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Apresentação Análise de Conjuntura dos Biocombustíveis 2025

Emitido por elety
Assinado em 18/08/2026
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Superintendência de Derivados de Petróleo e Biocombustíveis | SDB Diretoria de Petróleo, Gás e Biocombustíveis | DPG Paula Barbosa | Analista de Pesquisa Energética Rafael Lavrador | Analista de Pesquisa Energética

Superintendência de Derivados de Petróleo e Biocombustíveis | SDB Diretoria de Petróleo, Gás e Biocombustíveis | DPG Paula Barbosa | Analista de Pesquisa Energética Rafael Lavrador | Analista de Pesquisa Energética

Ano Base 2025 3 A EPE realiza estudos e pesquisas para subsidiar a formulação, implementação e avaliação da política e do planejamento energético brasileiro. Com este estudo, a EPE traz transparência e reduz a assimetria de informação por meio da apresentação de dados e fatos que podem auxiliar os debates acerca dos esforços de transição energética no Brasil. Esta Nota Técnica apresenta a síntese dos eventos mais relevantes no mercado de combustíveis renováveis, que ocorreram no ano anterior à sua publicação, auxiliando na compreensão dos fatores que impactam este segmento. Valor Público

Ano Base 2025 4 Análise de Conjuntura dos Biocombustíveis - Ano Base 2025 17ª EDIÇÃO Aborda a evolução dos indicadores relacionados aos biocombustíveis, identificando os principais eventos ocorridos no período de referência, assim como as mais importantes tendências de curto prazo Publicação anual com lançamento após a consolidação das informações dos órgãos da área Oferta de etanol e sua infraestrutura de produção e transporte Demanda do ciclo Otto e internacional Análise econômica: etanol hidratado vs gasolina C BiodieselBiogás Bioeletricidade Emissões de GEE RenovaBio Inovações e Perspectivas Emergentes Biometano: Quais as principais oportunidades?

OFERTA DE ETANOL

Ano Base 2025 6 PANORAMA DO SETOR SUCROENERGÉTICO E DE MILHO Fonte: EPE a partir de ANP, EPE e MAPA Sucroenergético – 2025 330 usinas em operação Incluídas unidades E2G e milho flex Capacidade efetiva de moagem: 750 Mtc Capacidade de produção de etanol: 48,3 bilhões L 37 usinas em operação (25 full e 12 flex) Capacidade de processamento: 25,7 Mt Capacidade de produção de etanol: 12,4 bilhões L Incluídas três unidades a partir de cereais e uma de soja Milho e Cereais – 2025 Usinas em Expansão – 2025 42 em ampliação | 33 em construção (ANP)

Ano Base 2025 7 PROCESSAMENTO DA CANA E PRODUÇÃO DO MILHO Milhões de toneladas Fonte: EPE a partir de ANP, CONAB, EMBRAPA e MAPA -5,4% ▪Área total de cana [25/26] (colhida + plantio): 9,0 Mha ▪Queda da produtividade (-2,6%), chegando a 75,2 tc/ha ▪Queda no rendimento (-1,7%) → 137,9 kg ATR/tc ▪Migração de áreas de pastagens e de áreas usadas para outras culturas indicam perspectiva de recorde na área colhida de cana para a safra 2026/27 ▪Área total do milho [24/25]: 21,8 Mha ▪Produtividade agrícola do milho: 6,5 t/ha ▪Processamento de milho para a produção de etanol evoluiu de 3,4 Mt em 2019 para 21,5 Mt em 2025 (representando 15% da produção e 24% do consumo interno) ▪Aumento na exportação de DDGS (9,8%) → 880 mil toneladas Produção de Milho e distribuição por safraProcessamento de Cana-de-Açúcar Milhões de toneladas (ATR) Milhões de toneladas 22% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 0 20 40 60 80 100 120 140 160 10/1111/1212/1313/1414/1515/1616/1717/1818/1919/2020/2121/2222/2323/2424/25 1ª Safra2ª Safra3ª SafraProdução Total (eixo esquerdo) 671 636 609 654 663 581 595 713 686 660 96,2 91,0 60,0 65,0 70,0 75,0 80,0 85,0 90,0 95,0 100,0 0 100 200 300 400 500 600 700 800 2016201720182019202020212022202320242025 Cana processadaATR -3,8%

