos,
híbridoseadiesel.
Entre2023e2024,apesardoaumentonapopularidadedeveículoslevesa
diesel,afrotadeeletrificadosapresentoucrescimentosemelhanteemordem
degrandeza,atingindo145milunidadesadicionaisemcirculaçãonoperíodo
ecompensandoreduçõesdeeficiênciareferentesaoaumentononúmerode
SUVsemcirculação.
Dototaldeveículoseletrificadosemcirculação,54%correspondema
híbridos-elétricos(HEV),emboraoselétricosabateria(BEV)tenham
apresentadocrescimentomaissignificativoemrelaçãoaosHEVem2024:sua
frotaestimadacresceu32%emrelaçãoa2023,enquantoafrotaestimadade
veículosleveshíbridoscresceu22%emrelaçãoàqueleano.
Nosúltimosanos,osveículoseletrificadostêmapresentadoforte
crescimentodevidoàentradanomercadobrasileirodeveículoselétricoscom
baixocustodeaquisição,somadoafatorescomoaexpansãode
infraestruturadecarregamento,isençõesdeIPVAestaduais,apeloambiental,
alémdeperspectivasdebaixocustoenergéticoebaixademandade
manutenção.
Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
Setor de Transportes
Página | 68
3,8%
56,2%
14,1%
23,2%
2,6%
0,2%
2015
68
Transporterodoviárioindividualeconsumoenergéticoporfonte
Taxas anuais
de crescimento
2015-2024
Etanol Hidratado: +2,6% a.a.
Etanol Anidro: +1,4% a.a.
Gasolina A: +0,8% a.a.
GNV: -1,0% a.a.
Figura 53a: Consumo energético por fonte
Fonte: Elaborado por EPE
1,6% a.a. (2015-2024)
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50
2015201620172018201920202021202220232024
10
6
tep
Eletricidade: N/A
Figura 53b:Participação no consumo energético nos anos selecionados
Fonte: Elaborado por EPE
Entre2015e2024,oconsumoenergéticonotransporterodoviário
individualcresceuaumataxade1,6%a.a.,emcompassocoma
desaceleraçãodocrescimentodafrotadeveículoslevesdesde
2015.Nesteperíodo,agasolinaA(automotiva)eoGNV
apresentaramreduçãoemsuaparticipação,comganhosparao
etanolhidratadoeóleodiesel.
Em2024,oconsumoenergéticodotransporterodoviárioindividual
cresceu3,2%emrelaçãoaoanoanterior,comumaumentoda
demandaporetanolhidratado(30,1%)concomitanteauma
reduçãode3,9%nademandaporgasolinaC.Essemovimentofoi
alavancadopelareduçãonarazãodepreçosdoetanolemrelação
àgasolinadevido,entreoutrosmotivos,avantagenstributárias
paraoetanol,comoareintroduçãodoPISeCofinsparaagasolina
em2023eaadoçãoderegimedetributaçãomonofásicopara
combustíveisnomesmoano.
Aindanointervalode2023para2024,oGNVsofreuumaredução
de16,6%noconsumo,vindoarepresentarsuamenorparticipação
desde2015.Essemovimentopodeseratribuídoaoaumentode
seupreçoemrelaçãoàgasolina,emboraarápidaadoçãode
veículoseletrificadospormotoristasdetáxiseaplicativos,nicho
tradicionaldoGNV,possatercontribuídocomessatendência.Em
relaçãoàeletromobilidadedeveículosleves,oconsumode
eletricidadealcançou26,6miltepou309,5GWhem2024.
Óleo Diesel: 10,2% a.a.
Biodiesel: 18,8% a.a.
4,7%
49,9%
13,1%
27,6%
4,2%
0,4%
2019
3,0%
51,9%
13,8%
25,1%
5,4%
0,7%
0,1%
2024
Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
Setor de Transportes
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Figura 54: Intensidade energética por modo [tep/(10
6
t.km)]
Fonte: Elaborado por EPE
0
5
10
15
20
25
30
2015201620172018201920202021202220232024
Rodoviário
Aquaviário
Ferroviário
Total
71,5%
68,7%
66,9%
71,2%
71,6%
14,5%
18,8%
19,0%
16,5%
16,1%
14,0%
12,5%
14,1%
12,3%12,3%
20002015201920232024
TransportedeCargas
Entre2015e2024,aintensidadeenergéticadotransportedecargassereduziuaumataxade1,7%a.a.,comvariaçõesnegativas
ocorrendoparatodososmodosdetransporte.Em2024,otransportedecargasmanteveatendênciadereduçãodaintensidade
energética,comquedade1,1%emrelaçãoa2023.Essecomportamentofoi,emboaparte,umreflexodastendênciasdomodo
rodoviário,cujoconsumodeenergiaportoneladatransportadacaiu4,1%emrelaçãoaoanoanterior.
Em2024,aatividadedotransporterodoviáriodecargascresceumaisqueoutrosmodos,mesmoapesardesuajásignificativa
participaçãonamatrizdetransportedecargasnacional,mantendoatendênciadeexpansãodesuaparticipaçãonosetorfrentea
modosmenosenergointensivos.
Em2024,olicenciamentodomésticodecaminhõesapresentouumcrescimentode15,7%emrelaçãoa2023,totalizando125mil
veículos,acompanhandoademandadeescoamentodebensagrícolasparaexportaçãoeprodutosparadistribuiçãonasáreasurbanas.
Apesar do aumento em
sua participação no
transporte de cargas, o
modo aéreo não atinge
0,1% da atividade
cargueira, de forma que,
mesmo com sua elevada
intensidade energética
frente aos demais
modos, ainda não
representa um consumo
energético expressivo.
Figura 55: Atividade por modo [t.km]
Fonte: Elaborado por EPE
Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
Setor de Transportes
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34,8
19,3
40%
64%
35%
40%
45%
50%
55%
60%
65%
70%
18
20
22
24
26
28
30
32
34
36
200020032006200920122015201820212024
Frota de semipesados e pesados
(%)
tep
/10
6
tkm
Intensidade Energética (tep/Mtkm)Frota de semipesados e pesados (%)
Noperíodode2015a2024,afrotadecaminhõescresceu1,0%a.a.,com
destaqueparaocrescimentodonúmerodesemileves,pesadose
semipesados,que,juntos,representamumtotalde1,9milhãodeunidades.
Emrelaçãoa2015,asfrotasdecaminhõessemileves,semipesadose
pesadosapresentaramaumentosde23,5%,5,0%e48,5%,respectivamente.
Caminhõeslevesemédiosapresentaramreduçõesde16,3%e12,3%em
seusnúmerosdeveículosemcirculação.
Devidoprincipalmenteànecessidadedeescoamentodaproduçãoagrícolae
dotransportedelongadistância,observou-seumasubstituiçãode
caminhõeslevesemédiospormodelosmaispesados,concomitantemente
aoempregodeumnúmerocrescentedesemileveseveículoscomerciais
levesparaotransporteurbanodeúltimamilha(principalmenteparaentrega
deprodutosoriundosdocomércioeletrônico).
Transporterodoviáriodecargas
Figura 56: Frota de caminhões por categoria (milhões de unidades)
Fonte: Elaborado por EPE
0,0
0,4
0,8
1,2
1,6
2,0
2000200120022003200420052006200720082009201020112012201320142015201620172018201920202021202220232024
SemilevesLevesMédiosSemipesadosPesados
Figura 57: Relação entre intensidade energética e composição da frota
Fonte: Elaborado por EPE
Entre2005e2024,boapartedamelhorianaeficiênciaenergéticapodeser
associadaaoaumentodaproporçãoestimadadeveículossemipesadose
pesadosnafrotadecaminhões,relacionandoumamaiorparticipaçãode
veículosdemaiorcapacidadeaumamenorintensidadeenergéticaparao
transportedecargas.Essecomportamentoéparticularmenteacentuado
considerando-seoscaminhõesEuro5eEuro6,queapresentamganhos
incrementaisdeeficiênciacomoferramentaauxiliarnareduçãode
emissões.
Aindade2005a2024,opercentualdeveículospesadosesemipesadosna
frotacresceude44%para64%dototaldecaminhões,enquantoa
eficiênciaenergéticadessemodoapresentoumelhorade39%aolongodo
mesmoperíodo.
Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
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Página | 71
Transporterodoviáriodecargas
Otransportedemaioresvolumesdecargaporveículoearenovaçãoprogressivadafrotatêmpermitidoamanutençãodeganhosemeficiênciaenergéticado
transporterodoviário,tantonoâmbitoestruturalquantotecnológico.
