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Emitido por elety
Assinado em 18/08/2026
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Superintendência de Petróleo e Gás Natural 2026 AVISO

2 As informações fornecidas refletem a visão da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Contudo, o conteúdo exposto envolve uma gama de riscos e incertezas conhecidos e desconhecidos e, portanto, os dados e as análises aqui contidas devem ser usados para fins de referência, não sendo garantia de realizações e acontecimentos futuros. Este documento possui caráter informativo, sendo destinado a subsidiar o planejamento do setor energético nacional. Logo, quaisquer decisões de encaminhamento (como formulação de políticas públicas, definição de diretrizes estratégicas, decisões de investimento ou estratégias de negócio) dependem de outras instituições públicas e privadas. A EPE se exime de qualquer responsabilidade por ações e tomadas de decisão que possam ser realizadas por agentes econômicos ou qualquer pessoa com base nas informações contidas neste documento. AVISO

3 VALOR PÚBLICO A EPE realiza estudos e pesquisas para subsidiar a formulação, implementação e avaliação da política e do planejamento energético brasileiro. No âmbito da agenda de descarbonização, a EPE contribui para qualificar o debate e apoiar a tomada de decisão sobre rotas de captura, transporte, utilização e armazenamento geológico de carbono no Brasil, por meio da organização e sistematização de informações técnicas relevantes. Este documento, em sua segunda edição, amplia e atualiza a base de dados, com aprimoramentos metodológicos voltados a refletir com maior aderência a diversidade geológica, produtiva e logística das diferentes regiões do país. Reconhecidas as limitações inerentes ao exercício, o documento se apresenta como referência técnica para apoiar o planejamento e a priorização de oportunidades nas rotas de captura e armazenamento de carbono, contribuindo também para reduzir assimetrias de informação entre instituições, agentes setoriais e sociedade. AVISO

4 Fontes: GCCSI (2025) e IEA (abr/2025) 64 44 405 48 47 467 0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 OperacionalEm construçãoPlanejado 77 47 610 49 44 352 0 100 200 300 400 500 600 700 OperacionalEm construçãoPlanejado GCCSIIEA N° de projetosCapacidade de captura (MtCO 2 /ano) PROJETOS DE CCS E CAPACIDADE DE CAPTURA, NO MUNDO, EM 2025 1 A sigla CCS (do inglês carbon capture and storage) será utilizada como termo guarda-chuva para abranger as diferentes rotas que envolvem a captura de CO₂ - seja de fontes pontuais ou diretamente da atmosfera -, seu transporte e seu armazenamento, permanente ou não (incluindo, portanto, rotas de uso) Fonte: GCCSI (2025) N° de projetos 628 734 2024 2025 Capacidade de captura (MtCO 2 /ano) 416 513 2024 2025 23% 17% Fase de expansão acelerada, impulsionado por políticas mais robustas, maior engajamento do setor privado e expansão da infraestrutura global. 2025 teve como um de seus marcos, a entrada em operação do Northern Lights, o primeiro hub transfronteiriço de transporte e armazenamento de CO₂. O panorama global das rotas de CCS O cenário nacional 2024-2025 Objetivos e eixos de ação do projeto da EPE Metodologia e Impactos A Visão BrasilAnálises Regionais Considerações Finais

5 Fontes: GCCSI (2025) e IEA (abr/2025) N° de projetosCapacidade de captura (MtCO 2 /ano) PROJETOS DE CCS E CAPACIDADE DE CAPTURA, NO MUNDO, EM 2025 1 A sigla CCS (do inglês carbon capture and storage) será utilizada como termo guarda-chuva para abranger as diferentes rotas que envolvem a captura de CO₂ - seja de fontes pontuais ou diretamente da atmosfera -, seu transporte e seu armazenamento, permanente ou não (incluindo, portanto, rotas de uso) Fonte: GCCSI (2025) N° de projetos 628 734 2024 2025 Capacidade de captura (MtCO 2 /ano) 416 513 2024 2025 23% 17% Crescimento do emprego em projetos de O panorama global das rotas de CCS O cenário nacional 2024-2025 Objetivos e eixos de ação do projeto da EPE Metodologia e Impactos A Visão BrasilAnálises Regionais Considerações Finais Até o final da década... América do Norte e UE devem permanecer como principais polos globais de CCS, sendo acelerado, na segunda, a implantação de hubs regionais. A combinação de CCS com usinas de gás natural oferece eletricidade firme, competitiva e de baixo carbono - uma característica relevante para sustentar o crescimento dos centros de dados de inteligência artificial. Fase de expansão acelerada, impulsionado por políticas mais robustas, maior engajamento do setor privado e expansão da infraestrutura global. 2025 teve como um de seus marcos, a entrada em operação do Northern Lights, o primeiro hub transfronteiriço de transporte e armazenamento de CO₂. HIDROGÊNIO AMÔNIA DE BAIXO CARBONO GERAÇÃO ELÉTRICA AQUECIMENTO INDUSTRIAL