Ano Base 2025 8 PRODUÇÃO DE ETANOL Fonte: EPE a partir de MAPA Produção de etanol (cana e milho) Produção mensal de etanol (cana e milho) Bilhões de litros Bilhões de litros Etanol de milho (26%) → 9,5 BL [2025] Etanol de cana (74%) → 26,7 BL [2025]▪Importância do etanol de milho para sustentação da produção e para a entressafra ▪Contribui para menor oscilação de preços ao longo do ano -2,9% 2,3 2,6 3,7 11,6 10,4 9,6 3,5 5,1 5,8 18,0 19,2 17,1 28,5 30,3 28,3 27,7 32,3 36,0 32,6 29,9 30,6 35,3 37,3 36,2 0 5 10 15 20 25 30 35 40 201420152016201720182019202020212022202320242025 Anidro de milhoAnidro de canaHidratado de milhoHidratado de canaTotal 34% 49% 58% 68% 66% 72% 77% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 jan/19 abr/19 jul/19 out/19 jan/20 abr/20 jul/20 out/20 jan/21 abr/21 jul/21 out/21 jan/22 abr/22 jul/22 out/22 jan/23 abr/23 jul/23 out/23 jan/24 abr/24 jul/24 out/24 jan/25 abr/25 jul/25 out/25 Etanol MilhoEtanol Cana Etanol Total% Etanol de milho/ Produção total

Ano Base 2025 9 MERCADO DE AÇÚCAR Fonte: EPE a partir de MAPA Milhões de toneladas ▪Em 2025, a produção brasileira de açúcar atingiu 43,5 Mt (1,9% inferior a 2024) ▪Redução dos preços do açúcar no mercado internacional o- 18,3% do açúcar VHP (NYCSCE/ICE) o- 16,6% do açúcar refinado (LIFFE) ▪Elevação dos estoques mundiais de açúcar ▪A safra mundial 2024/25 teve um déficit no balanço de oferta/demanda, de 6 Mt de açúcar, com a relação estoque/consumo em 40% ▪Para a safra 2025/26, a expectativa é de um superávit de aproximadamente 1 Mt Produção e Exportação Brasileira de Açúcar Fatores que influenciaram o mercado de açúcar -1,9% 38,3 33,8 6,0 9,7 38,9 38,1 28,5 30,0 41,5 35,1 36,3 45,8 44,3 43,5 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 2016201720182019202020212022202320242025 ExportaçãoConsumo interno + variação de estoqueProdução

DEMANDA DE CICLO OTTO E PANORAMA INTERNACIONAL

Ano Base 2025 11 LICENCIAMENTOS DE VEÍCULOS LEVES E MOTOS Fonte: EPE a partir de ANFAVEA e EPE Licenciamento de veículos leves Milhões de veículos ▪Porte: 78,3% automóveis e 21,7% comerciais leves ▪Combustível: 74,3% flex; 10% diesel; 4,5% gasolina; e 8,8% eletrificados oEletrificados (híbridos e elétricos): cresc. de 39% em relação a 2024 e participação nas vendas totais de 4,5%. Licenciamento de motocicletas ▪Crescente demanda devido à (ao): oMenor custo de aquisição; oBaixo custo de manutenção; oEconomia de combustível; oFlexibilidade (transp. pessoal e delivery) ▪Frota motocicletas: 18,7 milhões de unidades Milhões de veículos 3,3 3,4 3,6 3,6 3,3 2,5 2,0 2,2 2,5 2,7 2,0 2,0 2,0 2,2 2,5 2,6 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 2010201120122013201420152016201720182019202020212022202320242025 2,6% 1,8 1,9 1,6 1,5 1,4 1,3 1,0 0,9 0,9 1,1 0,9 1,2 1,4 1,6 1,9 2,2 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 2010201120122013201420152016201720182019202020212022202320242025 17,1%

Ano Base 2025 12 Demanda do ciclo Otto Bilhões de litros de gasolina equivalente Fonte: EPE a partir de ANFAVEA e EPE Variação de consumo mensal da Demanda ciclo Otto ▪Bom desempenho da moagem de cana, trajetória crescente de produção de etanol de milho e estoques elevados, além da manutenção da reoneração tributária iniciada em 2024 ▪Relação PE/PG [média nacional]: 69% ▪Crescimento do mercado de veículos leves ▪Melhorias em renda e emprego Volume Gasolina C: 47,7 BL Hidratado: 23,2 BL 4,6% Milhões de litros DEMANDA DO CICLO OTTO 56% 59% 59% 54% 51% 52% 55% 57% 57% 53% 52% 20% 21% 22% 20% 19% 20% 21% 22% 22% 20% 22% 24% 20% 19% 27% 30% 28% 24% 21% 21% 27% 25% 54,3 53,4 54,5 52,3 54,7 49,8 52,1 55,5 59,1 61,1 63,9 0 10 20 30 40 50 60 70 20152016201720182019202020212022202320242025 Gasolina AAnidroHidratadoTotal 6,0 5,3 5,7 5,9 5,8 5,7 5,9 5,8 6,0 6,3 5,9 6,7 0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez Faixa de variação 2021-20252025