Osganhosestruturaissãoreferentesaocrescimentonaparticipaçãodoscaminhõespesadosesemipesados,osquais,emboraconsumammaiscombustívelpor
distânciapercorrida,permitemganhosexpressivosnaatividadeparaummesmoconsumodecombustível.
Assim,entre2015e2024,aatividadedotransporterodoviáriodecargacresceu48,6%,muitoacimadoaumentonoconsumodecombustívelregistradonosetor,de
19,4%.Apesardisso,oanode2024apresentourecordenademandadeóleodieselBparatransporte,dosquais41bilhõesdelitrosforamconsumidospor
caminhões,oquecorrespondea78%dademandatotaldestecombustívelnosetordetransportes.
Oaumentodebiodieselnodieselfóssil(B14)apartirdemarçode2024,permitiuquemaiorpartedademandaadicionaldeóleodieselfossesupridapelobiodiesel,
limitandooaumentodademandadedieselfóssilparaapenas1,5%em2024(Figura58).
Aeficiênciaenergéticadecaminhõesaumentou(Figura59)emfunçãodemelhoriastecnológicas,apesardospotenciaisefeitosnegativosdobiodiesel.
41,840,440,139,640,440,043,845,546,246,4
3,1
3,0
3,4
4,3
4,7
5,1
5,4
5,1
6,0
7,2
B7
B14
0,0%
4,0%
8,0%
12,0%
16,0%
0
10
20
30
40
50
60
2015201620172018201920202021202220232024
10
9
litros
Biodiesel (L)
Diesel (L)
Níveis médios (%)
Figura 58: Consumo de diesel rodoviário e níveis médios de biodiesel
Fonte: Elaborado por EPE
Figura 59: Consumo de combustível médio de veículos novos vendidos (com carga) [km/L]
Fonte: Elaborado por EPE
9,4
10,1
5,96,44,75,33,73,92,42,6
20152024
Médios: +1,3% a.a.
Leves: +0,8% a.a.
Semipesados: +0,7% a.a.
Pesados: +0,8% a.a.
Semileves: +0,8% a.a.
Aumento da eficiência
de consumo (2015-2024)
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Setor de Transportes
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100,0
94,7
88,7
86,7
87,1
87,0
85,7
82,3
79,1
88,9
81,8
78,6
77,0
20052006200720082009201020112012201320142015201620172018201920202021202220232024
Índice (100 = ano 2005)
ODEX Média MóvelODEX Sem Média Móvel
EvoluçãodoODEXdosetordetransportes
Figura 60: Evolução do ODEX
Fonte: Elaborado por EPE
OODEXdosetordetransportestemapresentadomelhorassucessivas
impulsionadasporganhosdeeficiênciaenergética.Emparticular,o
transporterodoviáriodecargasfoicapazdeobterbonsresultadosatravésda
expansãodafrotadecaminhõespesadosesemipesados,permitindoo
transportedevolumessignificativamentemaioresdecargasporviagem,além
dosganhosdeeficiênciacomaadoçãodeveículosdepadrõesProconveP7e
P8.De2005a2024,opercentualdeveículospesadosesemipesadosnafrota
cresceude44%para64%dototaldecaminhões,enquantoaintensidade
energéticadessemodoapresentoumelhorade39%.
Emrelaçãoaosveículosleves,aintensidadeenergéticaestimadaapresentou
quedade0,4%a.a.desde2005,apesardoaumentonaparticipaçãodasSUVs
(usualmentemenoseficientes),oqueequivaleaumamelhorade7,2%na
intensidadeenergética.
Emboraaproporçãodaatividadedossistemasferroviárioeaquaviárionão
tenhaseexpandidoemrelaçãoaomodorodoviário,areduçãodesuas
intensidadesenergéticascontribuiuparaevitaroaumentonoconsumode
combustíveisnoperíodo,oqueteriasidoobservadocasonãohouvesse
ganhosdeeficiêncianestesmodosdebaixaintensidadeenergética.
Éimportantecitarque,aolongodoperíodo,aevoluçãodoODEXapresentou
revésduranteapandemiadeCOVID-19,atribuídoprincipalmenteàredução
naatividadedosmodosdetransportecoletivos,osquaispassaramacircular
comlotaçãoreduzida.Emrelaçãoaosônibus,emboraaintensidade
energéticatenhapioradoemumtotalde5,4%entre2005e2024,apiora
intensaobservadaduranteoperíodopandêmicoprovocouumaumento
marcantedoODEXem2020,seguidoporumarápidarecuperação,
especialmenteentre2022e2023,oqueproduziuumaquedaabruptado
indicador,marcandoarápidarecuperaçãonaatividadedotransportecoletivo.
GANHOS DE EFICIÊNCIA
(quanto menor, mais eficiente)
Aadoçãodenovastecnologiaseodesenvolvimentodeprojetosfocadosemeficiência
energética,muitasvezesincentivadaporprogramascomoProconve,PBEVe,mais
recentemente,oMOVER,têmcontribuídoparaosganhosobservadosnotransporte
rodoviáriodecargasepassageiros.
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Setor de Transportes
Página | 73
-3,0
-2,0
-1,0
0,0
1,0
2,0
3,0
4,0
Veículos levesÔnibusCaminhões
(frete)
FerrroviárioAquaviárioAéreo
Variação Anual do ODEX Bruto
20202021202220232024Variação do ODEX Média Móvel
Apesardeterapresentadoumamelhora
considerávelemseusindicadores,abaixa
atividadedotransporteaéreofezcomqueo
modorepresentasseumamudançapouco
significativanoODEX.
EvoluçãodoODEXdosetordetransportes
Figura 61: Variação Anual do ODEX Sem Média Móvel por modo
Fonte: Elaborado por EPE
Levando-seemconsideraçãoointervalode2020a2024,pode-seconcluir
queotransporterodoviáriofoioprincipalresponsávelpelamelhoriado
ODEXnoperíodo.Essefatofoiprovocado,sobretudo,porsua
predominâncianosetordetransporte,oqueconcedeaelemaiorpeso
frenteaosdemais.
Omodorodoviáriodecargas,queapresentaraumamelhoriaacentuada
duranteapandemia,permanecerepresentandoumaparcelarelevantena
melhoriadoODEXdetransporte,emboraseupesonamelhoriado
indicadortenhasereduzidoemrelaçãoaotransportedepassageirosentre
2021e2023.
Apesardetersofridoumapiorasignificativaem2020devidoàpandemiade
COVID-19,otransporterodoviáriodepassageirosapresentouuma
recuperaçãoaceleradaentre2021a2023,aqualsearrefeceuem2024.De
modogeral,pode-seassociaressecomportamentoàrecuperaçãodeuma
grandeparceladaatividadeapósapandemia.
Representandoumafraçãosignificativamentemenordoconsumo
energéticodetransportesemrelaçãoaosveículosleves,osônibus
apresentaramvariaçõesmuitosignificativasnoODEXnoanode2020e,no
sentidooposto,em2022,indicandotendênciasdepioraerecuperação
súbitas,coincidindodiretamentecomosperíodosdeinícioefimda
EmergênciaSanitárianoBrasil.Juntamentecomoincrementodeeficiência
obtidopelotransportedecargasnoperíodo,essemovimentoresultouem
umavariaçãodrásticadoindicadorentre2022e2023.Dessaforma,pode-
seentenderorápidoavançonamelhoriadoODEXcomoumacombinação
damelhoriadeeficiênciadotransporterodoviáriodecargascoma
recuperaçãosúbitadeatividadenotransportedepassageirosobservada
entre2021e2023.
Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
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Página | 74
PolíticaseprogramasdeeficiênciaenergéticanoSetordeTransportes
Diversos programas governamentais estão associados ao incremento da eficiência energética no setor de transportes brasileiro
Agenda 2030 Portuária
BR do Mar
Limites de emissões para motos e
ciclomotores novos (CONAMA
18/1986 e 297/2002)
Programa Mobilidade Verde e
Inovação (MOVER)
Sistema Brasileiro de Comércio
de Emissões (SBCE)
Programa MelhorAr
Política Nacional de
Mobilidade Urbana (PNMU)
Plano Setorial de Transporte e
Mobilidade Urbana (PSTM)
PAC –Modalidade Renovação
da Frota
PAC –Modalidade Grandes e
Médias Cidades
Porto Sem Papel
Plano Nacional de Logística
(PNL)
Planos Setoriais (Rodoviário,
Ferroviário, Portuário,
Aeroviário e Hidroviário)
Planos Gerais
Emissões, eficiência e
política industrial
Mobilidade urbanaIndústria naval
Renovação de frota
Plano Integrado de
Transportes (PIT)
Programa Brasileiro de
Etiquetagem Veicular
Programa de controle de
emissões veiculares (Proconve)
Nova Indústria Brasil (NIB)
Eficiência
Veicular
Gestão dos
Sistemas de
Transporte
Eficiência
Sistêmica
Desenvolvimento
e qualidade de
combustíveis
Programa de Sustentabilidade
para Infraestrutura de Rodovias e
Ferrovias Federais
Infraestrutura e logística de
transporte
Canal Verde
ProTrilhos
Programa de Parcerias de
Investimentos (PPI)
PAC –Eixo Transporte
Eficiente e Sustentável
Combustível do Futuro
Programa Nacional de Produção
e Uso de Biodiesel (PNPB)
Programa Nacional de
Combustível Sustentável de
Aviação (ProBioQAV)
Programa Nacional de
Diesel Verde (PNDV)
Política Nacional de
Biocombustíveis (RenovaBio)
Programa Nacional do
Hidrogênio (PNH
2
)
Combustíveis
Programa Nacional de
Descarbonização do Produtor e
Importador de Gás Natural e de
Incentivo ao Biometano
Programa Gás para Empregar
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Setor de Transportes
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OsetordetransporteséomaiorconsumidordeenergiadoPaís,seguidodepertopelaindústria.Dentreasrazõesparaa
elevadaintensidadeenergéticadosegmento,destaca-sesuagrandedependênciadomodorodoviário.Em2024,oaumento
noconsumodecombustíveisfoiinferioraocrescimentonaatividadedetransportes,refletindoosresultadospositivosdo
ganhodeeficiênciaenergética.Essefenômenofoiparticularmenteacentuadopeloaumentodaproporçãodecaminhões
maismodernosedemaiorcapacidadedecarga,somadoaavançosnaengenhariaautomotivaenaincipienteeletrificação
dafrota.
Em2024,aatividadedotransporteindividualcresceu4,7%emrelaçãoaoanoanterior,emboraafrotaestimadatenha
aumentadoemapenas0,9%.Essefenômenopodeserexplicadoporrazõeseconômicasecomportamentais,comoo
aumentonopreçodeveículos,opatamarelevadodataxadejuroseapopularizaçãodeaplicativosdetransporte.Aomesmo
tempo,observa-seumaexpansãorápidadafrotadeveículoseletrificados,aqualcresceu26,3%em2024,passandoa
representar1,7%dototaldafrotaestimadadeleveseapresentandopotencialdeacentuaraindamaisosganhosde
eficiênciadosetor.
ConsideraçõesFinaisdoSetordeTransportes
AdemandaporcombustíveisdocicloOttoemautomóveiscresceu2,8%em2024,representandoumadesaceleraçãofrente
aoanoanterior.Destaca-seocrescimentode30,1%noconsumodeetanolhidratado,queabsorveupartedademandade
gasolinaCeGNV,queporsuavez,apresentaramquedaemrelaçãoa2023.Comisso,oetanolpassaarepresentar48,6%
dademandadecombustíveisdecicloOttoemautomóveis,dosquais31,4%correspondemaoetanolhidratado.
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Setor de Transportes
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ConsideraçõesFinaisdoSetordeTransportes
Aatividadedotransporterodoviáriocoletivocresceu5,4%em2024,porémaindasemretornaraopatamarde2019,quejá
vinhaemquedadesdequeatingiusuamáximahistóricaem2013.Apesardarecuperaçãoobservadade2021a2023ter
catalisadoumaexpressivamelhorarelativadoODEX,otransportecoletivoaindatemapresentadodificuldadesem
substituiroindividual,reforçandoaimportânciadeinvestimentosesubsídiosnosetorparaaobtençãodemaioresganhos
estruturaisdeeficiência.
Otransportedecargasporcaminhõescresceu4,8%em2024,passandoarepresentar71,6%daatividadenacionalde
transportedemercadorias.Paraomodoferroviário,aatividadecresceu1,9%eparaoaquaviário,4,2%.Aotodo,o
transportedecargasconsolidouumaumentodeatividadetotalde4,2%em2024,superandoos3,5%doanoanterior.Com
aadoçãodeumafrotadecaminhõesmaiseficientesedemaiorcapacidadedecarga,observou-seumareduçãode4,1%na
intensidadeenergéticadotransporterodoviáriodecargas,quemantémconsolidadasuaposiçãodealicercedalogística
brasileira.
Emrelaçãoaotransporteaéreodepassageiros,em2024,observou-secrescimentode5,0%em2024,superandoaatividade
de2019erefletindoumaperspectivadecrescimentoparaosetor.Emparalelo,otransportemetroferroviárioapresentouum
crescimentoestimadodaatividadeem2,0%,porémosetoraindaencontra-secomdificuldadedeatingiraocupaçãode
passageirosanterioràpandemia.
ImpulsionadoporprogramascomooProconve,tem-seobservadoganhossensíveisdeeficiênciaenergéticanotransporte
rodoviárioatravésdeavançosnaengenhariadosveículos.Entretanto,arecuperaçãodaparticipaçãodosmodoshidroviário
eferroviárioaospatamaresanterioresàpandemiadeCOVID-19permaneceumamaneirafundamentaldeaumentara
eficiênciaenergéticapormeiodaintermodalidade.Investimentosnaconsolidaçãodeinfraestruturaparaessesmodossão
degrandeimportânciaparaestimularumatransiçãoenergéticajustaesustentávelnosetordetransportes.
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Capítulo especial:
Programa de Eficiência
Energética (PEE) regulado pela
ANEEL e Panorama
internacional de políticas de
eficiência energética -IEA
Fonte: Hospital Bethesda, em Joinville/SC, após eficientizaçãoenergética conduzida pela Celesc com recursos do PEE
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Capítulo especial: ANEEL
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1.CONTEXTOHISTÓRICO
AAgênciaNacionaldeEnergiaElétrica(ANEEL)coordenaeregulaoProgramadeEficiênciaEnergética(PEE),quedesdesua
criaçãotemmobilizadoinvestimentossubstanciais,provenientesdasdistribuidorasdeenergiaelétricaedeobrigaçõeslegais.
OPEEfoiinstituídopelaLeinº9.991,de24dejulhode2000,estabelecendoaobrigatoriedadedequeasdistribuidorasdeenergia
elétricarealizasseminvestimentosanuaisemaçõesvoltadasàmelhoriadaeficiêncianousofinaldaenergia.Essamedida
representouummarconosetorelétricobrasileiro,aoconsolidaradestinaçãoderecursosespecíficosparaprojetosdeeficiência
energética,criandoumambienteregulatórioqueestimulouaexpansãodacadeiadeprodutoseserviçosvoltadosaotemanopaís.
Maisdoqueuminstrumentoregulatório,oPEEtornou-seumapolíticapúblicaestratégica,comimpactospositivosnadifusãode
equipamentoseeletrodomésticoseficientes,nareduçãodedesperdíciosdeconsumo,nadiminuiçãodanecessidadedenovos
investimentosnosistemaelétricoenapromoçãodebenefíciossociaiseambientaisassociadosàsaçõesdereduçãodeconsumoe
demandadeenergiaelétrica.
Oprogramatambémcontribuiu,duranteseus25anosdeexistência,paraofortalecimentodecompetênciastécnicasnacionaise
paraacriaçãodeummercadodeeficiênciaenergética,envolvendoempresasprestadorasdeserviços,fabricantesde
equipamentoseficientes,instituiçõesdepesquisa,universidadeseorganizaçõesdosetorpúblicoeprivado.
Aolongodesuatrajetória,oPEEpassoupordiferentesfases,adaptando-seàsmudançaslegais,regulatóriaseàsdemandasda
sociedadeedosetorelétrico.Comisso,consolidou-secomoumdosprincipaisinstrumentosdepromoçãodaeficiência
energéticanoBrasil,alinhadoàsdiretrizesnacionaisdeeficiênciaenergéticacomresultadoseimpactosenergéticos,sociaise
ambientaisrelevantes.
Essehistóricoserádetalhadonasequência,pormeiodeumacronologiaqueevidenciaosprincipaismarcoslegaise
regulamentaresquemoldaramaevoluçãodoprogramadesdesuacriaçãoatéosdiasatuais,comoprocessodeaprimoramento
dasregrasediretrizesdoPEE,incluídonaAgendaRegulatóriadaANEELparaobiênio2025-2026,comaprevisãodepublicaçãoda
novaregulamentaçãoatéofinalde2026.