6 Lei nº 15.042/2024 Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) Lei nº 14.993/2024 Combustível do Futuro Criação do Subcomitê CCUS Departamento de Políticas de E&P de Petróleo e Gás Natural (DEPG/SNPGB/MME) Consulta Pública da minuta do decreto para regulamentar CCS/CCUS/BECCS Roteiro de implantação do SBCE Ministério da Fazenda Decreto nº 12.677 Criação da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono (Semc) Decreto nº 12.768 Instituiu o Comitê Técnico Consultivo Permanente do SBCE 2024 2025 out dez nov out dez jul O panorama global das rotas de CCS O cenário nacional 2024-2025 Objetivos e eixos de ação do projeto da EPE Metodologia e Impactos A Visão BrasilAnálises Regionais Considerações Finais PLANO CLIMA E O PAPEL DAS ROTAS DE CCS NO BRASIL No Plano Clima (2024–2035), BECCS e CCS/CCUS foram tratadas como rotas relevantes para apoiar o cumprimento de metas climáticas, ao permitir tanto a mitigação de emissões em setores intensivos quanto a compensação de emissões residuais no longo prazo (MMA, 2025). ENR.E.09 – Desenvolver a produção de bioenergia com captura e armazenamento de carbono (Bio-CCS) ENR.E.10 – Fortalecer a produção de biomassa para uso energético ENR.E.13 – Promover a infraestrutura para transporte e armazenamento de gás carbônico 4 ações estruturantes relacionadas: ENR.E.08 – Desenvolver a Captura, Transporte, Uso e Armazenamento de Carbono CCS/CCUS 1

BECCS 1 As soluções de CCS e CCUS estão atreladas a uma ação estruturante específica para o longo prazo (ENR.E.08 ), impactada diretamente por outras ações, como a ENR.E.13

7 Lei nº 15.042/2024 Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) Lei nº 14.993/2024 Combustível do Futuro Criação do Subcomitê CCUS Departamento de Políticas de E&P de Petróleo e Gás Natural (DEPG/SNPGB/MME) Consulta Pública da minuta do decreto para regulamentar CCS/CCUS/BECCS Roteiro de implantação do SBCE Ministério da Fazenda Decreto nº 12.677 Criação da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono (Semc) Decreto nº 12.768 Instituiu o Comitê Técnico Consultivo Permanente do SBCE 2024 2025 out dez nov out dez jul O panorama global das rotas de CCS O cenário nacional 2024-2025 Objetivos e eixos de ação do projeto da EPE Metodologia e Impactos A Visão BrasilAnálises Regionais Considerações Finais PLANO CLIMA E O PAPEL DAS ROTAS DE CCS NO BRASIL No Plano Clima (2024–2035), BECCS e CCS/CCUS foram tratadas como rotas relevantes para apoiar o cumprimento de metas climáticas, ao permitir tanto a mitigação de emissões em setores intensivos quanto a compensação de emissões residuais no longo prazo (MMA, 2025). ENR.E.09 – Desenvolver a produção de bioenergia com captura e armazenamento de carbono (Bio-CCS) ENR.E.10 – Fortalecer a produção de biomassa para uso energético; ENR.E.13 – Promover a infraestrutura para transporte e armazenamento de gás carbônico 4 ações estruturantes relacionadas: ENR.E.08 – Desenvolver a Captura, Transporte, Uso e Armazenamento de Carbono CCS/CCUS 1

