Análise de Conjuntura dos Biocombustíveis Ano Base 2022 Superintendência de Derivados de Petróleo e Biocombustíveis Diretoria de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis Rio de Janeiro, 11 agosto 2023
Ano Base 2022 2 Análise de Conjuntura dos Biocombustíveis - Ano Base 2022 14ª EDIÇÃO Aborda a evolução dos indicadores relacionados aos biocombustíveis, identificando os principais eventos ocorridos no período de referência, assim como as mais importantes tendências de curto prazo Publicação anual com lançamento após a consolidação das informações dos órgãos da área Oferta de etanol e sua infraestrutura de produção e transporte Demanda do ciclo Otto e internacional Análise econômica: etanol hidratado vs gasolina C BiodieselBiogás Bioeletricidade Emissões de GEE RenovaBio Novos Bios 20 anos do veículo flexfuel
OFERTA DE ETANOL
Ano Base 2022 4 PANORAMA DO SETOR SUCROENERGÉTICO E DE MILHO Usinas 358 em operação (incl. E2G e milho flex) Capacidade efetiva de moagem de cana 730 milhões de toneladas de cana Capacidade nominal de produção de anidro 125 mil m 3 /dia Capacidade nominal de produção de hidratado 235 mil m 3 /dia 2022 Sucroenergético 2022 Milho e cereais Usinas 23 unidades em operação (14 full e 9 flex) Capacidade processamento de milho 12,6 milhões de toneladas Capacidade de produção de etanol 5,2 bilhões de litros / ano Incluída duas unidades a partir de cereais 21 unidades em construção (ANP) 51 unidades em ampliação (ANP) 2022 Fonte: EPE a partir de ANP, EPE e MAPA
Ano Base 2022 5 650,5 633,4 661,3 671,5 635,7 608,5 654,1 662,7 581,4 595,3 0 100 200 300 400 500 600 700 800 2013201420152016201720182019202020212022 PROCESSAMENTO DA CANA E COMPLEXO DO MILHO Milhões de toneladas Fonte: EPE a partir de ANP, CONAB, EMBRAPA e MAPA 2,4% ▪Recuperação da produção de cana, após um período marcado por condições climáticas adversas ▪Redução da área plantada (-0,7%), pela competitividade com outras culturas, chegando a 8,3 Mha ▪Aumento da produtividade (6,1%), chegando a 73,6 tc/ha ▪Queda no rendimento (-2%) → 138,7 kg ATR/tc Milho em (milhões t)20212022Δ % Oferta de milho90,2115,828,3% Produção de milho87,1113,129,9% 1ª safra24,725,01,2% 2ª safra60,785,941,4% 3ª safra1,62,235,8% Processamento de milho para etanol7,69,727,1% Relação milho para etanol e produção total (%)8,7%8,5%-2,2% ▪O milho processado para a produção de etanol evoluiu de 3,4 milhões de toneladas em 2019 para 9,7 em 2022. ▪Em 2022, o milho para etanol representou 8,5% do total produzido Complexo do MilhoProcessamento de Cana-de-Açúcar
Ano Base 2022 6 PRODUÇÃO DE ETANOL Fonte: EPE a partir de MAPA Produção de etanol (cana e milho) Produção mensal de etanol (cana e milho) 1,5 10,7 2,6 15,8 27,7 28,5 30,3 28,3 27,7 32,3 36,0 32,6 29,9 30,6 11,7 11,7 11,3 11,2 11,1 9,2 10,7 10,0 11,1 12,3 16,0 16,8 19,0 17,1 16,6 23,1 25,3 22,6 18,8 18,4 0 5 10 15 20 25 30 35 40 2013201420152016201720182019202020212022 Anidro de milhoAnidro de canaHidratado de milhoHidratado de canaTotal Bilhões de litros 34% 49% 58% 68% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 jan/19 mar/19 mai/19 jul/19 set/19 nov/19 jan/20 mar/20 mai/20 jul/20 set/20 nov/20 jan/21 mar/21 mai/21 jul/21 set/21 nov/21 jan/22 mar/22 mai/22 jul/22 set/22 nov/22 Etanol MilhoEtanol Cana Etanol Total% Etanol de milho/ Produção total Bilhões de litros 2,5% 4,1 BL [2022] Etanol de milho 26,5 BL [2022] Etanol de cana ▪Importância do etanol de milho para sustentação da produção e para a entressafra ▪Contribui para menor oscilação de preços ao longo do ano