Ano Base 2025 13 ANÁLISE ECONÔMICA % (média anual) Fonte: EPE a partir de ANP, CONFAZ/MF, FECOMBUSTÍVEIS e MAPA Relação PE/PG ▪Etanol manteve-se competitivo ao longo de todo o ano de 2025 ▪Foram observados relação PE/PG favorável em SP, MT, MS e PR ▪Desde junho 2024, todos os estados aplicam a mesma alíquota “ad rem” para gasolina C e etanol anidro. Hidratado continua “ad valorem” ▪Três estados com maior diferenciação tributária: MS, SP e PR Diferenciação tributária - ICMS Alíquota de ICMS do hidratado e PE/PG 14% 13% 12% 12% 11% 11% 10% 10% 10% 8% 8% 8% 7% 7% 7% 7% 7% 7% 6% 5% 4% 3% 3% 3% 2% 2% 1% 0% 2% 4% 6% 8% 10% 12% 14% 16% MSSPPRMGDFGOPBBAPEPIAPRSMTRNRJSCPAESSEROCETOACMARRALAM Diferenciação 2025 71% 71% 66% 66% 69% 73% 73% 68% 65% 69% 50% 55% 60% 65% 70% 75% 80% 2016201720182019202020212022202320242025 (%)

Ano Base 2025 14 Bilhões de litros PANORAMA INTERNACIONAL Fonte: EPE a partir de MME Panorama Internacional de Etanol -13,2% 1,4 1,9 1,8 1,4 1,7 1,9 2,7 1,9 2,4 2,5 1,9 1,7 0,5 0,5 0,8 2,5 1,8 1,5 1,0 0,4 0,3 0,1 0,2 0,3 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 201420152016201720182019202020212022202320242025 ExportaçãoImportação ▪Produção global de etanol combustível: 124 bilhões de litros ▪O Brasil ocupa a 2ª posição no ranking → 29% da produção Comércio Internacional de Etanol - Brasil ▪Principais destinos: oImportações de fora do Mercosul estão sujeitas à tarifa de 18% oAs importações complementam a oferta doméstica durante a entressafra, principalmente nas Regiões Norte e Nordeste ▪Principais origens: 14% 15% 21% 50% Países Baixos Estados Unidos Outros Coreia do Sul 26% 30% 44% Argentina Paraguai Estados Unidos

BIOELETRICIDADE

Ano Base 2025 16 BIOELETRICIDADE Energia exportada para o SIN GW med Fonte: EPE a partir de CCEE ▪Manutenção do montante de ofertado em relação a 2024 ▪Principais biomassas utilizadas como fontes: oBagaço (72,2%); oLicor negro (20,3%); oResíduos florestais (3,1%) ▪Estabilidade de geração todo o ano (estocagem) Participação da biomassa na geração elétrica total ▪Das 330 usinas de cana, 256 comercializam energia ▪Complementariedade hídrica ▪Geração da bioeletricidade do bagaço (-3,6%) → 4,1 GW méd ▪Ausência de certames de leilões para aquisição de energia nova no mercado regulado GW med (Térmicas a biomassa) GW med 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0 12,0 14,0 16,0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 jan-22 mar-22 mai-22 jul-22 set-22 nov-22 jan-23 mar-23 mai-23 jul-23 set-23 nov-23 jan-24 mar-24 mai-24 jul-24 set-24 nov-24 jan-25 mar-25 mai-25 jul-25 set-25 nov-25 Hidráulica (>30 MW) PCHTérmicaEólicaSolar FotovoltaicaTérmica a Biomassa 2,4 2,6 2,6 2,3 2,1 2,4 2,4 2,3 0,56 0,55 0,55 0,63 0,81 0,82 0,80 0,92 81% 82% 82% 78% 72% 74% 75% 72% 19% 18% 18% 22% 28% 26% 25% 28% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 20182019202020212022202320242025 Cana injetadaDemais injetadasCanaDemais