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Capítulo especial: ANEEL
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Fonte: ANEEL (2025)
Figura 1: Linha do tempo:
A trajetória do Programa de
Eficiência Energética (PEE)
gerido pela ANEEL
Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
Capítulo especial: ANEEL
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2.ARRANJOOPERACIONAL
OProgramadeEficiênciaEnergética(PEE),temsuagovernançaestruturadadeformadescentralizada,mascomforteregulaçãopormeiodosProcedimentosdoProgramadeEficiência
Energética,constandoem10módulosaprovadospelaResoluçãoNormativaANEELnº920/2021.
Osrecursosprovêmdastarifasdeenergiaelétricapagaspelosconsumidoresdeeletricidadeesãodestinadosobrigatoriamentepelasdistribuidoras,quedeveminvestirumpercentualde
suaReceitaOperacionalLíquida(ROL),emprojetosdeeficiênciadeacordocomasdiretrizesdefinidaspeloregulador.
Asdistribuidorasconstituemoelocentraldaoperacionalização:elaspodemrealizarprojetospróprios,contratardiretamenteexecutorasouselecionarpropostaspormeiodasChamadas
PúblicasdeProjetos(CPPs),realizadasanualmenteporcadaempresaemsuaáreadeconcessão.Osexecutorespodemserterceiros,comoEmpresasdeConservaçãodeEnergia(ESCOs)
ouinstituiçõespúblicaseprivadasproponentesebeneficiáriasdeprojetos.Fabricantesefornecedoresdemateriaiseequipamentostambémintegramacadeiacomoresponsáveispelo
fornecimentodeserviçosetecnologiaseficientes.
Aexecuçãofinanceiraéacompanhadaaofimdosprojetosporauditoriasindependentescontratadaspelasdistribuidoras,queasseguramaveracidadeeconformidadedosgastosde
acordocomprocedimentospreviamentedefinidos.Apósaconclusãoeauditoria,osprojetossãosubmetidosàANEEL,querealizaaavaliaçãofinaleverificaseosinvestimentose
resultadosauferidospormeiodeMediçãoeVerificaçãoestãodeacordocomasmetodologiasaplicáveis.
ComoaprimoramentodasregrasdoPEEemcurso,jáfinalizadooprocessodeTomadadeSubsídioseiniciadaaAnálisedeImpactoRegulatório,oPEEcaminhaparabuscarmais
alinhamentoàspolíticasnacionaisdeeficiênciaetransiçãoenergética,ampliandoosaspectosdetransparêncianagestãodosrecursoseaprimoramentodomodeloregulatório,como
objetivodeampliaraefetividadeeaintegraçãodoPrograma.
FABRICANTES E FORNECEDORES
DE MATERIAIS E EQUIPAMENTOS
EFICIENTES
Fornecem materiais aos projetos
EMPRESAS DE CONSERVAÇÃO
DE ENERGIA ESCOs
Propõem projetos próprios ou
são contratadas diretamente.
DISTRIBUIDORAS
DEENERGIA
Deveminvestirumpercentual
deROLemprojetosdeacordo
comdiretrizesdaANEEL.
Podemrealizarprojetos
diretamenteoucontratar
executoras(incluindopor
CPPs)
CONSUMIDOR
Contribuempormeiodafatura
deenergiaelétricaesão
beneficiadospelareduçãono
consumodeenergiae
demandaemhoráriodeponta.
RECURSOPROJETOS
Relacionadiretamenteapenascomas
distribuidoras,quedevemprestar
contasdetodososprojetosrealizados
comrecursosdoPEEapóssua
conclusãoeauditoriadoscustos,sendo
finalmenteavaliadosdeacordocomo
regulamentoparaoreconhecimento
regulatóriodosinvestimentos.
Figura 2: Arranjo
Operacional do PEE e
principais stakeholders
envolvidos
A trajetória do Programa de
Eficiência Energética (PEE)
gerido pela ANEEL
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3.PRINCIPAISRESULTADOSAGREGADOS
Noquinquênio2020–2024,osprojetosconcluídosnoâmbitodoProgramade
EficiênciaEnergética(PEE)geraram,emmédia,379.557MWh/anodeeconomiade
energia,resultadoobtidoapartirdaseconomiasanuaisaferidasemcadaexercício
(567.641MWh/anoem2020;291.741em2021;427.995em2022;260.980em2023;
e349.430em2024),quesomam1.897.787MWhnoperíodo.
Nomesmointervalo,foramconcluídos1.851projetos,oquepermiteestimaruma
economiaanualmédiadeaproximadamente1.025MWhporprojeto.Foram
concluídos:449projetosem2020;321em2021;354em2022;349em2023;e378
em2024.
EssesresultadosconfirmamocompromissocontínuodoPEEcoma
sustentabilidadeenergética,garantindoreduçõespermanentesdeconsumoe
reforçandoasegurançadosistemaelétrico.
Fonte: Observatório do Programa de Eficiência Energética –OPEE
Gráfico 1: Energia Economizada global no PEE (2020-2024)
Energia Economizada (MW.h/Ano)
600.000
500.000
400.000
300.000
200.000
100.000
567.641
291.741
427.995
260.980
349.430
0
20202021202220232024
Fonte: Observatório do Programa de Eficiência Energética –OPEE
Gráfico 2: Número de projetos no PEE (2020-2024)
Nº de Projetos
300
250
200
150
100
50
449
321
354
349
378
0
20202021202220232024
500
450
400
350
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2020: Lançamento em grande escala e foco em LED urbano
O ano de 2020, com 567,6 mil MWh/ano economizados, marca o pico de produtividade do quinquênio e a consolidação de
soluções padronizadas.
Tema dominante: Iluminação Pública (LED) –forte mobilização de projetos de substituição de luminárias convencionais por
LED em vias, parques e praças, favorecida por ganhos rápidos de eficiência e prazos curtos de execução.
Complementos importantes:
•Troca para LED em interiores (prédios administrativos, escolas, hospitais), reforçando o impacto em poder público e comércio/serviços.
•Saneamento/água e esgoto: modernização de bombas e sistemas de bombeamento, com boa razão custo/benefício.
2021: Consolidação em LED e ampliação de frentes públicas
Mesmo sob o efeito da pandemia, o PEE manteve robustez operacional, com 291,7 mil MWh/ano economizados.
Tema central: Iluminação Pública (LED), confirmando-se como tecnologia âncora.
Expansão temática:
•Poder Público: edifícios e educação, com projetos em escolas, universidades e unidades de saúde, ampliando a presença do programa em prédios públicos.
•Saneamento e bombeamento de água em municípios e companhias de água/esgoto, com ganhos diretos em consumo e qualidade de serviço.
•Baixa Renda, com troca de equipamentos ineficientes e regularização de ligações, garantindo o caráter social do PEE.
2022: Diversificação e entrada da Geração Solar
Com 427,9 mil MWh/ano de economia, 2022 marca um retorno parcial ao patamar de 2020 e introduz novas soluções tecnológicas.
Predomínio contínuo: Iluminação Pública (LED) e LED em interiores.
Novidades relevantes:
•Projetos de geração solar fotovoltaica, sobretudo em prédios públicos e escolas, antecipando tendências de geração distribuída eautoconsumo.
•Industrial (motores, acionamentos e automação), sinalizando avanço em processos produtivos e maior diversidade de setores atendidos.
Integração com políticas climáticas: início de ações associadas a fontes renováveis, reforçando o caráter de transição energética do PEE.
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Página | 83
2023: LED ainda hegemônico e foco em ambientes comerciais
Com 260,9 mil MWh/ano de economia, o PEE manteve capilaridade e abrangência temática.
Eixo estruturante: Iluminação Pública (LED).
Destaques adicionais:
•Troca para LED em ambientes comerciais e redes de serviços (supermercados, shoppings, varejo).
•Poder Público: edifícios e educação, reforçando a integração com programas de eficiência na gestão pública.
•Projetos residenciais voltados à troca de equipamentos e kits de eficiência.
2024: Ampliação institucional e reforço social
Com 349,4 mil MWh/ano economizados, 2024 reafirmou o PEE como instrumento de política pública nacional.
Tipologia dominante: Poder Público, com forte presença de escolas, universidades, hospitais e órgãos da
administração direta, consolidando ganhos orçamentários e de exemplo.
Temas mais frequentes:
•Iluminação Pública (LED), mantendo posição estratégica.
•LED em interiores, inclusive em equipamentos públicos e comércio/serviços.