Ano Base 2022 7 MERCADO DE AÇÚCAR Fonte: EPE a partir de MAPA 27,2 27,3 28,3 10,3 7,9 8,0 37,5 35,1 36,3 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 2013201420152016201720182019202020212022 ExportaçãoConsumo interno + variação de estoqueProdução Milhões de toneladas 3,4% ▪Balanço (oferta/demanda) positivo (mas baixo) da safra mundial 21/22, 1,6 milhão de toneladas, com a relação estoque/consumo em 42,4% ▪Elevação dos preços do açúcar no mercado internacional ▪+ 5,4% do açúcar VHP (NYCSCE/ICE) ▪+ 12,9% do açúcar refinado (LIFFE) ▪Desvalorização do real frente ao dólar ▪Menor competitividade do hidratado frente à gasolina C ▪Para a safra 2022/23, a expectativa é de déficit Produção e Exportação Brasileira de Açúcar Fatores que influenciaram o mercado de açúcar
DEMANDA DE CICLO OTTO
Ano Base 2022 9 LICENCIAMENTOS DE VEÍCULOS LEVES E DEMANDA DO CICLO OTTO Licenciamento de veículos leves Milhões de veículos Fonte: EPE a partir de ANFAVEA e EPE Licenciamento: ▪Porte: 80% automóveis e 20% comerciais leves ▪Combustível: 83% flex; 12% diesel e 2,5% gasolina e eletrificados ▪Frota veículos leves: 37 M, sendo 82,7% flex fuel ▪Motocicletas: 11,2 milhões ( 18%) Licenciamento híbridos e elétricos Licenciamento Total 2021 2022 1,97 milhão 1,96 milhão -0,8% 1,4 1,5 1,4 1,3 1,5 1,6 1,8 2,3 2,7 3,0 3,3 3,4 3,6 3,6 3,3 2,5 2,0 2,2 2,5 2,7 2,0 2,0 2,0 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 20002001200220032004200520062007200820092010201120122013201420152016201720182019202020212022 41% 39.990 mil 49.247 mil 1,8% 2,5% -0,8%
Ano Base 2022 10 LICENCIAMENTOS DE VEÍCULOS LEVES E DEMANDA DO CICLO OTTO Demanda do ciclo Otto Bilhões de litros de gasolina equivalente Fonte: EPE a partir de ANFAVEA e EPE 6,6% 28,7 31,4 11,0 12,2 12,3 11,9 47,4 50,6 54,1 54,3 53,4 54,5 52,3 54,7 49,8 52,0 55,5 0 10 20 30 40 50 60 20122013201420152016201720182019202020212022 Gasolina AAnidroHidratadoTotal 4,1 4,2 4,5 4,3 4,5 4,2 4,6 4,9 4,9 5,0 4,8 5,6 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0 5,5 6,0 janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez Milhões de litros Faixa de variação 2017-20222022 57% 22% 21% Variação de consumo mensal da Demanda ciclo Otto ▪Tributação ▪Atratividade do açúcar no mercado internacional ▪Aumento da relação PE/PG [média 73,5%] ▪Intensificação das atividades ▪Desoneração tributária ▪Isenção de PIS/COFINS e CIDE no 2º semestre Desoneração tributária Volume Gasolina C: 43,6 Bl Hidratado: 16,9 Bl
Ano Base 2022 11 68,2% 68,7% 66,8% 71,0% 70,7% 66,0% 66,4% 69,2% 70,5% 73,5% 60% 65% 70% 75% 80% 2013201420152016201720182019202020212022 ANÁLISE ECONÔMICA % (média anual) Fonte: EPE a partir de ANP, CONFAZ/MF, FECOMBUSTÍVEIS e MAPA Relação PE/PG 9% 8% 6%6% 6% 5% 5% 5% 3%3%3%2%2%2% 15% 12% 5% 11% 10% 8% 0% 2% 5% 6%6% 4%4% 3% 0,0% 2,0% 4,0% 6,0% 8,0% 10,0% 12,0% 14,0% 16,0% MGSPMAPRMSBADFSEGOPBRNPECEPA Diferenciação 2022Diferenciação 2021 ▪Etanol competitivo em 3 meses: março, junho e setembro ▪Apenas em SP, MT e MG ▪Em 2022, três UFs deixaram de praticar a diferenciação tributária: AL, PI e RJ ▪SP e MG têm as menores alíquotas para o hidratado Diferenciação tributária - ICMS Alíquota de ICMS do etanol e PE/PG