BIOGÁS E BIOMETANO

Ano Base 2025 18 BIOGÁS E BIOMETANO Avanços regulatórios e de políticas públicas do biogás ▪De 2024 para 2025, a contribuição do biogás para a oferta interna de energia passou de 482 mil para 474 mil tep* ▪Usinas a biogás no setor elétrico (dez/25): oMMGD: ➢161 MW de potência instalada a biogás em 555 unidades, a partir de diferentes matérias-primas; ➢Em 2025, foram adicionadas 14 novas unidades com capacidade total de 11 MW. oAcima de 5 MW, estavam autorizadas 54 usinas – 253,7 MW ▪Usinas de produção de biometano: oEm 2025, 5 novas usinas autorizadas pela ANP, totalizando 15 unidades em operação e capacidade de aprox. 958 mil Nm³/dia o48 usinas em processo de autorização (jul/2026). Efetivadas, somarão 2,0 M Nm³/dia à capacidade nacional oNo RenovaBio, o biometano possui a melhor nota de todos os biocombustíveis, NEEA 78,73 gCO 2 e/MJ (dez/2025) oPerspectiva de múltiplos modelos: injeção na rede, gasodutos dedicados, abastecimento de frotas Panorama do biogás e biometano Fonte: EPE a partir de ANEEL, ANP e EPE PIIGNB 2024 Política Federal Programa Gás para Empregar: o princípio de alinhar o desenvolvimento do gás natural à transição energética passa pelo biometano 2024 Lei Combustível do Futuro: Programa Nacional de Descarbonização do Produtor e Importador de Gás Natural e de Incentivo ao Biometano (CGOB) PNIGNB Decreto 12.153/2024: Desenvolvimento da oferta, demanda e infraestrutura de gás natural e biometano no país 2024 RANP 995 Regulamenta as metas compulsórias individuais de biometano para produtores e importadores de gás natural 2026 RANP 996 Regulamenta a emissão do Certificado de Garantia de Origem de Biometano (CGOB), instrumento central de rastreabilidade do Programa Nacional de Descarbonização 2026 Políticas Federais PNRS (2010), RenovaBio (2017), Marco Saneamento (2020), Lei do Gás (2021), Estratégia Federal de Incentivo e inclusão no REIDI (2022) Setor Elétrico MMGD (2012), Leilão de Energia Nova contratando biogás (2016) Políticas e Regulações Estaduais SP e RJ (2012), RS (2016), PR (2018), GO (2020) Especificação do biometano Resoluções ANP 8/2015 e 687/2017, substituídas em 2022 PIIGNB 2024 Política Federal Decreto 12.614/2025: Programa Nacional de Descarbonização do Produtor e Importador de Gás Natural e de Incentivo ao Biometano 2025

  • Decorrente da redução da geração elétrica centralizada

BIODIESEL

Ano Base 2025 20 CAPACIDADE INSTALADA E CONSUMO DE BIODIESEL Bilhões de litros SBS: Selo Biocombustível Social Fonte: EPE a partir de ANP e MME ▪Consumo de 9,9 BL de biodiesel ▪Resolução CNPE nº 8/2023 – B14 a partir de março de 2024 ▪Resolução CNPE nº 8/2025 – B15 a partir de 1º de agosto ▪Unidades produtoras: 59usinas (dez/25)
o55 possuem SBS oConcentradas nas regiões CO e Sul (80,8%) oConsumo em maior volume na região Sudeste ▪Capacidade instalada de 15,5 BL/ano oTaxa de ocupação em 2025: 63,8% oEm 2024, taxa de ocupação era de 59,5% ▪Sistemática de comercialização do biodiesel: direta entre produtores e distribuidores Capacidade Nominal Autorizada e Consumo de Biodiesel Panorama do biodiesel 7,3 7,5 7,6 8,5 9,3 10,4 12,3 13,7 14,6 15,3 15,5 3,9 3,8 4,3 5,4 5,9 6,4 6,8 6,2 7,5 9,1 9,9 00 02 04 06 08 10 12 14 16 18 20152016201720182019202020212022202320242025 c/ SBSsem SBSCapacidade NominalConsumo 9,2%