•Saneamento (água/esgoto) com modernização de bombas e automação de sistemas.
•Solar fotovoltaica em nichos, reforçando a convergência entre eficiência e geração renovável.
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4.INVESTIMENTOS: ESCALA
E CONTINUIDADE
OgráficodeinvestimentossintetizaarelaçãoentreValorDevido(obrigaçãolegalcompulsória
conformeprevistonaLeiNo9.991/2000)eValorAplicadonoPEE(conformedeclaraçãoanualde
investimentosrealizados)porano.Noperíodo2020–2024,oValortotalacumuladodas
obrigaçõessomouR$4.311,3milhões,aopassoqueoValorAplicadototalizouR$3.849,7
milhões,ou89,3%daobrigaçãolegalduranteoperíodo.
Anualmente,osresultadosforam:2020(DevidoR$860,4mi;AplicadoR$772,4mi;taxa89,8%),
2021(R$910,1mi;R$786,8mi;86,5%),2022(R$761,5mi;R$777,0mi;102,0%),2023(R$880,2
mi;R$840,6mi;95,5%)e2024(R$899,1mi;R$672,9mi;74,8%).
Ocustomédiodosprojetosmanteve-senafaixadeR$1,7–2,4milhões/projetoaolongodo
período:R$1,70mi(2020),R$2,41mi(2021),R$2,21mi(2022),R$2,39mi(2023)eR$1,78mi
(2024).
OperfildealocaçãoderecursosdoPEEnoquinquênio2020–2024evidenciaconcentraçãoem
quatrofrentesque,somadas,respondempor86,1%doorçamento:BaixaRenda(29,1%),
IluminaçãoPública(23,4%),PoderPúblico(19,9%)eComércioeServiços(13,7%).Asdemais
tipologiasregistram:Educacional(5,0%),Residencial(3,1%),Industrial(2,4%),ServiçosPúblicos
(2,3%),Rural(0,8%)eOutros(0,4%).
Entre2020e2024,adistribuiçãopercentualdaquantidadedeprojetosrealizadosnoâmbitodo
ProgramadeEficiênciaEnergética(PEE)portipologiafoiaseguinte:IluminaçãoPública,34,0%;
PoderPúblico,26,3%;ComércioeServiços,19,0%;BaixaRenda,6,7%;ServiçosPúblicos,4,4%;
Residencial,3,4%;Industrial,3,1%;Educacional,1,9%;Rural,0,5%;eOutros,0,8%.
Gráfico 4: Investimento em Projetos de PEE –
percentual por categoria (2020-2024)
Gráfico 5: Quantidade de projetos realizados por
tipologia no PEE (2020-2024)
2020
2024
2020
2024
Fonte: Observatório do Programa de Eficiência Energética –OPEE
Fonte: Painel de Monitoramento PEE –Movimentação Financeira (valores atualizados pela inflação, pelo IPCA/IBGE.
Taxas anuais: em 2020, 4,52%; 2021, 10,06%; 2022, 5,79%; 2023, 4,62%; 2024 4,83%.
Gráfico 3: Movimentação financeira por ano (2020 a 2024) (* milhão de R$)
1000.0
900.0
800.0
700.0
600.0
700.0
400.0
300.0
200.0
100.0
0
20202021202220232024
860,4
910,1
761,5
880,2
899,1
772,4
786,8
777,0
840,6
672,9
Valor Devido (R$ mi.2024)
Valor Aplicado (R$ mi.2024)
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Fonte: STE/ANEEL
Publicação do edital
(distribuidora/ANEEL)
Submissão de Propostas
(Instituições interessadas)
Avaliação Técnica
Critérios:
•Economia de energia
•Custo –benefício
•Viabilidade técnica
•Contrapartida Financeira
•Impacto social
•Inovação
Classificação
(pontuação das propostas)
Seleção dos Projetos
Cadastro dos Projetos
na ANEEL
Execução dos Projetos
Figura 3: Rito de
realização das CPPs:
A trajetória do Programa de
Eficiência Energética (PEE)
gerido pela ANEEL
5. CHAMADAS PÚBLICAS DE PROJETOS
AsChamadasPúblicasdeProjetos(CPPs)foraminstituídaspelaANEELem2013comouminstrumentoparticipativonoâmbitodoPrograma,comoobjetivodeampliara
transparência,ampliaroescopodeprojetosemconsonânciacomasnecessidadesdemelhoriadaeficiênciaenergéticadoPaís,democratizaroacessoaosrecursosdo
Programa,permitindoqueinstituiçõesinteressadas–comoórgãospúblicos,universidades,empresaseentidadesprivadas–pudessempropordiretamenteprojetosde
eficiênciaenergética,priorizandoaimplantaçãodosprojetosqueapresentemamelhorpontuaçãoentreoscritériosdeseleção,resultandonaotimizaçãodorecurso.O
processodeixoudeserrestritoàatuaçãoexclusivadasdistribuidoras,criandoumaaberturainstitucionalparaquediferentesatoresdosetorpudessemseengajarna
proposiçãodesoluçõesvoltadasàreduçãodoconsumodeenergiaeàpromoçãodousoracionaldosrecursosenergéticos.
OformatodasCPPssebaseiaemumprocessocompetitivodeseleção.Asdistribuidoras,emcumprimentoàsdiretrizesdaANEEL,publicameditaisdechamada,
detalhandoosrequisitos,critériosdeseleçãoerecursosdisponíveisportipologiadeprojetos.Asinstituiçõesinteressadasapresentamsuaspropostassobosformatose
padrõespreestabelecidoseconformeasdiretrizesdoPEE,quepassamporumaavaliaçãotécnicaeclassificatória.Aanáliseconsideracritérioscomopotencialdeeconomia
deenergia,custo-benefício,viabilidadetécnica,contrapartidafinanceira,impactosocialeinovação.Apartirdessaavaliação,apenasosprojetosqueatingemasmelhores
pontuaçõessãocontempladosparaexecução,assegurandoqueosrecursossejamalocadosàsiniciativasmaisefetivaserelevantes.Essemodelofortaleceuagovernança
doPEEaoampliarainteraçãoentredistribuidoras,sociedadecivileempresasespecializadas,alémdeestimularaprofissionalizaçãodomercadodeeficiênciaenergética.As
CPPstambémcontribuíramparadiversificaroportfóliodeprojetoseaumentaracapilaridadedoPrograma,permitindoquesoluçõesinovadorasedediferentesportes
fossemavaliadasdeformajustaetransparente.NocontextoatualdereformulaçãodoPEE,oaprimoramentodasChamadasPúblicaspermanececomoumdospontos
centraisparareforçaraparticipaçãosocial,atransparênciaeaefetividadedoProgramanaagendadetransiçãoenergéticaedescarbonização.
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6.PROJETOSDEDESTAQUE
6.1.AçõescomconsumidoresdeBaixaRenda
Umdospilaresdosprogramasdeeficiênciaenergéticaéaatuaçãojuntoàpopulação
localizadaemáreasdevulnerabilidadesocial.Asaçõesrealizadasnesseâmbitovisama
promoveroacessoaequipamentosmaiseficientes,adequaçãodeinstalaçõeselétricaseações
educativassobreconsumoconsciente,oqueauxiliaoconsumidoraterumentendimentomais
adequadodasquestõesrelativasaoseuconsumoeàcontadeenergia,possibilitandomelhor
gerenciamentodafatura.
Destacam-seiniciativascomo:
•TrocadelâmpadasincandescentesefluorescentesporLEDsemáreasvulneráveis;
•Substituiçãodegeladeirasantigaspormodelosmaiseficientes;
•Campanhaseducativassobreusoracionaldeenergia;
•Adequaçãodeinstalaçõeselétricasparareduçãodeperdaseaumentodasegurança;
•Trocaderesíduossólidosurbanosporbônusnafaturadeenergiacomofontederendaa
partirdareciclagem;
•Envolvimentodacomunidadelocalempalestraseoficinasparageraçãoderendacom
impactodiretonareduçãodascontasdeluz,melhorandoaqualidadedevidaecontribuindo
paraainclusãosocial.
Osprojetosvoltadosparaessepúblicorepresentamparcelasignificativadosinvestimentosdo
PEE,refletindoocompromissocomajustiçaenergética.