BECCS 1 As soluções de CCS e CCUS estão atreladas a uma ação estruturante específica para o longo prazo (ENR.E.08 ), impactada diretamente por outras ações, como a ENR.E.13 FS UISA ISI Biomassa, Petrogal Brasil e LIPACT/UFRJ Repsol Sinopec Brasil e PUC/RS Eneva Repsol e SENAI CIMATEC ExxonMobil e Lagesed (UFRJ) Manacá CCS Petrobras Petronas Brasil e Unicamp Petrobras Petrobras Petrobras e Braskem Origem Energia Repsol e UFRN Vale e Circlua

8 Consolidar a EPE como referência nacional, conectando CCUS às demais alternativas de descarbonização dos setores energético e industrial Eixo 5 INTEGRAÇÃO Aprofundar a contribuição da EPE ao planejamento de CCS/BECCS/DACCS/ CCUS, fortalecendo a coerência entre diretrizes públicas e realidades regionais. Eixo 4 PLANEJAMENTO Mapear oportunidades e desafios setoriais, apoiando a avaliação de rotas de captura e armazenamento de carbono como estratégia de descarbonização da indústria Eixo 3 SETORES INDUSTRIAIS Identificar e diferenciar hotspots adequados às diferentes rotas (CCS, BECCS, DACCS e CCUS), considerando condições geológicas e logísticas Eixo 2 HOTSPOTS E ROTAS Aprimorar a metodologia desenvolvida desde o primeiro ciclo(publicado em 2024), ampliando a capacidade de extração, qualificação e interpretação de dados Eixo 1 METODOLOGIA Atualizar o mapa de relevância para captura, transporte e armazenamento geológico de carbono, integrando evidências técnicas e econômicas disponíveis no país. Objetivo MAPEAMENTO O panorama global das rotas de CCS O cenário nacional 2024-2025 Objetivos e eixos de ação do projeto da EPE Metodologia e Impactos A Visão BrasilAnálises Regionais Considerações Finais