Ano Base 2025 21 CAPACIDADE INSTALADA E CONSUMO DE BIODIESEL Mercado de óleo de Soja Milhões de toneladas ▪Safra de soja: 171,5 Mt (11% em relação a 2024) ▪Óleo de soja: 11,9 Mt (5,3% em relação a 2024) Fonte: EPE a partir de ANP e MME Matéria Prima para a produção de biodiesel ▪Óleo de soja p/ biodiesel → 7,3 BL (1,6% em relação a 2024) o73,3% do total de óleo produzido no país ▪Coprodutos: glicerina e glicerina refinada (glicerol) Óleo de SojaMateriais graxosOutrasGordura BovinaPalma/Dendê 73,3 % 13,9 % 6,7 % 5,6 % 0,4 % 2,0 2,4 2,8 2,6 2,8 3,4 3,7 4,2 4,5 3,9 4,8 6,1 6,7 3,8 3,8 3,8 3,9 4,3 4,1 4,2 4,3 3,4 3,4 3,7 3,8 3,8 1,4 1,3 1,7 1,3 1,3 1,4 1,0 1,1 1,7 2,6 2,3 1,4 1,4 7,1 7,4 8,1 7,9 8,4 8,8 8,8 9,69,6 9,9 10,8 11,3 11,9 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0 12,0 14,0 2013201420152016201720182019202020212022202320242025 Milhões de toneladas Uso p/ biodieselOutros usos internosExportaçãoProdução

INOVAÇÕES E PERSPECTIVAS

Ano Base 2025 23 INOVAÇÕES E PERSPECTIVAS Avanços políticos e regulatórios ▪Lei Combustível do Futuro (Lei nº 14.993/2024): incentiva investimentos, impulsiona a produção e o uso de biocombustíveis no Brasil e adiciona novos biocombustíveis à matriz energética ▪Marco Legal do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (Lei nº 14.948/2024): estabeleceu incentivos à produção de hidrogênio de baixo carbono ▪Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono – PHBC (Lei nº 14.990/2024): reforçou os instrumentos de créditos fiscais e metas para o mercado interno ▪Consulta Pública nº 204/MME: avanço das discussões referentes à regulamentação do Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV) ▪Consulta Pública nº 205/MME: avanço das discussões referentes às atividades de CCS/CCUS/BECCS ▪Programa de Aceleração da Transição Energética (PATEN): amplia o acesso ao crédito para projetos sustentáveis ▪Programa Eco Invest Brasil (Plano de Transformação Ecológica do Ministério da Fazenda): instituído com o objetivo de destravar instrumentos privados e atrair capital externo para projetos sustentáveis ▪Chamada Pública BNDES/Finep: Planos de Negócios para investimentos em combustíveis de aviação e navegação de baixo carbono com aporte de 6 bilhões de reais Investimentos

Ano Base 2025 24 INOVAÇÕES E PERSPECTIVAS Panorama de inovação nos diferentes elos da cadeia ▪Iniciativas para ampliação da oferta de novas matérias-primas ▪Setor marítimo: comercialização de VLS B24, diesel Verana (5% conteúdo renovável), testes com diesel verde e projetos para uso de etanol ▪Coprocessamento de óleos vegetais e gorduras com petróleo: comercialização de diesel R5, bioGL e projeto para produção de SAF ▪Hidroprocessamento de óleos vegetais e gorduras (HEFA): 4 projetos em destaque voltados para produção de SAF e HVO com start up a partir de 2028 e investimento estimado de US$ 1-1,5 bilhão/projeto
▪Oligomerização de Etanol (ATJ): 4 projetos em destaque voltados principalmente para a produção de SAF com start up a partir de 2030 ▪Gaseificação de biomassa e reforma: predominância de projetos com baixo TRL capazes de gerar biocombustíveis sintéticos ▪Bio-CCUS/bio-CCS/bio-CCU: principais iniciativas envolvem CO 2

proveniente da fermentação em usinas de etanol e da produção de biometano. Iniciativas brasileiras de potencial uso energético do CO 2

para produção de e-metanol Iniciativas e projetos

EMISSÕES DE GEE RENOVABIO

Ano Base 2025 26 EMISSÕES EVITADAS COM BIOCOMBUSTÍVEIS NO BRASIL MtCO 2 eq Fonte: EPE a partir de EPE e IPCC Total de 78,1 MtCO 2 eq Emissões evitadas com biocombustíveis ▪Fator médio de emissão no SIN: 0,0461 tCO 2 /MWh ▪O uso de biocombustíveis drop-in nos setores de difícil descarbonização deve ser impulsionado pela implementação de regulações nacionais e internacionais (metas da IMO e ICAO) ▪Aprovação da intensidade de carbono do etanol brasileiro de milho de segunda safra (safra de inverno)pela IMO em maio de 2026 Panorama de emissões evitadas 35,43 21,34 19,70 1,66 0,00 5,00 10,00 15,00 20,00 25,00 30,00 35,00 40,00 Etanol hidratadoEtanol anidroBiodieselBioeletricidade CanaMilhoOleaginosas e insumos graxosResíduosTotal

