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Atlas da Eficiência Energética Brasil 2025 – Relatório de Indicadores

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Assinado em 18/08/2026
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Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Página | 1 2025 Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Página | 2 Empresa de Pesquisa Energética -EPE Superintendentes Angela Oliveira da Costa Carla da Costa Lopes Achão Superintendentes Adjuntos Arnaldo dos Santos Junior Marcelo Castello Branco Cavalcanti Consultores Técnicos Patrícia Feitosa Bonfim Stelling Rachel Martins Henriques Glaucio Vinícius Ramalho Faria Presidente Thiago Guilherme Ferreira Prado Diretor de Estudos Econômicos e Energéticos Thiago Ivanoski Teixeira Diretor de Estudos de Energia Elétrica Reinaldo da Cruz Garcia Diretor de Estudos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis Heloisa Borges Bastos Esteves Diretora de Gestão Corporativa Carlos Eduardo Cabral Carvalho Ministro de Estado Alexandre Silveira de Oliveira Secretário Executivo Arthur Cerqueira Valerio Secretário Nacional de Transição Energética e Planejamento Gustavo Cerqueira Ataíde Coordenação Técnica Rogério Antônio da Silva Matos Equipe Técnica Bernardo Honigbaum Patrícia Messer Rosenblum Rogério Antônio da Silva Matos Theo Juliano Pagartanidis Colaboradores Allex Yujhi Gomes Yukizaki Ana Cristina Braga Maia Bruno Rodamilans Lowe Stukart Daniel Silva Moro Fernanda Marques Pereira Andreza Flávia Camargo de Araújo Gustavo Daou Palladini Igor da Silva Cavalcanti Igor Veneroso do Nascimento Jessica Rodrigues Paiva Ferreira Leonardo Gandelman Freire Otto Hebeda Yuri Vandresen Pinto Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Página | 3 ValorPúblico AEmpresadePesquisaEnergética–EPE,instituídaem2004,vinculadaaoMinistériodeMinaseEnergia-MME,temporfinalidadeprestarserviçosna áreadeestudosepesquisasdestinadasasubsidiaroplanejamentodosetorenergético.Dentreassuasatribuições,destaca-seaelaboraçãoe publicaçãodoAtlasdaEficiênciaEnergéticaBrasil(Atlas),relatóriopublicadoregularmentedesdeoanode2014,ondeéapresentadoomonitoramento doprogressodaeficiênciaenergéticanoBrasil,atravésdeumaanálisedeindicadores. Estapublicação,aliadaaoManualMetodológicodoAtlasdeEficiênciaEnergética,buscam,conjuntamente,trazertransparênciaereduziraassimetriade informaçãocomrelaçãoàevoluçãodaeficiênciaenergéticanoBrasil,emespecialnossetoresresidencial,industrialedetransportes. Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Página | 4 A equipe da ANEEL que contribuiu para a execução deste relatório foi: Equipe Técnica Antonio Pedro da Costa e Silva Lima Carlos Eduardo Barreira Firmeza de Brito Douglas Caldas da Silva Fernanda Argolo Dantas Paulo Luciano de Carvalho Rodrigo Pereira de Barbosa Esterelatóriopossuiumcapítuloespecial... sobreoProgramadeEficiênciaEnergética(PEE),umainiciativadaAgênciaNacionaldeEnergiaElétrica(ANEEL),resultadodacooperaçãocomaEPE. Nestecapítulo,éapresentadooPEE,quevisapromoverousoeficientedaenergiaelétricanoBrasil,reduzindodesperdícioseenvolvendodiversos projetosparaotimizaroconsumoenergéticoemdiferentessetores. Adicionalmente,aAgênciaInternacionaldeEnergia(IEA)apresentaumaanáliseinternacionaldepolíticasdeeficiênciaenergética,comorientaçõesaos formuladoresdepolíticasafimdeaprimorareexpandirseusprogramas,alémdeacelerarganhosemeficiênciaenergéticapormeiodepolíticasnovase maisfortes. A equipe da IEA que contribuiu para a execução deste relatório foi: Equipe Técnica Ana Lepure Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Página | 5 Sumário Objetivo .......................................................................................................06 Definições ...................................................................................................08 Introdução ...................................................................................................15 Edificações ..................................................................................................28 Setor Residencial .........................................................................................31 Setor de Serviços ..........................................................................................42 Setor Industrial .............................................................................................49 Setor de Transportes .....................................................................................60 Capítulo especial sobre Programa de Eficiência Energética da ANEEL e Panorama internacional de políticas de eficiência energética –IEA ..................77 Referências Bibliográficas .............................................................................97 Oferta de Energia Consumo Final de Energia Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Página | 6 Objetivo Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Objetivo Página | 7 Objetivo EstedocumentotemporobjetivoprincipalomonitoramentodoprogressodaeficiênciaenergéticanoBrasil,atravésdeumaanálisedeindicadores.Em 2014foipublicadooprimeirorelatóriodeindicadores,comdadosaté2012.Apublicaçãovemsendoaprimorada,eem2020passouasechamar“Atlas daEficiênciaEnergéticanoBrasil–RelatóriodeIndicadores”.Estedocumentoatualizaecomplementa,deformamaissintética,osprimeirosrelatórios comdadosatéoano2024. Uma imagem contendo Interface gráfica do usuário Descrição gerada automaticamente Diagrama Descrição gerada automaticamente Mapa Descrição gerada automaticamente Capítulo especial Benchmarking de eficiência energética: Brasil no contexto global Capítulos especiais ▪Setor de Cimento no Brasil e no Mundo ▪Impactos da covid-19 Capítuloespecial ▪IndústriaSiderúrgica Capítulo especial Transporte rodoviário de cargas e a comparação do caso brasileiro com países selecionados 202320142020202120172022 Capítuloespecial ▪SetorResidencial 2024 Capítulo especial ▪Indústria de Ferroligas e Silício Metálico Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Página | 8 Definições Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Definições Página | 9 ODEX OODEXéumindicadorqueapuraoprogressodaeficiênciaenergética.Podeseragregadoporsetor(industrial,residencial,serviçosetransportes)ou paraaeconomiacomoumtodo.OODEXéutilizadopelaUniãoEuropeia,noprogramaODYSSEEdatabaseparamonitoramentodosganhosdeeficiência (ENERDATA,2020). OODEXporsetor(porexemplo:indústria)ébaseadonosíndicesdeconsumounitárioporsubsetor(cimento,cerâmica,têxtiletc.)ponderadospela participaçãonoconsumototaldeenergiadosetor.Oconsumounitárioporsubsetorpodeserexpressoemdiferentesunidadescomobjetivodefornecer amelhor“proxy”deavaliaçãodaeficiênciaenergética,taiscomooconsumopordomicílio,oconsumoporproduçãofísicaouoconsumoporatividade detransporte(medidaemunidadescomopassageiro-quilômetroetonelada-quilômetro). Paraopresenterelatórioconsiderou-se2005comoanobase(valor=100),emfunçãoessencialmentedadisponibilidadededadosparaamaiorparcela dossetoresapartirdesseano.OdecréscimonoODEXdovalor100em2005para80emalgumdadoano,porexemplo,representaganhodeeficiência energéticade20%aolongodoperíodoanalisado.Emcontrapartida,casooODEXaumentede100para120,teráhavidopioranaeficiênciaenergéticaao longodosanosemquestão. NocasodoODEXglobal,omesmométodoéaplicadocomfatoresponderados,baseadosnasparticipaçõesdoconsumototaldeenergiafinaldecada setoremrelaçãoaototaldeenergiafinalconsideradoparatodosossetoresavaliados. Parafinsdesserelatório,foramconsideradosossetoresindustrial,residencialedetransportes.Demaissetores(energético,serviçoseagropecuária)não foramincluídosemfunçãodeindisponibilidadededadosnoformatoadequadoàapuraçãodoindicador. OManualMetodológicodoAtlasdeEficiênciaEnergéticaBrasilapresentaodetalhamentodosdadoseindicadoresutilizadosparaaelaboraçãodeste relatório,incluindooODEX,epodeseracessadoclicandoem Manual Metodológico Manual Metodológico Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Definições Página | 10 Intensidade Energética Aintensidadeenergéticaserefereaomontantedeenergianecessárioparaproduzirumaunidadedeprodutofinaloudeserviço.Éarazãoentreum indicadordeenergia(toneladaequivalentedepetróleo[tep],Joule,calorias,Btu,entreoutras)eumindicadordeatividade(US$,R$,m²,tonelada- quilômetro,passageiro-quilômetro,entreoutros). Exemplosfictícios: ▪Intensidadeenergéticaindustrial:100tep/US$ppp2010 ▪Intensidadeenergéticadeedificaçãoresidencial:0,5tep/m² ▪Intensidadeenergéticadeedificaçãocomercial:200KJ/m² ▪Intensidadeenergéticanosetordetransportes:1.000tep/tkm AintensidadeenergéticadeumaeconomiacorrespondeàrazãoentreaOfertaInternadeEnergia(OIE)eoProdutoInternoBruto(PIB)dopaís.Este indicadornormalmenteéusadoparamediraeficiênciaenergéticadeumpaís.Noentanto,éimportanteconsiderarqueaestarazãonãoexpressa necessariamenteeficiênciaenergética,poisumpaíspodeteraintensidadeenergéticabaixaeserineficientedopontodevistaenergético.Basta considerarmosocasodeumpequenopaísquetemsuaeconomiabaseadanosetordeserviços,quepossivelmenteteráumaintensidadeenergética menorqueoutragrandenaçãocujaeconomiaébaseadanaproduçãoindustrial.Entretanto,osegundopaíspodeusaraenergiaparasuasindústriasde formamaiseficientequeoprimeiroausaparadesenvolverasuaeconomiabaseadaemcomércioeserviços. Destaforma,aintensidadeenergéticanãodeveseranalisadaisoladamente.Osganhosdeeficiênciasãoapenasumcomponentedestaanálise,que tambémdevelevaremconsideraçãoaestrutura(efeitoestrutura)daeconomiadeumpaís(presençadeindústriasenergointensivas,setordeserviços desenvolvidoetc.)easmudançasnaatividade(efeitoatividade),influenciadaspelotamanhodopaís(queimplicamemmaiordemandadosetorde transportes,porexemplo). Nesterelatório,oindicadorserácalculadodeduasformas:sobaóticadaOfertaInternadeEnergia(OIE),identificadacomoIntensidadePrimária(i)esob abasedoConsumoFinalEnergético,denotadacomoIntensidadeFinal(ii).Asfórmulasdecálculodecadaindicadorseguemabaixo: I.OfertaInternadeEnergia(miltep)/PIB(M$[2010]) II.ConsumoFinalEnergético(miltep)/PIB(M$[2010]) Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Definições Página | 11 Consumo Final Étodaaenergiaquechegaaossetoresconsumidoresparafinsenergéticosenãoenergéticos(matéria-prima,porexemplo).Nãoestãoincluídosneste conceitoasfontesutilizadascomoinsumooumatéria-primaparaaproduçãodeoutrosprodutosenergéticos.Estasatividadessãoclassificadas, segundooBalançoEnergéticoNacional,comoCentrosdeTransformação(exemplos:águautilizadaparageraçãodeeletricidadeoupetróleoqueserá transformadoemderivados). Deformageral,ossetoresdeconsumofinalnesterelatórioforamclassificadosdeacordocomamesmadivisãodoBalançoEnergéticoNacional,com exceçãodealgunssetoresenergointensivos,paramelhorrepresentaçãodoprogressodaeficiênciaenergéticanoBrasil. Oconsumofinalpodesercalculadoatravésdasseguintesparcelas: ▪Consumofinal=consumofinalprimário(+)consumofinalsecundário,ou; ▪Consumofinal=consumofinalnão-energético(+)consumofinalenergético Onde: ▪Consumofinalprimárioéoconsumodeenergiaprimária,ouseja,consumodefontesprovenientesdiretamentedanatureza.Exemplos:gás natural,carvãomineral,energiasolar,eólica,hidráulicaeosprodutosdacana-de-açúcar,entreoutros. ▪Consumofinalsecundárioéoconsumodeenergiasecundária,ouseja,consumodefontesoriundasdosdiferentescentrosdetransformação,que têmcomodestinoosdiversossetoresdeconsumodaeconomia.Exemplos:eletricidade,gasolina,óleodiesel,etanol,entreoutros. ▪Consumofinalnão-energéticocorrespondeaoconsumodefontesque,emborapossuamconteúdoenergético,sãoutilizadoscomomatérias- primasparaoutrosfins.Exemplo:usodenaftaparaafabricaçãodetermoplásticos. ▪Consumofinalenergéticocorrespondeàutilizaçãodefontespelossetoresdaeconomiacomoenergia. Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Definições Página | 12 INOVA-E AplataformadigitalINOVA-EfoicriadaparatornaracessíveisaosmaisdiversospúblicosasinformaçõesrelacionadasàinovaçãoemenergianoBrasil. Emseumódulodeinvestimentos,asinformaçõesestratégicasdisponibilizadasnaplataformaforamorganizadasemumaúnicabasededados, apresentandoumrelevantepanoramaparaacompreensãodastendênciasdeinvestimentosemPD&Demenergianopaís.Estepanoramainédito fornecidopelaINOVA-EbuscaapoiarEPE,MME,MCTI,entreoutrasorganizaçõesgovernamentais,privadasedasociedadecivil,naformulaçãoe promoçãodepolíticaspúblicasvoltadasànossatransiçãoenergética.Emsuamaisrecenteatualização,omódulodeinvestimentosemPD&Dda plataformapassoupordiversosaprimoramentosmetodológicos,queresultaramnaampliaçãodosinvestimentosmapeadoseinclusãodeprojetosno históricodosinvestimentos. InvestimentopúblicoemPD&D-OsinvestimentospúblicosdePD&DsãocalculadosapartirdosdispêndiosemprojetosdePD&Dreembolsáveise não-reembolsáveisrealizadospormeiodeinstituiçõespúblicasdefomentoàinovaçãonoBrasil.Nasestatísticasapresentadasnestaplataformafazem partedoescopodosinvestimentospúblicosemPD&Dosseguintesórgãosfederais:BNDES,CNEN,CNPq,FINEP;etambémdoestadodeSãoPaulo: FAPESP. InvestimentopublicamenteorientadoemPD&D-Osinvestimentospublicamenteorientadossereferemaoinvestimentoprivadoinduzidoporpolíticas públicas,sendocompulsórioparaasempresasdosetordeenergia.Sãorecursosqueseenquadramdentrodeprogramaspúblicoscujafinalidadeé induzirasempresasaefetuareminvestimentosemPD&D.NasestatísticasapresentadasnestaplataformafazempartedoescopoosprojetosdeP&D reguladospelasagênciasANEELeANP. Paravisualizarosdadosesabermaisdetalhesacesseolinkevisiteaplataforma: PanoramadosinvestimentosdeinovaçãoemenergianoBrasil Logotipo Descrição gerada automaticamente Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Definições Página | 13 Setor de Transportes Atividade Aatividadenosetordetransporteé,internacionalmente,representadapelosindicadorespassageiro-quilômetrotransportadosetonelada-quilômetro transportados.Passageiro-quilômetroéumaunidadequeapresentaotrabalhorelativoaodeslocamentodeumpassageiroàdistânciadeumquilômetro. Damesmaforma,tonelada-quilômetroéaunidadequerepresentaotrabalhorelativoaodeslocamentodeumatoneladadecargaàdistânciadeum quilômetro.Tambémchamadodemomentodetransporte. Intensidadedeuso Razãoentreaatividadedetransporteeadistânciapercorrida.Éexpressanasunidadestonelada-quilômetro/quilômetrooupassageiro- quilômetro/quilômetro. Rendimentoenergético Razãodadistânciapercorridaporpassageirosoucargaeoconsumodecombustívelemvolumeeexpressamedidadeautonomia.Usualmenteem quilômetros/litro.EminglêsédenominadoFuelEconomy. Consumodecombustível Representaovolumedecombustívelgastoparapercorrerumadadadistância,emgeral100km.Éexpressalitro/100km.EminglêsédenominadoFuel consumption. EficiênciaEnergética Razãoentreaestimativadeatividade(t.kmoup.km)eademandatotaldeenergia(emunidadescomJoule[J],Watt[W]outoneladaequivalentede petróleo[tep]). Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Definições Página | 14 Setor de Transportes VeículosLeves(porporte)¹ Automóvel Veículoautomotordestinadoaotransportedepassageiros,comcapacidadeparaatéoitopessoas,exclusiveocondutor; ComerciaisLeves ▪caminhonete–veículodestinadoaotransportedecargacompesobrutototaldeaté3.500kg; ▪caminhoneta–veículomistodestinadoaotransportedepassageiros; ▪utilitário–veículomistocaracterizadopelaversatilidadedoseuuso,inclusiveforadeestrada. VeículosPesados² Caminhões ▪Semileves–3,5t. 45 t. ¹CódigoNacionaldeTrânsito(BRASIL,1997) ²Anfavea(2025) PBT–PesoBrutoTotal;CMT–CapacidadeMáximadeTração Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Página | 15 Introdução Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Introdução Página | 16 Governança institucional da eficiência energética no Brasil MDIC CGEE GCCE ENBPar ProcelConpetPEE ANEELEPE CGIEE MME SNTEP MCidades GT Edificações SDIC Programa MOVER PBQP-HMCMV SNHSDUMSMU Inmetro BNDES CTECH GT Sustentabilidade Ministérios Entidades vinculadas Secretarias Comitês Programas de governo Fundo Setorial SNTEP:Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento SDIC:Secretaria de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços SPU:Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União SNH:Secretaria Nacional de Habitação SDUM:Secretaria Nacional de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano SMU:Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana SNASA:Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental SNASASPU SEGES Central de Compras MGI PBE MCTI SDTI Finep CT-Energ Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Introdução Página | 17 Linha do tempo das Políticas de Eficiência Energética... 