Ano Base 2022 12 Bilhões de litros MERCADO INTERNACIONAL DE ETANOL Fonte: EPE a partir de ME 2022 •Aumento nos volumes exportados •Principais destinos: oPaíses Baixos (30,1%); oCoreia do Sul (30,1%); oEstados Unidos (18,9%) oReino Unido (4,5%) •De março a dezembro de 2022, a alíquota de etanol importado foi zerada. 1,9 2,5 0,4 0,3 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 201120122013201420152016201720182019202020212022 ExportaçãoImportação Comércio Internacional de Etanol - Brasil
BIOELETRICIDADE BIOGÁS
Ano Base 2022 14 BIOELETRICIDADE GW med (Térmicas a biomassa) GW med 0 2 4 6 8 10 12 14 16 0 10 20 30 40 50 60 70 80 jan-21 fev-21 mar-21 abr-21 mai-21 jun-21 jul-21 ago-21 set-21 out-21 nov-21 dez-21 jan-22 fev-22 mar-22 abr-22 mai-22 jun-22 jul-22 ago-22 set-22 out-22 nov-22 dez-22 Hidráulica (>30 MW) PCHTérmicaEólicaSolar FotovoltaicaTérmica a Biomassa Participação da biomassa na geração elétrica total ▪Das 358 usinas de cana, 244 comercializam energia ▪Complementariedade hídrica ▪Estagnação da bioeletricidade do bagaço ▪Redução da ocorrência dos leilões de energia Fonte: EPE a partir de CCEE Geração térmica a biomassa de cana versus PLD GW med 3,9 3,8 3,5 3,3 0 100 200 300 400 500 600 700 800 900 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 jan-21mar-21mai-21jul-21set-21nov-21jan-22mar-22mai-22jul-22set-22nov-22 R$ 2022 /MWh Térmicas Sucroenergéticas PLD SE/CO ▪Melhora dos índices hidrológicos em 2022 ▪Menor injeção de térmicas no SIN ▪PLD próximo do mínimo todo o ano ▪Mercado elétrico, MMGD, contratação bilateral, estabilidade da demanda, reservatórios cheios Fonte: EPE a partir de CCEE
Ano Base 2022 15 BIOELETRICIDADE GW med (Térmicas a biomassa) GW med 0 2 4 6 8 10 12 14 16 0 10 20 30 40 50 60 70 80 jan-21 fev-21 mar-21 abr-21 mai-21 jun-21 jul-21 ago-21 set-21 out-21 nov-21 dez-21 jan-22 fev-22 mar-22 abr-22 mai-22 jun-22 jul-22 ago-22 set-22 out-22 nov-22 dez-22 Hidráulica (>30 MW) PCHTérmicaEólicaSolar FotovoltaicaTérmica a Biomassa Participação da biomassa na geração elétrica total ▪Das 358 usinas de cana, 244 comercializam energia ▪Complementariedade hídrica ▪Estagnação da bioeletricidade do bagaço ▪Redução da ocorrência dos leilões de energia Fonte: EPE a partir de CCEE Energia exportada para o SIN GW med Fonte: EPE a partir de CCEE 2,42,42,62,62,32,1 0,5 0,6 0,6 0,6 0,6 0,8 84% 81% 82% 82% 78% 72% 16% 19% 18% 18% 22% 28% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 201720182019202020212022 Cana (GW)Demais (GW)Cana (%)Demais (%) ▪Crescimento das outras biomassas – licor negro ▪Estabilidade de geração todo o ano
Ano Base 2022 16 BIOGÁS Fonte: EPE POLÍTICA FEDERAL 2010 Lei nº 12.305/2010: Política Nacional de Resíduos Sólidos. Inclui o aproveitamento energético como destinação final ambientalmente adequada de resíduos. GERAÇÃO DISTRIBUÍDA 2012 Res. Normativa ANEEL nº 482/2012. Introduz o sistema de compensação de energia elétrica para micro e minigeração distribuída. ESPECIFICAÇÃO DO 2015 BIOMETANO Res. ANP nº 8/2015. Estabelece a especificação do biometano oriundo de produtos e resíduos orgânicos agrossilvopastoris e comerciais. LEILÃO DE ENERGIA 2016 23º Leilão de Energia Nova A-5 de 2016 realiza a primeira contratação de geração de eletricidade a biogás no mercado regulado. ESPECIFICAÇÃO DO 2017 BIOMETANO Res. ANP nº 685/2017. Estabelece a especificação do biometano oriundo de aterros sanitários e de estações de tratamento de esgoto. AUTORIZAÇÃO ANP 2017 Despacho ANP nº 