9 O panorama global das rotas de CCS O cenário nacional 2024-2025 Objetivos e eixos de ação do projeto da EPE Metodologia e Impactos A Visão BrasilAnálises Regionais Considerações Finais 06 01 02 03 04 05 SÍTIOS DE ARMAZENAMENTO Identifica, de forma qualitativa, onde existem formações geológicas com potencial para armazenar CO₂ no subsolo. Reúne três classes principais: (i) campos de óleo e gás depletados ou em depleção, (ii) reservatórios salinos, e (iii) rochas máficas/ultramáficas com potencial de mineralização (armazenamento via reação química). Aplica critérios mínimos de viabilidade: presença de selo geológico (para reduzir risco de fuga), profundidade típica ≥ 800 m para campos depletados e salinos (condição em que o CO₂ tende a permanecer em estado supercrítico), e critério diferenciado ≥ 400 m para rochas máficas/ultramáficas, dada a natureza do mecanismo de aprisionamento por mineralização. ARCABOUÇO DE CONHECIMENTO Mostra onde há dados Geológicos e Geofísicos capazes de sustentar decisões técnicas com maior confiança sobre armazenamento geológico de CO₂. Funciona como um indicador da maturidade do conhecimento do subsolo, combinando a presença de poços exploratórios e levantamentos sísmicos 2D/3D. Na prática, ajuda a distinguir áreas com maior incerteza (poucos dados) de áreas melhor caracterizadas (muitos dados), apoiando priorização de investimentos em estudos adicionais, campanhas exploratórias e redução de risco antes de projetos demonstrativos ou comerciais. INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTE Indica onde existem infraestruturas que podem viabilizar a movimentação do CO₂ desde pontos de captura até locais de armazenamento geológico e/ou uso. O foco é em modais com histórico de uso ou aplicabilidade em projetos internacionais: gasodutos, instalações portuárias, rodovias e ferrovias. As premissas visam refletir viabilidade operacional, sendo, por exemplo, desconsideradas as instalações portuárias com usos incompatíveis (ex.: turismo) e rodovias sem malha pavimentada que inviabilizaria o transporte sustentável de CO₂ por caminhões. É um argumento chave para entender custo, escala e conectividade de possíveis hubs. BECCS - DISPONIBILIDADE IMEDIATA DE CO₂ BIOGÊNICO Representa as fontes de CO₂ biogênico disponíveis (com base na produção efetiva de 2024) e que geram correntes relativamente puras e concentradas - especialmente na fermentação do etanol (cana e milho) e em rotas associadas ao biometano. Por exigirem menor complexidade para captura, essas fontes tendem a demandar investimentos minoritários (ex.: compressão, logística e armazenamento). Funciona como um indicador de prioridade de curto prazo para BECCS: aponta onde há maior chance de viabilizar projetos mais rapidamente, acelerando aprendizado, construção de mercado e potencial geração de emissões negativas em escala. BECCS - DISPONIBILIDADE POTENCIAL DE CO₂ BIOGÊNICO Amplia o olhar para oportunidades menos imediatas, associadas a expansão futura (novas plantas de etanol, aumento de produção de biometano) e a fontes que exigem infraestrutura adicional de captura (por exemplo, gases de exaustão em cogeração ou processos com CO₂ mais diluído, como as indústrias de papel e celulose). Orienta o planejamento de médio prazo, apontando onde BECCS pode crescer com investimentos mais robustos e integração industrial, ajudando a antecipar necessidades de infraestrutura (transporte/armazenamento) e políticas para destravar a escala. POTENCIAIS DEMANDANTES DE CCS/CCUS Identifica unidades industriais com maiores desafios de descarbonização, que por isso têm maior probabilidade de considerar CCS/CCUS como rota de mitigação. Destaca a distribuição espacial das principais fontes emissoras, permitindo identificar áreas de concentração industrial com potencial para viabilizar hubs, compartilhamento de infraestrutura e redução de custos sistêmicos - além de sinalizar onde pode surgir maior demanda por créditos de carbono. Considera sete setores: aço, cimento, produção de óleo e gás (O&G), refino, indústria química, mineração e usinas termelétricas (UTEs) a combustíveis fósseis. Para aço, cimento, química e mineração, utiliza as emissões estimadas para 2024; para produção de O&G e refino, adota dados de 2023. No caso das UTEs fósseis, inclui apenas as unidades em operação entre 2021 e 2025, representando a média do período para reduzir o efeito da variabilidade hidrológica sobre o despacho térmico.

10 O panorama global das rotas de CCS O cenário nacional 2024-2025 Objetivos e eixos de ação do projeto da EPE Metodologia e Impactos A Visão BrasilAnálises Regionais Considerações Finais 01 NATUREZA EXPLORATÓRIA E QUALITATIVA O mapa serve para indicar tendências territoriais que devem ser validadas por projetos específicos. Reforça-se que o armazenamento permanente é prioridade e o uso benefício adicional. 02 DIVERSIDADE DE SÍTIOS DE ARMAZENAMENTO Aumento da heterogeneidade entre bacias, destacando-se as porções proximais das bacias marítimas, as regiões com campos depletados e as novas expectativas em bacias como a do Paraná. 03 GARGALOS EM DADOS E INFRAESTRUTURA A limitação de dados em áreas interiores e a ausência de infraestrutura dedicada de transporte de CO₂ permanecem como gargalos centrais para o avanço das rotas de CCS. Unir fontes e sumidouros reconhecidamente seguros é essencial! INFRAESTRUTURA COMPARTILHADA E LOGÍSTICA HÍBRIDA É estratégico criar polos com infraestrutura de compressão e transporte compartilhada - para diluir custos e atrair investidores - e combina diferentes modais - para superar desafios regionais e conectar emissores isolados. 04 05 BIOENERGIA COMO ALAVANCA A disponibilidade de correntes de CO₂ de alta pureza, aliada à capacidade de expansão, à maturidade tecnológica e à integração com políticas climáticas, torna a bioenergia estratégica para escalar o BECCS. Estimativas do PNE 2055 indicam potencial de remoção superior a 140 MtCO₂eq associado à produção de biocombustíveis líquidos e de biometano. 06 OPORTUNIDADES PARA AS EMISSÕES INDUSTRIAIS A proximidade entre polos emissores e áreas com potencial de armazenamento, somada à pressão competitiva de políticas como o CBAM, exige acelerar hubs de CO₂, com o CCUS atuando como solução estratégica para descarbonizar setores hard-to-abate.