199019932000 200119851991 19841981 19821997 20022004 20032005 Portaria MIC/GM46 Programa CONSERVE Indústria e substituição de energéticos importados Decreto 87.079 PME:Programa de Mobilização Energética PBE | INMETRO PIˡ1.877 Institui oPROCEL Decreto 99.656 CICE -Comissão Interna de Conservação de Energia (revogado pelo Decreto 10473/2020) Decreto Federal 18/07/1991 Institui o CONPET Decreto Federal 08/12/1993 Selo de Eficiência Lei 9.478 Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e ANP Lei 9.991 PEE ANEEL: Investimentos em P&D e Eficiência Lei 10.295² Lei da Eficiência Energética (Índices mínimos -MEPS Minimum Energy Performance Standards) Decreto 4.059 e republicado pelo Decreto 9.864/2019 CGIEE/ GT Edificações Procel Indústria Procel EDIFICA Procel SANEAR Lei 10.847 Decreto 5.184 criação da EPE Notas:(1)PI=PortariaInterministerial (2)Motoreselétricostrifásicos,lâmpadasfluorescentescompactas,refrigeradoresecongeladores,fogõesefornosagás,condicionadoresdear,aquecedoresdeáguaagás,lâmpadasavapordesódiometálico,lâmpadasincandescentes, transformadoresdedistribuição,ventiladoresdeteto. Selo Conpet 2007 PNE 2030 Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Introdução Página | 18 ... ao longo dos anos até os dias de hoje Hoje! Nota:(1)IN=InstruçãoNormativa 20142019 202020112016 2010 2018 2021 20222009 20172023 Decreto 6.996 (revogado) Decreto 11158/2022 (vigente) Redução de IPI para produtos com índice de eficiência energética A e B Etiquetagem de Veículos e Edificações Comerciais Etiquetagem Residencial IN¹02 MPOG Requisitos para edificações públicas federais e compras Selo Procel Edificações Não Residenciais Lei 13.280 Realocação de recursos do PEE para o Procel Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) Lei 13.576 Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) Programa Aliança PotencializEE Decreto 10.791 Criação da ENBPAr FGEnergia Fundo Garantidor para Crédito a EE(BNDES e recurso do PROCEL) Portal da Eficiência Energética (MME) Portaria MME 594 PNEF: Indicação de metas para Eficiência Decreto 9.557 Programa Rota 2030 Programa Brasil Mais Produtivo – Eficiência Energética (B+P EE) Selo Procel Edificações Residenciais RedEE Indústria e RedEE Edif. Públicos Interface gráfica do usuário, Aplicativo Descrição gerada automaticamente ProEESA: Projeto de EE em Sistemas de Abastecimento de Água Res. CGIEE nº 01/2024 Agenda Regulatória CGIEE 2024-2026 2024 Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Introdução Página | 19 Visão da Integração das Políticas ENCEEtiqueta comparativa que classifica o desempenho energético Implementam as políticas e desenvolvem o mercado ETIQUETA DE ENDOSSO Premia os produtos mais eficientes LEI DA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA Regula os índicesmínimos de eficiência e o estabelecimento de requisitos de eficiência energética para edificações Programa Brasileiro de Etiquetagem INMETRO (1984) Índices Mínimos Lei Nº 10.295/ 2001 Selo PROCEL 1985 Eficiência Energética Programas de Eficiência Energética PEE/ANEEL PAR PROCEL Programa de PDI ANEEL Lei nº 9.991/2000 dispõe sobre os investimentos em P&D (atual PDI) e EE das concessionárias de energia elétrica. Atualmente 0,5% da Receita Operacional Líquida (ROL) das concessionárias. A partir da Lei nº 13.280/2016, que altera a Lei nº 9.991/2000, 20% dos recursos de EE são destinados para o Procel e 80% para o PEE/ANEEL. Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Introdução Página | 20 44,1 50,0 6,7 13,8 11,4 14,5 0 10 20 30 40 50 60 20052006200720082009201020112012201320142015201620172018201920202021202220232024 % Brasil OCDE Mundo Participaçãoderenováveisnamatriz Historicamente,oBrasilsedestacaporserumpaíscomumaltopercentualdefontesrenováveisdeenergiaemsuaofertainternaquando comparadoaorestodomundo.Nosúltimos20anos,aparticipaçãodasrenováveisnamatrizenergéticabrasileira,manteve-seestávelcom valoressuperioresa40%.Asoscilaçõesverificadas,entre2011e2014,sedevemàreduçãodaparticipaçãodasrenováveisnamatriz energéticadevidoàquedadaofertahidráulica.Apartirde2015,asfontesrenováveisretomamumatrajetóriadecrescimentocomaexpansão daofertadederivadosdacana,eólicaebiodiesel,atingindo50%em2024comacontribuiçãotambémdasituaçãohidrológicafavorável. Figura 1: Comparação internacional da participação de fontes renováveis na Oferta Interna de Energia (OIE) Fonte: EPE (2025b) e IEA (2025)¹ Figura 2: Comparação internacional da participação de fontes renováveis na Geração de Energia Elétrica² Fonte: EPE (2025b) e IEA (2025)¹ 87,1 88,0 16,4 35,4 18,6 30,6 0 20 40 60 80 100 20052006200720082009201020112012201320142015201620172018201920202021202220232024 % [1] Dados do Mundo apresentados em função da disponibilidade de dados da Agência Internacional de Energia. [2] Dados de geração no país, desconsiderando importação/exportação. Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Introdução Página | 21 Asfontesrenováveiscresceramemritmomaisaceleradodevidoàexpansãodosetorsucroalcooleiroeafortepenetraçãodeoutras renováveis,comoasfonteseólica,solar,licorpretoebiodiesel.Aenergiaeólicaapresentouparticipaçõescrescentesnamatrizenergética, chegandoa2,9%daOfertaInternadeEnergiaem2024.Jáolicorpreto,diretamenteassociadaàindústriadecelulose,contribuiucom3,6% daOIEem2024.Obiodieseltemsidofavorecidopelapolíticadeadiçãodestecombustívelnodieselfóssil.Em2024,ovolumemédioanualde adiçãodobiocombustívelfoide13,6%nacomposiçãodoóleodieseltotalem2024. Figura 3: Oferta Interna de Energia (OIE) por fonte em anos selecionados Fonte: EPE (2025a) EvoluçãodaOfertaInternadeEnergia(OIE)porfonte Peloladodasfontesnãorenováveis,opetróleoeseusderivadosseguemcomoasmaioresfontes.Ogásnaturalsofreuaumentode participaçãode5,4%em2000para9,6%em2024,devidoàsuautilizaçãoemtermelétricasdebaseeextensãodamalhadutoviária,oque possibilitouseuusotantonasindústriascomonasedificaçõesresidenciais,comerciaisepúblicas. 45,6% 37,8% 37,2% 32,9% 34,0% 5,4% 10,2% 13,6% 11,7% 9,6% 15,8% 14,0% 11,3% 12,5% 11,6% 12,1% 9,7% 8,3% 9,1% 8,5% 12,8% 21,1% 21,8% 27,0% 29,9% 20002010201520202024 Produtos da cana-de-açúcar / Outr. Ren. Lenha e carvão vegetal Hidráulica Urânio (U₃O₈) / Outr. Não Ren. Carvão mineral e coque de carvão Gás natural Petróleo e derivados Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Introdução Página | 22 Evoluçãodoconsumoenergéticoporsetor Oprincipalmovimentoobservadonesteperíodofoiorecuodaparticipaçãodaindústriaemcontraposiçãoaoavançodosetordetransportes, oqualalcançouamarcade35%departicipaçãoem2024.Osetordetransportescresceuaumataxamédiade3,0%a.a.(2000-2024),ede formamaisacentuadaentre2000e2015,comcrescenteparticipaçãodosetorrodoviário.Em2020,osetorfoiimpactadopelapandemiada covid-19,devidoàsrestriçõesdelocomoção,retomandonosanossubsequentesasuatrajetóriaderecuperaçãoeapresentandouma participaçãode35,2%doconsumototalenergéticoem2024. Figura 4: Consumo energético por setor em anos selecionados Fonte: EPE (2025a) 38,5% 38,1% 34,4% 34,1% 33,6% 30,2% 31,1% 34,4% 32,9% 35,2% 13,2% 10,7% 10,4% 11,7% 11,4% 8,2% 11,0%11,0% 10,9% 9,0% 20002010201520202024 Setor energético Residencial Terciário e outros Agropecuária Transportes Industrial (exclusive uso não-energético) Entre os anos de 2005 e 2024, os segmentos que mais se destacaram na indústriaforam Papel e Celulose (3,6% a.a.), Cimento (2,6% a.a.) e Açúcar (2,2% a.a.). Cabe ressaltar que a produção de celulose e de açúcar são energointensivas e utilizam os coprodutos licor preto e bagaço de cana, respectivamente, que são renováveis. Emrelaçãoaoanode2023,ossegmentosenergointensivosdePapeleCelulose,Não-ferrososeFerro-gusaeAçocresceramrespectivamente 4,6%,3,2%e3,0%.JáosetordeAçúcarreduziu3,3%. Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Introdução Página | 23 Entreosanos2010e2024,asintensidadesprimáriaefinalpermaneceramestáveisevoluindoàtaxasmédiasanuaisde0,04%e0,02%, respectivamente.Atendênciadecrescimentodasintensidadesenergéticaspodeestarassociadaaocrescimentodaproduçãode energointensivosdebaixovaloragregadonapautaprodutiva,emrelaçãoaosdemaisprodutosmanufaturados. IntensidadeEnergética Entreosanos2000e2008,aintensidadeenergéticaprimáriapermaneceuestávelemtornode0,097tep/10³U$ppp[2010].Aintensidadefinal, damesmaforma,estabilizou-seemvalorespróximosde0,087tep/10³U$ppp[2010].Em2009,osefeitosdacriseinternacionalsobrea indústriacontribuíramparaareduçãodaintensidadeenergéticaprimáriapara0,093tep/10³U$ppp[2010].Unidadesmaisineficientesecom maioresintensidadesforamdesativadas. Figura 5: Evolução da intensidade energética no Brasil Fonte: EPE (2025b) 0,097 0,097 0,093 0,097 0,096 0,088 0,087 0,085 0,088 0,086 0,07 0,08 0,09 0,10 0,11 2000200120022003200420052006200720082009201020112012201320142015201620172018201920202021202220232024 tep/10³ U$ppp [2010] Intensidade Energética Intensidade Consumo Final Nota:Esclarecimentos sobre a Intensidade Energética disponíveis em Definições Definições Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Introdução Página | 24 Figura 6: Evolução dos investimentos de PD&D em Eficiência Energética Fonte: EPE (2025c) Fissão e fusão nuclear R$ 224,3 OBrasilteminvestidoemEficiênciaEnergética Setorescompetitivoscomoaindústriadependemdaeficiênciaenergéticanodiaadiadosseusprocessosprodutivos,poissemelamuitos negóciospodemserinviabilizados.Mudançastecnológicasestãoentreasprincipaisfontesdecriaçãoderiquezaecrescimentoeconômico delongoprazo. DeacordocomaplataformaINOVA-E,entre2013e2024,oBrasilinvestiuquase6bilhõesdereaisempesquisa,desenvolvimentoe demonstração(PD&D)emprojetosdeeficiênciaenergéticaoriundosdeinvestimentospúblicosoupublicamenteorientados 1 .Desse montante,maisdametadefoioriundadoBNDES,enquantoaANEELeaFinepcorresponderama17%e20%,respectivamente. DadosdaINOVA-Eapontamumamédiaanualdeinvestimentodecercade443milhõesdereaisaolongodedozeanosdesérie histórica,considerandorecursospúblicosepublicamenteorientadosemprojetosdeP&DnoBrasil. Figura 7: Origem dos recursos (%) de PD&D em Eficiência Energética Fonte: EPE (2025c) Milhões de reais 464 535 492 523 485 479 493 480 494 370 311 200 201320142015201620172018201920202021202220232024 Eficiência Energética 62% 20% 17% 1% BNDES FINEP ANEEL Outros [1] Para informações sobre o INOVA-Ee significado das expressões “investimentos públicos” ou “publicamente orientados” acesse Definições. Nota: A cada atualização da INOVA-E o processo de seleção e classificação dos projetos é revisto e aprimorado. Assim os valores do histórico podem apresentar variações em relação às versões anteriores. Na versão mais recente, o histórico anual é atualizado para valores constantes de 2024 Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Introdução Página | 25 InvestimentosdePD&DemEficiênciaEnergética Figura 8:Natureza e modalidade dos investimentos, em milhões de reais -2013 a 2024 Fonte: EPE (2025c) Valor investido (em milhões de reais) 050010001500200025003000 Tecnologias de eficiência energética aplicadas ao setor de transporte rodoviário Eficiência energética não alocados Tecnologias de eficiência energética aplicada a residências e estabelecimentos comerciais Tecnologias de eficiência energética aplicadas à Indústria Publicamente orientado Público Nota:OsinvestimentosapresentadosnafiguraforamadaptadosdaferramentaInova-e,queadotaaclassificaçãodaAgênciaInternacionaldeEnergia(IEA). Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Introdução Página | 26 26 ODEX Nesterelatóriofoifixado2005comoanobase(100),abrangendoossetoresindustrial,residencial,transporteseoBrasildeformaglobal.No período,todosossetoresanalisadosapresentaramganhosdeeficiência,sendoosmaioresnossetoresresidencialedetransportes,com 21,9%e20,9%,respectivamente.OODEXapuradoem2024mostraqueopaís,nesteano,encontra-se13%maiseficienteenergeticamente doqueemrelaçãoa2005. Figura 9: ODEX Brasil Fonte: Elaborado por EPE 98,3 79,1 78,1 100,0 87,0 70 75 80 85 90 95 100 105 20052006200720082009201020112012201320142015201620172018201920202021202220232024 Índice (100 = ano 2005) IndústriaTransportesResidencialODEX Brasil Nota:Esclarecimentos sobre alterações no histórico do ODEX disponíveis em Definições Definições GANHOS DE EFICIÊNCIA (quanto menor, mais eficiente) Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Introdução Página | 27 182 272 41 20052024 Consumo Evitado (Mtep) Consumo Final Energético (Mtep) Figura 10: Consumo Final Energético e Consumo Evitado (Mtep) Fonte: Elaborado por EPE ConsumoevitadocombasenoODEX Em2024,assumindoqueoindicadordeeficiênciaenergéticareduziu13,0%(ODEXem2024=87,0%),seriaoequivalenteaevitaroconsumo finalenergéticode41milhõesdetep. O consumo evitado de 41 Mtepcorresponderia, em número, ao consumo final de óleo diesel fóssil no setor de transportes em 2024. O valor obtido teve como referência os dados do Balanço Energético Nacional, sendo realizada uma extrapolação desse número para calcular o seu equivalente de 100%¹. O consumo final energético evitado foi calculado com base na redução do indicador de eficiência energética entre 2005 e o ano-base do relatório. [1] ConsumoEvitado= ConsumoFinal ano−base ODEX ano−base −ConsumoFinal ano−base Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Página | 28 Edificações Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 BuildingsEdificações Página | 29 Evoluçãodoconsumodasedificações:setoresresidencial,comercialepúblico Aeletricidadeéaprincipalfontedeenergianosetordeedificações¹.Em2024,osegmentoresidencialutilizou51%deeletricidade,21%de GLPe23%delenhaemsuamatrizenergética.Nosegmentodeedifícioscomerciaisepúblicos²,aeletricidadeapresentoupredominância aindamaior,alcançando90%doconsumoenergéticototal. [1] Deacordocomasériehistórica,aeletricidadeéaprincipalfontedesde2008. [2] OsetorpúblicocontabilizadonasedificaçõesnãoincluiIluminaçãoPúblicaeSaneamento. QuaseametadedoconsumodeeletricidadedoPaísestáconcentradonasedificações,em2024,oconsumoatingiu314TWh,oquerepresenta 48%daeletricidadedopaís.Dadaarelevânciadasedificaçõesnoconsumodeeletricidade,podeseconsideraressesegmentocomomaior potencialdeeficiênciaelétrica. Δ% 2005-2024 Δ% 2005-2024 Comercial: +3,7% a.a. Público: -1,4% a.a. Residencial: +1,8% a.a. Comercial: +3,9% a.a. Público: -0,8% a.a. 73% 74% 71% 75% 71% 18% 21% 24% 21% 25% 20052010201520202024 52% 56% 55% 60% 58% 34% 37% 38% 34% 36% 20052010201520202024 Figura 11: Energia total demandada pelas edificações Fonte: EPE (2025) Figura 12: Eletricidade demandada pelas edificações Fonte: EPE (2025) Residencial: +4,2% a.a. Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 BuildingsEdificações Página | 30 4 21 357 415 1.378 1.411 2.545 3.921 4.428 4.485 4.609 4.759 4.800 4.898 4.943 5.073 2009201020112012201320142015201620172018201920202021202220232024 Etiquetagem em Edifícios (ENCE) Figura 13: Evolução da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia em Edifícios –ENCE (quantidade de etiquetas emitidas) Fonte: INMETRO (2025) EvoluçãodaEtiquetagememedifícios–PBEEdifica AEtiquetagemdeeficiênciaenergéticaemedificações,instrumentodeadesãovoluntária,permiteclassificarasedificações entreasmaiseficientescomAeosmenoseficientescomE.FazempartedoprogramaasEdificaçõesComerciais,de ServiçosePúblicas,eResidenciais.Aetiquetapodemseraplicadasemdoismomentos:paraoprojetoeoedifício construído. Aetiquetagememedifícioséuminstrumentodeadesãovoluntário,assimcomooSeloProcelemEdificações,quevisaestimularomercadona aquisiçãoeutilizaçãodeimóveismaiseficientes.EmfunçãodaimportânciadosetordeedificaçõesnoBrasil,comcercade50%doconsumode energiaelétrica,essaspolíticaspossuemumagranderelevânciaparaaeficiênciaenergéticaeoconfortoambiental. Nota:PBEéoProgramaBrasileirodeEtiquetagem. PBEEdificações:https://pbeedifica.com.br/ Em 2024, as unidades habitacionais autônomas foram as mais etiquetadas, com participação de 80% do total acumulado no período. Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Página | 31 Setor Residencial Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor Residencial Página | 32 Evolução da participação energética das fontes na demanda residencial de energia Aeletricidadecontinuasendoafontedeenergiamaisutilizadanosdomicíliosbrasileiros,ultrapassandoabarreirados50%departicipação em2024,comumaumentode18p.pnaparticipaçãoenergéticade2005a2024.Seuusonasresidências,estáassociadoadiversosserviços energéticos,comoclimatizaçãodeambientes,conservação,preparaçãoecocçãodealimentos,aquecimentodeágua,iluminação,serviços domésticos,entretenimento,comunicações,belezapessoaleemoutrosequipamentoselétricoseeletrônicos. Figura 14: Evolução da participação energética das fontes na demanda residencial de energia Fonte: EPE (2025) Nota-seumareduçãogradualdoconsumodalenhaparaacocçãodealimentosentre2005e2024.Istosedáemfunçãodamelhoriadas condiçõeseconômicasdasfamíliasemaisrecentementeaelaboraçãodepolíticaspúblicasdecocçãolimpaeofomentoàsubstituiçãodas fontesenergéticastambémsãofatoresdeterminantesnadiminuiçãodanecessidadedeusodelenhaparacozinharalimentos. O Gás Liquefeito do Petróleo (GLP) possui uma participação de 21% em 2024, sendo o seu uso principal associado à cocção de alimentos e aquecimento de água para banho. O Gás Natural (GN) está incluído na categoria Outros (Gráfico) e seu uso final está associado aos mesmos usos do GLP. Sua participação está concentrada principalmente nas áreas urbanas e litorâneas do país, devido a infraestrutura de distribuição. Além de GN, a categoria Outros (6%) agrega a energia solar térmica, associada também ao aquecimento de água para banho, bem como piscinas. Nota:anotação“p.p.”refere-seapontospercentuais. 33% 39% 44% 45% 51% 26% 26% 26% 24% 21% 37% 31% 25% 25% 23% 0% 20% 40% 60% 80% 100% 20052010201520202024 Eletricidade GLP Lenha Outros Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor Residencial Página | 33 Evoluçãodademandaresidencialelétricaeenergética Oconsumodeenergiapordomicíliodiminuiu6,4%entre2000e2024(quedade0,3%a.a.),enquantoademandadeeletricidadecresceu37% (aumentode1,5%a.a.)nomesmohorizontetemporal.Ademandadeeletricidadeteveumaquedavertiginosanoiníciodosanos2000,em decorrênciadoracionamentodeenergianopaís,queprovocoumudançadehábitoseadoçãodemedidasdeeficiênciaenergéticanas residênciasbrasileiras.Desteperíodo,até2014,oconsumodeeletricidadeapresentouumaumentoconstante.Entre2014e2018,impactado porumperíododerecessãoeconômica,oconsumovoltouadiminuir,retornandoaosmesmopatamaresem2019.De2020a2022,o consumodeeletricidadenãoapresentougrandesvariações.Em2023e2024umaumentosignificativofoiobservado.Istopodeserexplicado pelousodeequipamentosdeclimatizaçãodeambientes,comocondicionadoresdeareventiladores,devidoàconstantesondasdecalor ocorridasnopaísnestesdoisúltimosanos. Figura 15: Evolução da demanda residencial elétrica e energética Fonte: Elaborado por EPE Ademandadeeletricidadepordomicílioaumentoude2000a2024,emrazãodoprogressoeconômicodasfamílias,doavançodocréditoparaaquisiçãode eletrodomésticos,depolíticasgovernamentaisdeexpansãodaredegeraldeeletricidade,sobretudoemáreasrurais,edeprogramashabitacionaisem conjuntocomestímulosparareduzirodéficithabitacionalbrasileiro.Jáoconsumodeenergiatotalpordomicílioapresentoureduçãomédiaanualde0,3% a.a.aolongodoperíodo.Issoocorreuemfunçãodareduçãodaparticipaçãodefontesmenoseficientesemtermosenergéticos(biomassastradicionaiscomo lenhaecarvãovegetal)eaconsequentesubstituiçãoporfontesmaismodernas(GLP,gásnaturaleeletricidade).Caberessaltarqueoconsumodeenergiapor domicílioincluioconsumodeenergiasolartérmicaparaaquecimentodeáguaparabanho,quevemaumentandoconsideravelmentedesde2005. 