Ano Base 2025 27 POLÍTICA NACIONAL DE BIOCOMBUSTÍVEIS (RENOVABIO) Fonte: EPE a partir de ANP Certificações por rota de produção e percentual do volume elegível por rota Cadeia de Custódia de grãos Certificações ▪ 320 unidades certificadas (junho/2026): o267 usinas de etanol de um total de 375 (71%) o44 de 58 plantas de biodiesel (76%) o8 das 20 plantas de biometano (40%) o1 importador (1ª certificação internacional – Milho 1G) Certificações de produção de biocombustíveis válidas N° de certificações 24 89 107 100 320 0 50 100 150 200 250 300 350 Certificados Aprovados Válidos - 2026 Solicitados em 2026 Solicitados em 2025 Solicitados em 2024 Solicitados em 2023 Total ▪ Em 2025, 100 agentes renovaram certificações e 7 obtiveram 1ª certificação: o3 de biodiesel; o2 de etanol; o2 de biometano ▪ 15 firmas inspetoras credenciadas 252 8 6 1 44 8 86,4% 69,6% 66,1% 93,4% 43,4% 100,0% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 0 50 100 150 200 250 300 Etanol 1G de cana Etanol 1G de milho (Full) Etanol 1G de cana e milho (Flex) Etanol 1G2G (usina integrada) BiodieselBiometano CertificaçõesVolume Elegível

Ano Base 2025 28 POLÍTICA NACIONAL DE BIOCOMBUSTÍVEIS (RENOVABIO) Fonte: EPE a partir de ANP Intensidade de Carbono do biocombustível e de seu substituto fóssil e NEEA* gCO 2eq /MJ ▪Possibilidade de melhoria das IC’s para atendimento às metas do RenovaBio ▪Biometano nota mais alta ▪Biodiesel com maior desvio padrão Nota de Eficiência Energético- Ambiental das unidades certificadas* gCO 2eq /MJ 62,1 78,9 60,2 59,6 20 30 40 50 60 70 80 90 BiodieselBiometanoEtanol anidroEtanol hidratado 24,4 7,9 27,2 27,8 62,1 78,9 60,2 59,6 86,5 86,8 87,487,4 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 BiodieselBiometanoEtanol anidroEtanol hidratado IC BiocombustívelNEEAIC fóssil substituto Certificados da Produção ou Importação Eficiente de Biocombustíveis de 08/06/2026Certificados da Produção ou Importação Eficiente de Biocombustíveis de 08/06/2026

Ano Base 2025 29 POLÍTICA NACIONAL DE BIOCOMBUSTÍVEIS (RENOVABIO) Metas compulsórias de redução de emissões de GEE Fonte: EPE a partir de ANP Preço mensal do CBIO e marcos regulatórios R$/CBIO ▪ Preço médio do CBIO em 2025: R$ 54,72 ▪ Estima-se que os produtores de biocombustíveis tenham recebido uma receita de R$ 2,4 bilhões Milhões de CBIOs gCO 2 /MJ 40,39 48,09 72,54 73,45 48,09 69,97 66,02 64,70 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 0 20 40 60 80 100 120 20252026202720282029203020312032203320342035 Limite InferiorMeta AtualLimite Superior Meta AnteriorIC projetada ▪ Definição das metas compulsórias anuais de redução de emissões de GEE → Resolução CNPE nº 21/2025 oManutenção do valor para 2026 oInclusão do ano de 2035 oData limite para cumprimento das metas: 31/12/2026

Superintendência de Derivados de Petróleo e Biocombustíveis | SDB Diretoria de Petróleo, Gás e Biocombustíveis | DPG Luciano Basto Oliveira| Analista de Pesquisa Energética Amyr Crissaff Silva | Analista de Pesquisa Energética

Ano Base 2025 31 BIOMETANO: QUAIS AS PRINCIPAIS OPORTUNIDADES? Evolução do setor de biogás e biometano Década de 1970-1980 •Biometano associado à pecuária e ao tratamento de resíduos 2004-2009 • Criação do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL): monetização da captura de metano por meio de créditos de carbono 2012-2015 • Resolução Normativa ANEEL nº 482/2012: monetização do biogás por meio da geração distribuída de energia elétrica 2017 •RenovaBio (Lei nº 13.576/2017): geração de créditos de carbono a partir de biocombustíveis 2024 • Lei do Combustível do Futuro nº 14.993/2024: obrigatoriedade de descarbonização e incorporação progressiva de biometano 2026 •Resolução Normativa ANP nº 996/2026: Certificado de Garantia de Origem do Biometano (CGOB) Biometano no Brasil: da gestão de resíduos a um mercado de descarbonização Molécula renovável Atributos ambientais Segurança energética Coprodutos Distribuição espacial Valorização do biometano

Ano Base 2025 32 BIOMETANO: QUAIS AS PRINCIPAIS OPORTUNIDADES? 852 1002 1382 1644 1784 2 4 5 8 19 0 400 800 1200 1600 2000 20212022202320242025 Plantas de BiogásPlantas de biometano 64% 64% 64% 64% 62% 29% 30% 31% 32% 34% 7% 6% 5% 4% 4% 835.198 1.014.945 1.103.510 1.163.325 1.609.488

200.000,0 400.000,0 600.000,0 800.000,0 1.000.000,0 1.200.000,0 1.400.000,0 1.600.000,0 1.800.000,0 20212022202320242025 Energia ElétricaBiometano Energia térmicaProdução Biogás Nm³/dia Panorama da oferta de biogás e biometano Nº de plantas Nm³/dia biogás eq ▪Participação de muitas unidades rurais de pequeno porte e poucas unidades urbanas de grande porte 30,8% 60,5% 8,7% Resíduos Agrossilvopastoris e Comerciais Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) e Aterros Sanitários Setor Sucroenergético Participação de substratos no biometano ▪Assimetria estrutural da oferta brasileira ▪Expansão a partir de bases produtivas consolidadas ▪Aproveitamento do potencial agropecuário e agroindustrial dependerá de soluções capazes de superar a fragmentação espacial dos substratos e os custos de agregação logística ▪Dejetos animais e resíduos agrícolas representam 79% das plantas → 19% biogás ▪RSU e efluentes de esgoto representam 10% das unidades → 64% do biogás

Ano Base 2025 33 BIOMETANO: QUAIS AS PRINCIPAIS OPORTUNIDADES? Balanço de demanda e oferta de biometano Milhões m³/d ▪Produção efetiva de biometano dependente de fatores operacionais: oParadas para manutenção; oDesempenho dos sistemas de purificação; oSazonalidade dos substratos; oVariações na carga orgânica dos reatores ▪Margem favorável de atendimento à demanda mandatória até 2029 ▪Expansão da capacidade produtiva projetada ▪Operacionalização do CGOB Segurança de suprimento no horizonte decenal Fator de Capacidade mínimo Requerido (%) Demanda energética cresce 19x [2026 - 2036] Mandatos progressivos de descarbonização 59% 63% 82% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0 12,0 20262027202820292030203120322033203420352036 Capacidade autorizadaCapacidade em autorização Capacidade nominal ProjetivaDemanda energética com UTE Média Demanda não energéticaFator de Capacidade mínimo Requerido

Ano Base 2025 34 BIOMETANO: QUAIS AS PRINCIPAIS OPORTUNIDADES? Principais instrumentos para a valorização de atributos ambientais associados à produção e uso de biometano ▪Todos instrumentos possuem alguma relação com atributos ambientais ou redução de emissões ▪Cada instrumento remunera aspectos distintos, o que é fundamental para avaliar coexistência e complementaridade entre os mecanismos CBIO (RenovaBio) SBCE (regulado em implementação) Mercado voluntário (VCM) I-REC (energia renovável) Principais instrumentos para a valorização ▪Ainda existem os seguintes instrumentos:

Ano Base 2025 35 BIOMETANO: QUAIS AS PRINCIPAIS OPORTUNIDADES? Potencial de produção de biometano a partir de resíduos via monodigestão mesofílica (2022) ▪Brasil aproveita apenas 1,33% de um potencial energético estimado em 750 TWh ▪Substituição equivalente a 10% do gás natural corresponde a 2,3% do potencial técnico ▪Desafio: custo da coleta, transporte, processamento e agregação de valor energético ▪Potencial abundante, territorialmente disperso e heterogêneo O tamanho da oportunidade: potencial técnico e econômico Distribuição do potencial
a partir de biomassa residual Consumo de óleo diesel e gasolina → 93 Mm³ [2025] Potencial economicamente viável oriundo de resíduos agrícolas