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6.2.OlimpíadaNacionaldeEficiênciaEnergética(ONEE)
AOlimpíadaNacionaldeEficiênciaEnergética(ONEE)éumainiciativadaANEEL,concebidapara
promoveraculturadousoracionalesegurodaenergiaelétricaentreestudantesdetodoopaís.Até
2025,aONEEmanteve-sedirecionadaaosalunosdo8ºe9ºanosdoEnsinoFundamental,com
previsãodeampliaçãoparaoEnsinoMédionaspróximasedições.Inspiradanoformatodeolimpíadas
científicas,aONEEincorporagamificação,recursosdigitaisemetodologiasparticipativaspara
transformarconceitostécnicosdeeficiênciaenergéticaemexperiênciasdeaprendizagemdinâmicas,
acessíveisecomparáveisentreredesdeensino.
AcriaçãodaONEE,em2018,respondeuaumalacunanoProgramadeEficiênciaEnergética(PEE)da
ANEEL:ainexistênciadeuminstrumentonacional,estruturadoemensuráveldeeducaçãopara
eficiênciaenergéticanocotidianoescolar.Essedesenhofoiamadurecidoemciclospilotoe,coma
ResoluçãoNormativanº1.086/2024,consolidou-seaobrigatoriedadedeparticipaçãoanualdas
distribuidorasdeenergia,elevandoaOlimpíadaàcondiçãodepolíticapúblicaeducacional
permanente,alinhadaàsdiretrizesdoPEEeàsmetasdoPlanoNacionaldeEficiênciaEnergética.
Evoluçãoeresultados.Ospilotosde2021e2022foramdecisivosparavalidarametodologia,
aperfeiçoarousodasplataformasdigitaiseajustaraexecuçãoàsrealidadesregionais.Em2021(Piloto
1),emumcontextoaindamarcadoporrestriçõesdapandemia,acooperaçãoentredistribuidoras
(COELBA,ENEL,RGEeEDP)viabilizouaadoçãodesoluções100%digitaisparainscrição,aplicaçãoe
correção,alcançandocercade40milestudantes,1.081escolase2,7milprofessores,cominvestimento
naordemdeR$1,76milhão.NoPiloto2(2022),aparticipaçãoexpandiu-separa34distribuidorasem25
estados,consolidandoousodeWebApp,aplicativomóveleambienteson-line,oquepermitiuescalaro
alcanceparaaproximadamente188milestudantes,3.679escolase7,8milprofessores,com
investimentodeR$5,4milhões.Em2024,primeiroanodeparticipaçãocompulsóriadetodasas
distribuidoras,aONEEatingiu263milestudantes,4.603escolase10,1milprofessores;foram8.000
medalhistase27premiadosemsolenidadenacionalemBrasília,cominvestimentodeR$4,8milhões.
Para2025,foraminscritos345milalunos,cercade8.000escolaseaproximadamente25mil
professores,cominvestimentosestimadosemR$6milhões,incluindopatrocíniosecontrapartidas
adicionais.
Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
Capítulo especial: ANEEL
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AbrangênciaNacional
Com destaque do Estado, Copel
entrega premiação da Olimpíada
de Eficiência Energética
Estudantes mineiros se
destacam nos resultados da
Olimpíada Nacional de
Eficiência Energética 2024
Trigêmeos conquistam
ouro na Olimpíada
Nacional de Eficiência
Energética
Alunos de 19 escolas do Acre são
premiados em Olimpíada
Nacional de Eficiência Energética
Inscrições para a
Olimpíada Nacional de
Eficiência Energética
2024 estão abertas; 5,8
mil alunos de SC devem
participar
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Capítulo especial: ANEEL
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Estruturaemetodologia.AONEEcombinaestratégiaspedagógicasbaseadasemtrilhasde
aprendizagemgamificadaseavaliaçõesinterativas,comusodeplataformasdigitaisparaengajar
estudanteseapoiarprofessores.AaplicaçãodaTeoriadaRespostaaoItem(TRI)permiteaferircom
maiorprecisãoníveisdeproficiênciaecomparabilidadeentreedições,turmaseredes.Acadaedição,
umadistribuidoraatuacomoproponente-coordenadora,comapoiodasdemais,sobsupervisãoda
ANEEL.OfinanciamentoérealizadocomrecursosdoPEE(Leinº9.991/2000)epodeser
complementadoporpatrocíniosecontrapartidas.Em2025,porexemplo,cercadeR$800milforam
captadosporessasvias,sinalizandocapacidadedemobilizaçãodeparceirosesustentabilidade
financeiraadicional.Essaarquiteturaoperacionalassegurapadronizaçãodeconteúdo,ampla
acessibilidadeemonitoramentocontínuoderesultados,aomesmotempoemquepreserva
flexibilidadeparaadequaçõesregionaiseinovaçãopedagógica.
Conexãocompolíticaspúblicaseimpactos.AONEEoperacomoinstrumentoeducacionalque
complementaprogramasregulatórios,etiquetagemdeequipamentosemetasdeintensidade
energética.Ainiciativaatuasobreo‘efeitoatividade’doconsumofinal,reduzindodesperdíciose
ampliandoaadesãosocialàspráticaseficientes.Osefeitosincluemformaçãoevalorizaçãodocente,
maiorcompreensãoenergéticaentreestudantesefamíliasefortalecimentoderedesdecolaboração
entreescolas,distribuidoraseparceirosinstitucionais.Em2024,osresultadossimbólicos(medalhas
epremiações)somaram-seaevidênciasquantitativasdealcanceeengajamento,reforçandoa
legitimidadepúblicaeaatratividadedepatrocínios.
Perspectivas.AsprioridadesparaaspróximasediçõessãoainclusãogradualdoEnsinoMédio,o
aprimoramentodemétricasdeimpacto(quantitativasequalitativas),auniformizaçãonacionalda
metodologiaeaexpansãodeparcerias.Há,ainda,potencialdeinternacionalizaçãodeboaspráticas,
posicionandooBrasilcomoreferênciaemeducaçãoparaeficiênciaenergética.Aoarticularinovação,
inclusãoesustentabilidade,aONEEcontribuiparaatransiçãoenergéticacomfocoemcapital
humano,culturadeeficiênciaecidadania.
Gráfico 5: ONEE: Evolução da participação de estudantes (2021-2025)
500.000
400.000
300.000
200.000
100.000
2021
(piloto 1)
2022
(piloto 2)
20242025
(estimado)
Evolução dos Estudantes Participantes da ONEE
Números de Estudantes
Gráfico 7: ONEE: Investimento por edição (2021-2025)
4
3
2
1
0
2021202220242025
(estimado)
Investimentos na ONEE (R$ milhões)
R$ milhões
5
6
Gráfico 6: ONEE: Evolução da participação de estudantes (2021-2025)
25.000
20.000
15.000
10.000
5.000
2021
(piloto 1)
2022
(piloto 2)
20242025
(estimado)
Evolução das Escolas e Professores na ONEE
Quantidade
Professores
Escolas
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6.3.Eficientizaçãoenergéticaemhospitais
OProjetoPrioritáriodeEficiênciaEnergéticaemHospitaisPúblicosoucom
CertificadodeEntidadeBeneficentedeAssistênciaSocial–CEBASfoiestruturadono
âmbitodoProgramadeEficiênciaEnergética(PEE)reguladopelaANEEL,comoobjetivode
ampliaraefetividadedasaçõesdeeficiênciaenergéticaemumsetordegranderelevância
social.OshospitaispúblicoseaquelescertificadospeloCEBASapresentamexpressivo
consumodeenergiaelétrica,cujasdespesassãoarcadascomrecursospúblicos,e,poresse
motivo,constituemalvosestratégicosparaaracionalizaçãodousodaenergia,com
repercussõespositivastantoparaagestãoorçamentáriaquantoparaasustentabilidade
ambiental.
Oprojetobaseou-seemestimativasdoProcel,segundoasquaiscadaprédiopúblicodastrês
esferasdepoderapresentapotencialdereduziremtornode20%doconsumodeenergia
elétrica.Essediagnósticoembasouainiciativa,estruturadaemetapasquecontemplarama
realizaçãodediagnósticosenergéticos,amodernizaçãodeinstalações,asubstituiçãode
equipamentosineficienteseacapacitaçãodeequipestécnicasresponsáveispelagestãoe
manutençãodoshospitais.
Amotivaçãocentralesteveassociadaàessencialidadedosserviçoshospitalares,à
representatividadedeseuconsumonosetorpúblicoeàvisibilidadequeessasinstituições
exercemnasociedade.Asaçõesbuscavamnãoapenasreduzircustoseampliara
confiabilidadedosuprimento,mastambémgerarefeitodemonstrativo,incentivandoa
disseminaçãodepráticassustentáveisemoutrossegmentos.