1.763 2.418 0,437 0,410 0,30 0,40 0,50 0,60 1.200 1.450 1.700 1.950 2.200 2.450 2000200220042006200820102012201420162018202020222024 tep por domicílio kWh por domicílio Eletricidade (kWh por domicílio) Energia total (tep por domicílio) Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor Residencial Página | 34 Efeitos das políticas de eficiência energética nos domicílios AspolíticasdeeficiênciaenergéticacombinaminstrumentosregulatóriosedemercadoatravésdaimplementaçãodeÍndicesmínimosdeeficiência energética(ouíndicesmáximosdeconsumo),Etiquetagemcomparativa(compulsóriaouvoluntária)eSelosdeendosso. Essasiniciativassãopraticadasnopaísdesde1984,comacriaçãodoProgramaBrasileirodeEtiquetagem(PBE),coordenadopeloINMETRO,quepassou aelaboraretiquetascomparativasdodesempenhoenergéticodeequipamentos,propiciandoinformaçõesimportantesaoconsumidoreestimulandoa fabricaçãodeprodutoscommelhoresníveisdeeficiênciapelaindústria. Em1993,foramcriadososselosPROCEL(paraequipamentoselétricos)eCONPET(paraprodutosqueutilizamcombustíveisderivadosdepetróleoegás natural),quepassaramaidentificarevalorizarosdispositivosdemelhordesempenhoenergéticosdomercado. Algumasaçõescomplementaresbuscamreduzirademandadeenergianasresidências,comoanormadeDesempenhodeEdificaçõesABNTNBR 15.575,publicadaem2013,revisadaem2021eABNTNBR15.220publicadaem2006erevisadaem2022,quetrataespecificamentedodesempenho térmicodasedificações.Ospadrõesdeetiquetagem(PBEEdifica)eselosdeendosso(ProcelEdifica)deedificaçõeseestímuloaousodesistemas alternativosdegeraçãodeenergiaemhabitaçõesdeinteressesocial(HIS)tambémsãoaçõesimportantesnaimplementaçãodaspolíticasdeeficiência. Estima-sequeoconsumomédioanualporaparelhodear-condicionadotenhasidoreduzido20,3%entre2005e2024(-1,0%a.a.),emconsequênciadas regulamentaçõesdeíndicesmínimosdeeficiênciaenergéticainiciadaspelaPIMME/MCTI/MDICn 0 364/2007,revisadapelaPIn 0 323/2011,PIn 0 2/2018ePortaria Inmetron 0 234/2020ePortariaInmetron 0 269/2021. Jánocasodasgeladeiras,estima-sequeoconsumomédioanualporequipamentotenhasidoreduzidoemmédia12,4%entre2005e2024(-0,7%a.a.),em consequênciadasregulamentaçõesdeíndicesmínimosdeeficiênciaenergéticainiciadasem2007pelaPIMME/MCTI/MDICn 0 362/2007,equefoirevisadapelasPI n 0 326/2011,PIn 0 01/2018eaPortariaInmetron 0 332/2021,alteradapelan 0 736/2024. AtravésdaspolíticasiniciadasapartirdaLeiN 0 10.295/2001,conhecidacomoLeideEficiênciaEnergética,aagendaregulatóriadeíndicesmínimosirácontribuir paraqueaimplementaçãodenovasregulamentaçõesdeeficiênciaenergéticadeequipamentos,eletrodomésticoseedificaçõespossamserestendidaspara outroseletrodomésticosdeusoresidencial,ampliandooconjuntodeequipamentosavaliadospelaspolíticas. PI = Portaria Interministerial Nota: Portal da Eficiência Energética do MME: https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/ee Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor Residencial Página | 35 Penetração de Sistemas de Aquecimento Solar (SAS) nas residências Figura 16: Penetração de Sistemas de Aquecimento Solar (SAS) Fonte: Elaborado por EPE Figura 17: Consumo Evitado de Energia Residencial (mil tep) Fonte: Elaborado por EPE 0 200 400 600 800 1.000 20052006200720082009201020112012201320142015201620172018201920202021202220232024 A transformação da energia solar em energia térmica ocorre pela absorção da radiação solar por um sistema de coletores que é convertido em calor e transferido para a água em seu interior, sendo então utilizada diretamente em aplicações e serviços energéticos. Os sistemas de aquecimento solar de água são compostos pelos coletores solares e pelo reservatório térmico, onde a água aquecida é armazenada. Os SAS possuem equipamentos complementares de aquecimento, que podem utilizar energia elétrica ou gás, e são ativados em períodos de baixa intensidade solar, como as noites e os dias nublados. Os coletores e reservatórios são normalizados pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), coordenado pelo INMETRO. Ao passo que, para os consumidores, a utilização de SAS pode reduzir o gasto total com energia, para o setor elétrico, o seu uso pode diminuir o consumo na rede, a demanda de ponta em períodos críticos e as perdas técnicas no sistema, contribuindo para postergar novos investimentos em geração, transmissão e distribuição. Finalmente, do ponto de vista ambiental, o uso de SAS pode ajudar para a redução de emissões de GEE. A energia solar térmica residencial é destinada majoritariamente para o aquecimento de água em banhos e piscinas, que podem estar localizadas dentro das habitações ou em áreas de lazer de edifícios. Estimou-se que o consumo evitado de energia nas residências do país foi de 916 mil tepem 2024 pelo uso de SAS. 0% 1% 2% 3% 4% 0 20 40 60 80 100 120 20052006200720082009201020112012201320142015201620172018201920202021202220232024 m²/mil habitantes Área instalada (m²/mil habitantes) Participação de domicílios com SAS (%) Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor Residencial Página | 36 A climatização de ambientes vem ganhando participação em razão do aumento do uso de condicionadores de ar à medida que as famílias vão tendo condições financeiras para realizar a compra, substituindo ventiladores e circuladores de ar, relativamente mais baratos e que consomem menos energia. A indução também pode acontecer pela presença de dias mais quentes na média ao longo dos anos. Evolução da participação energética dos usos finais na demanda residencial de energia Oprincipalusofinaldeenergianasresidênciasbrasileiraséacocçãodealimentos,seguidopelaconservaçãodealimentosepelo aquecimentodeágua.Areduçãodaparticipaçãoenergéticadacocçãodealimentosnoperíodoentre2005e2024podeserexplicadapelo processodetransiçãoenergéticadasfamíliasmaisdesfavorecidasquesubstituemoconsumodebiomassastradicionaisporcombustíveis maismodernoseeficientesàmedidaqueprogridemeconomicamente.Jáailuminaçãovemperdendoparticipaçãoaolongodotempoem funçãodousocadavezmaisdisseminadodelâmpadasmaiseficientes,sobretudoasfluorescentescompactaseasdetecnologiaLED. Oaumentodaparticipaçãodeequipamentoselétricoseeletrônicospodeserexplicadopeloaumentodassuaspossespelasfamílias,que acompanhaumatransiçãotecnológicaedecostumes. Figura 18: Evolução da participação energética dos usos finais na demanda residencial de energia Fonte: Elaborado por EPE 64% 57% 52% 51% 47% 9% 10% 11% 12% 12% 10% 11% 12% 12% 12% 5% 6% 9% 10% 10% 5% 9% 10% 10% 15% 0% 20% 40% 60% 80% 100% 20052010201520202024 Lavanderia Iluminação Entretenimento e comunicações Outros equipamentos elétricos Climatização de Ambientes Aquecimento de água Conservação de alimentos Cocção de alimentos Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor Residencial Página | 37 Evolução do percentual de domicílios que aquecem água por fonte de energia Aeletricidadeéafontedeenergiamaisutilizadapelasresidênciasbrasileirasparaaquecimentodeáguaatravésdoschuveiroselétricos. Estimou-sequeapossemédiadechuveiroselétricosnopaísfoide0,7equipamento/domicílioem2024eaparticipaçãodaenergiaelétrica namatrizdeaquecimentodeáguanosetortevelevequeda,atingindo86,4%.Nesteano,cercade3,3%dosdomicíliosdopaíspossuíam sistemadeaquecimentosolar.Emtermosderelevância,aparticipaçãodafontesolartérmicanamatrizdosetorresidencialnoaquecimento deáguachegoua4,0%em2024. Existemregiõesdopaísquesãomuitoquentes,comooNorteeoNordeste,oquepodecontribuirparaosbaixospercentuaisdedomicíliosque aquecemáguaparabanho,comoilustraaPesquisadePosseeHábitosdeUsodeEquipamentos-PPH2019(PROCEL/ELETROBRAS).Cálculosda EPEutilizandoosdadoscoletadosnestapesquisaestimamqueemmédiacercade35%dosdomicíliosbrasileirosnãoaqueciamáguaparabanho nopaísem2019,sendoquenoNorte(94%)enoNordeste(88%)essasestatísticasforammuitomaiores. Figura 19: Evolução do percentual de domicílios que aquecem água por fonte de energia Fonte: Elaborado por EPE Os aquecedores a gás, podendo ser instantâneos ou de acumulação, são uma alternativa aos chuveiros elétricos, principalmente em áreas urbanas com infraestrutura de distribuição de gás. Estimou-se que a participação dos domicílios que utilizam gás no aquecimento de água alcançou 9% em 2024. Esses equipamentos são normalizados pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), coordenado pelo INMETRO. Além disso, existem legislações de índices mínimos de aquecedores a gás, iniciadas pela publicação em 2008 da Portaria Interministerial MME/MCT/MDIC N 0 298 e que foi revisada em 2011 pela Portaria Interministerial N 0 324. 95% 93% 90% 88% 87% 86% 0% 20% 40% 60% 80% 100% 200520102015202020232024 EletricidadeGásSolarOutros Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor Residencial Página | 38 Evolução do percentual de domicílios que cozinham alimentos por fonte de energia OGLPconsegueterumacapilaridadegrandenoBrasil,atingindo90%dosdomicíliosnacionaisem2024.Autilizaçãodogásnaturaléainda pequena(5,6%dashabitaçõesnacionais),restritabasicamenteàsáreasurbanasdecidadescominfraestruturadedistribuição. Figura 20: Evolução do percentual de domicílios que cozinham alimentos por fonte em relação ao total de domicílios nacionais Fonte: Elaborado por EPE O uso da eletricidade na preparação de alimentos vem crescendo ao longo do tempo, principalmente devido ao aumento da posse de micro-ondas (0,69 unidades/domicílio em 2024). Com a evolução da tecnologia e a diminuição de custo, aumentam as possibilidades das pessoas adquirirem esses tipos de aparelhos elétricos para uso doméstico, pelo fato de serem práticos e gerarem bons resultados. Incluem-se nesse conjunto de equipamentos, micro-ondas, fornos e fogões elétricos, sanduicheiras, grills, torradeiras, fritadeiras elétricas, panelas elétricas, entre outros dispositivos. Aparticipaçãodasbiomassastradicionais(lenhaecarvãovegetal)paraacocçãodealimentosnashabitaçõesdopaíscaiuentre2005e2015em funçãodoprogressodasituaçãoeconômicadasfamíliasbrasileirasmaisdesfavorecidas.Entre2015a2020,houveummovimentodereversãodo quadro,principalmenteemrazãodapioradoquadroeconômico,mascomposteriorreduçãonosanosseguintesaté2024. 0% 20% 40% 60% 80% 100% 20052006200720082009201020112012201320142015201620172018201920202021202220232024 BiomassasGLPGNEletricidade (Fogão Elétrico)Eletricidade (Micro-ondas) Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor Residencial Página | 39 Aconservaçãodealimentoséousofinalcommaiorconsumopordomicíliodopaís,representandoemmédia25%doconsumoresidencialdeeletricidadeanual. Issoseexplicapelofatodeasgeladeirasestaremempraticamentetodasasresidênciasbrasileiras,ficaremligadasàs24horasdetodososdiasdoanoeteremum consumoespecíficosignificativo. Apesardapossebaixade0,19equipamento/domicíliodoscondicionadoresdearem2024,elespossuemomaiorconsumomédioporaparelho,oqueresultana segundaposiçãoentreosmaiseletrointensivosnomesmoano(cercade16%dototaldoconsumoresidencialnoano).VentiladoreseCirculadoresdeArpossuem umaposseumpoucomaiorque1,1equipamento/domicílio,sendoumasoluçãodemenorcustoparaaclimatizaçãoambiental. Apossedechuveiroselétricoscaiuentre2005e2024.Apesardeoconsumomédioanualporequipamentoteraumentadodevidoàaquisiçãodechuveirosde maiorpotência,aparticipaçãodesseequipamentonoconsumoresidencialdeeletricidadeanualreduziusignificativamentedesde2005,chegandoa13%em2024. Apenetraçãodeequipamentosmaiseficientes,emsubstituiçãoaosmaisantigos,tendeareduziroconsumomédiodoestoqueexistentenopaís. Eletricidade –usos finais, posse e consumo médio anual por equipamento Figura 22: Equipamentos no consumo residencial de energia elétrica Fonte: Elaborado por EPE Figura 21: Posse e consumo médio anual por equipamento Fonte: Elaborado por EPE 0510 Condicionador de Ar Lâmpadas Chuveiro elétrico Máquina de lavar Geladeira Ventilador/Circulador Ar Televisão unidades/domicílio 29% 26% 25% 26% 25% 12% 12% 15% 17% 16% 21% 18% 15% 14% 13% 11% 11% 8% 4% 4% 0% 20% 40% 60% 80% 100% 20052010201520202024 Máquina de lavar Lâmpadas Televisão Ventilador/Circulador Ar Chuveiro elétrico Condicionador de Ar Geladeira 05001.0001.500 kWh/equipamento 2024 2005 Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor Residencial Página | 40 ODEX Residencial ODEXéumindicadorutilizadoparaavaliaroganhodeeficiênciaenergéticaemumperíodo.Estamedidaparaasresidênciasagregaa tendênciadeconsumodosdiferentesusosfinais(nocasoenergético),ouosprincipaisequipamentoselétricos(nocasoelétrico),combase emseuspesosnoconsumototal. Figura 23: Evolução do ODEX residencial calculado para energia total e eletricidade Fonte: Elaborado por EPE Paraaeletricidade,observa-seumareduçãodoconsumoespecíficomédiodoestoquenacionaldeequipamentos,emfunçãodaprimeiracompraou substituiçãodeaparelhosobsoletosouemfinaldevidaútilporaparelhosmaiseficientes.Porsuavez,aoconsiderarasdemaisfontesdeenergia,épossível observarquehouveumaestabilizaçãodoODEXentre2017e2020quepodeserexplicadaporumaligeiraintensificaçãodousodebiomassaparacocção devidoaoaumentodasrestriçõesorçamentáriaseaumentodopesodoGLPnasdespesasfamiliares,principalmenteparaasfamíliasdebaixarenda. Tendência de eficiência energética no setor residencial brasileiro entre 2005 e 2024. Enquanto o ODEX calculado para eletricidade assinalou queda de 15% (0,8% a.a.) entre 2005 e 2024, a retração do ODEX para a energia foi de 21,9% (1,2% a.a.). Observa-se, que nos últimos anos, o declínio do indicador é mais significativa para a energia elétrica, sugerindo a importância dessa fonte na conservação de energia residencial no país. 78 100 85 70 80 90 100 20052006200720082009201020112012201320142015201620172018201920202021202220232024 Energia Eletricidade Nota.AmetodologiadoODEXResidencialfoiatualizadadeformaaisolaroefeitoposseeusodoconsumoespecíficodosequipamentose,consequentemente,destacarosganhosdeeficiênciaenergéticaporequipamentos.Osequipamentos consideradosnocálculodoODEXelétricosãolâmpadas,geladeiras,máquinadelavar,TV,chuveiroelétrico,arcondicionadoeventiladores.JánoODEXenergético,alémdoconsumoenergéticodosequipamentoselétricosconsideradosnoODEX elétrico,sãoconsideradostambémoconsumodasdiferentesfontesenergéticasparaaquecimentodeáguaecocçãodealimentos. GANHOS DE EFICIÊNCIA (quanto menor, mais eficiente) Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Introdução Página | 41 62,2% 53,9% 37,4% 41,0% 0,4% 5,1% 20052024 Biomassa (Lenha + Carvão Vegetal)Gás Natural + GLPEletricidade ODEXResidencial A cocção de alimentos é responsável por mais de a metade o consumo energético residencial, e seu consumo por domicílio caiu 27% entre 2005 e 2024. Essa queda é influenciada pela menor participação de domicílios utilizando lenha em fogões ineficientes e aumento no uso de eletricidade em micro-ondas e fogões elétricos. Figura 24: Índice de consumo específico por serviço energético do setor residencial (número índice 2005 = 100) Fonte: Elaborado por EPE Figura 25: Participação do serviço energético no consumo residencial Fonte: Elaborado por EPE Figura 26: Participação de cada energético na cocção de alimentos Fonte: Elaborado por EPE 73,1105,493,387,330,083,892,0 CocçãoAquecimento de água Refrigeração de alimentos Refrigeração de ambiente IluminaçãoTVMáquina de lavar 68% 11% 10% 6% 4% 2% 0% 55% 14% 14% 12% 2% 2% 1% CocçãoAquecimento de água Refrigeração de alimentos Refrigeração de ambiente IluminaçãoTVMáquina de lavar 20052024 ODEX em 2005 = 100,0 ODEX em 2024 = 78,1 Percebe-se um aumento no índice ODEX referente ao Aquecimento de Água. Isto pode ser explicado pelo aumento do número de domicílios no país que aquecem água para banho, bem como uma maior potência específica dos chuveiros elétricos, o que não quer dizer que tenha havido perda de eficiência energética, mas sim o atendimento a uma demanda reprimida por uma parcela da população que não utilizava água quente em chuveiros. Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Página | 42 Setor de Serviços (comercial e serviços públicos) Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor de Serviços Página | 43 [1] Setores comercial e público conforme a classificação do Balanço Energético Nacional Panorama: evolução do consumo final energético, por fonte, no setor de serviços 1 Aeletricidadeéafontepreponderantedeconsumofinaldeenergianosetorcom90%departicipação,oGLP(6,0%)eogásnatural(1,1%). Caberessaltarqueosdadosdeconsumofinalnãoincluemautilizaçãodogásnaturaldestinadaàgeraçãodeeletricidade,segundoa metodologiadoBalançoEnergéticoNacional(BEN). Figura 27: Consumo final energético por fonte nos serviços Fonte: EPE (2025) Aeletricidadeéaprincipalfontenessesetor,eapresentouumcrescimentomédioanualde3%noperíodo(2006-2024).Aeletricidadeadvindade fontesolarfotovoltaicacresceu8,3%econtacomumaparticipaçãode1,3%noconsumodeenergiadosetordeserviços. A eletricidade é a fonte de principal do setor. Que pode estar associada a diversos fatores como: a disponibilidade da eletricidade, o aumento da posse de equipamentos elétricos nos estabelecimentos, a automação dos processos e equipamentos, a substituição de equipamentos de uso de GLP e gás natural pela eletricidade, como por exemplo em fornos e fogões, entre outros fatores. 