Ano Base 2025 36 BIOMETANO: QUAIS AS PRINCIPAIS OPORTUNIDADES? Cocção limpa a partir de biogás ▪Solução renovável, limpa e descentralizada ▪Substituição da lenha e carvão em contexto de pobreza energética ▪Redução da exposição à poluição intradomiciliar ▪Transição energética justa e inclusiva Biogás e inclusão social Famílias beneficiárias do Programa Gás do Povo Índice de desenvolvimento humano municipal (IDHM) ▪Potencial geração de postos de trabalho para pessoas em condições de vulnerabilidade social ▪Convergência entre oferta de biomassa residual e menores IDHMs ▪Promoção de autonomia energética com diversificação nacional em cocção limpa Potenciais de biometano de biomassa residual

Ano Base 2025 37 BIOMETANO: QUAIS AS PRINCIPAIS OPORTUNIDADES? Autoprodução Biometano no caminho da safra ▪Oferta potencial de biometano ▪Relevante oportunidade de descarbonizar o transporte de safra ▪Possibilidade de articular polos produtores, corredores logísticos e mercados consumidores interiorizados Frota dedicada

Biometano

Adequação ou substituição de veículos Suprimento em todo território Disponibilidade de crédito Infraestrutura de abastecimento ▪Estímulo para uso de insumos residuais disponíveis ▪Monetização de certificados ▪Identificação de usos em regiões próximas aos polos produtores ▪Interiorização da demanda oAplicação no setor de transporte pesado associado ao escoamento da produção agropecuária oSubstituição parcial do diesel por biometano comprimido ou liquefeito SIEnergia

Ano Base 2025 38 BIOMETANO: QUAIS AS PRINCIPAIS OPORTUNIDADES? Coprodutos da biodigestão anaeróbia Perspectivas e lacunas ▪Gargalos tecnológicos e operacionais: •Transformação da matéria- prima •Upgrading do biogás ▪Gargalos financeiros: •Acesso ao crédito para pequenos e médios produtores ▪Gargalos Regulatórios: •Articulação regulatória •Valorização dos coprodutos gerados •Adequada articulação entre os diferentes instrumentos de certificação dos atributos ambientais associados ao biometano

Ano Base 2025 39 CONSIDERAÇÕES FINAIS •A Lei do Combustível do Futuro e o estabelecimento do CGOB permitiram um incremento da participação do biometano na matriz nacional •O Brasil dispõe de potencial produtivo suficiente para atender à expansão esperada da demanda no horizonte decenal •A trajetória de expansão dependerá não apenas da disponibilidade de biomassa residual, mas da capacidade de organizar cadeias produtivas, agregar substratos dispersos, financiar projetos de diferentes portes e criar mercados capazes de remunerar adequadamente a molécula, seus coprodutos e seus atributos ambientais •A interiorização da demanda aparece como elemento estratégico possibilitando aproximar produção e consumo, reduzir a dependência de diesel importado e dinamizar economias locais •O biometano poderá ocupar papel relevante na diversificação da matriz energética, na descarbonização de usos finais e na construção de uma bioeconomia circular no Brasil

Praça Pio X, nº 54 20091-040 - Centro - Rio de Janeiro
http://www.epe.gov.br/ /epe.brasil @epe_brasil Empresa de Pesquisa Energética @epe_brasil /EPEBrasil Angela Oliveira da Costa Rachel Martins Henriques Rafael Barros Araujo Amyr Crissaff Silva Angela Oliveira da Costa Arthur Cortez Pires de Campos Dan Abensur Gandelman Danielle Borher de Andrade Ederaldo Godoy Junior Euler João Geraldo da Silva Guilherme Correa Naresse Juliana Pereira Targueta Leônidas Bially Olegário dos Santos Leticia Gonçalves Lorentz Luciano Basto Oliveira Marina Damião Besteti Ribeiro Paula Isabel da Costa Barbosa Rachel Martins Henriques Rafael Barros Araujo Rafael Belem Lavrador Luis Gonzales Ucumari San Miguel (estagiário) Raquel Lopes Couto (Técnica em Secretariado) Autores E-mail: sic@epe.gov.br FalaBR: https://falabr.cgu.gov.br

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