1.084/2017. Aprova o controle de qualidade e permite a comercialização de biometano de biogás de aterro sanitário de usina no RJ. AUTORIZAÇÃO ANP 2018 Resolução ANP nº 734/2018. Estabelece requisitos para operação de instalações e produção de biocombustíveis, inclusive de biometano. CERTIFICAÇÃO NO 2018 RENOVABIO Obtenção do primeiro Certificado da Produção Eficiente de Biocombustíveis, no âmbito do RenovaBio, por unidade de produção de biometano. POLÍTICA FEDERAL 2020 Lei nº 14.028/2020: Novo Marco Legal do Saneamento Básico. Define metas de universalização e busca aprimorar condições estruturais do serviço público. POLÍTICA FEDERAL 2021 Lei nº 14.134/2021: Nova Lei do Gás. Reconhece tratamento equivalente entre o gás natural e o gás aderente às especificações estabelecidas pela ANP. POLÍTICA FEDERAL 2022 Decreto nº 11.003/2022. Institui a estratégia Federal de Incentivo ao Uso Sustentável de Biogás e Biometano. BIOMETANO NO REIDI 2022 Portaria Normativa nº 37/GM/MME/2022. Insere o biometano no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura. ESPECIFICAÇÃO DO 2022 BIOMETANO Res. ANP nº 906/2022 e nº 886/2022. Substituem respectivamente as Res. ANP nº8/2015 e nº 685/2017. BIOMETANO NO REIDI 2022 Portaria nº 65/SPG/MME/2022. Aprova, pela primeira vez, o enquadramento de uma usina de biometano no REIDI. CHAMADAS PÚBLICAS 2022 Editais para receber propostas de suprimento de biometano por concessionárias de gás: SGGás, MSGás, Bahiagás, Copergás e Compagás. Avanços regulatórios e de políticas públicas do biogás •De 2021 para 2022, a contribuição do biogás para a oferta interna de energia passou de 376 mil para 438 mil tep. •Usinas a biogás no setor elétrico (dez/22): oMMGD: 105 MW de potência instalada a biogás em 435 unidades, a partir de diferentes matérias-primas. oEm relação a 2021, foram adicionadas 60 novas unidades com capacidade total de 22,2 MW. oAutorizadas 47 usinas – 236 MW •Usinas de produção de biometano (dez/22): oCinco usinas com autorização da ANP, correspondendo a uma capacidade de produção de 390 mil Nm³ por dia. o2 concentram 80% [RSU] e 3 com RenovaBio oNove usinas em processo de autorização. Efetivadas, somam 349.099 Nm³ à capacidade nacional. oDurante a vigência do RenovaBio, o biometano gerou emissão de 286.234 CBios, 0,35% de todos os biocombustíveis somados. NEEA 77,4 gCO 2 e/MJ oPerspectiva de múltiplos modelos: injeção na rede, gasodutos dedicados, abastecimento de frotas
Ano Base 2022 17 BIOGÁS Fonte: EPE Avanços regulatórios e de políticas públicas do biogás •De 2021 para 2022, a contribuição do biogás para a oferta interna de energia passou de 376 mil para 438 mil tep. •Usinas a biogás no setor elétrico (dez/22): oMMGD: 105 MW de potência instalada a biogás em 435 unidades, a partir de diferentes matérias-primas. oEm relação a 2021, foram adicionadas 60 novas unidades com capacidade total de 22,2 MW. oAutorizadas 47 usinas – 236 MW •Usinas de produção de biometano (dez/22): oCinco usinas com autorização da ANP, correspondendo a uma capacidade de produção de 390 mil Nm³ por dia. o2 concentram 80% [RSU] e 3 com RenovaBio oNove usinas em processo de autorização. Efetivadas, somam 349.099 Nm³ à capacidade nacional. oDurante a vigência do RenovaBio, o biometano gerou emissão de 286.234 CBios, 0,35% de todos os biocombustíveis somados. NEEA 77,4 gCO 2 e/MJ oPerspectiva de múltiplos modelos: injeção na rede, gasodutos