83,1% 88,1% 91,1% 91,2% 89,9% 8,4% 6,5% 5,1% 5,0% 6,0% 20052010201520202024 Óleo Combustível Outros Gás Natural Gás Liquefeito de Petróleo Eletricidade Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor de Serviços Página | 44 Figura 28: Evolução do consumo de eletricidade e área do setor comercial Fonte: Elaborado por EPE Análise:SetorComercial Oconsumodeeletricidadedosetorcomercial,em2024,teveumaumentode7,4%,quandocomparadoaoanoanterior,jáaáreaconstruída obteveumaumentode0,8%.Analisandooperíodode2006-2024,observa-seumaumentocrescentedaáreadeestabelecimentos comerciaiscomtaxamédiaanualde3%,enquantonomesmoperíodooconsumodeeletricidadedosetorapresentaumaumentode4%a.a. Comoaclimatizaçãotemumgrandeimpactonosetor,observa-seosdadosdecrescimentodosequipamentoscentraissplitão(TR¹)em27% eofaturamentodetodoosetorteveumcrescimentodecercade20%,emrelaçãoaoanoanterior,comforteimpactopelastemperaturas médiaselevadas. O consumo de eletricidade teve uma taxa de crescimento de 7,4% em 2024, comparada com o ano anterior . Esse aumento em parte justifica-se pelo aumento da temperatura, aumento de área e pela taxa de crescimento do faturamento, segundo a ABRAVA (janeiro 2024). O PIB da Construção Civil, em 2024, teve um aumento de 4,3% (IBGE), o aumento pode ser em parte pela retomada do Programa Minha Casa, Minha Vida e a economia nacional (CBIC) 55 112 1.765 3.022 1.000 1.500 2.000 2.500 3.000 3.500 4.000 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 2006200820102012201420162018202020222024 Área (milhões de m²) Eletricidade (TWh) Consumo de Eletricidade (TWh) Área (milhões m²) [1] TR -tonelada de refrigeração Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor de Serviços Página | 45 Figura 29: Consumo específico¹ por metro quadrado Fonte: Elaborado por EPE Indicadoressetoriais:consumoporm²dasedificaçõescomerciaisepúblicas Tendênciageral: Ambososindicadoresapresentamcrescimentomoderadoentre2006e2014,atingindoopicoem2014eumaestabilidadeaté2019 culminandonumaquedanoanodapandemiadoCovid-19e,umaparcialretomadanosanosde2021a2024. Orecentecrescimentoapós2021mostraque,apesardosavançostecnológicosedaeficiênciadeequipamentos,oaumentodademanda porconfortoeeletrificaçãotemelevadonovamenteoconsumoporárea. Destaque: Operíodode2021a2024:retomadacomcrescimentoexpressivo,sugerindoretomadadeatividadeseaumentodousodeequipamentos elétricoseclimatização. 35,7 41,7 3,9 4,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0 25 30 35 40 45 50 2006200820102012201420162018202020222024 tep/m² kWh/m² kWh/m² tep/m² Dados∆% 24/23 Consumo de Eletricidade 8% Consumo de Energia 8% Área (milhões m²) 1% [1] Não inclui consumo dos segmentos: iluminação pública, água, esgoto e saneamento. O consumo em tep considera todos os energéticos. Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor de Serviços Página | 46 Osetordeserviçosapresentagrandediversidade,tantoemsuascaracterísticasquantonosperfisdeuso.Apesardisso,adistribuiçãodo consumodeenergiaentreosdiferentessegmentosaolongodoperíodoanalisadorevelacertahomogeneidade.Entreosdestaques, observa-seareduçãodoconsumoemedifíciospúblicose,emcontrapartida,umaumentonosegmentodesaúde.Nocomparativoanual, oconsumodeenergiaem2024registroucrescimentode6,6%emrelaçãoa2023. Consumo de Energia por Segmento do Setor de Serviços 2006-2024 Noperíodode2006-2024,osegmentodesaúdefoioqueapresentouamaiortaxadecrescimento,com10%a.a.,quandocomparadacomos demaissegmentos.JáosegmentoAtacadoeComércioVarejistadetémamaiorparceladoconsumocom18%enasequenciaosegmentode HotéiseRestaurantescom14%dototal.Quaseametadedoconsumodeenergiatotalestáconcentradaemtrêssegmentos:Atacadoe comérciovarejista,hotéiserestaurantesesaúde. Figura 30: Consumo final energético por segmento no setor de serviços Fonte: Elaborado por EPE, a partir de EPE (2015) [1] Outros inclui condomínios prediais, locais públicos (teatro, clubes, museus, igrejas, galerias, etc.) e difusão da informação (cinemas, rádios, TV, telefonia, etc.) 22% 22% 22% 19% 18% 18% 18% 17% 14% 14% 13% 13% 14% 15% 16% 10% 9% 10% 9% 4% 10% 10% 10% 11% 7% 10% 10% 9% 10% 9% 7% 8% 9% 10% 11% 5% 6% 6% 8% 17% 20062010201520202024 Educação Saúde Escritórios Água, Esgoto e Saneamento Iluminação Pública Edifícios Públicos Outros Hotéis e Restaurantes Atacado e Comércio Varejista Participação no Consumo de Energia Atacado e Comércio Varejista 18% Hotéis e Restaurantes 14% Saúde 17% Total dos principais setores 49% Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor de Serviços Página | 47 Participaçãodocomércioeletrôniconovarejotradicional Em2024,aparticipaçãodoe-commercenovarejotradicional,atingiu9,03%.Partedaretraçãodaparticipaçãodoconsumodeenergiano comérciovarejistapodeserexplicadacomoaumentodasvendasnainternet.Cercade50%dasvendasnainternetestãoconcentradasem trêsestados,SãoPaulo(32%),MinasGerais(11,8%)eRiodeJaneiro(9%). Figura 32: Perfil das Regiões em compra eletrônica Fonte: ABComm (2025) Figura 31: Perfil dos Compradores Online: (Participação do Faturamento) Fonte: ABComm (2025) Figura 33: Participação (%) do E-commerce no Varejo Tradicional –2010 -2024 Fonte: ABComm (2025) AFigura33mostraoaumentocrescentedaparticipaçãodocomércioeletrônicopelainternet,lideradapelaregiãoSudestecom56%departicipação nasvendas(Figura32).NaFigura31,observa-sequeoseletrodomésticosetelefoniasãooscommaisparticipaçãonasvendasonline. 1,4% 2,1% 4,0% 4,5% 4,8% 6,8% 10,4% 10,4% 11,2% 11,7% 13,1% 19,7% Eletrodomésticos Telefonia Casa e Decoração Informática Moda e Acessório Eletrônicos Beleza e Saúde Esportes Alimenção Outras Jogos Cultura 8% 16% 3% 56% 17% Centro-Oeste Nordeste Norte Sudeste Sul 2,7% 2,8% 2,9% 3,2% 3,5% 4,0% 4,2% 4,6% 5,0% 6,0% 8,1% 8,2% 8,0% 8,6% 9,0% 201020112012201320142015201620172018201920202021202220232024 Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor de Serviços Página | 48 Figura 34: Distribuição dos Gastos com a Energia Elétrica –2024 1º semestre Fonte: MGISP (2025) Perfildadespesacomenergiaelétricanaadministraçãopúblicafederal OPaineldeCusteiodaAdministrativodisponibilizaainformaçãodadespesacomenergiaelétrica.NaFigura30observa-seadistribuiçãopor órgão.Essedadosauxiliamavisualizaçãodasmaioresdespesas,sendopossíveldirecionaraspolíticas,assimcomopriorizaraçõesparaa eficiênciaenergética. [1] Fundo nacional inclui por exemplo: Fundo Nacional da Saúde, Desenvolvimento da Educação, Índio, de Artes, Antidrogas, Cultura, Aviação Civil e etc. Observa-sequecercade80%dasdespesacomenergiaelétricaestãoconcentradasemtrêssegmentos:Fundonacional¹(33%),Universidades (28%)eAdministraçãoDireta(19%).Comoperfildosgastoscomaenergiaelétricaépossívelidentificarossegmentoscommaiorpotencialde eficientização. 32,9% 27,6% 19,2% 12,1% 10,0% 9,7% 8,4% 6,6% 3,3% 1,8% 1,4% 0,0% Fundo Nacional Universidade Administração Direta Empresa Pública Ministério Instituto Federal Autarquia Especial Fundação Pública Autarquia Sociedade de Economia Mista Agência Reguladora Hospital Universitário Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Página | 49 Setor Industrial Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor Industrial Página | 50 72,5 88,0 91,4 +18,1 -13,4 -4,3 +24,0 +1,7 -7,2 2005Estrutura2013Estrutura2024 Consumo (milhões de tep) ConsumoAtividadeEstruturaIntensidade Decomposição dos efeitos no consumo de energia: o que está por trás do aumento da intensidade energética industrial? Nocontextodecrescimentopraticamentetodosossegmentosindustriaistiveramdestaquesemalteraçõesestruturaissignificativasnaeconomia, enquantonosegundoperíodoondeaatividadeindustrialencolheueovaloradicionadodaindústriacomoumtodosereduziuhátendênciade alteraçãonaestruturadeconsumodeenergiadedeterminadossetoresatreladosprincipalmenteàdemandaporaço,açúcarecelulosenocenário internacional. Figura 35: Decomposição¹ dos efeitos intensidade, estrutura e atividade Fonte: Elaborado por EPE, a partir de EPE (2025) e IBGE (2025) Valor Adicionado (VA) reflete o nível de atividade, estrutura da indústria representada pela participação relativa dos segmentos industriais e intensidade de cada segmento (relação entre consumo energético e valor adicionado de cada segmento) são os três fatores que influenciam a variação do consumo industrial. No período entre 2005 e 2013, os setores industriais que mais se destacaram foram cimento, açúcar, papel e celulose, e mineração devido ao crescimento econômico e a demanda interna e externa favorecendo o aumento da atividade industrial, associado à redução do efeito estrutura e do efeito intensidade. Entretanto, para os anos de 2013 a 2024 houve grande redução da atividade econômicacom queda no VA da mineração relacionado a restrições ambientais e de outras indústrias, e a mudança na estrutura na indústria foi marcada pelo aumento da participação de segmentos energointensivoscomo papel e celulose, cimento, aço e açúcar. >> Mais detalhes sobre a decomposição na seção [1] Decomposiçãodavariaçãodoconsumoenergéticodaindústriaemefeitoatividade,estruturae intensidade,conformemétodoLMDII(“logarithmicmeanDivisiaindexmethodI”)comdecomposição aditiva(Ang&Liu,2001). Definições Definições Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor Industrial Página | 51 100,0 98,6 97,0 96,1 95,5 95,5 96,1 97,6 98,3 95,9 97,9 99,1 98,0 20052006200720082009201020112012201320142015201620172018201920202021202220232024 Índice (100 = ano 2005) ODEX Média MóvelODEX Sem Média Móvel ODEX do consumo de energia do setor industrial ParaocálculodoODEX,foiconsideradaavariaçãodoconsumoespecíficocombasenaproduçãofísicaparaossegmentosdasiderurgia, papelecelulose,cimentoeaçúcar,osquaisrepresentamcercade60%doconsumodeenergianaindústria.Jánossegmentosdeoutros alimentícios,têxtil,química,cerâmica,ferroligas,outrosdametalurgia,mineraçãoeoutrasindústrias,ocálculoéfeitoapartirdavariaçãoda intensidadeenergética.Emambososcasos,asvariaçõessãoponderadaspelopesodecadasegmentonoconsumofinaldeenergiadosetor. OODEXindustrialtemsemantidorelativamenteestávelaolongodetodooperíodo.Apartirde2021,observa-seumrelativoaumentodeste indicador.Entretanto,houveumareduçãodataxadecrescimentodoODEXentre2021e2024,quandocomparadoaoperíodode2021e2023.O ODEXsemmédiamóvelindicaquehouveumaevoluçãopositivaemrelaçãoaoanoanterior,decorrenteemgrandemedidadoefeitoestrutura internoreferenteaalgunssegmentosenergointensivos. Figura 36: ODEX industrial Fonte: Elaborado por EPE GANHOS DE EFICIÊNCIA (quanto menor, mais eficiente) Definições Definições >> Mais detalhes sobre o ODEX na seção [1] ParadetalhesarespeitodocálculodoODEX,acesse:ManualMetodológicodoAtlasdeEficiênciaEnergética Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor Industrial Página | 52 Particularidades de alguns segmentos contribuíram para o aumento do ODEX industrial Em2024,verificou-seumcrescimentodasrotassiderúrgicascaracterizadasporumconsumoespecíficomaisbaixo,aexemplodaAciaria Elétrica,quecresceu12%,contraumaumentoglobaldosetorde5,4%.Alémdisso,houveumaquedadaproduçãodeferrogusade3,6%.O “mix”dasiderurgianoanode2024,comparadoaoanoanterior,teveumareduçãodoseuconsumoespecífico,contribuindoparaaquedado ODEXdaindústria,oquenãosignificaqueasrotastecnológicasindividualmenteficarammaisoumenoseficientes. NosegmentodeNãoferrososeOutrosdaMetalurgia,aproduçãodeAlumínioprimáriotevecrescimentode26%noanode2023,em grandemedidadevidoàretomadadasoperaçõesdaAlumar¹.Aatividadedeproduçãodealumínioprimárioéeletrointensivaerespondepor partesignificativadoconsumodeeletricidadedogrupo.Em2024,comaestabilizaçãodaestruturadosetor,ocrescimentodaproduçãode alumíniodesaceleroupara8%emrelaçãoaoanoanterior,contribuindoparaareduçãodoODEXdestesegmentoem2024. NosegmentodeCimento,verifica-seumesforçoqueosetortemempreendido,comoobjetivodereduzirasemissõesdegasesdeefeito estufa(GEE),incluindoautilizaçãodecombustíveisalternativos,taiscomopneus,resíduosindustriais,resíduossólidosurbanos,e“outras fontesrenováveis”comocarvãovegetal,madeira,resíduosagrícolas,biodieseleoutrasbiomassas.Estesmovimentoseventualmente provocamaumentodoconsumoespecíficodeenergianosegmento,comofoiverificadoaolongodoanode2024.Ouseja,priorizou-sea reduçãodasemissõesemdetrimentodaeficiênciaenergéticaglobaldosegmento. Segmentosqueapresentamrotastecnológicaseprodutosdiferenciadossofreminfluênciadeefeitoestruturainterno.Porexemplo,oconsumo específicoparaaproduçãodepapelrecicladoémuitoinferioraoconsumoespecíficoparaaproduçãodecelulose.Damesmaforma,aprodução deaçobrutoapartirdesucata(aciariaelétrica),requermenosenergiaportoneladadeaçoquandocomparadoàsplantassiderúrgicasintegradas. [1] MaioresdetalhessãodestacadosnaseguintepublicaçãodaEPE: BoletimTrimestraldoConsumodeEletricidade–AnoIV–Número16–4ºtrimestrede2023 Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor Industrial Página | 53 Linha do tempo: políticas e programas de eficiência energética Principais destaques de políticas de eficiência ligadas ao setor industrial Fonte: EPE. 2021198520002011 20202022 1991 20011984 Programa Brasileiro de Etiquetagem [INMETRO/MDIC] ▪Motores elétricos de indução trifásicos até 250CV ▪Bombas e motobombas centrífugas até 25CV CONPET [MME] PROCEL² [ENBPar/MME] Lei Nº 9.991 | Programa de EE, P&D e Procel [ANEEL] ▪R$ 93 mi em 42 projetos do PEE/ANEEL na indústria (2009-2018), economizando 135 MWh/ano ▪Chamada de Projeto Prioritário nº 2/2015: substituição de motores elétricos ▪R$ 492 mi do P&D/ANEEL em eficiência Lei Nº 10.295 | Padrões mínimos de eficiência [MME/MCTIC/MDIC] ▪Motores elétricos de indução trifásicos até 500CV ▪GT Motores recondicionados PNEf Plano Nacional de Eficiência Energética [MME] PotencializEE Programa Investimentos Transformadores de Eficiência Energética na Indústria [MME/GIZ] RedEE Indústrias [MME/ GIZ/ Ahk São Paulo] FGEnergia Fundo Garantidor para Crédito a Eficiência Energética [BNDES e PROCEL] A Lei n°13.280/2016 alterou a Lei 9.991/2000, destinando 20% dos recursos de eficiência energética ao Procel. 2016 ▪Programa Aliança ▪Programa Brasil mais Produtivo EE ▪Estruturação por meio de indicadores e normalização ▪Promoção da gestão de energia ▪Índice de Malmquist e Data Envelopment Analysis ▪Análise de impacto regulatório (AIR) para certificação compulsória de transformadores de distribuição ▪AIR da melhoria do serviço de reparo de motores ▪Implementação do Plano de Negócios para Rede Lamotriz ▪Ferramenta computacional para análise de sistemas de bombeamento ▪Programa Aliança 2.0 ▪EE Digital ▪Programa de EE em Sistemas de Ar Comprimido ▪Metodologia para Sistemas Térmicos e Motrizes ▪Estudo sobre sistemas motrizes ▪Avaliação da rede Lamotriz ▪Impacto do reparo de motores no rendimento ▪Aplicação de Sistemas Termossolares ▪Plano de comunicação de reparo de motores ▪Laboratório de reparo de motores [1] Lista não exaustiva [2] A Lei n°13.280/2016 alterou a Lei 9.991/2000, destinando 20% dos recursos de eficiência energética ao Procel. 1º PAR2º PAR3º PAR4º PAR 5º PAR ▪Ampliação do programa PotencializEE ▪Promoção de Gestão da Energia na Indústria ▪Norma para estabelecimento dos níveis de rendimento dos motores elétricos trifásicos ▪Laboratório de Eficiência Energética e Hidráulica na Irrigação ▪Vigilância de mercado para motores elétricos trifásicos recondicionados Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor Industrial Página | 54 Perfil da indústria Ousodederivadosdepetróleoperdeparticipaçãodevidoàreduçãodousodoóleocombustívelemtodosossegmentos,emenor participaçãodocoquedepetróleonaindústriadecimento.Ocarvãovegetaltambémperdeparticipaçãopelareduçãodoseuusonosetor siderúrgico,mesmosendomaisutilizadopelosetordeferroligas.Olicorpretoganhaparticipação,acompanhandoaindústriadecelulose, queutilizaessecoprodutoemseusprocessos. Em2024,asindústriasdealimentosebebidas,ferrogusaeaçoepapeleceluloseforamasmaisrepresentativasemtermosdeconsumo energético.Aeletricidadeéafontemaisrelevanteevemganhandomodestaparticipação. Figura 37:Participação da indústria por segmento Fonte: EPE (2025) Figura 38: Matriz energética da indústria Fonte: EPE (2025) 23% 19% 20% 19% 18% 25% 27% 25% 30% 29% 10% 8% 8% 7% 6% 11% 12% 14% 16% 17% 8% 8% 9% 7% 9% 7% 8% 7% 6% 6% 20052010201520202024 Têxtil Ferroligas Mineração e pelotização Cerâmica Cimento Não ferrosos Outras indústrias Papel e celulose Química Alimentos e bebidas Ferro gusa e aço 15% 14% 13% 11% 10% 21% 21% 20% 21% 22% 14% 14% 15% 14% 13% 16% 13% 13% 14% 13% 18% 20% 18% 22% 21% 10% 11% 11% 9% 9% 5% 6% 7% 8% 9% 20052010201520202024 Demais fontes Licor preto Gás natural Bagaço de cana Lenha e carvão vegetal Carvão mineral e derivados Eletricidade Derivados de petróleo Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Página | 55 Informações adicionais de segmentos selecionados da indústria Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor Industrial Página | 56 Siderurgia: participação das rotas tecnológicas (aciaria elétrica) Afiguraabaixomostraaevoluçãodaproduçãofísicadeaçobrutofrenteaparticipaçãodaaciariaelétricanototaldaproduçãosiderúrgica nacional.Orefinodeaçonaaciariaelétricaérealizadoutilizandoumaparceladesucata,oquetornaatecnologiamenosintensivano consumodeenergia,emcomparaçãocomasdemaisrotastecnológicas. Figura 39: Produção física e participação da aciaria elétrica na siderurgia nacional. Fonte: Elaborado por EPE Observa-se que houve uma recuperação da participação da aciaria elétrica em 2024, contribuindo para a redução do consumo específico do segmento neste ano. 6.375 6.839 6.372 6.747 5.917 4.810 4.676 5.077 5.363 4.922 5.298 5.885 5.538 4.740 5.291 19,3% 19,4% 18,5% 19,8% 18,9% 15,4% 14,8% 14,6% 15,1% 15,1% 16,9% 16,3% 16,2% 14,8% 15,7% 0% 5% 10% 15% 20% 0 2.000 4.000 6.000 8.000 201020112012201320142015201620172018201920202021202220232024 mil t Produção Aciaria Elétrica (mil t)Participação Aciaria Elétrica do Total (%) Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor Industrial Página | 57 Avanços normativos, pesquisas em química do cimento, desenvolvimento de novos cimentos, entre outros, permitiriam o avanço na incorporação de adições ao cimento, em substituição ao clínquer, que hoje chega em média a 30%, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa associadas à calcinação e ao uso da energia. Cimento: consumo específico e conteúdo de clinquer AindústriadocimentonoBrasilpossuiumparqueindustrialmodernoeeficiente,eemconstanteatualização.Maisde99%daproduçãoé feitaemfornosviaseca(maiseficiente),cercade40%doparqueindustrialpossuimenosde15anosecontacommaisde70%deseus fornosequipadoscomtorresdepré-aquecedoresde4a6estágiosepré-calcinadores(EPE,2021)¹.Modernosresfriadoresdegrelhaequipam 80%dosfornosbrasileiroseaproximadamente50%dosmoinhosdematéria-primasãoverticais,estesconsideradososdemenorconsumo elétrico. Figura 41: Índice de variação do consumo específico de cimento (clínquer e cimento) Fonte: Elaborado por EPE, a partir de EPE (2025). Figura 40: Consumo energético específico na indústria de cimento Fonte: Elaborado por EPE, a partir de EPE (2025). A Figura 38 permite avaliar, separadamente, os consumos específicos térmico e elétrico relativos às produções de clínquer e cimento, respectivamente. O consumo de eletricidade se dá majoritariamente na produção de cimento (moagem), e o de combustíveis na produção de clínquer (forno). O consumo específico térmico do clínquer reduziu 12,5% ao longo de todo horizonte, enquanto o consumo específico elétrico do cimento reduziu 3,3%. 0,082 0,084 0,075 0,072 0,069 0,068 75% 73% 68% 64% 66% 70% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 0,000 0,025 0,050 0,075 0,100 200020052010201520202024 clínquer/ cimento tep/ ton. cimento Consumo específico do cimento (tep/ton)Conteúdo de clínquer no cimento (em massa) 100,0 95,4 96,7 89,4 82,2 87,5 97,6 93,9 94,9 95,9 96,7 70 80 90 100 110 200020052010201520202024 Número índice (100 = ano 2000) Consumo específico térmico do clínquerConsumo específico elétrico do cimento [1] Dados do Roadmap Tecnológico do Cimento, disponível em: LINK Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor Industrial Página | 58 Cimento: matriz energética e coprocessamento Amatrizenergéticadaindústriadecimentosofreumudançasaolongodotempo.Nascrisesdopetróleohouvemomentâneamigraçãode óleocombustívelparacarvãomineral.Nosanos2000osetormigrouparaocoquedepetróleoimportadoemdetrimentodoóleocombustível. Atualmente,ocoquedepetróleoéaprincipalfonte,emfunçãodobaixopreçoegarantiadeabastecimento. Figura 42: Consumo final energético por fonte na indústria de cimento Fonte: EPE (2024a). Nota: “Outras” inclui gás natural, lenha, óleo diesel e GLP A participação dos combustíveis alternativos vem ganhando representatividade em substituição ao coque de petróleo, atingindo 25%do consumo em 2024. A partir dos anos 2000, uma nova revolução energética começa a ganhar relevância, que é a dos combustíveis alternativos, caracterizados pelo coprocessamento de resíduos e pela utilização de biomassas. O coprocessamento tem diversos benefícios ambientais por fornecer uma destinação adequada aos resíduos e pela redução de emissões de GEE (uma vez que estes resíduos, em sua grande maioria, têm um fator de emissão menor que o dos combustíveis fósseis tradicionais). Esta transição energética exigiu –e exigirá ainda mais – investimentos do setor em adequação e adaptação do processo produtivo, além do aperfeiçoamento em monitoramento e controle (EPE, 2021). 55% 65% 74% 69% 62% 55% 15% 12% 13% 13% 14% 14% 13% 9% 8% 9% 17% 25% 200020052010201520202024 Outras Combustíveis alternativos Carvão mineral Carvão vegetal e lenha Eletricidade Óleo combustível Coque de petróleo Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor Industrial Página | 59 Alumínio: participação da sucata de alumínio na produção total nacional Em2024,oBrasilreciclou97,3%daslatasdealumínioparabebidas,oequivalentea33,9bilhõesdeunidades¹,aproximadamente160latas porpessoaaoano.Aparticipaçãodasucatarecuperadadealumínioatingiu49%daproduçãototalnacional(alumínioprimárioe secundário),mantendo-seacimadamédiamundial. [1] Dados obtidos a partir de: LINK Figura 43: Participação da sucata recuperada no alumínio total (%) Fonte: Elaborado por EPE, a partir de ABAL (2025). Areciclageméumaestratégiaparaaeconomiacircular,comdiversosbenefíciossocioambientais.Oconsumoelétricodoalumíniosecundário (reciclado)éinferioraodoalumínioprimário,queéeletrointensivo.SegundooWorldEconomicForum(2021),maisde90%dasemissõesatuais dealumínioestãoassociadasàproduçãoprimária.Masoalumíniosecundário,oureciclado,consomeapenas5%daenergianecessáriaparaa produçãoprimária. 17% 19% 18% 20% 21% 24% 26% 26% 28% 36% 44% 44% 46% 54% 55% 54% 53% 56% 50% 49% 20052006200720082009201020112012201320142015201620172018201920202021202220232024 Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Página | 60 Setor de Transportes Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor de Transportes Página | 61 Oconsumoenergéticodosetordetransportes AatividadedosetorcresceuacimadoPIB,comaltaequivalentea4,8%parapassageirose4,2%paracargasemrelaçãoa2023.Nocasodo transportedecargas,aatividadetemapresentadoaumentossucessivosdesde2016,alcançandoem2024umpatamar30%acimadonível de2019.EssecenárioreforçaacentralidadedosetordetransportesnoconsumoderecursosenergéticosnoPaís,assimcomoaimportância doaumentodaeficiênciacomoestratégiaparaauxiliarnatransiçãoenergética. Figura 44: Consumo final e do setor de transportes no Brasil Fonte: Elaborado por EPE, a partir de dados da EPE (2025) Industrial; 35% Não-energético; 8% Residencial; 12% Energético; 7% Agropecuária; 4% Outros; 5% Industrial; 32% Não-energético; 5% Residencial; 11% Energético; 8% Agropecuária; 5% Outros; 5% 2% 7% 12% 28% 0% 51% 2% 4% 19% 26% 6% 43% 2000 171 Mtep 2024 288 Mtep Transportes: 28% Transportes: 33% Diesel BiodieselGasolina Etanol Querosene de Aviação Outros Em 2024, o consumo de energia nacional aumentou 1,9% em relaçãoa 2023, taxa inferior ao aumento do PIB, de 3,4%. Entretanto, a demanda energética de transportes cresceu 2,7% em 2024, respondendo por 46,3% da expansão do consumo final de energia. Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor de Transportes Página | 62 Figura 45: Consumo do setor de transportes por fonte de energia (10 6 tep) Fonte: EPE (2025) Evoluçãodaparticipaçãodoconsumoenergéticodosetordetransportes Em2024,osetorapresentouumaumentode2,5milhõesdetoneladasequivalentesdepetróleo(tep)emrelaçãoaoanoanterior.Os biocombustíveistiveramparticulardestaquenessatendência,comoetanolhidratadoeobiodieselapresentandocrescimentosde30,1%e 19,3%noconsumoemrelaçãoa2023,respectivamente.Emparalelo,oconsumodegasolinaCretraiu3,9%apesardocrescimentoda atividadedetransporteindividualem4,7%nomesmoperíodo,reforçandooaumentonapenetraçãodoetanolhidratado.Oconsumode dieselfóssilcresceu0,6%em2024,fazendocomquemaiorpartedaatividadetenhatidosuademandasupridapelaexpansãodobiodiesel. 0 20 40 60 80 100 10 6 tep Gasolina de AviaçãoEletricidadeDieselBiodieselGasolina Automotiva Óleo CombustívelQueroseneEtanol AnidroEtanol HidratadoGás Natural Demaneirageral,estecenário evidenciaque,emboraoconsumode energianostransportestenhacrescido significativamente,apenetraçãode fontesenergéticasrenováveisnosetor temlimitadoademandaporfontes fósseis. Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor de Transportes Página | 63 Transportedepassageiros Em2024,otransportedepassageirosapresentouquedadeintensidadeenergéticatotalde2,0%emrelaçãoaoanoanterior,oquerepresenta umamanutençãodatendênciaderecuperaçãodopatamaranterioràpandemiadeCOVID-19,entretanto,comaintensidadeestandoainda 0,3%acimadopatamarde2019. Nota: a unidade “p.km” refere-se a passageiro-quilômetro. 0 10 20 30 40 50 60 200020032006200920122015201820212024 tep/10 6 p.km Figura 46: Intensidade energética por modo [tep/(10 6 p.km)] Fonte: Elaborado por EPE Figura 47: Atividade por modo [p.km] Fonte: Elaborado por EPE Total Metroferroviário Rodoviário Coletivo Hidroviário Aéreo Automóveis -1,0% a.a. -0,8% a.a. +0,1% a.a. -2,0% a.a. +0,2% a.a. +1,8% a.a. 49% 57% 60% 65% 65% 46% 36% 32% 28% 28% 3% 5% 6% 5% 6... 0% 20% 40% 60% 80% 100% 20002015201920232024 Aéreo Aquaviário Ferroviário Rodoviário Coletivo Rodoviário Leves Variação da intensidade energética (2015-2024) Emrelaçãoàatividade,otransportecoletivorodoviáriotemapresentadoquedadesde2015,oquefoiintensificadoduranteapandemiade COVID-19devidoàsmedidasdedistanciamentosocial.Demodosemelhante,osmodosmetroferroviárioeaéreosofreramforteimpacto negativonaqueleperíodo.Nomesmoperíodo,otransporterodoviárioindividualapresentoutrajetóriadecrescimentosignificativo. Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor de Transportes Página | 64 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 2015201620172018201920202021202220232024 10 6 tep Figura 48a: Consumo energético por modo e fonte Fonte: Elaborado por EPE 1,6% a.a. (2015-2024) Óleo Diesel B (Cargas): 2,4% a.a. Óleo Diesel B (Coletivo): -2,1% a.a. Óleo Diesel B (Individual): 10,2% a.a. Etanol hidratado: 2,6% a.a. Gasolina C: 0,9% a.a. GNV: -0,8% a.a. Taxas anuais de crescimento (2015-2024) 2023/24 +2,7% 38% 10% 1% 12% 37% 2,0% 2015 40% 7% 2,9% 13% 35% 1,6% Evoluçãodoconsumoenergéticorodoviário Entre2015e2024,ademandaenergéticatotaldotransporterodoviárioapresentoutendênciadecrescimentomoderado.Paraotransportede cargas,foiimpulsionadapeloconsumodedieselpelafrotadecaminhões,enquantoparaotransportedepassageirosdestaca-seo crescimentodademandadeetanolhidratadoedeóleodieselparaveículoslevesdeusoindividual. AmaiorpenetraçãodoetanolhidratadoprovocouumarelativaestagnaçãonoaumentodademandadegasolinaC,contribuindoparaa mitigaçãodasemissõesdosgasesdoefeitoestufaassociadosaoscombustíveisdoCicloOtto.Desde2015,ademandadecombustíveisdo CicloOttoapresentoucrescimentoequivalentea1,2%aoano,atingindo45milhõesdetepem2024. Oconsumodeóleodieselparaotransporteindividualtemapresentadocrescimentoexpressivoemrelaçãoa2015devidoaoaumentode popularidadedosveículoslevesadiesel.Essesfatoresestimularamconsumidoresdemaiorrendaapreferiremveículosmaisrobustos,muitos dosquaispossuemtraçãoadiesel. 2024 Figura 48b: Participação de fontes energéticas no setor de transportes para anos selecionados Fonte: Elaborado por EPE Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor de Transportes Página | 65 0 200.000 400.000 600.000 800.000 1.000.000 2015201620172018201920202021202220232024 Atividade (Mpkm) UrbanoRodoviário 0 5 10 15 20 25 30 0 2.000 4.000 6.000 8.000 2015201620172018201920202021202220232024 Intensidadde Energética (tep/Mpkm) Consumo (ktep) Consumo de biodiesel em ônibus (ktep)Consumo de diesel fóssil em ônibus (ktep) Intensidade Energética (tep/Mpkm) Transporterodoviáriocoletivodepassageiros Noperíodode2015a2019,aintensidadeenergéticamédiadafrotadeônibussemanteveestável,comaquedadeatividadenoperíodotendosidoacompanhadapor umareduçãonoconsumoenergético.Em2020,entretanto,observou-seumcrescimentode124%naintensidadeenergéticadevidoàquedasignificativana atividade.Essatendênciafoimaisacentuadaparaosônibusrodoviários,queapresentaramreduçãode79%naatividadeemrelaçãoaoanoanterior,contra62%para osônibusurbanos. Areduçãonoconsumoenergéticofoi,contudo,limitadaa36%emrelaçãoa2019,deformaque,devidoànecessidadedemanutençãodeserviçosdetransportes essenciais,muitosônibusprecisaramsermantidosemoperaçãomesmosobbaixademanda,emparticularnointeriordeperímetrosurbanos. Em2024,osetoraparentaterseestabelecidoemumnovoníveldeatividadeeconsumoenergético,enquantoaintensidadeenergéticaretornouaopatamaranterior àpandemia. Figura 49: Consumo de óleo diesel em ônibus e intensidade energética do setor Fonte: Elaborado por EPE Figura 50: Atividade do transporte rodoviário coletivo Fonte: Elaborado por EPE 2015 a 2024: +0,2% a.a. Aumento da intensidade energética dos ônibus 2023 a 2024: -2,5% a.a. 2015 a 2024: -2,3% a.a. Evolução da atividade 2023 a 2024: +5,4% a.a. Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor de Transportes Página | 66 37,4 39,8 63,8 60,9 40 45 50 55 60 65 70 75 80 20 30 40 50 60 70 80 2015201620172018201920202021202220232024 Frota de Veículos Leves Consumo Específico Transporteindividualdepassageiros Figura 51: Frota de veículos leves e consumo específico Fonte: Elaborado por EPE 10 6 unidades tep/10 6 km 2015-2024 +0,7% a.a. Em2024,asvendasdenovosveículoslevesaumentaram14,1%emrelaçãoa 2023,comdestaqueparaocrescimentonasvendasdelevesadiesel (aumentode17,8%)edeeletrificados(aumentode88,8%),chegandoa2,5 milhõesdeunidadesvendidasnaqueleano.Aotodo,osveículosleves eletrificadospassaramarepresentar7,1%dasvendastotaisem2024,um aumentosignificativoemrelaçãoaos4,3%observadosem2023(ANFAVEA, 2025). Entretanto,paraessemesmoano,afrotacirculanteestimadadeveículos levescresceuapenas0,6%emrelaçãoa2023,indicandoumadesaceleração deseucrescimentonosúltimosanoseumconsequenteenvelhecimento médiodessesveículosemcirculação. Essatendênciaderelativaestabilizaçãopodeserexplicada,principalmente, pelosignificativoaumentonopreçodosautomóveisobservadoapartirde 2019,assimcomopelaaltataxadejurosepeloganhodepenetraçãode aplicativosdetransporte,fazendocomqueaobtençãoemanutençãode automóveistenhapassadoasemostrarexcessivamentecustosafrentea alternativasmaisacessíveisquesepopularizaramnoBrasilaolongodaúltima década. Em2024,houveumareduçãode1,6%noconsumoespecíficodeenergiaemrelaçãoaoanoanterior,refletindo,principalmente,noaumentodaparticipaçãode eletrificadosnafrota,aqualaumentoude1,4%para1,7%dototaldeveículoslevesemcirculação–representandoumcrescimentode26,3%dafrotatotalde veículoshíbridoseelétricos.Adicionalmente,pode-seassociarpartedosganhosligadosàeficiênciaenergéticaàadoçãodeinovaçõestecnológicasepolíticasde incentivo,comoosturbocompressores,injeçãodiretaecâmbioautomático,alémdoestímulopromovidoporprogramascomoProconve,PBEVeRota2030. 2015-2024 -0,5% a.a. Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor de Transportes Página | 67 64,2% 28,5% 2,1% 5,1% 0,0% 2015 Oaumentodaparticipaçãodeeletrificadosnafrotarepresentouumacontribuiçãode1,9%nareduçãodaintensidadeenergéticade2023 a2024,considerando-seosganhosdeenergiadosBEVeHEVemrelaçãoaototaldafrota. 80,5% 9,9% 0,4% 7,5% 1,7% 2024 Transporteindividualdepassageiros Etanol hidratado Óleo Diesel Gasolina CFlex Fuel Híbridos e Elétricos Figura 52: Frota de veículos leves por tipo de motorização em anos selecionados Fonte: Elaborado por EPE Emrelaçãoàmotorizaçãoeàsfontesenergéticas,mantém-seapresença majoritáriadeautomóveisflexfuel,assimcomoatendênciadesubstituição gradualdafrotadeveículosexclusivosaetanolougasolinaporveículosflex. Paralelamente,observa-seocrescimentononúmerodeveículoselétricos, híbridoseadiesel. Entre2023e2024,apesardoaumentonapopularidadedeveículoslevesa diesel,afrotadeeletrificadosapresentoucrescimentosemelhanteemordem degrandeza,atingindo145milunidadesadicionaisemcirculaçãonoperíodo ecompensandoreduçõesdeeficiênciareferentesaoaumentononúmerode SUVsemcirculação. Dototaldeveículoseletrificadosemcirculação,54%correspondema híbridos-elétricos(HEV),emboraoselétricosabateria(BEV)tenham apresentadocrescimentomaissignificativoemrelaçãoaosHEVem2024:sua frotaestimadacresceu32%emrelaçãoa2023,enquantoafrotaestimadade veículosleveshíbridoscresceu22%emrelaçãoàqueleano. Nosúltimosanos,osveículoseletrificadostêmapresentadoforte crescimentodevidoàentradanomercadobrasileirodeveículoselétricoscom baixocustodeaquisição,somadoafatorescomoaexpansãode infraestruturadecarregamento,isençõesdeIPVAestaduais,apeloambiental, alémdeperspectivasdebaixocustoenergéticoebaixademandade manutenção. Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor de Transportes Página | 68 3,8% 56,2% 14,1% 23,2% 2,6% 0,2% 2015 68 Transporterodoviárioindividualeconsumoenergéticoporfonte Taxas anuais de crescimento 2015-2024 Etanol Hidratado: +2,6% a.a. Etanol Anidro: +1,4% a.a. Gasolina A: +0,8% a.a. GNV: -1,0% a.a. Figura 53a: Consumo energético por fonte Fonte: Elaborado por EPE 1,6% a.a. (2015-2024) 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 2015201620172018201920202021202220232024 10 6 tep Eletricidade: N/A Figura 53b:Participação no consumo energético nos anos selecionados Fonte: Elaborado por EPE Entre2015e2024,oconsumoenergéticonotransporterodoviário individualcresceuaumataxade1,6%a.a.,emcompassocoma desaceleraçãodocrescimentodafrotadeveículoslevesdesde 2015.Nesteperíodo,agasolinaA(automotiva)eoGNV apresentaramreduçãoemsuaparticipação,comganhosparao etanolhidratadoeóleodiesel. Em2024,oconsumoenergéticodotransporterodoviárioindividual cresceu3,2%emrelaçãoaoanoanterior,comumaumentoda demandaporetanolhidratado(30,1%)concomitanteauma reduçãode3,9%nademandaporgasolinaC.Essemovimentofoi alavancadopelareduçãonarazãodepreçosdoetanolemrelação àgasolinadevido,entreoutrosmotivos,avantagenstributárias paraoetanol,comoareintroduçãodoPISeCofinsparaagasolina em2023eaadoçãoderegimedetributaçãomonofásicopara combustíveisnomesmoano. Aindanointervalode2023para2024,oGNVsofreuumaredução de16,6%noconsumo,vindoarepresentarsuamenorparticipação desde2015.Essemovimentopodeseratribuídoaoaumentode seupreçoemrelaçãoàgasolina,emboraarápidaadoçãode veículoseletrificadospormotoristasdetáxiseaplicativos,nicho tradicionaldoGNV,possatercontribuídocomessatendência.Em relaçãoàeletromobilidadedeveículosleves,oconsumode eletricidadealcançou26,6miltepou309,5GWhem2024. Óleo Diesel: 10,2% a.a. Biodiesel: 18,8% a.a. 4,7% 49,9% 13,1% 27,6% 4,2% 0,4% 2019 3,0% 51,9% 13,8% 25,1% 5,4% 0,7% 0,1% 2024 Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor de Transportes Página | 69 Figura 54: Intensidade energética por modo [tep/(10 6 t.km)] Fonte: Elaborado por EPE 0 5 10 15 20 25 30 2015201620172018201920202021202220232024 Rodoviário Aquaviário Ferroviário Total 71,5% 68,7% 66,9% 71,2% 71,6% 14,5% 18,8% 19,0% 16,5% 16,1% 14,0% 12,5% 14,1% 12,3%12,3% 20002015201920232024 TransportedeCargas Entre2015e2024,aintensidadeenergéticadotransportedecargassereduziuaumataxade1,7%a.a.,comvariaçõesnegativas ocorrendoparatodososmodosdetransporte.Em2024,otransportedecargasmanteveatendênciadereduçãodaintensidade energética,comquedade1,1%emrelaçãoa2023.Essecomportamentofoi,emboaparte,umreflexodastendênciasdomodo rodoviário,cujoconsumodeenergiaportoneladatransportadacaiu4,1%emrelaçãoaoanoanterior. Em2024,aatividadedotransporterodoviáriodecargascresceumaisqueoutrosmodos,mesmoapesardesuajásignificativa participaçãonamatrizdetransportedecargasnacional,mantendoatendênciadeexpansãodesuaparticipaçãonosetorfrentea modosmenosenergointensivos. Em2024,olicenciamentodomésticodecaminhõesapresentouumcrescimentode15,7%emrelaçãoa2023,totalizando125mil veículos,acompanhandoademandadeescoamentodebensagrícolasparaexportaçãoeprodutosparadistribuiçãonasáreasurbanas. Apesar do aumento em sua participação no transporte de cargas, o modo aéreo não atinge 0,1% da atividade cargueira, de forma que, mesmo com sua elevada intensidade energética frente aos demais modos, ainda não representa um consumo energético expressivo. Figura 55: Atividade por modo [t.km] Fonte: Elaborado por EPE Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor de Transportes Página | 70 34,8 19,3 40% 64% 35% 40% 45% 50% 55% 60% 65% 70% 18 20 22 24 26 28 30 32 34 36 200020032006200920122015201820212024 Frota de semipesados e pesados (%) tep /10 6 tkm Intensidade Energética (tep/Mtkm)Frota de semipesados e pesados (%) Noperíodode2015a2024,afrotadecaminhõescresceu1,0%a.a.,com destaqueparaocrescimentodonúmerodesemileves,pesadose semipesados,que,juntos,representamumtotalde1,9milhãodeunidades. Emrelaçãoa2015,asfrotasdecaminhõessemileves,semipesadose pesadosapresentaramaumentosde23,5%,5,0%e48,5%,respectivamente. Caminhõeslevesemédiosapresentaramreduçõesde16,3%e12,3%em seusnúmerosdeveículosemcirculação. Devidoprincipalmenteànecessidadedeescoamentodaproduçãoagrícolae dotransportedelongadistância,observou-seumasubstituiçãode caminhõeslevesemédiospormodelosmaispesados,concomitantemente aoempregodeumnúmerocrescentedesemileveseveículoscomerciais levesparaotransporteurbanodeúltimamilha(principalmenteparaentrega deprodutosoriundosdocomércioeletrônico). Transporterodoviáriodecargas Figura 56: Frota de caminhões por categoria (milhões de unidades) Fonte: Elaborado por EPE 0,0 0,4 0,8 1,2 1,6 2,0 2000200120022003200420052006200720082009201020112012201320142015201620172018201920202021202220232024 SemilevesLevesMédiosSemipesadosPesados Figura 57: Relação entre intensidade energética e composição da frota Fonte: Elaborado por EPE Entre2005e2024,boapartedamelhorianaeficiênciaenergéticapodeser associadaaoaumentodaproporçãoestimadadeveículossemipesadose pesadosnafrotadecaminhões,relacionandoumamaiorparticipaçãode veículosdemaiorcapacidadeaumamenorintensidadeenergéticaparao transportedecargas.Essecomportamentoéparticularmenteacentuado considerando-seoscaminhõesEuro5eEuro6,queapresentamganhos incrementaisdeeficiênciacomoferramentaauxiliarnareduçãode emissões. Aindade2005a2024,opercentualdeveículospesadosesemipesadosna frotacresceude44%para64%dototaldecaminhões,enquantoa eficiênciaenergéticadessemodoapresentoumelhorade39%aolongodo mesmoperíodo. Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor de Transportes Página | 71 Transporterodoviáriodecargas Otransportedemaioresvolumesdecargaporveículoearenovaçãoprogressivadafrotatêmpermitidoamanutençãodeganhosemeficiênciaenergéticado transporterodoviário,tantonoâmbitoestruturalquantotecnológico. Osganhosestruturaissãoreferentesaocrescimentonaparticipaçãodoscaminhõespesadosesemipesados,osquais,emboraconsumammaiscombustívelpor distânciapercorrida,permitemganhosexpressivosnaatividadeparaummesmoconsumodecombustível. Assim,entre2015e2024,aatividadedotransporterodoviáriodecargacresceu48,6%,muitoacimadoaumentonoconsumodecombustívelregistradonosetor,de 19,4%.Apesardisso,oanode2024apresentourecordenademandadeóleodieselBparatransporte,dosquais41bilhõesdelitrosforamconsumidospor caminhões,oquecorrespondea78%dademandatotaldestecombustívelnosetordetransportes. Oaumentodebiodieselnodieselfóssil(B14)apartirdemarçode2024,permitiuquemaiorpartedademandaadicionaldeóleodieselfossesupridapelobiodiesel, limitandooaumentodademandadedieselfóssilparaapenas1,5%em2024(Figura58). Aeficiênciaenergéticadecaminhõesaumentou(Figura59)emfunçãodemelhoriastecnológicas,apesardospotenciaisefeitosnegativosdobiodiesel. 41,840,440,139,640,440,043,845,546,246,4 3,1 3,0 3,4 4,3 4,7 5,1 5,4 5,1 6,0 7,2 B7 B14 0,0% 4,0% 8,0% 12,0% 16,0% 0 10 20 30 40 50 60 2015201620172018201920202021202220232024 10 9 litros Biodiesel (L) Diesel (L) Níveis médios (%) Figura 58: Consumo de diesel rodoviário e níveis médios de biodiesel Fonte: Elaborado por EPE Figura 59: Consumo de combustível médio de veículos novos vendidos (com carga) [km/L] Fonte: Elaborado por EPE 9,4 10,1 5,96,44,75,33,73,92,42,6 20152024 Médios: +1,3% a.a. Leves: +0,8% a.a. Semipesados: +0,7% a.a. Pesados: +0,8% a.a. Semileves: +0,8% a.a. Aumento da eficiência de consumo (2015-2024) Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor de Transportes Página | 72 100,0 94,7 88,7 86,7 87,1 87,0 85,7 82,3 79,1 88,9 81,8 78,6 77,0 20052006200720082009201020112012201320142015201620172018201920202021202220232024 Índice (100 = ano 2005) ODEX Média MóvelODEX Sem Média Móvel EvoluçãodoODEXdosetordetransportes Figura 60: Evolução do ODEX Fonte: Elaborado por EPE OODEXdosetordetransportestemapresentadomelhorassucessivas impulsionadasporganhosdeeficiênciaenergética.Emparticular,o transporterodoviáriodecargasfoicapazdeobterbonsresultadosatravésda expansãodafrotadecaminhõespesadosesemipesados,permitindoo transportedevolumessignificativamentemaioresdecargasporviagem,além dosganhosdeeficiênciacomaadoçãodeveículosdepadrõesProconveP7e P8.De2005a2024,opercentualdeveículospesadosesemipesadosnafrota cresceude44%para64%dototaldecaminhões,enquantoaintensidade energéticadessemodoapresentoumelhorade39%. Emrelaçãoaosveículosleves,aintensidadeenergéticaestimadaapresentou quedade0,4%a.a.desde2005,apesardoaumentonaparticipaçãodasSUVs (usualmentemenoseficientes),oqueequivaleaumamelhorade7,2%na intensidadeenergética. Emboraaproporçãodaatividadedossistemasferroviárioeaquaviárionão tenhaseexpandidoemrelaçãoaomodorodoviário,areduçãodesuas intensidadesenergéticascontribuiuparaevitaroaumentonoconsumode combustíveisnoperíodo,oqueteriasidoobservadocasonãohouvesse ganhosdeeficiêncianestesmodosdebaixaintensidadeenergética. Éimportantecitarque,aolongodoperíodo,aevoluçãodoODEXapresentou revésduranteapandemiadeCOVID-19,atribuídoprincipalmenteàredução naatividadedosmodosdetransportecoletivos,osquaispassaramacircular comlotaçãoreduzida.Emrelaçãoaosônibus,emboraaintensidade energéticatenhapioradoemumtotalde5,4%entre2005e2024,apiora intensaobservadaduranteoperíodopandêmicoprovocouumaumento marcantedoODEXem2020,seguidoporumarápidarecuperação, especialmenteentre2022e2023,oqueproduziuumaquedaabruptado indicador,marcandoarápidarecuperaçãonaatividadedotransportecoletivo. GANHOS DE EFICIÊNCIA (quanto menor, mais eficiente) Aadoçãodenovastecnologiaseodesenvolvimentodeprojetosfocadosemeficiência energética,muitasvezesincentivadaporprogramascomoProconve,PBEVe,mais recentemente,oMOVER,têmcontribuídoparaosganhosobservadosnotransporte rodoviáriodecargasepassageiros. Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor de Transportes Página | 73 -3,0 -2,0 -1,0 0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 Veículos levesÔnibusCaminhões (frete) FerrroviárioAquaviárioAéreo Variação Anual do ODEX Bruto 20202021202220232024Variação do ODEX Média Móvel Apesardeterapresentadoumamelhora considerávelemseusindicadores,abaixa atividadedotransporteaéreofezcomqueo modorepresentasseumamudançapouco significativanoODEX. EvoluçãodoODEXdosetordetransportes Figura 61: Variação Anual do ODEX Sem Média Móvel por modo Fonte: Elaborado por EPE Levando-seemconsideraçãoointervalode2020a2024,pode-seconcluir queotransporterodoviáriofoioprincipalresponsávelpelamelhoriado ODEXnoperíodo.Essefatofoiprovocado,sobretudo,porsua predominâncianosetordetransporte,oqueconcedeaelemaiorpeso frenteaosdemais. Omodorodoviáriodecargas,queapresentaraumamelhoriaacentuada duranteapandemia,permanecerepresentandoumaparcelarelevantena melhoriadoODEXdetransporte,emboraseupesonamelhoriado indicadortenhasereduzidoemrelaçãoaotransportedepassageirosentre 2021e2023. Apesardetersofridoumapiorasignificativaem2020devidoàpandemiade COVID-19,otransporterodoviáriodepassageirosapresentouuma recuperaçãoaceleradaentre2021a2023,aqualsearrefeceuem2024.De modogeral,pode-seassociaressecomportamentoàrecuperaçãodeuma grandeparceladaatividadeapósapandemia. Representandoumafraçãosignificativamentemenordoconsumo energéticodetransportesemrelaçãoaosveículosleves,osônibus apresentaramvariaçõesmuitosignificativasnoODEXnoanode2020e,no sentidooposto,em2022,indicandotendênciasdepioraerecuperação súbitas,coincidindodiretamentecomosperíodosdeinícioefimda EmergênciaSanitárianoBrasil.Juntamentecomoincrementodeeficiência obtidopelotransportedecargasnoperíodo,essemovimentoresultouem umavariaçãodrásticadoindicadorentre2022e2023.Dessaforma,pode- seentenderorápidoavançonamelhoriadoODEXcomoumacombinação damelhoriadeeficiênciadotransporterodoviáriodecargascoma recuperaçãosúbitadeatividadenotransportedepassageirosobservada entre2021e2023. Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor de Transportes Página | 74 PolíticaseprogramasdeeficiênciaenergéticanoSetordeTransportes Diversos programas governamentais estão associados ao incremento da eficiência energética no setor de transportes brasileiro Agenda 2030 Portuária BR do Mar Limites de emissões para motos e ciclomotores novos (CONAMA 18/1986 e 297/2002) Programa Mobilidade Verde e Inovação (MOVER) Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) Programa MelhorAr Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU) Plano Setorial de Transporte e Mobilidade Urbana (PSTM) PAC –Modalidade Renovação da Frota PAC –Modalidade Grandes e Médias Cidades Porto Sem Papel Plano Nacional de Logística (PNL) Planos Setoriais (Rodoviário, Ferroviário, Portuário, Aeroviário e Hidroviário) Planos Gerais Emissões, eficiência e política industrial Mobilidade urbanaIndústria naval Renovação de frota Plano Integrado de Transportes (PIT) Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular Programa de controle de emissões veiculares (Proconve) Nova Indústria Brasil (NIB) Eficiência Veicular Gestão dos Sistemas de Transporte Eficiência Sistêmica Desenvolvimento e qualidade de combustíveis Programa de Sustentabilidade para Infraestrutura de Rodovias e Ferrovias Federais Infraestrutura e logística de transporte Canal Verde ProTrilhos Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) PAC –Eixo Transporte Eficiente e Sustentável Combustível do Futuro Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB) Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV) Programa Nacional de Diesel Verde (PNDV) Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) Programa Nacional do Hidrogênio (PNH 2 ) Combustíveis Programa Nacional de Descarbonização do Produtor e Importador de Gás Natural e de Incentivo ao Biometano Programa Gás para Empregar Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor de Transportes Página | 75 OsetordetransporteséomaiorconsumidordeenergiadoPaís,seguidodepertopelaindústria.Dentreasrazõesparaa elevadaintensidadeenergéticadosegmento,destaca-sesuagrandedependênciadomodorodoviário.Em2024,oaumento noconsumodecombustíveisfoiinferioraocrescimentonaatividadedetransportes,refletindoosresultadospositivosdo ganhodeeficiênciaenergética.Essefenômenofoiparticularmenteacentuadopeloaumentodaproporçãodecaminhões maismodernosedemaiorcapacidadedecarga,somadoaavançosnaengenhariaautomotivaenaincipienteeletrificação dafrota. Em2024,aatividadedotransporteindividualcresceu4,7%emrelaçãoaoanoanterior,emboraafrotaestimadatenha aumentadoemapenas0,9%.Essefenômenopodeserexplicadoporrazõeseconômicasecomportamentais,comoo aumentonopreçodeveículos,opatamarelevadodataxadejuroseapopularizaçãodeaplicativosdetransporte.Aomesmo tempo,observa-seumaexpansãorápidadafrotadeveículoseletrificados,aqualcresceu26,3%em2024,passandoa representar1,7%dototaldafrotaestimadadeleveseapresentandopotencialdeacentuaraindamaisosganhosde eficiênciadosetor. ConsideraçõesFinaisdoSetordeTransportes AdemandaporcombustíveisdocicloOttoemautomóveiscresceu2,8%em2024,representandoumadesaceleraçãofrente aoanoanterior.Destaca-seocrescimentode30,1%noconsumodeetanolhidratado,queabsorveupartedademandade gasolinaCeGNV,queporsuavez,apresentaramquedaemrelaçãoa2023.Comisso,oetanolpassaarepresentar48,6% dademandadecombustíveisdecicloOttoemautomóveis,dosquais31,4%correspondemaoetanolhidratado. Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Setor de Transportes Página | 76 ConsideraçõesFinaisdoSetordeTransportes Aatividadedotransporterodoviáriocoletivocresceu5,4%em2024,porémaindasemretornaraopatamarde2019,quejá vinhaemquedadesdequeatingiusuamáximahistóricaem2013.Apesardarecuperaçãoobservadade2021a2023ter catalisadoumaexpressivamelhorarelativadoODEX,otransportecoletivoaindatemapresentadodificuldadesem substituiroindividual,reforçandoaimportânciadeinvestimentosesubsídiosnosetorparaaobtençãodemaioresganhos estruturaisdeeficiência. Otransportedecargasporcaminhõescresceu4,8%em2024,passandoarepresentar71,6%daatividadenacionalde transportedemercadorias.Paraomodoferroviário,aatividadecresceu1,9%eparaoaquaviário,4,2%.Aotodo,o transportedecargasconsolidouumaumentodeatividadetotalde4,2%em2024,superandoos3,5%doanoanterior.Com aadoçãodeumafrotadecaminhõesmaiseficientesedemaiorcapacidadedecarga,observou-seumareduçãode4,1%na intensidadeenergéticadotransporterodoviáriodecargas,quemantémconsolidadasuaposiçãodealicercedalogística brasileira. Emrelaçãoaotransporteaéreodepassageiros,em2024,observou-secrescimentode5,0%em2024,superandoaatividade de2019erefletindoumaperspectivadecrescimentoparaosetor.Emparalelo,otransportemetroferroviárioapresentouum crescimentoestimadodaatividadeem2,0%,porémosetoraindaencontra-secomdificuldadedeatingiraocupaçãode passageirosanterioràpandemia. ImpulsionadoporprogramascomooProconve,tem-seobservadoganhossensíveisdeeficiênciaenergéticanotransporte rodoviárioatravésdeavançosnaengenhariadosveículos.Entretanto,arecuperaçãodaparticipaçãodosmodoshidroviário eferroviárioaospatamaresanterioresàpandemiadeCOVID-19permaneceumamaneirafundamentaldeaumentara eficiênciaenergéticapormeiodaintermodalidade.Investimentosnaconsolidaçãodeinfraestruturaparaessesmodossão degrandeimportânciaparaestimularumatransiçãoenergéticajustaesustentávelnosetordetransportes. Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Página | 77 Capítulo especial: Programa de Eficiência Energética (PEE) regulado pela ANEEL e Panorama internacional de políticas de eficiência energética -IEA Fonte: Hospital Bethesda, em Joinville/SC, após eficientizaçãoenergética conduzida pela Celesc com recursos do PEE Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Capítulo especial: ANEEL Página | 78 1.CONTEXTOHISTÓRICO AAgênciaNacionaldeEnergiaElétrica(ANEEL)coordenaeregulaoProgramadeEficiênciaEnergética(PEE),quedesdesua criaçãotemmobilizadoinvestimentossubstanciais,provenientesdasdistribuidorasdeenergiaelétricaedeobrigaçõeslegais. OPEEfoiinstituídopelaLeinº9.991,de24dejulhode2000,estabelecendoaobrigatoriedadedequeasdistribuidorasdeenergia elétricarealizasseminvestimentosanuaisemaçõesvoltadasàmelhoriadaeficiêncianousofinaldaenergia.Essamedida representouummarconosetorelétricobrasileiro,aoconsolidaradestinaçãoderecursosespecíficosparaprojetosdeeficiência energética,criandoumambienteregulatórioqueestimulouaexpansãodacadeiadeprodutoseserviçosvoltadosaotemanopaís. Maisdoqueuminstrumentoregulatório,oPEEtornou-seumapolíticapúblicaestratégica,comimpactospositivosnadifusãode equipamentoseeletrodomésticoseficientes,nareduçãodedesperdíciosdeconsumo,nadiminuiçãodanecessidadedenovos investimentosnosistemaelétricoenapromoçãodebenefíciossociaiseambientaisassociadosàsaçõesdereduçãodeconsumoe demandadeenergiaelétrica. Oprogramatambémcontribuiu,duranteseus25anosdeexistência,paraofortalecimentodecompetênciastécnicasnacionaise paraacriaçãodeummercadodeeficiênciaenergética,envolvendoempresasprestadorasdeserviços,fabricantesde equipamentoseficientes,instituiçõesdepesquisa,universidadeseorganizaçõesdosetorpúblicoeprivado. Aolongodesuatrajetória,oPEEpassoupordiferentesfases,adaptando-seàsmudançaslegais,regulatóriaseàsdemandasda sociedadeedosetorelétrico.Comisso,consolidou-secomoumdosprincipaisinstrumentosdepromoçãodaeficiência energéticanoBrasil,alinhadoàsdiretrizesnacionaisdeeficiênciaenergéticacomresultadoseimpactosenergéticos,sociaise ambientaisrelevantes. Essehistóricoserádetalhadonasequência,pormeiodeumacronologiaqueevidenciaosprincipaismarcoslegaise regulamentaresquemoldaramaevoluçãodoprogramadesdesuacriaçãoatéosdiasatuais,comoprocessodeaprimoramento dasregrasediretrizesdoPEE,incluídonaAgendaRegulatóriadaANEELparaobiênio2025-2026,comaprevisãodepublicaçãoda novaregulamentaçãoatéofinalde2026. Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Capítulo especial: ANEEL Página | 79 Fonte: ANEEL (2025) Figura 1: Linha do tempo: A trajetória do Programa de Eficiência Energética (PEE) gerido pela ANEEL Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Capítulo especial: ANEEL Página | 80 2.ARRANJOOPERACIONAL OProgramadeEficiênciaEnergética(PEE),temsuagovernançaestruturadadeformadescentralizada,mascomforteregulaçãopormeiodosProcedimentosdoProgramadeEficiência Energética,constandoem10módulosaprovadospelaResoluçãoNormativaANEELnº920/2021. Osrecursosprovêmdastarifasdeenergiaelétricapagaspelosconsumidoresdeeletricidadeesãodestinadosobrigatoriamentepelasdistribuidoras,quedeveminvestirumpercentualde suaReceitaOperacionalLíquida(ROL),emprojetosdeeficiênciadeacordocomasdiretrizesdefinidaspeloregulador. Asdistribuidorasconstituemoelocentraldaoperacionalização:elaspodemrealizarprojetospróprios,contratardiretamenteexecutorasouselecionarpropostaspormeiodasChamadas PúblicasdeProjetos(CPPs),realizadasanualmenteporcadaempresaemsuaáreadeconcessão.Osexecutorespodemserterceiros,comoEmpresasdeConservaçãodeEnergia(ESCOs) ouinstituiçõespúblicaseprivadasproponentesebeneficiáriasdeprojetos.Fabricantesefornecedoresdemateriaiseequipamentostambémintegramacadeiacomoresponsáveispelo fornecimentodeserviçosetecnologiaseficientes. Aexecuçãofinanceiraéacompanhadaaofimdosprojetosporauditoriasindependentescontratadaspelasdistribuidoras,queasseguramaveracidadeeconformidadedosgastosde acordocomprocedimentospreviamentedefinidos.Apósaconclusãoeauditoria,osprojetossãosubmetidosàANEEL,querealizaaavaliaçãofinaleverificaseosinvestimentose resultadosauferidospormeiodeMediçãoeVerificaçãoestãodeacordocomasmetodologiasaplicáveis. ComoaprimoramentodasregrasdoPEEemcurso,jáfinalizadooprocessodeTomadadeSubsídioseiniciadaaAnálisedeImpactoRegulatório,oPEEcaminhaparabuscarmais alinhamentoàspolíticasnacionaisdeeficiênciaetransiçãoenergética,ampliandoosaspectosdetransparêncianagestãodosrecursoseaprimoramentodomodeloregulatório,como objetivodeampliaraefetividadeeaintegraçãodoPrograma. FABRICANTES E FORNECEDORES DE MATERIAIS E EQUIPAMENTOS EFICIENTES Fornecem materiais aos projetos EMPRESAS DE CONSERVAÇÃO DE ENERGIA ESCOs Propõem projetos próprios ou são contratadas diretamente. DISTRIBUIDORAS DEENERGIA Deveminvestirumpercentual deROLemprojetosdeacordo comdiretrizesdaANEEL. Podemrealizarprojetos diretamenteoucontratar executoras(incluindopor CPPs) CONSUMIDOR Contribuempormeiodafatura deenergiaelétricaesão beneficiadospelareduçãono consumodeenergiae demandaemhoráriodeponta. RECURSOPROJETOS Relacionadiretamenteapenascomas distribuidoras,quedevemprestar contasdetodososprojetosrealizados comrecursosdoPEEapóssua conclusãoeauditoriadoscustos,sendo finalmenteavaliadosdeacordocomo regulamentoparaoreconhecimento regulatóriodosinvestimentos. Figura 2: Arranjo Operacional do PEE e principais stakeholders envolvidos A trajetória do Programa de Eficiência Energética (PEE) gerido pela ANEEL Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Capítulo especial: ANEEL Página | 81 3.PRINCIPAISRESULTADOSAGREGADOS Noquinquênio2020–2024,osprojetosconcluídosnoâmbitodoProgramade EficiênciaEnergética(PEE)geraram,emmédia,379.557MWh/anodeeconomiade energia,resultadoobtidoapartirdaseconomiasanuaisaferidasemcadaexercício (567.641MWh/anoem2020;291.741em2021;427.995em2022;260.980em2023; e349.430em2024),quesomam1.897.787MWhnoperíodo. Nomesmointervalo,foramconcluídos1.851projetos,oquepermiteestimaruma economiaanualmédiadeaproximadamente1.025MWhporprojeto.Foram concluídos:449projetosem2020;321em2021;354em2022;349em2023;e378 em2024. EssesresultadosconfirmamocompromissocontínuodoPEEcoma sustentabilidadeenergética,garantindoreduçõespermanentesdeconsumoe reforçandoasegurançadosistemaelétrico. Fonte: Observatório do Programa de Eficiência Energética –OPEE Gráfico 1: Energia Economizada global no PEE (2020-2024) Energia Economizada (MW.h/Ano) 600.000 500.000 400.000 300.000 200.000 100.000 567.641 291.741 427.995 260.980 349.430 0 20202021202220232024 Fonte: Observatório do Programa de Eficiência Energética –OPEE Gráfico 2: Número de projetos no PEE (2020-2024) Nº de Projetos 300 250 200 150 100 50 449 321 354 349 378 0 20202021202220232024 500 450 400 350 Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Capítulo especial: ANEEL Página | 82 2020: Lançamento em grande escala e foco em LED urbano O ano de 2020, com 567,6 mil MWh/ano economizados, marca o pico de produtividade do quinquênio e a consolidação de soluções padronizadas. Tema dominante: Iluminação Pública (LED) –forte mobilização de projetos de substituição de luminárias convencionais por LED em vias, parques e praças, favorecida por ganhos rápidos de eficiência e prazos curtos de execução. Complementos importantes: •Troca para LED em interiores (prédios administrativos, escolas, hospitais), reforçando o impacto em poder público e comércio/serviços. •Saneamento/água e esgoto: modernização de bombas e sistemas de bombeamento, com boa razão custo/benefício. 2021: Consolidação em LED e ampliação de frentes públicas Mesmo sob o efeito da pandemia, o PEE manteve robustez operacional, com 291,7 mil MWh/ano economizados. Tema central: Iluminação Pública (LED), confirmando-se como tecnologia âncora. Expansão temática: •Poder Público: edifícios e educação, com projetos em escolas, universidades e unidades de saúde, ampliando a presença do programa em prédios públicos. •Saneamento e bombeamento de água em municípios e companhias de água/esgoto, com ganhos diretos em consumo e qualidade de serviço. •Baixa Renda, com troca de equipamentos ineficientes e regularização de ligações, garantindo o caráter social do PEE. 2022: Diversificação e entrada da Geração Solar Com 427,9 mil MWh/ano de economia, 2022 marca um retorno parcial ao patamar de 2020 e introduz novas soluções tecnológicas. Predomínio contínuo: Iluminação Pública (LED) e LED em interiores. Novidades relevantes: •Projetos de geração solar fotovoltaica, sobretudo em prédios públicos e escolas, antecipando tendências de geração distribuída eautoconsumo. •Industrial (motores, acionamentos e automação), sinalizando avanço em processos produtivos e maior diversidade de setores atendidos. Integração com políticas climáticas: início de ações associadas a fontes renováveis, reforçando o caráter de transição energética do PEE. Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Capítulo especial: ANEEL Página | 83 2023: LED ainda hegemônico e foco em ambientes comerciais Com 260,9 mil MWh/ano de economia, o PEE manteve capilaridade e abrangência temática. Eixo estruturante: Iluminação Pública (LED). Destaques adicionais: •Troca para LED em ambientes comerciais e redes de serviços (supermercados, shoppings, varejo). •Poder Público: edifícios e educação, reforçando a integração com programas de eficiência na gestão pública. •Projetos residenciais voltados à troca de equipamentos e kits de eficiência. 2024: Ampliação institucional e reforço social Com 349,4 mil MWh/ano economizados, 2024 reafirmou o PEE como instrumento de política pública nacional. Tipologia dominante: Poder Público, com forte presença de escolas, universidades, hospitais e órgãos da administração direta, consolidando ganhos orçamentários e de exemplo. Temas mais frequentes: •Iluminação Pública (LED), mantendo posição estratégica. •LED em interiores, inclusive em equipamentos públicos e comércio/serviços. •Saneamento (água/esgoto) com modernização de bombas e automação de sistemas. •Solar fotovoltaica em nichos, reforçando a convergência entre eficiência e geração renovável. Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Capítulo especial: ANEEL Página | 84 4.INVESTIMENTOS: ESCALA E CONTINUIDADE OgráficodeinvestimentossintetizaarelaçãoentreValorDevido(obrigaçãolegalcompulsória conformeprevistonaLeiNo9.991/2000)eValorAplicadonoPEE(conformedeclaraçãoanualde investimentosrealizados)porano.Noperíodo2020–2024,oValortotalacumuladodas obrigaçõessomouR$4.311,3milhões,aopassoqueoValorAplicadototalizouR$3.849,7 milhões,ou89,3%daobrigaçãolegalduranteoperíodo. Anualmente,osresultadosforam:2020(DevidoR$860,4mi;AplicadoR$772,4mi;taxa89,8%), 2021(R$910,1mi;R$786,8mi;86,5%),2022(R$761,5mi;R$777,0mi;102,0%),2023(R$880,2 mi;R$840,6mi;95,5%)e2024(R$899,1mi;R$672,9mi;74,8%). Ocustomédiodosprojetosmanteve-senafaixadeR$1,7–2,4milhões/projetoaolongodo período:R$1,70mi(2020),R$2,41mi(2021),R$2,21mi(2022),R$2,39mi(2023)eR$1,78mi (2024). OperfildealocaçãoderecursosdoPEEnoquinquênio2020–2024evidenciaconcentraçãoem quatrofrentesque,somadas,respondempor86,1%doorçamento:BaixaRenda(29,1%), IluminaçãoPública(23,4%),PoderPúblico(19,9%)eComércioeServiços(13,7%).Asdemais tipologiasregistram:Educacional(5,0%),Residencial(3,1%),Industrial(2,4%),ServiçosPúblicos (2,3%),Rural(0,8%)eOutros(0,4%). Entre2020e2024,adistribuiçãopercentualdaquantidadedeprojetosrealizadosnoâmbitodo ProgramadeEficiênciaEnergética(PEE)portipologiafoiaseguinte:IluminaçãoPública,34,0%; PoderPúblico,26,3%;ComércioeServiços,19,0%;BaixaRenda,6,7%;ServiçosPúblicos,4,4%; Residencial,3,4%;Industrial,3,1%;Educacional,1,9%;Rural,0,5%;eOutros,0,8%. Gráfico 4: Investimento em Projetos de PEE – percentual por categoria (2020-2024) Gráfico 5: Quantidade de projetos realizados por tipologia no PEE (2020-2024) 2020 2024 2020 2024 Fonte: Observatório do Programa de Eficiência Energética –OPEE Fonte: Painel de Monitoramento PEE –Movimentação Financeira (valores atualizados pela inflação, pelo IPCA/IBGE. Taxas anuais: em 2020, 4,52%; 2021, 10,06%; 2022, 5,79%; 2023, 4,62%; 2024 4,83%. Gráfico 3: Movimentação financeira por ano (2020 a 2024) (* milhão de R$) 1000.0 900.0 800.0 700.0 600.0 700.0 400.0 300.0 200.0 100.0 0 20202021202220232024 860,4 910,1 761,5 880,2 899,1 772,4 786,8 777,0 840,6 672,9 Valor Devido (R$ mi.2024) Valor Aplicado (R$ mi.2024) Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Capítulo especial: ANEEL Página | 85 Fonte: STE/ANEEL Publicação do edital (distribuidora/ANEEL) Submissão de Propostas (Instituições interessadas) Avaliação Técnica Critérios: •Economia de energia •Custo –benefício •Viabilidade técnica •Contrapartida Financeira •Impacto social •Inovação Classificação (pontuação das propostas) Seleção dos Projetos Cadastro dos Projetos na ANEEL Execução dos Projetos Figura 3: Rito de realização das CPPs: A trajetória do Programa de Eficiência Energética (PEE) gerido pela ANEEL 5. CHAMADAS PÚBLICAS DE PROJETOS AsChamadasPúblicasdeProjetos(CPPs)foraminstituídaspelaANEELem2013comouminstrumentoparticipativonoâmbitodoPrograma,comoobjetivodeampliara transparência,ampliaroescopodeprojetosemconsonânciacomasnecessidadesdemelhoriadaeficiênciaenergéticadoPaís,democratizaroacessoaosrecursosdo Programa,permitindoqueinstituiçõesinteressadas–comoórgãospúblicos,universidades,empresaseentidadesprivadas–pudessempropordiretamenteprojetosde eficiênciaenergética,priorizandoaimplantaçãodosprojetosqueapresentemamelhorpontuaçãoentreoscritériosdeseleção,resultandonaotimizaçãodorecurso.O processodeixoudeserrestritoàatuaçãoexclusivadasdistribuidoras,criandoumaaberturainstitucionalparaquediferentesatoresdosetorpudessemseengajarna proposiçãodesoluçõesvoltadasàreduçãodoconsumodeenergiaeàpromoçãodousoracionaldosrecursosenergéticos. OformatodasCPPssebaseiaemumprocessocompetitivodeseleção.Asdistribuidoras,emcumprimentoàsdiretrizesdaANEEL,publicameditaisdechamada, detalhandoosrequisitos,critériosdeseleçãoerecursosdisponíveisportipologiadeprojetos.Asinstituiçõesinteressadasapresentamsuaspropostassobosformatose padrõespreestabelecidoseconformeasdiretrizesdoPEE,quepassamporumaavaliaçãotécnicaeclassificatória.Aanáliseconsideracritérioscomopotencialdeeconomia deenergia,custo-benefício,viabilidadetécnica,contrapartidafinanceira,impactosocialeinovação.Apartirdessaavaliação,apenasosprojetosqueatingemasmelhores pontuaçõessãocontempladosparaexecução,assegurandoqueosrecursossejamalocadosàsiniciativasmaisefetivaserelevantes.Essemodelofortaleceuagovernança doPEEaoampliarainteraçãoentredistribuidoras,sociedadecivileempresasespecializadas,alémdeestimularaprofissionalizaçãodomercadodeeficiênciaenergética.As CPPstambémcontribuíramparadiversificaroportfóliodeprojetoseaumentaracapilaridadedoPrograma,permitindoquesoluçõesinovadorasedediferentesportes fossemavaliadasdeformajustaetransparente.NocontextoatualdereformulaçãodoPEE,oaprimoramentodasChamadasPúblicaspermanececomoumdospontos centraisparareforçaraparticipaçãosocial,atransparênciaeaefetividadedoProgramanaagendadetransiçãoenergéticaedescarbonização. Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Capítulo especial: ANEEL Página | 86 6.PROJETOSDEDESTAQUE 6.1.AçõescomconsumidoresdeBaixaRenda Umdospilaresdosprogramasdeeficiênciaenergéticaéaatuaçãojuntoàpopulação localizadaemáreasdevulnerabilidadesocial.Asaçõesrealizadasnesseâmbitovisama promoveroacessoaequipamentosmaiseficientes,adequaçãodeinstalaçõeselétricaseações educativassobreconsumoconsciente,oqueauxiliaoconsumidoraterumentendimentomais adequadodasquestõesrelativasaoseuconsumoeàcontadeenergia,possibilitandomelhor gerenciamentodafatura. Destacam-seiniciativascomo: •TrocadelâmpadasincandescentesefluorescentesporLEDsemáreasvulneráveis; •Substituiçãodegeladeirasantigaspormodelosmaiseficientes; •Campanhaseducativassobreusoracionaldeenergia; •Adequaçãodeinstalaçõeselétricasparareduçãodeperdaseaumentodasegurança; •Trocaderesíduossólidosurbanosporbônusnafaturadeenergiacomofontederendaa partirdareciclagem; •Envolvimentodacomunidadelocalempalestraseoficinasparageraçãoderendacom impactodiretonareduçãodascontasdeluz,melhorandoaqualidadedevidaecontribuindo paraainclusãosocial. Osprojetosvoltadosparaessepúblicorepresentamparcelasignificativadosinvestimentosdo PEE,refletindoocompromissocomajustiçaenergética. Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Capítulo especial: ANEEL Página | 87 6.2.OlimpíadaNacionaldeEficiênciaEnergética(ONEE) AOlimpíadaNacionaldeEficiênciaEnergética(ONEE)éumainiciativadaANEEL,concebidapara promoveraculturadousoracionalesegurodaenergiaelétricaentreestudantesdetodoopaís.Até 2025,aONEEmanteve-sedirecionadaaosalunosdo8ºe9ºanosdoEnsinoFundamental,com previsãodeampliaçãoparaoEnsinoMédionaspróximasedições.Inspiradanoformatodeolimpíadas científicas,aONEEincorporagamificação,recursosdigitaisemetodologiasparticipativaspara transformarconceitostécnicosdeeficiênciaenergéticaemexperiênciasdeaprendizagemdinâmicas, acessíveisecomparáveisentreredesdeensino. AcriaçãodaONEE,em2018,respondeuaumalacunanoProgramadeEficiênciaEnergética(PEE)da ANEEL:ainexistênciadeuminstrumentonacional,estruturadoemensuráveldeeducaçãopara eficiênciaenergéticanocotidianoescolar.Essedesenhofoiamadurecidoemciclospilotoe,coma ResoluçãoNormativanº1.086/2024,consolidou-seaobrigatoriedadedeparticipaçãoanualdas distribuidorasdeenergia,elevandoaOlimpíadaàcondiçãodepolíticapúblicaeducacional permanente,alinhadaàsdiretrizesdoPEEeàsmetasdoPlanoNacionaldeEficiênciaEnergética. Evoluçãoeresultados.Ospilotosde2021e2022foramdecisivosparavalidarametodologia, aperfeiçoarousodasplataformasdigitaiseajustaraexecuçãoàsrealidadesregionais.Em2021(Piloto 1),emumcontextoaindamarcadoporrestriçõesdapandemia,acooperaçãoentredistribuidoras (COELBA,ENEL,RGEeEDP)viabilizouaadoçãodesoluções100%digitaisparainscrição,aplicaçãoe correção,alcançandocercade40milestudantes,1.081escolase2,7milprofessores,cominvestimento naordemdeR$1,76milhão.NoPiloto2(2022),aparticipaçãoexpandiu-separa34distribuidorasem25 estados,consolidandoousodeWebApp,aplicativomóveleambienteson-line,oquepermitiuescalaro alcanceparaaproximadamente188milestudantes,3.679escolase7,8milprofessores,com investimentodeR$5,4milhões.Em2024,primeiroanodeparticipaçãocompulsóriadetodasas distribuidoras,aONEEatingiu263milestudantes,4.603escolase10,1milprofessores;foram8.000 medalhistase27premiadosemsolenidadenacionalemBrasília,cominvestimentodeR$4,8milhões. Para2025,foraminscritos345milalunos,cercade8.000escolaseaproximadamente25mil professores,cominvestimentosestimadosemR$6milhões,incluindopatrocíniosecontrapartidas adicionais. Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Capítulo especial: ANEEL Página | 88 AbrangênciaNacional Com destaque do Estado, Copel entrega premiação da Olimpíada de Eficiência Energética Estudantes mineiros se destacam nos resultados da Olimpíada Nacional de Eficiência Energética 2024 Trigêmeos conquistam ouro na Olimpíada Nacional de Eficiência Energética Alunos de 19 escolas do Acre são premiados em Olimpíada Nacional de Eficiência Energética Inscrições para a Olimpíada Nacional de Eficiência Energética 2024 estão abertas; 5,8 mil alunos de SC devem participar Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Capítulo especial: ANEEL Página | 89 Estruturaemetodologia.AONEEcombinaestratégiaspedagógicasbaseadasemtrilhasde aprendizagemgamificadaseavaliaçõesinterativas,comusodeplataformasdigitaisparaengajar estudanteseapoiarprofessores.AaplicaçãodaTeoriadaRespostaaoItem(TRI)permiteaferircom maiorprecisãoníveisdeproficiênciaecomparabilidadeentreedições,turmaseredes.Acadaedição, umadistribuidoraatuacomoproponente-coordenadora,comapoiodasdemais,sobsupervisãoda ANEEL.OfinanciamentoérealizadocomrecursosdoPEE(Leinº9.991/2000)epodeser complementadoporpatrocíniosecontrapartidas.Em2025,porexemplo,cercadeR$800milforam captadosporessasvias,sinalizandocapacidadedemobilizaçãodeparceirosesustentabilidade financeiraadicional.Essaarquiteturaoperacionalassegurapadronizaçãodeconteúdo,ampla acessibilidadeemonitoramentocontínuoderesultados,aomesmotempoemquepreserva flexibilidadeparaadequaçõesregionaiseinovaçãopedagógica. Conexãocompolíticaspúblicaseimpactos.AONEEoperacomoinstrumentoeducacionalque complementaprogramasregulatórios,etiquetagemdeequipamentosemetasdeintensidade energética.Ainiciativaatuasobreo‘efeitoatividade’doconsumofinal,reduzindodesperdíciose ampliandoaadesãosocialàspráticaseficientes.Osefeitosincluemformaçãoevalorizaçãodocente, maiorcompreensãoenergéticaentreestudantesefamíliasefortalecimentoderedesdecolaboração entreescolas,distribuidoraseparceirosinstitucionais.Em2024,osresultadossimbólicos(medalhas epremiações)somaram-seaevidênciasquantitativasdealcanceeengajamento,reforçandoa legitimidadepúblicaeaatratividadedepatrocínios. Perspectivas.AsprioridadesparaaspróximasediçõessãoainclusãogradualdoEnsinoMédio,o aprimoramentodemétricasdeimpacto(quantitativasequalitativas),auniformizaçãonacionalda metodologiaeaexpansãodeparcerias.Há,ainda,potencialdeinternacionalizaçãodeboaspráticas, posicionandooBrasilcomoreferênciaemeducaçãoparaeficiênciaenergética.Aoarticularinovação, inclusãoesustentabilidade,aONEEcontribuiparaatransiçãoenergéticacomfocoemcapital humano,culturadeeficiênciaecidadania. Gráfico 5: ONEE: Evolução da participação de estudantes (2021-2025) 500.000 400.000 300.000 200.000 100.000 2021 (piloto 1) 2022 (piloto 2) 20242025 (estimado) Evolução dos Estudantes Participantes da ONEE Números de Estudantes Gráfico 7: ONEE: Investimento por edição (2021-2025) 4 3 2 1 0 2021202220242025 (estimado) Investimentos na ONEE (R$ milhões) R$ milhões 5 6 Gráfico 6: ONEE: Evolução da participação de estudantes (2021-2025) 25.000 20.000 15.000 10.000 5.000 2021 (piloto 1) 2022 (piloto 2) 20242025 (estimado) Evolução das Escolas e Professores na ONEE Quantidade Professores Escolas Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Capítulo especial: ANEEL Página | 90 6.3.Eficientizaçãoenergéticaemhospitais OProjetoPrioritáriodeEficiênciaEnergéticaemHospitaisPúblicosoucom CertificadodeEntidadeBeneficentedeAssistênciaSocial–CEBASfoiestruturadono âmbitodoProgramadeEficiênciaEnergética(PEE)reguladopelaANEEL,comoobjetivode ampliaraefetividadedasaçõesdeeficiênciaenergéticaemumsetordegranderelevância social.OshospitaispúblicoseaquelescertificadospeloCEBASapresentamexpressivo consumodeenergiaelétrica,cujasdespesassãoarcadascomrecursospúblicos,e,poresse motivo,constituemalvosestratégicosparaaracionalizaçãodousodaenergia,com repercussõespositivastantoparaagestãoorçamentáriaquantoparaasustentabilidade ambiental. Oprojetobaseou-seemestimativasdoProcel,segundoasquaiscadaprédiopúblicodastrês esferasdepoderapresentapotencialdereduziremtornode20%doconsumodeenergia elétrica.Essediagnósticoembasouainiciativa,estruturadaemetapasquecontemplarama realizaçãodediagnósticosenergéticos,amodernizaçãodeinstalações,asubstituiçãode equipamentosineficienteseacapacitaçãodeequipestécnicasresponsáveispelagestãoe manutençãodoshospitais. Amotivaçãocentralesteveassociadaàessencialidadedosserviçoshospitalares,à representatividadedeseuconsumonosetorpúblicoeàvisibilidadequeessasinstituições exercemnasociedade.Asaçõesbuscavamnãoapenasreduzircustoseampliara confiabilidadedosuprimento,mastambémgerarefeitodemonstrativo,incentivandoa disseminaçãodepráticassustentáveisemoutrossegmentos. Oprojetocontoucomdiretrizesespecíficas:aplicaçãoderecursosafundoperdido; abrangênciarestritaahospitaispúblicosoucertificadospeloCEBAS;exigênciaderelação custo-benefícioigualouinferiora0,8(ouaté1,0noscasoscomgeraçãodistribuída); comprovaçãododescarteambientalmenteadequadodeequipamentossubstituídos;e realizaçãodemediçãoeverificação(M&V)sistemáticadosresultados,conformeasregras doPROPEE. Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Capítulo especial: ANEEL Página | 91 Aimplementaçãoocorreuemduasfases.Naprimeira,foramrealizadosdiagnósticosenergéticosparaidentificar opotencialdeeconomiaeselecionaraçõesviáveis.Nasegunda,foramexecutadasasmedidaspropostas,como amodernizaçãodesistemasdeiluminação,climatização,usinasdeoxigênio,autoclaves,alémdaimplantação degeraçãodistribuída.Tambémforampromovidostreinamentosparacapacitarasequipesnaoperaçãoe manutençãodosnovosequipamentos. Osresultadosforamexpressivos:aeconomiaanualalcançoucercade37,8milMWh,equivalenteaoconsumo deumacidadedemédioportenoSudeste,eareduçãodedemandanapontaatingiu2,2MW.Arelaçãocusto- benefícioglobalficouem0,79,evidenciandoretornosignificativoparaasociedade.Destaca-seaindaamelhoria dosserviçoshospitalares,areduçãodegastospúblicos,acapacitaçãodeequipestécnicaseacontribuiçãopara apreservaçãoambiental. Aotodo,117hospitaisemdiferentesregiõesdopaísforambeneficiados,apartirdaparticipaçãode14distribuidoras deenergiaelétrica.OinvestimentototalsuperouR$127milhões,sendomaisdeR$122milhõesaportadospeloPEE eaproximadamenteR$5milhõesoriundosdecontrapartidasdasinstituiçõesdesaúde.ACopelliderouemnúmero dehospitaisatendidos,seguidaporCPFLPaulista,CPFLPiratininga,RGESuleCelesc.Aexecuçãocontoucom apoioinstitucionaldoMinistériodaSaúdeedoMinistériodoDesenvolvimentoRegional,queatuaramcomo entidadesintervenientes,garantindointegraçãoentrepolíticasdeeficiênciaenergética,saúdepúblicae desenvolvimentoregional.Essaarticulaçãoasseguroumaiorefetividadeàsaçõesefortaleceualegitimidadedo projetoperanteasociedade. Paraalémdosindicadoresquantitativos,osimpactosqualitativosforamigualmenterelevantes:modernização dasinstalaçõeshospitalares,maiorconfortoesegurançanosambientesdesaúde,liberaçãoderecursos públicosparaoutrasprioridadesevalorizaçãoprofissionalpormeiodetreinamentosecapacitações, assegurandoasustentabilidadedosresultadosalongoprazo.Outroefeitodedestaquefoioestímuloao mercadodeequipamentoseserviçosdeeficiênciaenergética,promovendodesenvolvimentoeconômicoe geraçãodeempregos.Ocaráterdemonstrativodoprojeto,implementadoeminstituiçõesdealtavisibilidade, serviudeincentivoparaoutrossetores,ampliandoosefeitospositivosdapolíticapúblicadeeficiênciaenergética. OProjetoPrioritáriodeHospitaistornou-seummarconatrajetóriadoPEE,evidenciandoaeficiênciaenergéticacomo aliadaestratégicadapolíticadesaúdepública,contribuindoparaamoderaçãodademandadeenergia,areduçãoda emissãodegasesdeefeitoestufaeoavançodeummodelodedesenvolvimentosustentáveleinclusivo. Gráfico 8: Investimentos por distribuidora (R$ milhões) 20 10 Copel D CPFL Paulista R$ milhões 30 CPFL Piratininga RGE SulCelescOutras Gráfico 9: Hospitais beneficiados, por distribuidora 20 10 Copel D CPFL Paulista Números de Hospitais 30 CPFL Piratininga RGE SulCelescOutras 40 Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Página | 92 Panorama internacional de políticas de eficiência energética -IEA Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Capítulo especial: IEA Página | 93 Políticas de Eficiência Energética PacotedePolíticasparaEficiênciaEnergética Aeficiênciaenergéticaéfundamentalparamelhoraravidadetodasaspessoas.Elaofereceacessoàenergiaacessíveleconfiável,reforçaasegurançado fornecimentodeenergia,aceleraastransiçõesparaenergialimpaeapoiaocrescimentoeconômicoearesiliência.Poressasrazões,políticasdeeficiência energéticapodemtrazermuitosbenefíciosàspessoas–reduzirascontasdeenergia,melhorarosresultadosdesaúdeecriarnovosempregos,garantindoqueesses benefíciossejamcompartilhadosportodos.Umfocoforteeprecocenaeficiênciaenergéticaéessencialparaalcançaremissõeslíquidaszeroaté2050. Implementarmedidasdeeficiênciaenergéticaexigeumarcabouçopolíticobemelaboradoeintegrado.Aexperiênciainternacionalmostraqueumpacotede políticaseficazcombinainstrumentosregulatórios,incentivosfinanceiroseferramentasbaseadaseminformaçãoparaimpulsionarmelhoriasemdiversossetores. Talestruturaémaiseficazquandofundamentadaemmetasclaras,ambiciosas,porémalcançáveis,quesãocomunicadasdeformaeficazatodososstakeholders relevantes.Umdesigneimplementaçãocuidadososproporcionarãotodoopotencialdaeficiênciaparaaumentarasegurançaenergética,criarempregos,elevaro padrãodevida,reduzirascontasdeenergiaediminuirasemissões. Implementação é tão importante quanto o desenho de políticas. Elementos essenciais Informaçãoajuda as pessoas a fazerem escolhas mais eficientes no que compram e como usam energia. Abordar elementos vitais como desenvolvimento de capacidade, fiscalização e monitoramento. É importante avaliar continuamente políticas e programaspara se manter atualizado com os avanços tecnológicos. Principais Políticas Regulaçãoé essencial para excluir os equipamentos e práticas de pior desempenho do mercado, aumentar os níveis médios de eficiência e estabelecer regras para medir o desempenho. Incentivostornam opções eficientes mais atraentes e aceleram a atualização e substituição de eletrodomésticos, edifícios e veículos. Eles também incentivam o uso de novas tecnologias e práticas. Garantir que os recursosestejam disponíveis para implementar as políticas. Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Capítulo especial: IEA Página | 94 1. Priorizaraçõestransversaisdeeficiênciaenergéticaporseus benefícioseconômicos,sociaiseambientais: Umfocomaisforte empolíticaspúblicasdetodoogovernofortaleceráo desenvolvimentosocialeeconômico,asegurançaeresiliência energética,adescarbonização,arápidacriaçãodeempregose estímuloeconômico. 2. Agirparadesbloquearopotencialdegeraçãodeempregosda eficiência: Aeficiênciaenergéticapoderapidamentegerar crescimentodeempregosesetornarumsetordeemprego sustentáveledelongoprazo. 3. Criarmaiordemandaporsoluçõesdeeficiênciaenergética: A açãodeeficiênciaseráimpulsionadaatravésdoaumentoda demandaporprodutoseserviçoseficientes,permitindoníveis maioresdeatividadedemercado. 4. Foconofinanciamentomaisamploparaimpulsionaraação: Mobilizarfinançaséumelementoessencialdaaçãodeeficiência, epolíticasparaissoserãomaiseficazesseforempartedeuma abordagemamplaecoerenteparaimpulsionaromercado. 5. Aproveiteainovaçãodigitalparaaumentaraeficiênciaem todoosistema: Osformuladoresdepolíticaspodemaproveitaro potencialdainovaçãodigitalparapossibilitarcontroleinteligente, melhorgestãoenergéticaeotimizaçãomaisampladosistema energético. Alcançandoaçõesmaisambiciosasemeficiênciaenergética CombasenaanálisedasmelhorespráticasdaAgênciaInternacionaldeEnergia(IEA,eminglês)enotrabalhodaComissãoGlobalparaAçãoUrgentesobre EficiênciaEnergética,osdezprincípiosestratégicosaseguirpodemajudaraorientarosformuladoresdepolíticasaaprimorareexpandirsuaspolíticaseprogramas deeficiênciaenergética,alémdeacelerarganhosemeficiênciaenergéticapormeiodepolíticasnovasemaisfortes. 6. Osetorpúblicodeveliderarpeloexemplo: Osgovernosdevem liderarpormeiodoinvestimentonaeficiênciadosetorpúblicoe impulsionandoainovaçãoepadrõesmaiselevadosemtodooseu alcance. 7. Envolvatodasaspartesdasociedade: Aimplementaçãodeações deeficiênciapodeaconteceremtodososníveisdasociedade,com cidades,empresasecomunidadeslocaisdesempenhandoumpapel particularmenteimportanteemseusucesso. 8. Aproveiteinsightscomportamentaisparapolíticasmais eficazes: Aspessoasestãonocentrodaaçãodeeficiênciaenergética, eosinsightsdaciênciacomportamentalpodemajudaraelaborar políticasmaisinteligentes. 9. Fortalecer a colaboração internacional: Acolaboração internacionaleatrocademelhorespráticaspermitemqueospaíses aprendamunscomosoutroseharmonizemabordagensepadrões quandoapropriado. 10. Elevaraambiçãoglobaldeeficiênciaenergética: Osgovernos devemsersignificativamentemaisambiciosostantonocurtoquanto nolongoprazoaodefinirsuasmetas,políticaseaçõesdeeficiência. Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Capítulo especial: IEA Página | 95 ProgramasdeObrigaçãodeEficiênciaEnergética UmprogramadeObrigaçãodeEficiênciaEnergética(OEE)éumrequisitoregulatórioparaqueconcessionáriasoufornecedoresdeenergiaalcancemeconomiade energiamelhorandoaeficiência,comoofinanciamentodeaquecimentoeisolamentoeficientesparaosconsumidores.AsOEEstambémpodemapoiarobjetivos comoflexibilidadenademandaeajudarconsumidoresvulneráveis.Emboraossubsídiosparaeficiênciaenergéticasejamumcustodiretodogoverno,asOEEs transferemessescustosparaempresasobrigatórias,distribuindo-osentreascontasdeenergiaresidenciais,tornando-osbenéficosparapaísescomcapacidade fiscallimitadaparasubsídiosdiretos. ▪EssesesquemasdeOEEcompartilhamtrêscaracterísticasprincipais:umametaquantitativaparamelhoriadaeficiênciaenergética;partesobrigadasque devemcumprirameta;eumsistemaquedefineasatividadesdeeconomiadeenergiaquepodemserimplementadasparaatingirameta. AsOEEssãoinstrumentosbaseadosnomercadoquepermitemàsPartesObrigadasdeterminarcomoatingirasmetasestabelecidasdeenergiaouemissões. AlgunsprogramasdeOEEutilizam"certificadosbrancos",quecertificamreduçõesespecíficasdeenergiaouemissõesepodemsernegociadosentrepessoas comdesempenhosuperioreabaixodoesperado,vinculadasaumaobrigaçãodealcançarmetasdeeconomia. Figura S1: Número de países com programas ativos de Obrigação de Eficiência Energética, 2000-2022 Fonte: IEA (2023) OsucessodeumesquemaOEEdependedaParte Obrigadaatingirousuperarsuasmetasde economiadeenergia.Esteéumprocessocíclico comfasesdealvoerelatório,geralmentedurando de3a4anos. Essaabordagempermitequeosformuladoresde políticasavaliemeajustemperiodicamenteas metasparaalinharcomobjetivosdealtonívele responderaeventosinesperados. Globalmente,maisde31paísespossuemalgum tipodeOEEemvigor;elasvariamemescopo,foco edesign,eonúmerodeprogramascresceu constantementenosúltimos20anos. Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Capítulo especial: IEA Página | 96 ComoimplementarprogramasdeOEEeexemplosdepolíticas OsprincipaiscomponentesdeumesquemaOEEincluemumarcabouçolegaladequado,administraçãodoesquema(estruturasecapacidadeinstitucionais, metodologiasoperacionais)emodelosdeentregadaspartesobrigadas(mecanismosdeentrega,produtosdefinanciamento,metodologias,estratégias organizacionais).AsestruturasdeOEEvariamamplamentedeumajurisdiçãoparaoutraepodemseradaptadasàscircunstânciaslocais. ▪AsOEEssãoferramentasadaptáveisemtermosdeescopo,combustíveledefiniçãodemetas–noentanto,éimportantesaberqualéoobjetivo(porexemplo, reduziremissões,diminuiroconsumodeenergia,minimizarademandamáxima,etc.)paradirecionaroprogramadeformaadequada. ▪Oscustossãoarcadospelaconcessionária,quetambémassumeoriscodasoperaçõesepossíveismetasnãoatingidas.IssopodetornarasOEEsuma ferramentadebaixoriscoebaixocustoparaosgovernos. UmdoselementosmaisessenciaisparaumaOEEbem-sucedidaéumaestruturarobustademonitoramentoeverificação.Osformuladoresdepolíticas precisarãosercapazesdeavaliarseasmedidasdeeconomiadeenergiaforamrealmenteadotadasconformerelatado.Oscálculosdeeconomiadeenergia geralmentesãofeitospormeiodeestimativasbaseadasemumafórmulapré-acordada,emvezdedadosmedidos,poisissoémaissimplesebaratode administrar. OsProgramasdeObrigaçãodeEficiênciaEnergéticapodemincorporarrequisitosparaapoiargrupos-alvoespecíficos(porexemplo,domicílios vulneráveis).OProgramaeObrigaçãodeCertificadosBrancosdaFrançaestáemfuncionamentodesde2006efoiatualizadováriasvezesdesde entãoparaincluirmaissetoreserevisarmetas.Desde2016,umanovaobrigaçãofoiintroduzidaparagarantirqueonúmeromínimodecertificados brancossejaalcançadoapartirdeaçõesimplementadasentrefamíliasdebaixarenda.Durante2022-2025,maisde3.000certificadosforamemitidos, representandomaisdeumterçodoscertificadosbrancosvoltadosparadomicíliosdebaixarenda.Umamudançasignificativanadefiniçãoestáem vigordesde2022,parafocarmelhoroscertificadosbrancosde'pobrezaenergética'parafamíliasderendamuitobaixa. AOEEtambémpodeincorporarmetasdereduçãodecargaempico,melhorandoassimasegurançaenergéticaereduzindoospreçosdaenergia.Na provínciaaustralianadeNewSouthWales,umProgramadeEconomiadeEnergiaestáemvigordesde2009,buscandoproporcionaramenor economiadeenergiaprimáriapossível.Esseesquematemsidoregularmenterevisadoeatualizadoparaestabelecermetasmaisambiciosas.Apartirde 2025,tambémexisteumProgramadeReduçãodeDemandadePicoOEE,queémaisdirecionadoevisaproporcionarganhosatravésdareduçãodos custosdeeletricidadeduranteumperíodoespecíficodepicodedemandanoverão(entre14h30e20h30). DiversosEEOstambémforamusadosparaaumentaraeficiênciaenergéticaemgrandesindústriasintensivasemenergia.NaÍndia,oprograma Perform,AchieveandTrade(PAT)entregoucomsucessoumaeconomiaacumuladadeenergiadecercade25,77Mtep(superandoametade22,63 Mtep)nasindústriasdegrandeintensidadeenergéticaentre2012e2023. Página | 97 Atlas da Eficiência Energética –Brasil | 2025 Referências Definições e Introdução ANFAVEA [Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores]. Anuário Anfavea 2025: Indústria Automobilística Brasileira. Disponível em: LINK. ANFAVEA, 2025. BRASIL. Lei n°9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Disponível em: LINK. BRASIL, 1997. CEPAL [Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe]. Relatório Nacional de Monitorização da Eficiência Energética do Brasil. Disponível em: LINK. CEPAL, 2015. ENERDATA. Definitionofenergyefficiencyindex ODEX in ODYSSEE data base. Disponível em: LINK. ENERDATA, 2020. EPE [Empresa de Pesquisa Energética]. Nota Técnica DEA 10/14. Consumo de Energia no Brasil: Análises Setoriais. Disponível em: LINK. EPE, 2014. ______. Nota Técnica DEA 025/17. Monitorando o Progresso da Eficiência Energética no Brasil: Indicadores e Análises Setoriais. Disponível em: LINK. EPE, 2017. ______. Atlas da Eficiência Energética Brasil | 2019: Relatório de Indicadores. Disponível em: LINK. EPE, 2020. ______. Atlas da Eficiência Energética Brasil | 2020: Relatório de Indicadores. Disponível em: LINK. EPE, 2021. ______. Atlas da Eficiência Energética Brasil | 2021: Relatório de Indicadores. Disponível em: LINK. EPE, 2022a. ______. Transporte Rodoviário de Cargas Brasil | 2021: Benchmarking Internacional. Disponível em: LINK. EPE, 2022b. ______. A Indústria de Papel e Celulose no Brasil e no Mundo: panorama geral. Disponível em: LINK. EPE, 2022c. ______. Atlas da Eficiência Energética Brasil | 2022: Relatório de Indicadores. Disponível em: LINK. EPE, 2023. ______. Atlas da Eficiência Energética Brasil | 2023: Relatório de Indicadores. Disponível em: LINK. EPE, 2024. ______. Balanço Energético Nacional –BEN. Disponível em: LINK. EPE, 2025a. ______. Balanço Energético Nacional –BEN, Relatório Síntese 2025. Disponível em: LINK. EPE, 2025b. ______. Inova-e. Disponível em: LINK. 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