11 O panorama global das rotas de CCS O cenário nacional 2024-2025 Objetivos e eixos de ação do projeto da EPE Metodologia e Impactos A Visão BrasilAnálises Regionais Considerações Finais SÍTIOS DE ARMAZENAMENTOARCABOUÇO DE CONHECIMENTOINFRAESTRUTURA DE TRANSPORTE BECCS - DISPONIBILIDADE IMEDIATABECCS - DISPONIBILIDADE POTENCIALINDÚSTRIAS CCS/CCUS Aço CimentoO&GUTEsRefinoMineraçãoQuímica Papel e Celulose Milho FATORES FAVORÁVEIS Disponibilidade de variados sítios de (presumida) qualidade. Boa cobertura de dados que podem auxiliar a pré-seleção de áreas. Concentração da maior rede de gasodutos, rodovias e portos. Grande volume de emissões industriais e do setor sucroenergético. Histórico contínuo de injeção de EOR. DESAFIOS-CHAVE Sítios em águas ultraprofundas impõem desafios logísticos e de custo para armazenamento offshore. SINALIZAÇÃO DO MERCADO Crescimento de protocolos de intenção multissetoriais para bacias terrestres e marítimas. INDÚSTRIAS-ALVO AçoCimento O&GRefinoMineraçãoUTEs CanaBiometano Cana Biometano Sudeste 12,8 MtCO 2 117,9 MtCO 2 92,9 MtCO 2

12 O panorama global das rotas de CCS O cenário nacional 2024-2025 Objetivos e eixos de ação do projeto da EPE Metodologia e Impactos A Visão BrasilAnálises Regionais Considerações Finais SÍTIOS DE ARMAZENAMENTOARCABOUÇO DE CONHECIMENTOINFRAESTRUTURA DE TRANSPORTE BECCS - DISPONIBILIDADE IMEDIATABECCS - DISPONIBILIDADE POTENCIALINDÚSTRIAS CCS/CCUS Nordeste FATORES FAVORÁVEIS Reservatório maduros de alta qualidade (Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte). Bacia do Parnaíba é polo de conhecimento. Boa cobertura de dados que podem auxiliar a pré-seleção de áreas no litoral. Rede robusta de gasodutos e portos. Cana e biometano se destacam para BECCS. Emissões industriais significativas. DESAFIOS-CHAVE Necessidade de ampliar investimentos para reduzir assimetrias de dados geológicos e acelerar a vocação para o desenvolvimento de hubs litorâneos. IMPACTO SÓCIO-ECONÔMICO Oportunidade estratégica para geração de empregos qualificados e retenção de capacidade técnica regional. INDÚSTRIAS-ALVO AçoCimento RefinoMineraçãoUTEs CanaBiometano Química 1,4 MtCO 2 20,8 MtCO 2 24,5 MtCO 2

13 O panorama global das rotas de CCS O cenário nacional 2024-2025 Objetivos e eixos de ação do projeto da EPE Metodologia e Impactos A Visão BrasilAnálises Regionais Considerações Finais SÍTIOS DE ARMAZENAMENTOARCABOUÇO DE CONHECIMENTOINFRAESTRUTURA DE TRANSPORTE BECCS - DISPONIBILIDADE IMEDIATABECCS - DISPONIBILIDADE POTENCIALINDÚSTRIAS CCS/CCUS Sul FATORES FAVORÁVEIS Abundância de biomassa (fermentação de cana e milho, além de biometano e CO 2 da indústria de papel e celulose). Possibilidade de sítios nos basaltos da Bacia do Paraná com potencial para mineralização. Boa cobertura de levantamentos geológicos e geofísicos. Ampla malha de transporte (rodovias e dutos). DESAFIOS-CHAVE Necessidade de comprovação das diferentes possibilidades de sítios de armazenamento e expansão da cobertura de dados para as porções mais interiores. VANTAGEM COMPETITIVA Descarbonização da cadeia de exportação de carne suína e proteína animal ajuda a superar barreiras de carbono em mercados globais. INDÚSTRIAS-ALVO Cimento RefinoUTEs CanaBiometano Química Papel e Celulose Pecuária 0,8 MtCO 2 19,4 MtCO 2 20,2 MtCO 2