dedicados, abastecimento de frotas Políticas Federais 2022 Estratégia Federal de Incentivo e inclusão do biometano no REIDI Chamadas Públicas 2022 Editais para buscar suprimento de biometano por distribuidoras de gás Políticas Federais PNRS (2010), RenovaBio (2017), Marco Saneamento (2020), Lei do Gás (2021) Setor Elétrico MMGD (2012), Leilão de Energia Nova contratando biogás (2016) Políticas e Regulações Estaduais SP e RJ (2012), RS (2016), PR (2018), GO (2020) Especificação do biometano Resoluções ANP 8/2015 e 687/2017, substituídas em 2022
BIODIESEL NOVOS BIOS
Ano Base 2022 19 CAPACIDADE INSTALADA E CONSUMO DE BIODIESEL Fonte: EPE a partir de ANP e MME 65,8 % 16,2% 8,0 % 7,9 % 2,1 % 7,1 9,9 5,7 7,3 2,0 3,9 1,4 2,6 0 2 4 6 8 10 12 2013201420152016201720182019202020212022 ProduçãoConsumo internoUso p/ biodieselExportação Mercado de óleo de SojaMatéria Prima para a produção de biodiesel Milhões de toneladas ▪Produção de óleo de soja aumentou 40% [2013 – 2022] ▪Coprodutos: Glicerina [glicerol, glicerina refinada]
Ano Base 2022 20 6,9 7,9 7,6 7,3 7,5 7,6 8,5 9,3 10,4 12,3 13,7 2,8 2,9 3,4 3,9 3,8 4,3 5,4 5,9 6,4 6,8 6,2 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0 12,0 14,0 16,0 20122013201420152016201720182019202020212022 c/ SBSsem SBSTOTALConsumo CAPACIDADE INSTALADA E CONSUMO DE BIODIESEL Bilhões de litros SBS: Selo Biocombustível Social Fonte: EPE a partir de ANP e MME -9,0% ▪Consumo de 6,3 Bl de biodiesel ▪Resolução CNPE nº 25/2021 - B10 em todo o ano de 2022 ▪Unidades produtoras: 58usinas oConcentradas nas regiões CO e Sul (82,6%) oConsumo em maior volume região sudeste ▪Capacidade instalada de 14 Bl oTaxa de ocupação em 2022 : 45,3% oEm 2021, taxa de ocupação era de 54,0% ▪A sistemática de comercialização do biodiesel no mercado nacional se alterou em jan./2022 oComercialização direta entre produtores e distribuidores Capacidade Nominal Autorizada e Consumo de Biodiesel
Ano Base 2022 21 NOVOS BIOCOMBUSTÍVEIS Unidades e projetos de E2G Anexa à usina CompanhiaCidadeUFStatus Cap. anual (milhões l) Início de operação Costa Pinto RaízenPiracicabaSPoperando422015 BonfimRaízenGuaribaSPconstrução822023* BarraRaízenBarra BonitaSPconstrução822024 UnivalemRaízenValparaísoSPconstrução822024 GasaRaízenAndradinaSPconstrução822025 Vale do Rosário RaízenMorro AgudoSPconstrução822025 Planta independ. Granbio São Miguel dos Campos ALoperando302014
- Conclusão planejada para o 2º semestre de 2023 ▪HVO oPetrobras: Programa BioRefino - ampliação da produção de Diesel R na REPAR (PR), e início de coprocessamento para produção do biocombustível na RPBC (SP), REPLAN (SP) e REDUC (RJ). ▪SAF oPetrobras (2022): projeto a ser instalado RPBC (Cubatão/SP), com cap. de 350 mil m³ a.a. de SAF e diesel 100% renovável, a partir do processamento de até 790 mil ton a.a. de matéria-prima. oNo mesmo ano, projeto da BBF para biorrefinaria de SAF e HVO, a partir do óleo de palma, em Manaus, com cap. de 500 mil m³ a.a., a ser operacional em 2025. ▪H2V oJan/23: anúncio de início da produção de H2V, no projeto piloto no Complexo Termelétrico do Pecém - UTE Pecém (CE), a um investimento de R$ 42milhões. A unid. é a primeira da América Latina em escala acima de 1 MW. Etanol de lignocelulose
EMISSÕES DE GEE RENOVABIO
Ano Base 2022 23 MtCO 2 eq EMISSÕES EVITADAS COM BIOCOMBUSTÍVEIS NO BRASIL Fonte: EPE a partir de EPE e IPCC Total de 71,1 MtCO 2 eq 20,8 32,0 18,3 1,4