Oprojetocontoucomdiretrizesespecíficas:aplicaçãoderecursosafundoperdido;
abrangênciarestritaahospitaispúblicosoucertificadospeloCEBAS;exigênciaderelação
custo-benefícioigualouinferiora0,8(ouaté1,0noscasoscomgeraçãodistribuída);
comprovaçãododescarteambientalmenteadequadodeequipamentossubstituídos;e
realizaçãodemediçãoeverificação(M&V)sistemáticadosresultados,conformeasregras
doPROPEE.
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Aimplementaçãoocorreuemduasfases.Naprimeira,foramrealizadosdiagnósticosenergéticosparaidentificar
opotencialdeeconomiaeselecionaraçõesviáveis.Nasegunda,foramexecutadasasmedidaspropostas,como
amodernizaçãodesistemasdeiluminação,climatização,usinasdeoxigênio,autoclaves,alémdaimplantação
degeraçãodistribuída.Tambémforampromovidostreinamentosparacapacitarasequipesnaoperaçãoe
manutençãodosnovosequipamentos.
Osresultadosforamexpressivos:aeconomiaanualalcançoucercade37,8milMWh,equivalenteaoconsumo
deumacidadedemédioportenoSudeste,eareduçãodedemandanapontaatingiu2,2MW.Arelaçãocusto-
benefícioglobalficouem0,79,evidenciandoretornosignificativoparaasociedade.Destaca-seaindaamelhoria
dosserviçoshospitalares,areduçãodegastospúblicos,acapacitaçãodeequipestécnicaseacontribuiçãopara
apreservaçãoambiental.
Aotodo,117hospitaisemdiferentesregiõesdopaísforambeneficiados,apartirdaparticipaçãode14distribuidoras
deenergiaelétrica.OinvestimentototalsuperouR$127milhões,sendomaisdeR$122milhõesaportadospeloPEE
eaproximadamenteR$5milhõesoriundosdecontrapartidasdasinstituiçõesdesaúde.ACopelliderouemnúmero
dehospitaisatendidos,seguidaporCPFLPaulista,CPFLPiratininga,RGESuleCelesc.Aexecuçãocontoucom
apoioinstitucionaldoMinistériodaSaúdeedoMinistériodoDesenvolvimentoRegional,queatuaramcomo
entidadesintervenientes,garantindointegraçãoentrepolíticasdeeficiênciaenergética,saúdepúblicae
desenvolvimentoregional.Essaarticulaçãoasseguroumaiorefetividadeàsaçõesefortaleceualegitimidadedo
projetoperanteasociedade.
Paraalémdosindicadoresquantitativos,osimpactosqualitativosforamigualmenterelevantes:modernização
dasinstalaçõeshospitalares,maiorconfortoesegurançanosambientesdesaúde,liberaçãoderecursos
públicosparaoutrasprioridadesevalorizaçãoprofissionalpormeiodetreinamentosecapacitações,
assegurandoasustentabilidadedosresultadosalongoprazo.Outroefeitodedestaquefoioestímuloao
mercadodeequipamentoseserviçosdeeficiênciaenergética,promovendodesenvolvimentoeconômicoe
geraçãodeempregos.Ocaráterdemonstrativodoprojeto,implementadoeminstituiçõesdealtavisibilidade,
serviudeincentivoparaoutrossetores,ampliandoosefeitospositivosdapolíticapúblicadeeficiênciaenergética.
OProjetoPrioritáriodeHospitaistornou-seummarconatrajetóriadoPEE,evidenciandoaeficiênciaenergéticacomo
aliadaestratégicadapolíticadesaúdepública,contribuindoparaamoderaçãodademandadeenergia,areduçãoda
emissãodegasesdeefeitoestufaeoavançodeummodelodedesenvolvimentosustentáveleinclusivo.
Gráfico 8: Investimentos por distribuidora (R$ milhões)
20
10
Copel D
CPFL
Paulista
R$ milhões
30
CPFL
Piratininga
RGE SulCelescOutras
Gráfico 9: Hospitais beneficiados, por distribuidora
20
10
Copel D
CPFL
Paulista
Números de Hospitais
30
CPFL
Piratininga
RGE SulCelescOutras
40
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Panorama internacional de
políticas de eficiência
energética -IEA
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Capítulo especial: IEA
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Políticas de Eficiência Energética
PacotedePolíticasparaEficiênciaEnergética
Aeficiênciaenergéticaéfundamentalparamelhoraravidadetodasaspessoas.Elaofereceacessoàenergiaacessíveleconfiável,reforçaasegurançado
fornecimentodeenergia,aceleraastransiçõesparaenergialimpaeapoiaocrescimentoeconômicoearesiliência.Poressasrazões,políticasdeeficiência
energéticapodemtrazermuitosbenefíciosàspessoas–reduzirascontasdeenergia,melhorarosresultadosdesaúdeecriarnovosempregos,garantindoqueesses
benefíciossejamcompartilhadosportodos.Umfocoforteeprecocenaeficiênciaenergéticaéessencialparaalcançaremissõeslíquidaszeroaté2050.
Implementarmedidasdeeficiênciaenergéticaexigeumarcabouçopolíticobemelaboradoeintegrado.Aexperiênciainternacionalmostraqueumpacotede
políticaseficazcombinainstrumentosregulatórios,incentivosfinanceiroseferramentasbaseadaseminformaçãoparaimpulsionarmelhoriasemdiversossetores.
Talestruturaémaiseficazquandofundamentadaemmetasclaras,ambiciosas,porémalcançáveis,quesãocomunicadasdeformaeficazatodososstakeholders
relevantes.Umdesigneimplementaçãocuidadososproporcionarãotodoopotencialdaeficiênciaparaaumentarasegurançaenergética,criarempregos,elevaro
padrãodevida,reduzirascontasdeenergiaediminuirasemissões.
Implementação
é tão importante
quanto o desenho
de políticas.
Elementos essenciais
Informaçãoajuda as pessoas a fazerem escolhas mais
eficientes no que compram e como usam energia.
Abordar elementos vitais
como desenvolvimento de
capacidade, fiscalização e
monitoramento.
É importante avaliar continuamente
políticas e programaspara se manter
atualizado com os avanços
tecnológicos.
Principais
Políticas
Regulaçãoé essencial
para excluir os
equipamentos e práticas
de pior desempenho do
mercado, aumentar os
níveis médios de
eficiência e estabelecer
regras para medir o
desempenho.
Incentivostornam opções
eficientes mais atraentes e
aceleram a atualização e
substituição de
eletrodomésticos, edifícios
e veículos.
Eles também incentivam o
uso de novas tecnologias e
práticas.
Garantir que os
recursosestejam
disponíveis para
implementar as
políticas.
Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
Capítulo especial: IEA
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1. Priorizaraçõestransversaisdeeficiênciaenergéticaporseus
benefícioseconômicos,sociaiseambientais: Umfocomaisforte
empolíticaspúblicasdetodoogovernofortaleceráo
desenvolvimentosocialeeconômico,asegurançaeresiliência
energética,adescarbonização,arápidacriaçãodeempregose
estímuloeconômico.
2. Agirparadesbloquearopotencialdegeraçãodeempregosda
eficiência: Aeficiênciaenergéticapoderapidamentegerar
crescimentodeempregosesetornarumsetordeemprego
sustentáveledelongoprazo.
3. Criarmaiordemandaporsoluçõesdeeficiênciaenergética: A
açãodeeficiênciaseráimpulsionadaatravésdoaumentoda
demandaporprodutoseserviçoseficientes,permitindoníveis
maioresdeatividadedemercado.
4. Foconofinanciamentomaisamploparaimpulsionaraação:
Mobilizarfinançaséumelementoessencialdaaçãodeeficiência,
epolíticasparaissoserãomaiseficazesseforempartedeuma
abordagemamplaecoerenteparaimpulsionaromercado.
5. Aproveiteainovaçãodigitalparaaumentaraeficiênciaem
todoosistema: Osformuladoresdepolíticaspodemaproveitaro
potencialdainovaçãodigitalparapossibilitarcontroleinteligente,
melhorgestãoenergéticaeotimizaçãomaisampladosistema
energético.
Alcançandoaçõesmaisambiciosasemeficiênciaenergética
CombasenaanálisedasmelhorespráticasdaAgênciaInternacionaldeEnergia(IEA,eminglês)enotrabalhodaComissãoGlobalparaAçãoUrgentesobre
EficiênciaEnergética,osdezprincípiosestratégicosaseguirpodemajudaraorientarosformuladoresdepolíticasaaprimorareexpandirsuaspolíticaseprogramas
deeficiênciaenergética,alémdeacelerarganhosemeficiênciaenergéticapormeiodepolíticasnovasemaisfortes.
6. Osetorpúblicodeveliderarpeloexemplo: Osgovernosdevem
liderarpormeiodoinvestimentonaeficiênciadosetorpúblicoe
impulsionandoainovaçãoepadrõesmaiselevadosemtodooseu
alcance.
7. Envolvatodasaspartesdasociedade: Aimplementaçãodeações
deeficiênciapodeaconteceremtodososníveisdasociedade,com
cidades,empresasecomunidadeslocaisdesempenhandoumpapel
particularmenteimportanteemseusucesso.
8. Aproveiteinsightscomportamentaisparapolíticasmais
eficazes: Aspessoasestãonocentrodaaçãodeeficiênciaenergética,
eosinsightsdaciênciacomportamentalpodemajudaraelaborar
políticasmaisinteligentes.
9. Fortalecer a colaboração internacional: Acolaboração
internacionaleatrocademelhorespráticaspermitemqueospaíses
aprendamunscomosoutroseharmonizemabordagensepadrões
quandoapropriado.
10. Elevaraambiçãoglobaldeeficiênciaenergética: Osgovernos
devemsersignificativamentemaisambiciosostantonocurtoquanto
nolongoprazoaodefinirsuasmetas,políticaseaçõesdeeficiência.
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ProgramasdeObrigaçãodeEficiênciaEnergética
UmprogramadeObrigaçãodeEficiênciaEnergética(OEE)éumrequisitoregulatórioparaqueconcessionáriasoufornecedoresdeenergiaalcancemeconomiade
energiamelhorandoaeficiência,comoofinanciamentodeaquecimentoeisolamentoeficientesparaosconsumidores.AsOEEstambémpodemapoiarobjetivos
comoflexibilidadenademandaeajudarconsumidoresvulneráveis.Emboraossubsídiosparaeficiênciaenergéticasejamumcustodiretodogoverno,asOEEs
transferemessescustosparaempresasobrigatórias,distribuindo-osentreascontasdeenergiaresidenciais,tornando-osbenéficosparapaísescomcapacidade
fiscallimitadaparasubsídiosdiretos.
▪EssesesquemasdeOEEcompartilhamtrêscaracterísticasprincipais:umametaquantitativaparamelhoriadaeficiênciaenergética;partesobrigadasque
devemcumprirameta;eumsistemaquedefineasatividadesdeeconomiadeenergiaquepodemserimplementadasparaatingirameta.
AsOEEssãoinstrumentosbaseadosnomercadoquepermitemàsPartesObrigadasdeterminarcomoatingirasmetasestabelecidasdeenergiaouemissões.
AlgunsprogramasdeOEEutilizam"certificadosbrancos",quecertificamreduçõesespecíficasdeenergiaouemissõesepodemsernegociadosentrepessoas
comdesempenhosuperioreabaixodoesperado,vinculadasaumaobrigaçãodealcançarmetasdeeconomia.
Figura S1: Número de países com programas ativos de Obrigação de Eficiência Energética, 2000-2022
Fonte: IEA (2023)
OsucessodeumesquemaOEEdependedaParte
Obrigadaatingirousuperarsuasmetasde
economiadeenergia.Esteéumprocessocíclico
comfasesdealvoerelatório,geralmentedurando
de3a4anos.
Essaabordagempermitequeosformuladoresde
políticasavaliemeajustemperiodicamenteas
metasparaalinharcomobjetivosdealtonívele
responderaeventosinesperados.
Globalmente,maisde31paísespossuemalgum
tipodeOEEemvigor;elasvariamemescopo,foco
edesign,eonúmerodeprogramascresceu
constantementenosúltimos20anos.
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Capítulo especial: IEA
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ComoimplementarprogramasdeOEEeexemplosdepolíticas
OsprincipaiscomponentesdeumesquemaOEEincluemumarcabouçolegaladequado,administraçãodoesquema(estruturasecapacidadeinstitucionais,
metodologiasoperacionais)emodelosdeentregadaspartesobrigadas(mecanismosdeentrega,produtosdefinanciamento,metodologias,estratégias
organizacionais).AsestruturasdeOEEvariamamplamentedeumajurisdiçãoparaoutraepodemseradaptadasàscircunstânciaslocais.
▪AsOEEssãoferramentasadaptáveisemtermosdeescopo,combustíveledefiniçãodemetas–noentanto,éimportantesaberqualéoobjetivo(porexemplo,
reduziremissões,diminuiroconsumodeenergia,minimizarademandamáxima,etc.)paradirecionaroprogramadeformaadequada.
▪Oscustossãoarcadospelaconcessionária,quetambémassumeoriscodasoperaçõesepossíveismetasnãoatingidas.IssopodetornarasOEEsuma
ferramentadebaixoriscoebaixocustoparaosgovernos.
UmdoselementosmaisessenciaisparaumaOEEbem-sucedidaéumaestruturarobustademonitoramentoeverificação.Osformuladoresdepolíticas
precisarãosercapazesdeavaliarseasmedidasdeeconomiadeenergiaforamrealmenteadotadasconformerelatado.Oscálculosdeeconomiadeenergia
geralmentesãofeitospormeiodeestimativasbaseadasemumafórmulapré-acordada,emvezdedadosmedidos,poisissoémaissimplesebaratode
administrar.
OsProgramasdeObrigaçãodeEficiênciaEnergéticapodemincorporarrequisitosparaapoiargrupos-alvoespecíficos(porexemplo,domicílios
vulneráveis).OProgramaeObrigaçãodeCertificadosBrancosdaFrançaestáemfuncionamentodesde2006efoiatualizadováriasvezesdesde
entãoparaincluirmaissetoreserevisarmetas.Desde2016,umanovaobrigaçãofoiintroduzidaparagarantirqueonúmeromínimodecertificados
brancossejaalcançadoapartirdeaçõesimplementadasentrefamíliasdebaixarenda.Durante2022-2025,maisde3.000certificadosforamemitidos,
representandomaisdeumterçodoscertificadosbrancosvoltadosparadomicíliosdebaixarenda.Umamudançasignificativanadefiniçãoestáem
vigordesde2022,parafocarmelhoroscertificadosbrancosde'pobrezaenergética'parafamíliasderendamuitobaixa.
AOEEtambémpodeincorporarmetasdereduçãodecargaempico,melhorandoassimasegurançaenergéticaereduzindoospreçosdaenergia.Na
provínciaaustralianadeNewSouthWales,umProgramadeEconomiadeEnergiaestáemvigordesde2009,buscandoproporcionaramenor
economiadeenergiaprimáriapossível.Esseesquematemsidoregularmenterevisadoeatualizadoparaestabelecermetasmaisambiciosas.Apartirde
2025,tambémexisteumProgramadeReduçãodeDemandadePicoOEE,queémaisdirecionadoevisaproporcionarganhosatravésdareduçãodos
custosdeeletricidadeduranteumperíodoespecíficodepicodedemandanoverão(entre14h30e20h30).
DiversosEEOstambémforamusadosparaaumentaraeficiênciaenergéticaemgrandesindústriasintensivasemenergia.NaÍndia,oprograma
Perform,AchieveandTrade(PAT)entregoucomsucessoumaeconomiaacumuladadeenergiadecercade25,77Mtep(superandoametade22,63
Mtep)nasindústriasdegrandeintensidadeenergéticaentre2012e2023.
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Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
Referências
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ReferênciasBibliográficas
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Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
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Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
Referências
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[Deutsche GesellschaftFür Internationale Zusammenarbeit]. Avaliação de Resultados do
Programa de Eficiência Energética (PEE) no Brasil: Sumário Executivo. ANEEL; FGV; GIZ,
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Urgent Action on Energy Efficiency. Disponível em: LINK. IEA, 2020.
______.White Certificate Scheme & Obligation. Disponível em: LINK. IEA, 2022.
NSW –ClimateandEnergy Action[New South Wales –ClimateandEnergy Action]. Energy
Savings Scheme. Disponível em: LINK. NSW, 2025.
______. Peak Demand Reduction Scheme. Disponível em: LINK. NSW, 2025.
BEE-India[Bureau ofEnergy Efficiency–India]. Perform, AchieveandTrade (PAT)
Program. Disponível em: LINK. BEE-India, 2025.
ReferênciasBibliográficas
Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025
Página | 100
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Brasil | 2025
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Atlas da Eficiência Energética Brasil 2025 – Relatório de Indicadores
Emitido por elety
Assinado em 18/08/2026
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