14 O panorama global das rotas de CCS O cenário nacional 2024-2025 Objetivos e eixos de ação do projeto da EPE Metodologia e Impactos A Visão BrasilAnálises Regionais Considerações Finais SÍTIOS DE ARMAZENAMENTOARCABOUÇO DE CONHECIMENTOINFRAESTRUTURA DE TRANSPORTE BECCS - DISPONIBILIDADE IMEDIATABECCS - DISPONIBILIDADE POTENCIALINDÚSTRIAS CCS/CCUS Centro-Oeste FATORES FAVORÁVEIS Liderança nacional na produção de grãos, proteína animal e insumos agroindustriais, além de participação decisiva no mercado global de etanol de milho. Adoção das rotas de CCS ampliaria a competitividade das exportações. Possibilidade de articulação com a produção de hidrogênio de baixo carbono e plantas de fertilizantes nitrogenados. DESAFIOS-CHAVE Ampliação da malha de transporte, aprofundamento do arcabouço de conhecimento geológico específico das bacias locais e fortalecimento de centros de pesquisa regionais capazes de conduzir atividades exploratórias e de monitoramento O MARCO ZERO O primeiro projeto BECCS pleno do Brasil: Projeto FS (Lucas do Rio Verde, MT). Financiamento aprovado de R$ 384,3 milhões (BDNES). INDÚSTRIAS-ALVO CimentoCanaBiometano Papel e Celulose Milho Pecuária 11,9 MtCO 2 49,5 MtCO 2 6,0 MtCO 2

15 O panorama global das rotas de CCS O cenário nacional 2024-2025 Objetivos e eixos de ação do projeto da EPE Metodologia e Impactos A Visão BrasilAnálises Regionais Considerações Finais SÍTIOS DE ARMAZENAMENTOARCABOUÇO DE CONHECIMENTOINFRAESTRUTURA DE TRANSPORTE BECCS - DISPONIBILIDADE POTENCIALINDÚSTRIAS CCS/CCUS Norte VOCAÇÃO PRINCIPAL Cobertura vegetal única impõe, historicamente, desafios ao estabelecimento de infraestrutura de transporte e limitações ao levantamento de informações. Soluções baseadas na natureza (NbCS) devem ser o eixo prioritário de ação climática no território OPORTUNIDADES Tendência a projetos pontuais (Amazonas e Pará, divisa com o Maranhão) - possíveis hubs isolados. Uso do CO 2 capturado como insumo de valor, estimulando mercado local e reduzindo dependências logísticas. INOVAÇÃO Iniciativas como a do projeto Vale/Circlua (transformação de rejeitos do Complexo de Carajás em cimento de baixa emissão), impulsiona a circularidade e amplia o leque de oportunidades associadas à cadeia de captura e armazenamento de carbono INDÚSTRIAS-ALVO UTEs MineraçãoO&G O Brasil reúne geografia, base técnica, política e interesse empresarial crescentes para escalar CCS e liderar a oferta de commodities de baixo carbono Ecossistema Favorável A ausência de infraestrutura de transporte dedicada é um dos maiores gargalos nacionais. A concentração no litoral facilita transporte em escala, mas a interiorização requer soluções robustas e marcos regulatórios claros. Hubs compartilhados precisam ser acelerados. Logística O setor de bioenergia combina CO₂ de alta pureza já disponível com capacidade de expansão apoiada pela oferta de biomassa sustentável, maturidade tecnológica e integração histórica com políticas climáticas. Nesse contexto, o Brasil possui uma posição privilegiada para ampliar o efeito da rota de BECCS mundialmente. Força do BECCS SE e NE apresentam alta viabilidade para hubs industriais, combinando infraestrutura legada do O&G, concentração de emissões e proximidade a bons sítios de armazenamento. O CO e Sul despontam com forte potencial para BECCS voltado ao agro, mas dependem de avanços no arcabouço de dados geológicos específicos e infraestrutura de transporte, especialmente dutos. Diagnóstico Regional A utilização do CO₂ acompanha polos emissores, mas deve atuar como benefício adicional, não como motor inicial dos investimentos em CCS Uso como Co-benefício A integração das evidências confirma a capacidade brasileira de capturar, transportar e armazenar CO₂, e pede cooperação ampliada para avançar em métricas e projetos. Potencial Nacional Apesar dos desafios regulatórios e técnicos, o Brasil possui condições únicas para aplicar múltiplas rotas de CCS. A integração com outras alternativas para descarbonização é possível, necessária e viável. Oportunidade Favorável 0,2 MtCO 2 4,5 MtCO 2 5,5 MtCO 2 BECCS - DISPONIBILIDADE IMEDIATA