5 10 15 20 25 30 35 etanol hidratadoetanol anidrobiodieselbioeletricidade canamilhooleaginosasinsumos graxosTotal Emissões evitadas com biocombustíveis •Emissão total do etanol por fonte (52,8 MtCO2): •Cana: 50,2 MtCO2 •Milho: 2,6 MtCO2 •Emissões influenciadas pelas alterações do regime hídrico •Geração térmica fóssil redução de 49,2% •GN (68,2%), óleo combustível (93,8%), carvão mineral (58,8%) •Crescimento renovável: crescimento de 17,2% •Hídricas e PCHs (17%), solar fotovoltaica (66%) e eólica (13%), e manutenção das térmicas a biomassa (0,5%) 0,13548 0,12640 0,04260 0,00 0,05 0,10 0,15 20122013201420152016201720182019202020212022 T CO2/MWH Fator emissão matriz elétrica nacional Fonte: MCTI
Ano Base 2022 24 POLÍTICA NACIONAL DE BIOCOMBUSTÍVEIS (RENOVABIO) – 3º CICLO COMPLETO Fonte: EPE a partir de ANP 270 32 6 6 1 3 89,4% 45,6% 64,8% 46,2% 95,6% 100,0% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 0 50 100 150 200 250 300 Etanol 1G de cana BiodieselEtanol 1G de cana e milho (Flex) Etanol 1G de milho (Full) Etanol 1G2G (usina integrada) Biometano Certificações CertificaçõesVolume Elegível ▪ 318 unidades certificadas 283 usinas de etanol de um total de 357 (79%) 32 de 57 plantas de biodiesel (57%) 3 das 5 plantas de biometano 65,2 77,4 59,7 58,9 25 35 45 55 65 75 85 BiodieselBiometanoEtanol anidroEtanol hidratado gCO2eq/MJ ▪Biometano nota mais alta ▪Hidratado com maior desvio padrão Nota de Eficiência Energético-Ambiental das unidades certificadas Certificações por rota de produção e percentual do volume elegível por rota Cadeia de Custódia de grãos
Ano Base 2022
25
POLÍTICA NACIONAL DE BIOCOMBUSTÍVEIS (RENOVABIO) – 3º CICLO COMPLETO
Metas compulsórias de redução de
emissões de GEE
Fonte: EPE a partir de ANP
36,0
42,4
37,5
99,2
0
20
40
60
80
100
120
20222023202420252026202720282029203020312032
Meta AnteriorLimite SuperiorMeta AtualLimite Inferior
Milhões de CBIOs
▪Decreto Presidencial n° 11.141 de julho de 2022
▪Prazo para comprovação das metas individuais das distribuidoras
alterado e, excepcionalmente, a comprovação referente ao ano
2022 deverá ocorrer até 30 de setembro de 2023
▪Resolução CNPE 13/ dez. 2022 – revisão meta para 2023
Quantidades negociadas e preços médios de CBIO
R$/CBIO
0,0
0,5
1,0
1,5
2,0
2,5
0,0
50,0
100,0
150,0
200,0
250,0
27-abr-20
27-mai-20
27-jun-20
27-jul-20
27-ago-20
27-set-20
27-out-20
27-nov-20
27-dez-20
27-jan-21
27-fev-21
27-mar-21
27-abr-21
27-mai-21
27-jun-21
27-jul-21
27-ago-21
27-set-21
27-out-21
27-nov-21
27-dez-21
27-jan-22
27-fev-22
27-mar-22
27-abr-22
27-mai-22
27-jun-22
27-jul-22
27-ago-22
27-set-22
27-out-22
27-nov-22
27-dez-22
27-jan-23
27-fev-23
Número de negóciosPreço médio do CBIO
▪Preço médio do CBIO em 2022: R$ 111,60 (US$ 21,73)
▪Receita dos Produtores com CBIO em 2022: R$ 3 Bilhões (US$ 590 Mi)
Alteração da data de
comprovação das metas
Ano Base 2022 26 POLÍTICA NACIONAL DE BIOCOMBUSTÍVEIS (RENOVABIO) – 3º CICLO COMPLETO CBIO em 2022 Estoque inicial: 10,4 milhões Novas emissões: 31,2 milhões Total de 42 milhões de CBIO Negociações: 28,8 milhões Meta de 36 milhões Estoque de passagem ao final do ano foi de 6,2 milhões Em 2023, a comprovação de atendimento à meta individual de 2022 ocorrerá até 30/09/2023. Estoque X Aposentadoria de CBIO 2022 Milhões de CBIO Fonte: EPE a partir de B3 25 M 3% 16,8 5,5 8,0 6,8 16,8 36,0 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 jan-22fev-22mar-22abr-22mai-22jun-22jul-22ago-22set-22out-22nov-22dez-22 AposentadoriaEmissorParte ObrigadaParte Não ObrigadaMeta 47% da meta global 31% 66%
Vinte anos do veículo flex fuel Superintendência de Derivados de Petróleo e Biocombustíveis Diretoria de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis
Ano Base 2022 28 VINTE ANOS DO VEÍCULO FLEX FUEL Crise do Petróleo Programa Nacional do Álcool Veículos movidos a “álcool” Veículos flex fuel Flex fuel: metade dos licenciamentos Flex fuel: > 80% dos licenciamentos 2007- 2022 2005 2003 1979 1970 1975 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 1973197519771979198119831985198719891991199319951997199920012003200520072009201120132015201720192021 DieselEtanolGasolinaFlex FuelEletrificado Veículos a Gasolina predominantes nos anos 90 Fonte: EPE a partir de ANFAVEA Veículos a Álcool predominantes nos anos 80 Veículos flex fuel predominantes a partir de 2005 Licenciamento de novos veículos leves por tipo de combustível (1973 – 2022)
Ano Base 2022 29 VINTE ANOS DO VEÍCULO FLEX FUEL 77% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 2007200820092010201120122013201420152016201720182019202020212022 GasolinaEtanolFlex FuelHíbridoHíbrido Plug-inElétricoDiesel % ▪Passados 20 anos, o flex fuel já corresponde a mais de 75% dos veículos leves em circulação no Brasil ▪Frota total: 39,9 milhões ▪Frota flex fuel: 30,6 milhões 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 1973197519771979198119831985198719891991199319951997199920012003200520072009201120132015201720192021 Etanol hidratadoEtanol anidroGasolina automotiva % ▪Etanol Hidratado: 21,9% ▪máximo já foi de 30% em 2019 ▪Etanol Anidro: 16,6% ▪Gasolina A: 61,5% Evolução da frota de veículos leves no Brasil (2007 – 2022) Participação energética dos combustíveis ciclo Otto (1973 – 2022) Fonte: EPE
Ano Base 2022 30 UMA DAS MATRIZES DE TRANSPORTES RODOVIÁRIOS MAIS LIMPAS DO MUNDO Fonte: EPE MtCO2 eq ▪Etanol Hidratado: 18,9 MtCO 2eq
▪Etanol Anidro: 31,3 MtCO 2eq ▪Máximo Etanol (2019): 53,0 MtCO 2eq Brasil 2022 0 10 20 30 40 50 60 1973197519771979198119831985198719891991199319951997199920012003200520072009201120132015201720192021 Etanol AnidroEtanol Hidratado 0% 20% 40% 60% 80% 100% Outros Biocombustíveis Brasil Mundo 2019 25% 3% 0%20%40%60%80%100% HidratadoAnidroBiodieselDieselGasolinaOutros 9,6% etanol hidratado 21,5% biocombustíveis Nota: No caso da matriz global, “outros” inclui eletricidade renovável – com participação de 0,4% (REN21, 2022) Emissões evitadas pelo uso de etanol anidro e hidratado Matriz Energética Setor de Transportes
Ano Base 2022 31 ACOMODAÇÃO DAS FLUTUAÇÕES DA OFERTA Fonte: EPE, MAPA, UNICA ▪Os veículos flex fuel permitem acomodar flutuações e sazonalidades da oferta de etanol ▪Variações na oferta influenciam a relação de preços (gasolina e hidratado) e a escolha do consumidor 0,6 0,4 0,5 1,5 3,8 4,0 4,8 4,4 3,9 3,3 2,5 1,1 0 1 2 3 4 5 6 jan-22 fev-22 mar-22 abr-22 mai-22 jun-22 jul-22 ago-22 set-22 out-22 nov-22 dez-22 Bilhões de Litros Etanol de MilhoEtanol de CanaEtanol Total 6,6 4,9 2,6 1,8 3,0 4,4 6,6 8,2 9,2 9,8 9,5 7,7 0 2 4 6 8 10 12 jan-22 fev-22 mar-22 abr-22 mai-22 jun-22 jul-22 ago-22 set-22 out-22 nov-22 dez-22 Bilhões de Litros Etanol AnidroEtanol HidratadoEtanol Total ▪Capacidade de estocagem dos agentes pode prevenir excessos de oferta de etanol, suavizando a variação de preços e, finalmente, do consumo de hidratado 1,7 1,5 1,6 1,5 1,6 1,5 1,6 1,7 1,7 1,8 1,7 1,7 0,0 0,4 0,8 1,2 1,6 2,0 janeiro fevereiro março abril maio junho julho agosto setembro outubro novembro dezembro Bilhões de litros 2018 – 2022: ▪Outubro: valor médio máximo de 1,82 bilhão de litros. ▪Abril: mês de consumo mínimo de 1,45 bilhão de litros (80% do patamar atingido em outubro) Produção mensal do etanol (cana e milho) em 2022 Estoque mensal dos produtores do etanol em 2022 Consumo mensal do etanol hidratado (média 2018-2022)
Ano Base 2022 32 CONCENTRAÇÃO GEOGRÁFICA DA PRODUÇÃO DE ETANOL Fonte: EPE a partir de MAPA ▪Com base em uma frota flex fuel, os estados produtores podem elevar o consumo de etanol hidratado frente à gasolina ▪A absorção local do etanol reduz os custos logísticos do abastecimento de combustíveis no território nacional ▪Destaca-se o caso da região Centro-Oeste: oDistante das refinarias concentradas próximo à costa, o consumo de hidratado pode evitar o fluxo de derivados de petróleo para a região oConsumir localmente também pode reduzir a exportação de etanol para outros estados oO escoamento da safra de grãos é altamente dependente do transporte rodoviário, e o menor uso das rodovias e ferrovias da região para o transporte de combustíveis traz maior eficiência logística 15% 38% 14% 13% Produção de etanol é concentrada regionalmente (anidro e hidratado)
Ano Base 2022 33 CONSIDERAÇÕES FINAIS Pelos mesmos princípios, a frota flex fuel também seria fundamental para a consolidação de uma eventual estratégia de descarbonização dos veículos leves centrada nos biocombustíveis, considerando os objetivos mundiais da neutralidade de carbono. A frota de veículos flex fuel permite que o Brasil tenha uma das matrizes de transportes rodoviário mais limpas do mundo: viabiliza o uso de etanol hidratado e acomoda as variações da oferta nacional, tanto temporais quanto geográficas, promovendo a redução dos custos logísticos e a segurança no abastecimento. Um sistema de mobilidade realmente sustentável reconhecerá os ganhos sinérgicos da integração modal, com a priorização do transporte público. O espaço que caberá ao transporte individual motorizado, e particularmente aos veículos, exigirá um suprimento crescentemente renovável. Para viabilizá-lo, o Brasil conta com os veículos flex fuel. A construção de um sistema neutro em carbono também passa em melhorar o rendimento do uso de combustíveis nos veículos, como a combinação com motores elétricos em veículos híbridos flex fuel. Aprimorar a eficiência energética viabiliza maior participação do etanol sem exigir ampliação excessiva da oferta. Para garantir avanços nessa frente, o Rota 2030 é um dos principais instrumentos.
Praça Pio X, nº 54
20091-040 - Centro - Rio de Janeiro
http://www.epe.gov.br/
/epe.brasil
@epe_brasil
Empresa de
Pesquisa
Energética
@epe_brasil
/EPEBrasil
Heloisa Borges Bastos EstevesAngela Oliveira da Costa
Rachel Martins Henriques
Rafael Barros Araujo
Angela Oliveira da Costa
Dan Abensur Gandelman
Danilo Perecin
Euler João Geraldo da Silva
Juliana Rangel do Nascimento
Leônidas Bially Olegário dos Santos
Marina Damião Besteti Ribeiro
Paula Isabel da Costa Barbosa
Rachel Martins Henriques
Rafael Barros Araujo
Miguel Angelo Alvarenga de Carvalho (estagiário)
Pedro Henrique Menegotto Weingartner (estagiário)
Sérgio Augusto Melo de Castro (Assistente Administrativo)
Raquel Lopes Couto (Técnica em Secretariado)
Autores