16 O Brasil reúne geografia, base técnica, política e interesse empresarial crescentes para escalar CCS e liderar a oferta de commodities de baixo carbono Ecossistema Favorável A ausência de infraestrutura de transporte dedicada é um dos maiores gargalos nacionais. A concentração no litoral facilita transporte em escala, mas a interiorização requer soluções robustas e marcos regulatórios claros. Hubs compartilhados precisam ser acelerados Logística O setor de bioenergia combina CO₂ de alta pureza já disponível com capacidade de expansão apoiada pela oferta de biomassa sustentável, maturidade tecnológica e integração histórica com políticas climáticas. Nesse contexto, o Brasil possui uma posição privilegiada para ampliar o efeito da rota de BECCS mundialmente Força do BECCS Sudeste e Nordeste apresentam alta viabilidade para hubs industriais, combinando infraestrutura legada do O&G, concentração de emissões e proximidade a bons sítios de armazenamento. O Centro-Oeste e Sul despontam com forte potencial para BECCS voltado ao agro, mas dependem de avanços no arcabouço de dados geológicos específicos e infraestrutura de transporte, especialmente dutos Diagnóstico Regional A utilização do CO₂ acompanha polos emissores, mas deve atuar como benefício adicional, não como motor inicial dos investimentos em CCS Uso como Co-benefício A integração das evidências confirma a capacidade brasileira de capturar, transportar e armazenar CO₂, e pede cooperação ampliada para avançar em métricas e projetos Potencial Nacional O Brasil reúne condições para avançar em múltiplas rotas de CCS, com aplicação nos setores energético e industrial. A materialização desse potencial exige aceleração coordenada de políticas e projetos, com instrumentos de redução de risco, apoio a projetos pioneiros e formação de mercado, para viabilizar escala e contribuir efetivamente para as metas climáticas. A integração com outras estratégias de descarbonização é possível e necessária. Oportunidade Favorável O panorama global das rotas de CCS O cenário nacional 2024-2025 Objetivos e eixos de ação do projeto da EPE Metodologia e Impactos A Visão BrasilAnálises Regionais Considerações Finais

http://www.epe.gov.br/PublishingImages/Logos/logo-epe-azul.png www.epe.gov.br EPE - Empresa de Pesquisa Energética Praça Pio X, n. 54 - 2 o andar - Centro 20091-040 Rio de Janeiro - Brasil Equipe Técnica E&P Bruna Silveira Guimarães Isis Oliveira Fernandes Natália da Veiga Bonavita Teixeira Nathalia Oliveira de Castro Pedro de Moura Bernardino Péricles de Abreu Brumati Rafael Freitas Funcia Lemme Raul Fagundes Leggieri exploracaoeproducao@epe.gov.br Empresa de Pesquisa Energética Diretoria de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis Superintendência de Petróleo e Gás Natural Diretora Heloisa Borges Bastos Esteves Coordenação Técnica Marcos Frederico Farias de Sousa Marcelo Ferreira Alfradique Regina Freitas Fernandes Roberta de Albuquerque Cardoso Siga a EPE nas redes sociais: